O Valor da Amizade e do Vinho

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O melhor amigo do vinho é a amizade. Assim como a felicidade o vinho só é completo se compartilhado.

Um amigo muito especial, José Francisco de Assis Polonini, cujo coração é tão grande quanto o nome, me envia este vinho, o Tabocas Cabernet Sauvignon 2014 e pede que eu passe minhas impressões sobre ele.

Teu pedido é uma ordem Polonini e desde já agradeço o regalo.

O vinho que eu gosto como este Tabocas, para ser produzido precisa: De um louco para cuidar da videira, um sábio para a legislação, um artista para vinificar, amantes para bebê-lo e os poetas para descrevê-lo.

Um dos melhores prazeres que tenho é ser surpreendido por um vinho, como este. Cada garrafa de vinho elaborada com amor e paixão como o Tabocas nos trás, tal qual a garrafa dos náufragos uma mensagem que viaja pelos sete mares.

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Cabernet Sauvignon 2011 Vinícola Batalha – A confirmação do terroir da Campanha Gaúcha

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Sempre digo: Gosto, aprecio, recomendo e vendo vinho, não commodities. Mais do mesmo, não. Para isto basta ir no supermercado mais perto. Ali temos, no geral, aqueles vinhos estilo, bebeu um bebeu todos.

Outro grande prazer que tenho com o vinho é ser surpreendido por ele. Não há prazer maior que abrir uma garrafa e ter a sublime sensação do diferente e prazeroso.

Por terceiro gosto de comprar vinhos da minha terra, da minha gente, vinhos do Brasil. Afastando o pensamento do grande Nelson Rodrigues que vaticinou o complexo de vira-latas de muitos de nós. Sempre a elogiar o vinho de outras terras. Claro, não vou negar, há locais mágicos e, porque não dizer míticos para o vinho, como Douro, Piemonte, Borgonha, Bordeaux e por aí vamos. Com estes terroirs não podemos nada falar, mas sim tê-los como norte como padrão de qualidade para as uvas que tanto amamos.

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Merlot Alto das Figueiras 2011 – Alma Paixão e Prazer

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Sempre me perguntam qual a uva que prefiro, se vinho branco ou tinto (esquecem) que tem o rose, os fortificados os espumantes e os vinhos de sobremesa.

Não me preocupo com uvas, países ou estilo de vinho quando penso no vinho que eu gosto. Eu penso sempre em quem fez o vinho. De onde vieram as uvas. Se elas estão adaptadas ao terroir. E, principalmente, qual a proposta do enólogo e do produtor do vinho.

Me interessam aqueles vinhos cujas uvas respeitam o terroir. Uvas que tenham sido colhidas no melhor equilíbrio possível. E, por fim, vinhos feitos com alma e paixão.

Os grandes vinhos, para mim, são aqueles que “converso” com os seus criadores quando abro a garrafa. Assim o é com este incrível Merlot 2011. Aliás, Merlot que venho acompanhando desde 2009 como veremos.

Agora um pouco mais do produtor, terroir, uva e deste vinho.

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Conheça o Espumante Negro Estrelas do Brasil

 

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Desde o primeiro espumante que se tem notícia elaborado em Limoux, Languedoc até os dias atuais muitas evoluções ocorreram. 

Inicialmente o que se queria era evitar o grande charme da bebida as bolinhas de Co2 vindas da fermentação. Em épocas antigas, sem o devido controle da fermentação, muitos vinhos tranquilos sofriam, inadvertidamente, a segunda fermentação na garrafa esta por certo explodiam. Foi na Abafdia Beneditina de Saint-Hilaire que se tem notícia do primeiro controle proposital das bolinhas para que o vinho as tenha como objetivo. Quase 100 anos antes do nascimento de Dom Pérignon e sua lenda, leiam aqui.

Dali para cá, principalmente, após os estudos de Pausteur os produtores começaram a ter o perfeito controle das leveduras. Deste controle surgiram dois métodos básicos. O Charmat onde os espumantes são elaborados em tanques de inox e o Tradicional com segunda fermentação na garrafa. Sempre tendo como ideia a segunda fermentação de um vinho base que deve manter acidez em alta com perfeita maturação da uva.

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Bee Happy com um espumante de grande qualidade

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Já há algum tempo estava devendo para a Manu a publicação sobre minhas impressões em relação ao espumante Bee. Muita correria de final de ano e início de novos projetos relacionados a criatividade e quando é assim que pare o mundo menos o fio da imaginação.

Antes, porém, de eu iniciar a falar do espumante em si é interessante destacar a coragem e arrojo da equipe da Bee. Lançar do zero um produto no Brasil, na época em que vivemos já é complicado. Vinho mais ainda pelo preconceito que ainda presente em grande parte dos consumidores.

Sei o espumante já conquistou seu espaço, mas não é bem assim. Se formos falar de espumante para requinte, grandes ocasiões ou mesmo para uma roda em amigos, ainda assim tem quem ´refira um Cava muito mais caro e de qualidade duvidosa do que um espumante feito com esmero em terras tupiniquins.

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Sciachetrà – Nome estranho vinho fantástico

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Belo, belíssimo vinho. Os que me acompanham sabem que raramento indico algum vinho. E de fato é verdade. Primeiro porque digo que não se bebe vinho pela boca dos outros. Títulos hiperlativos como O Melhor Vinho de tal lugar, para mim são, quase sempre, embustes comerciais. E lá se bebeu todos os vinhos deste lugar? Segundo o enfoque deste blog é desmistificar e explicar o mundo do vinho. Assim indicações fogem do norte adotado.

Porém, há alguns selecionados vinhos que fazem parte do seleto grupo DA MINHA caixinha de lembranças, portanto, minha e só minha, que vez ou outra gosto de ilustrar alguma matéria já falada, como o Apassimento das uvas.

Este é, para meu exclusivo prazer, o melhor passito que já apreciei. Recomendo a todos que na frente dele estiverem tenham sejam servidos por Ganimedes.

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