A Côte D’Or dos Grandes Chardonnay


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Esta paz que nos transmite esta foto com os suaves declives da Côte D’Or. Destes vinhedos sai um dos melhores estilos dos Chardonnay do planeta.

Veremos com calma nesta publicação o quarteto de ouro da Côte D’Or sul. Chassagne-Montrachet aí da foto é um destes sítios. Vou repetir cada um dos enófilos ou amantes da bebida de Baco deve compartilhar um Chardonnay de estirpe da Borgonha para entender até onde chega esta casta.

A Chardonnay de múltiplos usos, desde vinhos de sobremesa até a coluna dorsal dos champagnes, espumantes e Crémant do mundo.

Entretanto, o estilo criado na Côte D’Or sul é único. Vamos ver?

Os Chardonnay da Côte D’Or sul são extremamente delicados, aromas amanteigados pelas barricas que estagiaram o que conferem um toque lácteo com acidez moderada. Aromas de frutos de polpa branca, como maçã verde, pêssego quando jovens.

A idade diminui a acidez, os aromas passam a frutos secos, algo de damasco e um leve toque defumado das barricas. São inigualáveis neste estilo de Chardonnay. 

BARRICAS NO VINHO: QUANDO SÃO ESSENCIAIS? QUANDO SÃO TEMPEROS? 

Vamos as quatro Comunas (pequenas vilas) de ouro?

RELEMBRANDO A CLASSIFICAÇÃO DOS VINHOS NA CÔTE D’OR

Pela ordem: Grands Cru (1,4%) da área total. Premiers Crus 10,1% da área total. Appellations Villages 36,8% da área total e Appellations Régionale 51,7% da área total. 

CÔTE DE BEAUNE WINE MAP

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Chassagne-Montrachet faz parte do destas especiais Comunas para a Chardonnay. 

A Comuna da região administrativa da Borgonha, no departamento Côte-d’Or. Estende-se por uma área de 6,53 km². Em 2010 a comuna tinha 353 habitantes e possui três Grands Crus: Montrachet, Bâtard-Montrachet e Criots-Bâtard-Montrachet.

Antes a região é dividida entre Chardonnay, a maior parte, e a Pinot Noir. É do trio a maior área disponível para as vinhedos plantados em alturas que variam de 200 a 350 metros com as tradicionais mudanças de solo a cada parcela de altura. O grande charme da Côte D’Or.

Situada mais ao sul de Beaune, Chassagne-Montrachet tem climas mais frios o que nos traz uma Chardonnay com mais acidez e a Pinot com mais carga de taninos.

Os brancos são de cor amarelo oliva, complexos, aromas marcados de grama molhada, frutas cítricas com acidez no ponto certo os que passam por barricas ganham notas de nozes e manteiga.

Os tintos são poucos, mas feitos com a Pinot Noir apresentam uma rusticidade bem maior que os seus primos da Côte D’Or. Aromas marcados de frutas vermelhas, coloração vermelho translúcido. Com tempo de garrafa ganham as famosas notas de couro.

IDEIAS DE HARMONIZAÇÃO

Harmonizam os maravilhosos Chardonnay com pratos de carne leves e delicados como frango ou pato. Peixes de médio teor de gordura como Garoupa e Espadarte até mesmo Salmão dependendo dos acompanhamentos. Como passam por barricas vão bem com pratos a base de molhos brancos.

Já o Pinot Noir, mais rústicos tânicos e frutados vão bem carne de porco, ovelha e gado com molhos não muito pesados.

PULLIGNY-MONTRACHET 

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A vinha sempre fez parte desta Comuna. Pulligny-Montrachet respira vinho.

Nas suaves colinas e pequenas parcelas, muitas vezes de proprietários diversos sai aquele que muitos consideram o melhor vinho branco que existe. Chardonnay certamente será o melhor. Desde os Monges até os poderosos Duques da Borgonha há o cultivo correto e melhorias constantes para que se tenha um vinho neste nível.

Considerado o melhor terroir do mundo para a Chardonnay. Há parcelas, bem menores de Pinot Noir.

O vinho de Puligny-Montrachet é o ápice da casta Chardonnay na Borgonha. Nesta região basicamente só há Grand Cru e Premier Cru. São 17 Premiers Crus e 4 Grands Crus.

Os brancos quando novos os vinhos são fechado, duros e ácidos, poderíamos dizer até uma decepção pelo preço que se paga. Com o passar do tempo em torno de 8 a 10 anos estes vinhos se transformam, passam a ser minerais com aromas de maçã, pêssego, mel e abacaxi e toque de nozes.

Por fim, temos um vinho de grande elegância e raça que define Puligny-Montrachet. O grande segredo destes vinhos é o equilíbrio entre mineralidade e a untuosidade, entre a acidez e a doçura, entre os aromas cítricos e os de mel, enfim um vinho que une com maestria os opostos, algo raro de se encontrar no mundo do vinho.

Os tintos são vermelho translúcido quando jovens e vermelho carmim quando maduros. Fruta, muita fruta vermelha quando jovens ganham complexidade aromática com a idade. Algo de couro, algo de herbáceo quando mais maduros.

HARMONIZAÇÃO

Como estamos a frente de um Chardonnay complexo, untuoso, aromas de frutos secos e acidez firme pede pratos delicados mas complexos, também. Fígado de ganso, lagosta, frutos do mar, como polvo e peixes mais gordurosos com molhos brancos condimentados. Nos queijos aqueles de cabra ou ovelha. Os tintos Não fariam feio frente à vitela, porco, ovelha e queijos duros.

MERSAULT 

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Mais ao norte de Chassagne-Montrachet com suaves colinas tendo o registro das primeiras vinhas em 1.098 plantadas pelos Monges Cistercienses produz somente Chardonnay e Pinot Noir, esta em parcela. 

Mersault seguramente tem a maior área plantada de brancos de elite da Côte D’Or, mesmo não tendo nenhum Gran Cru possui 19 Premiers Crus. Seus vinhos são esplêndidos, mágicos e facilmente conquistam o coração de quem os aprecia.

O solo argiloso e calcário mantém o frio e a umidade mesmo no verão frio que a Chardonnay tanto gosta além de possuir ótima exposição solar garantindo uma maturação segura e sem sobressaltos, dai a produção destes vinhos de exceção.

Os brancos com cores mais puxadas para o amarelo. Ganham cores douradas com o passar do tempo os melhores exemplares podem envelhecer por mais de 10 anos. Quando jovens são encorpados, sem perder a acidez, aromáticos e bastante minerais ao mesmo tempo em possuem aromas de pêssego, damascos e maçã. Os vinhos mais antigos já possuem toques de mel, amêndoas e são bastante amanteigados.

HARMONIZAÇÃO

Como são brancos com volume de boca e acidez mais pronunciada vão bem com peixes mais gordos como Salmão ou mesmo carnes mais leves com molhos brancos ou apimentados. Culinária oriental também é bem-vinda.

ALOXE-CORTON 

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Uma comuna com pequena, que finaliza a Côte de Beaune, mas excepcional porção de Chardonnay em plena terra de Pinot Noir. Tem 13 Premiers Crus voltados quase que exclusivamente para a Chardonnay.

O monte Corton divide Beaune de Nuits. Com vinhedos plantados entre 200 e 300 metros nas encostas de Corton e excelente orientação solar. Vinhedo mais ao norte produzem vinhos mais frutados os do sul mais complexos, com aromas de nozes e frutos secos.

Seus Pinot Noir t êm cor mais escura, rubi intenso. Os aromas mais florais e algo de  morangos, nos mais jovens. Com a maturidade o floral permanece, mas ganham companhia com aromas de couro e frutos secos.  Os Chardonnay pelo clima mais frio são mais fechados de aromas. Estes remetem para frutos de polpa branca (maçã e pera). Com boa carga de acidez envelhecem com saúde. 

HARMONIZAÇÃO

Os tintos são bastante firmes. Pinot Noir de grande carga de taninos e aromas. Certamente pedem pratos mais fortes carnes assadas com molhos mais densos e picantes. Javali, ovelha e carne de gado são bem-vindas.

Qualquer um destes Chrdonnay combina excepcionalmente com Louis. 

 

 

 

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