Pois bem, fui convidado para a inauguração daquela que é a mais moderna vinícola brasileira. Fincada no coração do pampa gaúcho. Um projeto ousado, pensado e realizado.
Uma vinícola que irá mudar o perfil da região.
Me lembrou outro gaúcho pampeano Mário Quintana:
“Se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não as querer. Que tristes os caminhos se não fosse a presença mágica das estrelas.”
As estrelas, também, guiaram este projeto. Vinhas jovens como este Chardonnay plantadas na fronteira do Brasil com o Uruguai vai, certamente, mudar o perfil da região.
A Campanha gaúcha é a região em verde no mapa. Quase toda a linha de fronteira com o Uruguai e parte da Argentina. Tão grande é a região, em torno de 600 quilômetros de ponta a ponta, que já as dividimos em duas. A Campanha oriental, na fronteira com a Argentina e a Campanha propriamente dita.
Região das grandes fazendas, do gaúcho estilizado, aquele que é, por muitos chamado de Centauro dos Pampas. Por falar em pampa esta é uma região pastoril de planícies com leves ondulações e possui, talvez o melhor pasto do mundo. Espalha-se por parte da Argentina e todo o Uruguai, vejam a foto. E, certamente, dali sai a melhor carne do mundo.
Mas além das pastagens únicas no mundo a Campanha tem um clima muito demarcado, pode-se até considerá-lo um clima continental. Muito frio no inverno e no verão muito sol e calor de dia, a noite refrescando nos locais mais altos. O solo muitas vezes rochoso são ideais para o plantio da uva.
E vamos nos honrar de termos um terroir como o pampa. Penso que tem potencial para ser tão importante quanto a serra gaúcha, a região de Canelones no Uruguai e outras tantas. Somos jovens no estudo deste terroir e temos tudo para evoluir.
Que diga o Tannat desta região, melhor que muito Tannat uruguaio, menos agressivo, mais frutado e agradável.
Mas para que esta ideia torne-se realidade precisamos de empreendedores, conscientes de sua liderança na região, que comece, não só a plantar uvas, mas a vinificar seus vinhos na região, segurando mão de obra local, trazendo os ventos da renovação e, mais, iniciando um novo polo viticultor neste belíssimo terroir.
Tive o pensamento de que por cada arco destes passou e passarão as gerações desta família Pötter que certamente seguirá adiante os ofícios e ensinamentos recebidos.
Importante destacar que, de novo, que acreditam no potencial do pampa, não só para a agricultura e pecuária, mas, também, para vinhos de qualidade.
Aliás a Guatambu produz espumantes e vinhos tranquilos da melhor qualidade, mas o que me deixa esperançoso é a equipe que tem, o apoio familiar, pela recepção que tivemos TODA A FAMÍLIA está envolvida nesta ideia do vinho.
Me sinto honrado e agradecido com o convite recebido, meu DNA pampeano foi reaceso, tenho raízes familiares fortes na região e fico muito feliz em saber que temos muita estrada e sucesso pela frente. Também estou feliz em saber que mesmo fazendo parte de 0,00001% deste projeto ele está no meu coração e, no que depender de mim estarei sempre advogando a favor dos vinhos da região.
Um terroir que dará muito o que falar.
Além do que já produzem um Tannat de exceção com o charme do pampa.
Este Tannat, assim como os vinhos da Guatambu e, porque não dizer, do pampa gaúcho vão dar muito o que falar.
Fiquem com Dante Ledesma interpretando Orelhano, gado sem brinco, sem dono que circula pelo pampa sem fronteira. Assim como a casta Tannat que vai de um lado para outro da fronteira mantendo sua característica de vinho pampeano.














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