Chablis Uma Outra Borgonha


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Vinhedos de Chardonnay com a vila de Chablis ao fundo, uma pequena Comuna cerca de 100 Km a noroeste de Dijon (extremo norte da Borgonha).

A Chardonnay nativa da Borgonha. A uva branca mais plantada no mundo pela sua versatilidade e qualidade. Nos brinda com vinhos doces, tranquilos e é a coluna vertebral dos espumantes e champagnes.

É a casta branca mais apreciada e plantada no mundo todo. Para muitos a única uva branca que conhecem e gostam. Normal, se pensarmos que a cada 10 vinhos brancos consumido no mundo agora 7 sejam feitos desta casta.

Climas mais frios, invernos rigorosos e verões curtos e secos. Este clima além de dar muito trabalho aos produtores com geadas fora de hora e chuvas de granizo dá um trabalho danado aos produtores da região.

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Vejam as tradicionais chaminés de fogo para afastar as geadas.

ESTILO CHABLIS – O SOLO DE CONCHAS

Em Chablis em razão do solo formado por conchas pré-históricas, havia mar por aqui, na época Jurassica,  as raízes da Chardonnay descem fundo para buscar a sensação de secura mineral com acidez marcante tão característica destes vinhos. São vinhos singulares. Secos, ácidos e minerais, refrescantes como só eles podem ser.

CLASSIFICAÇÃO DO CHABLIS

A classificação do Chablis varia do básico Petit Chablis, passando pelo Chablis, depois Premier Chablis e chegando ao topo os Grands Crus. Variações de solo, localização do vinhedo e insolação ao final do período de maturação determinam a qualidade final do produto. De novo o terroir da Borgonha influenciando diretamente o produto final.

PETIT CHABLIS: Vinhedos plantados em alturas que variam de 200 e 300 metros. Plantados nas margens do rio Serein. Formando um cinturão em volta de Chablis. É um vinho de cor amarelo palha com tonalidades verde oliva, tradicionais de um bom Chardonnay. Nos aromas pera e maçã verde com toques cítricos de lima e limão. Na boca leve, refrescante e com acidez muito marcante. Deve ser bebido ainda jovem com no máximo dois anos de garrafa.

Harmoniza muito bem com frutos do mar, ostras em especial, peixes leves e saladas.

CHABLIS: Vinhedos aproveitando ao máximo o pré-histórico depósito de ostras e conchas para ganhar o máximo de conotações minerais. De cor amarelo puxando ao dourado. No nariz mais complexidade, agora algo de manga, pêssego e herbáceo. Na boca mantém o frescor a secura e a acidez tão característica. Pode ser apreciado com mais tempo de garrafa, neste caso ganha complexidade de aromas algo como toques sutis de nozes e na boca mais volume e untuosidade.

Harmoniza com pratos da culinária indiana, asiática, peixes mais gordurosos e até mesmo um Salmão dependendo dos molhos e temperos.

PREMIER CHABLIS: Os vinhedos são divididos pelo rio Serein. Somente os melhores terrenos são disponíveis para as parcelas de Premier Chablis. Os melhores Premier Chablis são os que fazem divisa com os Grands Crus. Os melhores locais já eram de conhecimento dos Monges Cistercienses que mapearam a Borgonha. Os vinhos Premier Cru precisam de descanso em garrafas por, no mínimo 5 anos podendo chegar a 10. Depois de abertos precisam ser areados. Um bom decanter resolve o assunto. Somente após uma meia hora deitado no decanter é que o Premier Cru começa a demonstrar seu potencial aromático. Os mais jovens tem um toque mineral e floral desenvolvendo mais complexidade com os anos. Os mais antigos tem toques de mel e nozes e são mais untuosos e com acidez mais moderada.

Harmonizam com pratos mais exóticos e condimentados da culinária asiática. Frutos do mar como polvos e peixes como Garoupa e Badejo. São parceiros, também, para uma série de pratos com Bacalhau, desde que não tenham muitos molhos brancos.

GRAN CRU: O terroir dos Chablis Gran Cru são aqueles onde há depósito de ostras fossilizadas. Este solo foi formado a 150 milhões de anos atrás. Apelações de Marls e Kimmeridgian são o centro dos Gran Cru. Os vinhedos estão plantados em alturas que variam de 150 a 250 metros e recebem a melhor orientação solar, a direita do rio Serein. Formam uma continua faixa na parte de cima do vale de Bougro até Clos to Blanches no sentido nordeste sudeste. Seus vinhos devem aguardar de 10 a 15 anos para serem apreciados. São de coloração amarelo dourado. Aromas de frutas secas, nozes e mel. Na boca a rara combinação de untuosidade e acidez perfeitamente casadas. Seu charme inimitável.

Harmonizam com os peixes mais nobres, foie gras, lagostas e carangueijos. Nas carnes, o frango e porco são bem-vindos. 

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