A Imponente Touriga Nacional a Uva Chave de Portugal


UVA TOURIGA NACIONAL 2

Se aprecia um bom Cabernet Sauvignon vais gostar da Touriga Nacional.

Portugal é conhecido e reconhecido mundialmente por ser um país com grande variedade de uvas e estilos de vinhos. Por lá o vinho é a bebida oficial desde os primeiros tempos. Sabe-se, também, que esta enorme variedade de uvas nativas estão espalhadas por todo o país.

Algumas delas não quase não se encontra fora de seu berço, como a Baga. Outras viajam o país como a Tinta Roriz, conhecida no Alentejo, sul do país, como Aragonez.

Uma outra característica do vinhos portugueses é que esta enorme gama de uvas trocam de nome de região para região o que vem a causar confusão. Algumas trocam de nome e de sexo como a Maria Gomes/Fernão Pires.

Porém, a Touriga Nacional, não. Raramente troca de nome e está com mais ou menos presença, mais ou menos brilho em praticamente todas as regiões vitícolas do país o que a torna a mais importante casta nativa. Muitas vezes em carreira solo nos brindando com excepcionais vinhos ou na maioria das vezes em corte com outras uvas. 

É a casta mestra dos vinhos tintos do Dão onde é seu berço. Vinhos de cor escura e aromas muito marcantes de frutos vermelhos. Bastante tânica produz vinhos com vocação para a garrafa e, quando domados, vinhos sedosos, firmes e com bastante volume na boca. 

Entra nos cortes clássicos dos vinhos do Douro. Sejam eles fortificados ou tranquilos. É a coluna de sustentação dos tintos Durienses. Importância ímpar para trazer aos vinhos do Douro, sejam os fortificados ou não,  trazendo corpo e taninos.

Nas melhores condições de lida e cuidado nós temos um vinho de cor muito escura, tânico, firme e volumoso em boca, belos vinhos de guarda em razão desta característica. Aromas florais e algo cítricos. Sua vocação para a carreira solo deve-se, recentemente, a estudos ampelográficos e o trabalho artesanal de enólogos dedicados a trocar quantidade por qualidade. Diga-se vinhos excepcionais estão sendo elaborados ao melhor estilo varietal (uma só uva), podendo demonstrar todo o seu esplendor.

UVA TOURIGA NACIOANL

ESTILO DE SEUS VINHOS

Quando em varietal e bem trabalhada certamente seus tintos se enquadraram no Estilo Tinto de Guarda, veja aqui. Seus potentes taninos que tornam seus vinhos intragáveis quando jovens, com o tempo necessário em barricas nos ofertam vinhos deliciosos, aromáticos e agradáveis. Vale a pena ter alguns exemplares destes vinhos na adega para o devido envelhecimento.

ONDE ESTÃO OS MELHORES EXEMPLARES

Certamente Portugal é o grande celeiro dos vinhos desta casta. Onipresente no país como nenhuma outra casta. Entretanto, há três regiões onde rapidamente em quantidade e qualidade encontramos belos exemplares.

PORTUGAL – DÃO:  No norte do país. Região montanhosa que nos traz vinhos tintos para lá de especiais com alta vocação gastronômica e brancos com acidez marcada, minerais e delicadamente aromáticos.

Para mim uma surpresa que o Dão ainda não tenha a fama e a reputação que merece, ao menos no Brasil. Talvez ofuscado pelo seu vizinho, o Douro. 

Região montanhosa, vinhedos plantados em alturas que variam de 400 metros até 700 metros. Clima frio no inverno com verão quente e seco e cortada por dois rios principais, o Mondego e o Dão a colaborar para as condições perfeitas para a vinha.

Os tintos são de corpo médio, álcool em torno de 12/13 graus, sedosos, lembrando os Pinot Noir, só que com mais vigor e dureza que este último. Daqui em micro-regiões temos belezas especiais com a Touriga Nacional.

PORTUGAL – DOURO: Localizado no norte de Portugal, hoje é Patrimônio da humanidade pela UNESCO desde 2001. 

Primeiro destaque para o rio Douro. Lindo e fantástico que vem serpenteando desde a fronteira com a Espanha e nada mais é que a continuidade do rio Duero que banha os vinhedos da região de Toro e Ribera del Duero.

Velho conhecido dos Romanos que por ali iniciaram sua presença de 500 anos na península ibérica. Trouxeram suas uvas e aprimoraram as vinhas existentes desde antes de sua chegada no século II A.C.

Uvas tradicionais, como Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Francesa e a Tinto Cão,  fazem o corte de um dos estilos de vinhos mais conhecidos no mundo, o Porto. Aqui até podemos encontrar a nossa Touriga Nacional em varietal, mas a sua grande valia é a estrutura e taninos que oferece no corte com as outras uvas.

PORTUGAL – ALENTEJO: A imagem que se tem do Alentejo são enormes espaços de planície sob um céu azul, pouca chuva, pouca umidade vinda do Atlântico fica presa em acidentes orográficos. Ali vingam os sobreiros, árvore da qual se retira a cortiça, as oliveiras e as videiras, viga a cor de cobre da terra em contraste com o azul do céu. Esta paisagem perfaz 1/3 da área do país.

Esta região é a maior província de Portugal. É limitado a norte pelo Rio Tejo, a noroeste pela Estremadura, a oeste pelo oceano Atlântico, a leste pela fronteira com Espanha e a sul pelo Algarve.

Sempre gosto de lembrar que o Alentejo é a melhor porta de entrada dos vinhos de Portugal e do velho mundo, para quem está acostumado aos vinhos chilenos e argentinos. Porque vinhos carregados de cor, aroma e taninos. São volumosos na boca e de certa forma doces pelo açúcar da uva, resultado da maturação pelas quais passam o clima é  Mediterrânico, com luz muito intensa, uma exposição solar muito prolongada ao longo do ano.

Daqui sai um Touriga Nacional em forma de varietal com muito corpo e taninos belos vinhos aptos para o envelhecimento com muita saúde. Locais com muito sol e calor no verão, terras pouco férteis e com boas diferenças de temperatura entre dia e noite favorecem este estilo de uva.

BRASIL – CAMPANHA E SERRA DO SUDESTE: Fora de Portugal tenho que mencionar seu sucesso no Brasil. As duas regiões estão no Rio Grande do Sul, extremo sul do país, fora de Portugal. Tanto a Serra do Sudeste como a Campanha Gaúcho tem como característica principal clima e solo muito semelhantes ao Alentejo. Prove um belo Touriga destes locais e vejam sua qualidade.

Um bom Touriga Nacional pede um bom Sax. Fiquem com Lester Young e suas notas firmes, vigorosas, porém, elegantes. 

 

 

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