Conhece o Mistela? Um Sweet Wine Diferente


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Sabe aquela vontade de apreciar um vinho docinho estilo sobremesa? Algo com mais álcool e doçura? Porque não um Mistela?

Opa o que é um Mistela? Nunca ouvi falar dele. Pois tecnicamente um Mistela é um mosto de uva não fermentado. Um mosto é um suco de uva com cascas que receberá as leveduras para a fermentação. Aqui este mosto receberá álcool vínico a 70 G/L que será gradualmente ajustado para ter no máximo 18% de álcool.

No caso eu apreciei este Mistela da Antonio Dias. Minhas impressões?

Eu tinha ouvido falar, vagamente, do que se tratava um Mistela. Sabia que era um vinho de sobremesa com aguardente vínica e era isto.

Boa parte dos vinhos doces mundo afora são Mistela puros com retoques de cada local onde é elaborado. Outros são misturas de Mistelas com vinhos mais ácidos para dar estrutura e destaque na acidez. Como por exemplo os vinhos estilo Jerez com a uva Pedro Ximenes.

LEIA SOBRE O JEREZ

Fiquei sabendo que a Vinícola Antonio Dias, no Alto Uruguai, Rio Grande do Sul produzia este vinho. Recebi o vinho e agora o apresento a todos.

O Mistela é um vinho que é elaborado com parte de suco de uva, parte de aguardente vínica. Uma estranha combinação que em princípio parece algo fora de propósito, mas não é.

Este é feito com mosto de Chardonnay e álcool vínico, depois de elaborado o mosto mistura-se álcool vínico da mais alta qualidade, obtendo-se a combinação açúcar e álcool ideal.

Parece fácil, mas já adianto que só na mão de experientes enólogos o resultado sai como este.

Este vinho, com 17% de álcool deve ser apreciado bem gelado, temperatura por volta de 8 graus.

A cor é âmbar sem ser filtrado. Nariz de mel, nozes e algo de abacaxi. Na boca é um vinho típico de sobremesa, a algo doce, mas nem tanto acompanhando muito bem os contrates, como queijo gorgonzola ou mesmo um belo sorvete de creme. Mais informações para a compra deste vinho comigo pelo email peter.alemdovinho@yahoo.com

Eu gostei bastante do resultado. Para quem gosta de novidade aí está uma.

Um vinho intimista para apreciar Debussy. Clair de Lune, indicação do amigo, cliente e leitor José Francisco Polonini.

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