Saiba Identificar o Estilo Espumante Cremoso


ESPUMANTE CHAMPNOISE

O Estilo Espumante Encorpado Cremoso clássico é o champagne. Três uvas e um charme. Chardonnay, Pinot Noir e a Pinot Meunier. Um corte tradicional de Champagne com segunda fermentação na garrafa imortalizando o estilo. Aqui temos corpo, complexidade e aromas.

Aqui temos longevidade com saúde. Aqui temos charme a toda prova. Lembrando que a região de Champagne obteve vitória nos Tribunais Mundiais para obter, para si, a exclusividade do registro do nome.

Desta maneira, todo o champagne é um espumante, mas nem todo o espumante é um champagne. Porém, para mim, o grande diferencial este estilo é sua variedade, versatilidade e opções de técnicas de elaboração.

O pleno domínio do trabalho das leveduras em transformar os açúcares em álcool, aromas e Co2, na própria garrafa, Método Champenoise ou Tradicional é o responsável pela verdadeira mousse na boca que são estes espumantes. Cremosidade é o meu nome.

Podemos ter o clássico champagne, podemos ter o duo Chardonnay/Pinot Noir como também ou mesmo Chardonnay/Merlot em substituição a Pinot Noir. Bem como as variações de níveis de açúcar, Nature, Extra-Brut, Brut, Demi-Sec e Doce. E as técnicas de segunda fermentação, se Charmat ou Champenoise (tradicional). 

Neste estilo eu procuro a complexidade e a estrutura que as leveduras, aí da foto acima, quando a autólise é feita na garrafa. O chamado método tradicional.

Mais uma vez inicia-se no vinho base. Vimos anteriormente que o vinho base é aquele que sofrerá a segunda fermentação para que as leveduras ao realizar a autólise liberem aromas e CO2 que estará perfeitamente integrada ao líquido.

A diferença é que desta vez a segunda fermentação acontecerá na garrafa e não será retirada totalmente. Assim a autólise dura mais tempo e o espumante evolui na garrafa por mais tempo. Os bons e em condições de arrolhamento e bem guardadas podem durar décadas.

O espumante por este método ganha mais cremosidade, intensidade de aromas, algo de padaria de fermentação e mais longevidade na garrafa do que em relação ao método Charmat.

AS UVAS

Interessante que nestes estilo mesmo que algumas uvas sejam localmente utilizadas, como a Baga em Portugal, a Gruner Veltliner na Áustria, a Riesling na Alemanha, temos que reconhecer que neste estilo de espumantes não fugiremos da clássica trinca.

CHARDONNAY: A rainha das uvas brancas, leia aqui. Extremamente versátil, perfeitamente adaptada aos mais variados terroirs quando pensada para ser base de Espumantes Refrescantes cumprirá seu papel com galhardia e competência. Os Espumantes elaborados com esta casta, seja em corteou mesmo varietal preservarão os índices adequados de acidez com a quantidade certa de açúcares. Tudo para que seja preservado exatamente o que se quer. Vivacidade e frescor no espumante.

PINOT NOIR: A tinta da Borgonha, Vejam aqui. Faz parceria perfeita com sua vizinha a Chardonnay. Trás ao espumante os taninos necessários. Trás o “peso” e a complexidade que falta a Chardonnay. Com os taninos vem a longevidade necessária aos grandes representantes deste estilo. Pode ser vinificada em branco, isto é, sem as cascas, aí claro os taninos em menor número, no chamado Blanc de Noir (Branco de tinto) ou com o tempo necessário de contanto das cascas com o mosto.

PINOT MEUNIER: É uva da região de Champagne. E prima da Pinot Noir. Levemente aromática leva ao corte tradicional do champagne acidez sem perder o açúcar necessário para a segunda fermentação na garrafa, como vimos. Plantada em locais mais frios onde a Pinot Noir e a Chardonnay não aguentariam traz volume de produção ao Champagne aproveitando-se, assim, todas as áreas produtivas da região de Champagne.

RIESLING ITÁLICA: Uva tradicional do norte da Itália e por lá em desuso. Adaptou-se perfeitamente bem na Serra Gaúcha com muita produtividade e qualidade. Pouco aromática tem na acidez sua razão no corte dos espumantes.  

OS ESPUMANTES

CHAMPAGNE: O ícone. A trinca Chardonnay e as Pinot Noir e Meunier com séculos de experiência erro na lida com as fermentações e leveduras hoje são o modelo de vinho espumante de classe. Complexo, harmônico e gastronômico devem ser apreciados ao menos uma vez na vida de qualquer amante do vinho. Aromas de padaria, algo tostado com um fundo de nozes e frutos secos são a quintessência do prazer.

FRANCIACORTA: Lombardia, norte da Itália. Condições ideais de terroir para a elaboração de vinhos espumantes ao estilo Champagne. Ali, as uvas tradicionais, Pinot Noir e Chardonnay são elaboradas pelo método tradicional, segunda fermentação na garrafa. Vale a pena experimentar.

BRASIL: No estilo vinho espumante o Brasil tem pelo menos três regiões consagradas. A do Vale do São Francisco, paralelo 8, nordeste do país. Mesmo sendo uma região quente com técnicas modernas de condução de vinhedos obtêm-se excelentes uvas para a elaboração de espumantes. Outra região muito importante é a Serra de Santa Catarina, sul do país. Ali temos os chamados vinhedos de altura (800 metros) em média. Climas frios mesmo nos dias de verão nos trazem uvas com perfeito estado de saúde e mantendo acidez alta o que é muito favorável. Por fim a Serra Gaúcha de onde temos os melhores exemplares brasileiros neste tipo de vinho. Há variedade, multiplicidade e qualidade em todos os estilos de espumantes.

HARMONIZAÇÃO:

Aqui tão fundamental como o estilo do espumante será a dosagem de açúcar residual. Quanto mais doces menos gastronômicos e pesados serão os espumantes. Começamos pelo Nature ou Pas Dose (sem dosagem) de açúcar no licor de expedição. Depois o Extra-Brut, Brut, Demi-Sec e Doce. Lembrando que quanto mais doces menos gastronômicos serão os espumantes. Este Estilo de Espumante, o Encorpado por ter um perfeito equilíbrio entre álcool, acidez, açúcar e aromas são vinhos que se adaptam perfeitamente bem a uma enorme variedade de pratos.

Desde os mais leves até aqueles com molhos mais pesados. Podem ser servidos de entrada ou até mesmo em harmonização com sobremesas. Todas as carnes vão bem com eles. Somente aqueles molhos muito pesados e gordurosos é que estes espumantes deixam  a desejar na harmonização. Na música sigamos a trilha de compartilhamento de emoções, bem ao estilo deste tipo de vinho.

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