O Essencial Sobre a Borgonha


FRANÇA BORGONHA MERSAULT

Meus caros amigos as vezes precisamos falar sem rodeios, falar o que realmente, para mim, sem mais só há três Chardonnay por aí. Aqueles cujas uvas vieram da Cote D’Or, como Mersault, foto, o de Chablis, também na Borgonha, mas desgarrado ao extremo noroeste da região e os outros, os espetaculares outros, porém, outros Chardonnay.

Nesta publicação quero mostrar a vocês vinhos caros, sim, mas vinhos essenciais a todo o enófilo, apreciador, sommelier e enólogos, devem provar. Se forem muito caros vamos compartilhar uma garrafa, mas temos que saber até onde pode chegar a Chardonnay.

Vamos começar pela Cote D’Or coração e alma da Borgonha.

A Borgonha começa bem ao sul perto de Lyon com a uva Gamay. A região chama-se Beaujolais e dali saem os melhores exemplares que esta uva pode produzir. Para quem quer aprofundar a leitura.

BEAUJOLAIS UM ESTILO, UMA ESCOLHA 

Entretanto, o que nos interessa, neste momento é a região que está mais ao norte, a mítica Cote D’Or uma das top five da França e por que não dizer do mundo vitícola e há razões para tanto como veremos.

A BORGONHA

A região desde 1.300 é considerada especial para a história do vinho.

A BORGONHA DOS MONGES – A HISTÓRIA DOS VINHEDOS ESPECIAIS

abadia-de-cluny-1

A Borgonha, pela sua proximidade com a capital sempre esteve envolvida com o Poder da época. E falar em Poder desde os anos de 900 até a Revolução Francesa é falar da Igreja Católica e da Monarquia Francesa, aí incluindo os Monges Cistercieneses, e sua Abadia de Cluny, foto,  até hoje firme e forte na região.

Grandes enólogos da época eram desta ordem religiosa o lendário Dom Pérignon era um deles. Com os Monges, suas Abadias e Mosteiros eram um porto seguro a vida dramática de quem estava fora dos burgos e da proteção da nobreza. Ali estava a chave da gastronomia, desenvolvimento dos vinhedos e técnicas de produção.

Os primeiros Mosteiros datam do ano de 900 e 1098, em Cluny e Cister (daí o nome da Ordem Cisterciense), respectivamente. Após vieram os Poderosos Duques da Borgonha cujo reinado se estendia até Flandres (Bélgica e Holanda). Sucessivas guerras enfraqueceram o seu poder, em 1415 houve a famosa Batalha de Agincourt onde foram derrotados por Henrique V dando início ao reinado compartilhado. Para entender a Borgonha atual precisamos conhecer a Borgonha dos Duques.

A BORGONHA DOS DUQUES

O Ducado indo até a Holanda e a divisão do reinado com os ingleses explicam as rotas internacionais de escoamento do vinho da Borgonha, lembrem que nesta época, Inglaterra e Holanda sempre disputaram a primazia do comércio internacional marítimo.

Com a Revolução Francesa e a derrocada da Monarquia, Napoleão Bonaparte desapropriou terras e vinhedos destes nobres e os vendeu a importantes e endinheirados comerciantes,  isto explica porque há tantas propriedades em tão pouco espaço. Há, inclusive, linhas de vinhedos que são divididos entre diferentes proprietários. Com diferentes ideias sobre vinhos, estilos, manejo dos vinhedos, isto explica em parte os múltiplos vinhos da Borgonha. A linda Borgonha e seus telhados.

A LINDA BORGONHA

A Borgonha começa logo após as nascentes do rio Rhône nas cercanias de Lyon indo até Dijon no sentido sul norte. Tanto ao sul quanto no norte há terroir específico, uvas de grande qualidade, porém, Côte D’Or é Côte D’Or. Uma das mais tradicionais e majestosos terroir para a produção de vinhos de grande qualidade.

telhado-borgonha

Além destes telhados tradicionais e lindos.

A CÔTE D’OR E SEU SEGREDO

A pequena Côte D’Or ou a Costa do Ouro tem 40 quilômetros de extensão e não mais que 10 de largura. Imagina-se uma fenda no terreno onde nas partes de cima mais ensolaradas estão os melhores vinhos até chegarmos na vila no fundo do vale onde estão os Village. Por aqui só Pinot Noir e Chardonnay.

borgonha-terroir

Vejam a ilustração. Inclusive com a classificação dos vinhos do melhor ao mais simples.

Concluindo a publicação vamos dar uma olhada no mapa da Borgonha onde facilmente poderemos ver que a Côte D’Or é dividida em duas.

cote-dor-wine-map

Na  parte sul predomina a Chardonnay, tendo como cidade chave Beaunne e a parte norte predomina a Pinot Noir cuja cidade mestra é Niots-St-Georges, na sequencia das publicações veremos mais detalhes de cada metade da pequena e fantástica Côte D’Or.

CHABLIS 

Ao fim há Chablis. A comuna que fica desgarrada a noroeste da Borgonha e é terra de excepcionais e ímpares Chardonnay. Para não tornar cansativa e repetitiva a leitura desta publicação recomendo a leitura deste link.

CHABLIS E SUA MINERALIDADE

Na Harmonização dos vinhos com música sem medo de errar eu combinaria com um bom jazz, de preferência, uma voz suave, porém, firme e inolvidável.

Vamos de Billie? 

 

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