Conheça o Espumante Negro Estrelas do Brasil


 

estrelas brut

Desde o primeiro espumante que se tem notícia elaborado em Limoux, Languedoc até os dias atuais muitas evoluções ocorreram. 

Inicialmente o que se queria era evitar o grande charme da bebida as bolinhas de Co2 vindas da fermentação. Em épocas antigas, sem o devido controle da fermentação, muitos vinhos tranquilos sofriam, inadvertidamente, a segunda fermentação na garrafa esta por certo explodiam. Foi na Abafdia Beneditina de Saint-Hilaire que se tem notícia do primeiro controle proposital das bolinhas para que o vinho as tenha como objetivo. Quase 100 anos antes do nascimento de Dom Pérignon e sua lenda, leiam aqui.

Dali para cá, principalmente, após os estudos de Pausteur os produtores começaram a ter o perfeito controle das leveduras. Deste controle surgiram dois métodos básicos. O Charmat onde os espumantes são elaborados em tanques de inox e o Tradicional com segunda fermentação na garrafa. Sempre tendo como ideia a segunda fermentação de um vinho base que deve manter acidez em alta com perfeita maturação da uva.

Na quase totalidade utilizam-se uvas brancas, como a Chardonnay e a Chenin Blanc e as tintas vinificadas em branco, isto é sem a casca, eis que o sumo é branco, o chamado Blanc de Noir, branco do negro ou com ligeiro contato das cascas tintas com o mosto para nos fornecer estrutura e cor. Exemplo típico é o Champagne, duas uvas tintas, Pinot Noir e Pinot Meunier e a Chardonnay.

Aqui, porém, estamos na contra-mão de tudo o que falamos. Um Espumante 100% Merlot vinificado em tinto, isto é, com cor e estrutura de vinhos tintos em razão dos taninos.

E na contra-mão por quê? Sempre que falo dos taninos, leia aqui, digo que eles são a estrutura dos vinhos tintos e o grande responsável pela longevidade. Mais, digo que eles dão “corpo” e “peso” de um vinho na boca. Pior, taninos gelados são amargos muito ruim a sensação.

Aí pergunto: Como pode um espumante ser totalmente tinto e ainda assim manter, na medida do possível a leveza e o frescor necessários a um bom espumante?

Só temos uma resposta. O enorme conhecimento destes dois enólogos responsáveis. Irineu Dall’Agnol e Alejandro Cardozo responsáveis e proprietários da Vinícola Estrelas do Brasil.

O primeiro responsável principal da lida e cuidado da vinha. Um vinho começa ali, no árduo trabalho de campo. Desde a técnica das podas ao terroir escolhido. Tudo para que tenhamos um vinho base perfeito.

O segundo pela elaboração do espumante. A técnica utilizada, as temperaturas certas, a escolha das leveduras que farão o nobre trabalho de transformar açúcares em álcool, aromas e Co2, as nossa bolinhas, o nosso perlage.

Elaborar um espumante 100% negro, isto é, com o máximo possível da Merlot em contato com suas cascas, extraindo os taninos e a acidez correta é trabalho para poucos. Muito poucos. É como andar no fio da navalha. Um descuido e põem-se tudo a perder.

Uva em perfeito estado de maturação, mantendo a acidez necessária (puro trabalho de campo). O melhor mosto é o melhor alimento para as corretas leveduras. O cuidado necessário na segunda fermentação na garrafa. Para que nos brinde com esta maravilha.

Este espumante já com quase dois anos de garrafa ainda mantém-se com uma jovialidade impressionante. Os taninos vivos, presentes e com o peso em boca necessário para enfrentar o bacalhau escolhido. A Gomes de Sá com seus ovos, amidos (batata), azeitona (sal) e Azeite de Oliva. Sem a força destes taninos do espumante nada feito. Aromas firmes da Merlot, algo de fruta, algo de cereja e morangos.

Na boca a firmeza necessária, como disse acima. A cor escura impede o visual do perlage. Entretanto, pude sentir na boca a carícia das bolinhas na garganta indicando que elas eram fininhas e constantes, algo que só os melhores espumantes têm. Nada de peso excessivo, nada de taninos amargos e intragáveis. Taninos presentes, claro, não poderia ser de outra forma, porém, em perfeita harmonia com o bacalhau escolhido. 

O que dizer? Parabéns pela ousadia, competência e criatividade destes nossos amigos e enólogos. Se andarmos sempre nos mesmos caminhos chegaremos sempre nos mesmos lugares. A música teria que seguir a trilha da juventude, vigor e harmonia.

Quem sabe Esther Kim interpretando Sarasate? A versão musical deste espumante.

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