A Elegância dos Vinhos do Dão

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O Dão. Uma das mais fantásticas regiões produtoras de vinho de Portugal. Eu considero seus vinhos entre os mais elegantes, perfumados e prazerosos do país.

A região logo abaixo do Douro é acidentada e protegida por cadeias de serras.  O que nos traz vários micro-climas essenciais para a diversidade dos seus vinhos. Há para todos os gostos e bolsos.

Viseu é a cidade central a ser visitada. Dali podemos percorrer toda a região que desde os Romanos sempre produziram vinhos de qualidade. 

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O Trio de Ouro das Uvas Brancas do Douro

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Eis o fantástico Douro. O rio que começa na vizinha Espanha lá banha duas importantes áreas vitícolas, Ribera del Duero e Toro. Ao chegar em Portugal desce por vales encantados até desaguar no Atlântico entre Gaia e Porto.

Velho conhecido dos Romanos que por ali iniciaram sua presença de 500 anos na península ibérica. E com eles as primeiras vinhas. O Azeite e as Amêndoas foram trazidas pelos Mouros. 

Entretanto, foram os ingleses que tornaram os vinhos do Douro mundialmente conhecidos. Os vinhos viajavam mal do Douro à Inglaterra. Muitos chegavam lá estragados.

Qual a solução?

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Desvende o Dão – Portugal

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Estes vinhedos no Dão trazem uma bela ideia de como é o seu terroir.

Região montanhosa que nos traz vinhos tintos para lá de especiais com alta vocação gastronômica e brancos com acidez marcada, minerais e delicadamente aromáticos.

Para mim uma surpresa que o Dão ainda não tenha a fama e a reputação que merece, ao menos no Brasil. Talvez ofuscado pelo seu vizinho, o Douro. Entretanto, por aqui temos estilos de vinhos muito diferentes do quente e ensolarado Douro.

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5 Dicas para Conhecer Alguns Vinhos Portugueses

PORTUGAL MAPA

Portugal terra de infinidade de uvas nativas. De vinhos dos mais variados estilos, uvas e preços. Terra de contrastes geográficos e climáticos. Terra do poeta maior Fernando Pessoa. De doces mágicos e amigos fraternos. 

Pretendo indicar alguns locais para serem visitados. Sei que deixarei de lado inúmeros sitios que merecem uma visita detalhada. Mas se assim o fizer longo demais seria este texto.

Optei, então, por realçar cinco pontos turísticos menos conhecidos, entretanto, entendo ser essenciais para perceber um pouco dos singulares vinhos de Portugal. Vinhos que em nenhum outro local do mundo vamos encontrar.

COLARES – NOS ARRABALDES DE LISBOA

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Enquanto existam estes vinhos únicos, diferentes, saborosos e inusitados. Tudo para dar errado está ali. Nada da cartilha tradicional da vinicultura. Olhem o vinhedo deste senhor acima, ele é bem diferente do normal. Vejamos porque.

Na  região vinícola demarcada do Conselho de Sintra, com seu terroir extremo e seus vinhos um tanto esquecidos está a Colares e seus vinhedos. Tudo conspira contra a uva. São vinhos raros e, infelizmente esquecidos por muitos. Podem ter certeza, a luta do homem é de arrepiar, a teimosia saudável, o amor aos antepassados e a adaptação com  a natureza deu e dá muito resultado.

Vinhas plantadas sem porta enxerto, olhem a foto, diretamente no solo e livres, desde sempre da filoxera. Um pulgão que destruiu vinhedos mundo a fora, inclusive as videiras de Portugal, aqui pelo terreno não fixou-se. Os vinhedos ali localizados nunca foram afetados, como Colares, entre a Serra de Sintra e o Atlântico, em chão de areia, por exemplo, nunca foi afetada pela Filoxera.

Vamos ao quadro: Imaginem ventos muito fortes o ano inteiro, forte influência marítima, sal e pouco sol em razão das névoas e umidade. Sabe-se que as uvas não gostam de nenhuma destas adversidades. Talvez uma ou outra branca. Mas quem dá as carta aqui é a singular TINTA RAMISCO. Seu solo preferido é a  areia de praia.

Mas como fixar a videira sabendo-se que ela é uma trepadeira? Cada cacho é elevado do chão com uma espécie de canudinho para que não fique em contato direto com o solo quente. Um trabalho para os que têm amor pela tradição. Por isto, há as uvas nativas chamadas de Ramisco (tinta) e Malvasia de Colares (branca) plantadas em solo franco e pré-filoxera. São protegidas dos fortes ventos por proteções de tela de palha de cana.

Com estes típicos e únicos vinhos pensemos na culinária local. Não pensem que os saloios sintrenses não nos reservam mais surpresas. Ah, e como reservam. Nas carnes temos o Leitão de Negrais um leitão criado na região e assado de várias maneiras nos restaurantes locais. Frutos do mar os mais variados, quem sabe um robalo, meio sumido aqui no Brasil, quem sabe um polvo como só os locais sabem nos servir.

AÇORES – E OS VINHOS DE CURRAIS

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Currais? Isto mesmo, as videiras são plantadas em currais de solo vulcânico. Nada parece com nada antes de aparecerem os primeiros verdinhos da teimosa videira. E vinho bom é de videira que sofre, aqui temos um bom exemplo. Suas terras formadas pelas lavas estão os vinhedos. São plantadas no meio das pedras em quadrados que lembram potreiros. A foto diz tudo de como são plantadas e colhidas as uvas. É hoje considerado patrimônio da humanidade desde 2004 em função da arquitetura e paisagens das ilhas.

Os vinhos de Açores mais famosos são os generosos  São feitos com a casta Verdelho a mesma que na Itália chama-se Verdichio e está na toscana, Sicília e Córsega. É uma casta que se dá muito bem nas ilhas porque aguentam bem o sol e a maresia. São plantados na Ilha de Pico e na Terceira, na região de Biscoitos, onde temos o vinho generoso de Biscoitos.

BAIRRADA – E A SUA BAGA CASTA ÍMPAR 

UVA BAGA

Sim a Bairrada tem uma casta que somente lá encontrei com este vigor. Irascível como um cavalo selvagem e ainda que domada dá uma canseira danada ao produtor. Muito sensível a umidade forte que vem do Atlântico com seus bagos de casca grossa, mas muito apertados a umidade matinal que entra entre eles com o sol da manhã tendo a apodrecer os cachos.

Resultado, muitos temendo perder parte da produção a colhem antes do devido. Tendo, então, uma uva não perfeitamente madura. Lembrando que a uva amadurece, como os frutos, de dentro para fora. Então, as vezes exteriormente então maduras, mas internamente, não. Assim dão vinhos com muito tanino, muito duros.

Quando o produtor consegue as uvas perfeitamente maduras, certamente, nos trazem vinhos inesquecíveis. Eu tenho um vinho com a Baga como um dos cinco melhores vinhos que provei. Gosto de uvas de difícil cultivo, como a Pinot Noir, a Baga, a Aglianico a Nebbiolo e assim vamos.

A culinária local é baseada no famoso e imperdível leitão a Bairrada. Leitão à Bairrada é um dos pratos regionais mais conhecidos e apreciados da região da Bairrada, em Portugal, tendo sido nomeado uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal. Acompanhado de um Baga é essencial.

MINHO E OS VINHOS VERDES 

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Mais uma região fantástica a ser visitada. No norte de Portugal o rio Minho faz fronteira com a Galícia (Espanha). Ali começou Portugal. A influência Romana é perceptível nos sítios antigos, nas estrada e pontes. O legado da turma de César está em toda a parte. Também é terra de um vinho muito único e especial, os vinhos verdes, chamados assim não por que colhidos de uvas ainda verdes ou somente de uvas brancas, até porque temos o vinho verde tinto com a uva Vinhão. 

São chamados assim porque é uma região fortemente influenciada pelo Atlântico. Umidade o ano todo nos traz vegetação o ano todo, portanto uma região verde. Tem por característica terem pouca graduação alcoólica em razão da isolação moderada nos meses de maturação do fruto, assim alcançam menos graus de açúcar e menos álcool. Mais refrescante e com uma característica interessante, leve liberação de C02 nos trazendo minúsculas bolinhas e um ataque estilo agulha na boca, uma delícia refrescante nos dia mais quentes.

Quem sabe uma visita a Monção no extremo norte do país sentido o clima de cidades medievais com suas muralhas, o rio Minho e uma visita ao Palácio da Brejoeira. Ali podemos apreciar um dos expoentes dos vinhos verdes. O Palácio da Brejoeira. Um vinho 100% Alvarinho a versão portuguesa da Albariño. Um show, um clássico no mundo dos vinhos. Algo a ser realmente apreciado, imaginado, interiorizado e agradecermos ao Divino por estar na frente de um dos melhores vinhos brancos que há neste mundo.

Culinária? Vá e descubra nas ruelas das cidades antigas os melhores locais para, sem frescura alguma, se deleitar com peixes frescos, mariscos, polvos, lulas, embutidos e tantas outras maravilhas que servem de escudeiras destes vinho maravilhosos.

Experimente, também, aqueles vinhos verdes feitos em varietal ou mono casta de Loureiro, Trajadura e Avesso entre outras. Esta a dica para o norte de Portugal. 

SETÚBAL – DE VOLTA AOS ARREDORES DE LISBOA

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Península de Setúbal, para mim lembra, imediatamente, o Moscatel de Setúbal, um dos meus preferidos vinhos doces, bem como o vinho Periquita, o primeiro amor por vinhos portugueses.

Mas não deve ser lembrado só por isto, mas sim por ser uma das regiões vinícolas mais antigas de Portugal, seja por ser litorânea, seja por ser mais ao sul do País onde aportaram os Fenícios e outros povos antigos que trouxeram as primeiras vinhas para Portugal.

Agora, falar de Terras do Sado é lembrar do Moscatel de Setúbal feito com a casta Moscatel ao estilo dos vinhos fortificados. São de tonalidade laranja, nariz floral e na boca casca de laranja e lima-limão. Ficaram famosos como os Torna-Viagem pois eram, no tempo do império muito vendidos para o Brasil, mas os que não o  eram voltavam nos navios para Portugal. Aí notou-se que o sacolejar das ondas e as trocas de temperatura nas barricas melhoravam bastante este vinho. Este vinho doce compro e consumo com regularidade gosto muito de tomá-lo a noite quando dá vontade de beber algo docinho, vai muito bem com queijo Gorgonzola.

A culinária local A acentuada diversidade paisagística e cultural traduz-se numa gastronomia muito variada. Esta região produz um dos mais prestigiados queijos portugueses – o queijo de Azeitão parceiro para os doces como Fogaças de Palmela, Pastéis de Moscatel, Pêras Cozidas com vinho Moscatel. Tudo isto com uma paisagem de tirar o fôlego.

 

 

Douro sua história, uvas e vinhos

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Patrimônio da humanidade pela UNESCO desde 2001.

Primeiro destaque para o rio Douro. Lindo e fantástico que vem serpenteando desde a fronteira com a Espanha e nada mais é que a continuidade do rio Duero que banha os vinhedos da região de Toro e Ribera del Duero.

Velho conhecido dos Romanos que por ali iniciaram sua presença de 500 anos na península ibérica. Trouxeram suas uvas e aprimoraram as vinhas existentes desde antes de sua chegada no século II A.C.

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Douro – Patrimônio da humanidade

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Patrimônio da humanidade pela UNESCO desde 2001.

Primeiro destaque para o rio Douro. Lindo, fantástico que vem serpenteando desde a fronteira com a Espanha nada mais é que a continuidade do rio Duero.

Velho conhecido dos Romanos que por ali iniciaram sua presença de 500 anos na península ibérica. Trouxeram suas uvas e aprimoraram as vinhas existentes desde antes de sua chegada no século II A.C.

Em continuidade aqueles que muito fizeram pela viticultura em Portugal. Os Cistercienses, os enólogos da Idade Média aprimoram as técnicas de produção do vinho. Destaques para os importantes Monastérios Salzedas, São João e Tarouca e São Pedro das Águias.

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ALENTEJO – A IMENSIDÃO AZUL

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A imagem que se tem do Alentejo são enormes espaços de planície sob um céu azul, pouca chuva, pouca umidade vinda do Atlântico fica presa em acidentes orográficos. Ali vingam os sobreiros, árvore da qual se retira a cortiça, as oliveiras e as videiras, viga a cor de cobre da terra em contraste com o azul do céu. Esta paisagem perfaz 1/3 da área do país.

Esta região é a maior província de Portugal. É limitado a norte pelo Rio Tejo, a noroeste pela Estremadura, a oeste pelo oceano Atlântico, a leste pela fronteira com Espanha e a sul pelo Algarve.

Sempre gosto de lembrar que o Alentejo é a melhor porta de entrada dos vinhos de Portugal e do velho mundo, para quem está acostumado aos vinhos chilenos e argentinos. Porque vinhos carregados de cor, aroma e taninos. São volumosos na boca e de certa forma doces pelo açúcar da uva, resultado da maturação pelas quais passam o clima é  Mediterrânico, com luz muito intensa, uma exposição solar muito prolongada ao longo do ano.

As poucas quebras das planícies onduladas, como a Serra de São Mamede, ao norte do Alentejo e a Serra da Ossa nos trazem vários microclimas. A altura é fundamental para os vinhos delicados.

Ele tem cidades medievais como Monsaraz, Avis e Crato que convivem com modernos centros como Évora, Beja e Portalegre, assim passado e presente convivem em harmonia.

A presença dos Romanos é forte na região. Desde o incentivo às vinhas com técnicas avançadas à época, como as talhas de barro onde eram armazenados os vinhos selados com resina de pinheiro. Verdade que até hoje alguns ainda utilizam-se desta técnica, até resquícios de estradas, pontes e ruínas que muito demonstram a sua presença.

O Alentejo, na verdade,  se divide em quatro, o alto e baixo Alentejo, bem como o litorâneo e o da fronteira com a Espanha.  Quase toda a área está no nível do mar, mas têm aquelas mais próximas do oceano e as que estão nas serras da Ossa, São Mamede e Portel, sendo assim, microclimas diferenciados. Um pela proximidade com o oceano e o outro pela altura e suas variações climáticas.

 

No Alentejo também tem o passado, e sua tradição, convive com o presente e sua modernidade, vinícolas antigas, como a Quinta do Carmo, Quinta da Terrugem, Esporão e Cooperativa de Borba, por exemplo,  estão lado a lado com moderníssimas instalações, como a Herdade da Malhadinha, Herdade do Rocim, Herdade dos Grous e Cortes de Cima. Uns vinhos de talhas outros grandes vinhos modernos.

Pela tipicidade de seus vinhos, tipicidade é quando o local influencia o vinho tornando-o singular, eles lembram muito os vinhos de Salta, Argentina. Isto que estão separados por metade do globo terrestre, os de Salta são plantados a mais de 1.600 metros e os do Alentejo, no máximo a 600 metros.

Mas ambos têm forte tipicidade. Quem já experimentou um Torrontés de Salta ou um bom Aragonez (Tempranillo) do Alentejo está bebendo vinhos singulares, que somente nestes locais desenvolvem a plenitude que estas castas podem alcançar.

Portanto, não é dos sobreiros e suas cortiças que vive o Alentejo vinhateiro.

O CLIMA

As  mais ao litoral são de climas mediterrâneos com verões mais úmidos e instáveis.  Mais ao interior continental com invernos frios e verões quentes e secos.

Muitos microclimas devido a altura de algumas sub-regiões. Serra de São Mamede com 1025 metros, a Serra da Ossa 650 metros e a Serra de Portel com 421 metros.

AS SUB-REGIÕES

BORBA

Borba é a segunda maior sub-região do Alentejo, espalhando-se ao longo do eixo que une Estremoz a Terrugem, terras marcadas por depósitos de mármore que marcam incisivamente o o seu estilo de vinhos.

Em Borba chove mais que a média das sub-regiões, por consequência menos sol = menos açúcar = a vinhos mais elegantes.

ÉVORA

Em passado não muito distante Évora era o centro da viticultura alentejana. Hoje revigorada é um dos grandes polos do Alentejo. A paisagem é quente e seca e berço de alguns dos mais tradicionais vinhos alentejanos.

GRANJA-AMARELEJA

A mais desconhecida, sub-região alentejana. Fronteira com a Espanha é região de clima inclemente. Verões extremamente quentes e ensolarados nos trazem vinhos elaborados com uvas sobre amadurecidas, tendo como característica ausência de acidez e álcool elevado.

A casta Moreto, uma das variedades mais características da sub-região, adaptou-se especialmente bem à região.

MOURA

Região com clima marcadamente continental. Portanto, invernos rigorosos e verões quentes e secos com noites arejadas. A casta Castelão domina a paisagem por inteiro, bem adaptada aos rigores de um clima tão extremado.

PORTALEGRE

Portalegre é uma sub-região muito diferenciada das outras.

 Vinhedos plantados na Serra de São Mamede, algumas a mais de 900 metros de altura invernos rigorosos, mas verões frescos e noites mais ainda. As uva demoram mais para maturar conservando mais aromas e sabores.

Seus vinhos são muito elegantes ao mesmo tempo que encorpados e firmes. Vinhas antigas são bem normais nesta sub-região.

Dica para quem gosta deste estilo de vinho.

REDONDO

Mais uma sub-região onde a serra comanda o espetáculo. A Serra da Ossa, elevando-se ao pico de 600 metros delimita a região de Redondo. Com clima de invernos frios e secos compensados por Verões quentes e ensolarados.

REGUENGOS

É a maior sub-regiões do Alentejo. Localizada em solos pobres paisagem lunar marca a região de Reguengos.

Os solos xistosos e o clima continental, com invernos muito frios e verões extremamente quentes, condicionam a viticultura, oferecendo vinhos encorpados e poderosos, com boa capacidade de envelhecimento.

Apesar da dimensão, Reguengos é uma das sub-regiões onde a propriedade se encontra mais fragmentada, com áreas médias de vinha reduzidas para as referências tradicionais alentejanas.

VIDIGUEIRA

A falha da Vidigueira, um acidente natural que marca a divisão entre o Alto e o Baixo Alentejo, determina a razão de ser da Vidigueira, a sub-região mais a sul do Alentejo.

As escarpas determinam o clima da Vidigueira, tornando, mesmo tão a sul,  numa das sub-regiões com o clima mais temperado do Alentejo, os famosos micro-climas alentejanos. Os solos pouco produtivos, são terra e chão da Tinta Grossa que muitos a tem como sinônimo para a uva Tinta Barroca.

Aqui, no Alentejo alguns produtores da região, Sogrape, Quinta do Carmo, Fundação Eugênio Almeida, Herdade do Rocim, Herdade da Malhadinha, Monte dos Cabaços, Monte do Pintor entre outros.

Alguns clássicos da região, Pêra-Manca, Cartuxa, Borba e Mouchão, entre outros.

As principais uvas são: Alfrocheiro a Aragonez que já vimos acima, Alicante Bouschet a onipresente Touriga Nacional, a rústica Trincadeira . Ah e as brancas, claro, Arinto e Antão Vaz.

Este o Alentejo.

Fiquem com o vídeo da Herdade da Malhadinha Nova, uma amostra da beleza da região.