A Primeira Vez No Vinho


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O vinho. Bebida mágica que a nós todos encanta há muitos séculos e séculos. O vinho, ao contrário de muitos blogs e publicações que vejo por aí tratando o vinho como uma bebida do não. Estilo: Não cometa estes erros. Evite os erros de principiante e por aí vai. Muito pelo contrário, o vinho é uma bebida do sim.

Sim a vida. Sim a (con)vivência entre as pessoas. Sim a confraternização. Sim a cultura dos povos. Filmes rodados em países vinhateiros como Portugal, Espanha, Itália e França é comum nas reuniões em volta da mesa sempre aparecem garrafas e cálices de vinho.

Simpósio tem origem na palavra grega symposión que era uma reunião ou festa onde se bebiam os vinhos, sympoten é sinonimo de beber junto, geralmente depois dos banquetes onde os amigos discutiam filosofia e outros assuntos.

Aqui gostaria de elaborar um guia aos amigos do vinho. Um guia para que se possa navegar neste mundo com mais segurança. Podemos chamar este guia de A Primeira Vez No Vinho

DA HISTÓRIA DO VINHO

anforas

Os vinhos rudimentares que evoluíram até hoje começam na Grécia Antiga. Para os gregos o vinho era a bebida dos Deuses, das festas e do amor a vida. A atual Georgia era parte da grande Grécia Antiga. As videiras, a elaboração do vinho, seu armazenamento e seus rituais de consumo eram sagrados para os gregos.

O segundo impulso na história do vinho foi dado pelo domínio do Império Romano o vinho ganhou expansão e chegou aos países hoje notadamente vinhateiros. França, a própria Itália, Espanha e Portugal. Até onde chegou o Império Romano e até onde as videiras podiam prosperar com segurança os Romanos a plantaram e elaboraram o vinho local.

Itália, depois França, após a península Ibérica. Cada qual com suas uvas e características próprias. Estava lançada a ideia de terroir que veremos adiante.

O terceiro impulso será consequência da Igreja Católica e seus ramos como a Ortodoxa Oriental. A imagem do sangue de Cristo ser representada pelo vinho traz, necessariamente a elaboração de vinho para a sua celebração. Uvas como a Moscatel nascida na Grécia e levada, inicialmente, para o Oriente, atual Turquia pelo Império Bizantino e depois para a Itália pelos comerciante de Veneza e dali espalhada pelo mundo teve esta trajetória, exclusivamente em razão da Igreja Católica.

Mas não ficamos só nisto. Aqueles a quem chamo de Monges enólogos no rigor da Idade Média onde os feudos e os Mosteiros eram a segurança eles iniciavam, não só a cuidar das videiras para os vinhos das missas diárias, mas começaram a aplicar nas videiras novas tecnologias e escolha correta das uvas. Importantes regiões produtoras a exemplo da Borgonha e Champagne devem muito a estes Monges enólogos.

Quarto impulso foi a expansão marítima com Portugal e Espanha levaram as videiras para países até então desconhecidos fechando, de fato, a globalização do vinho.As grandes uvas levadas por eles foram a Moscatel e a Mission, chamada assim no México e EUA, no Chile atende pelo nome de Del Pais e na Argentina de Criolla.

O QUE É O VINHO

O vinho é um fermentado de uva. As uvas quando chegam no ponto ideal de maturação sabe-se medindo seu nível de açúcar, o (BRIX). Este açúcar com ajuda das leveduras externas e a temperaturas controladas serão transformados em álcool, aromas e Co2. Nos tintos há o contato das cascas com o mosto (líquido + sementes) para dar a conhecida cor.

Menos contato temos os roses e nenhum contato vinho branco de uvas tintas. No caso dos brancos há pouco ou nenhum contato das cascas com o mosto. A exceção dos “atuais” vinhos laranja onde há longo contato das cascas com o mosto. Ao final este vinho será engarrafado ou estagiam em barricas de madeira para depois irem para as garrafas.

PRINCIPAIS UVAS

Primeiro é necessário separar as famílias de uvas. Temos as nativas da América as chamadas uvas americanas ou de mesa como Niágara, Bordô, Santa Isabel e outras que servem, basicamente, para consumo in natura ou suco. Isto porque não alcançam índices adequados açúcar natural para ser fermentado. Adiciona-se açúcar externo e desta prática temos várias classificações. A ver:

DESMISTIFICANDO OS AÇÚCARES DO VINHO 

Vendo o que interessa vamos ficar nas chamadas uvas internacionais. A Cabernet Sauvignon, a Merlot e a Malbec. Nas brancas a Moscatel,  Chardonnay e a Sauvignon Blanc.

Estas uvas são, casualmente, todas de origem francesa. E são internacionais não por serem francesa. Lembrando que a videira é um vegetal e como tal não se adapta em qualquer lugar. Pois estas uvas possuem em comum adaptabilidade, produtividade e qualidade por isto foram se espalhando pelo mundo e estão em 8 de cada garrafa que vemos nos grandes supermercados.

Nas próximas publicações veremos: A apresentação do vinho (análises visual, olfativa e gustativa) e vocabulário essencial como: Tanino, Barricas e terroir. Ao final o Serviço do Vinho e os Estilos do Vinho. 

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