Conheça os Preciosos Brancos Aromáticos


VINHOS AROMÁTICOS

Apresento a vocês o Estilo de Vinhos Brancos Aromáticos, porém, aviso, o mundo destes vinhos é pequeno, minimalista e liliputiano, porque são elaborados com uvas que pouco se adaptam fora de seus berços natais.

Na gangorra do equilíbrio entre açúcares e acidez para a determinação dos estilos de vinhos brancos, veja aqui,  estamos exatamente do lado oposto ao da acidez. Claro que a característica mais marcante dos vinhos aromáticos é sua explosão floral que perfuma qualquer ambiente.

Mas não podemos deixar de lembrar que são vinhos com acidez contida, consequentemente, mais alcoólicos e menos leves. Infelizmente, há muito preconceito com as uvas mais aromáticas por meste motivo. Torcem o nariz para os vinhos menos ácidos e frutados. Esquecendo que o mundo do vinho muito deve a este numeroso grupo das aromáticas, como as famílias das uvas Traminer, a família da Malvasia e a da Moscatel.

Caso goste dos brancos aromáticos cujos aromas que vão desde o floral até manga, pêssego, damascos secos, pensem nos vinhos da Alsácia, França, com a Riesling, Gewürtztraminer e em alguns casos a Pinot Gris ou também dos gauleses a Viognier do Rhône norte, na Torrontés de Salta, Argentina,  e na Vermentino, Toscana, Itália. Nos vinhos com a Moscatel, também chamada de Muscat espalhados pelo mundo. 

Duas importantes características devem ser ressaltadas antes mesmo de nós vermos quais são as uvas, onde elas estão e as suas combinações culinárias.

Um importante componente químico está nas uvas aromáticas, o Terpeno. Quando armazenados nas folhas, flores, frutos, caules e raízes de muitas plantas são responsáveis por grande parte dos cheiros exalados pelos campos e florestas, como o aroma de eucalipto. Presente nas uvas aromáticas ele desencadeia um desfile floral em nossos narizes.

Lembro que a maioria das uvas tidas como aromáticas têm uma característica: São uvas que produzem vinho branco, porém têm casca avermelhada. Como a Pinot Gris, a Gewürtztraminer e a Vermentino.

QUAL O TERROIR DAS AROMÁTICAS?

Quem não leu ainda pode ver aqui o que é terroir. Gostam de lugares mais quentes, ensolarados, porém, com resfriamento noturno nos meses finais de maturação. Se vierem de climas muito frios dia e noite e pouca insolação não terão as características mencionadas acima. Locais mais quentes da Alemanha, como os vales do Mosela e Reno, para a Riesling, na vizinha Alsácia,  França. Na Itália na ensolarada costa da Ligúria, a Toscana e a ilha da Sardenha, são ideias. Na Argentina, um terroir único e especial para a Torrentés, como veremos adiante.

AS PRINCIPAIS UVAS AROMÁTICAS

GEWÜRTZTRAMINER: A nossa conhecida uva com crise de identidade. Nome alemão, nascida no norte de Itália, hoje Alto Ádige, antigo Süd Tirol, mas conhecida desde sempre com seu potencial para vinhos aromáticos na Alsácia, França. Veja aqui mais detalhes.

Se a Sauvignon Blanc vai do vinho com acidez marcante, estilo lima-limão, até os frutados e minerais. Onde termina o reinado aromático da Sauvignon Blanc e da Chardonnay, começa o reino da Gewürtztraminer indo dos vinhos levemente minerais e de acidez contida até espetaculares vinhos tardios, principalmente os alsacianos, alemães e austríacos. Como todos os vinhos brancos que vêm de uvas de casca avermelhada nos trazem uma cor amarelo dourado inebriante.

Cuidado ao abrir um bom vinho com esta uva, logo surge uma explosão de aromas que vão das frutas ao frutos secos.  Na boca outro show. Na ponta da língua o seu adocicado característico e ao fundo a acidez bem-vinda. Experimente encher a boca com este vinho e deixá-lo lá por uns instantes. É  um caleidoscópio de sabores e aromas.

RIESLING: Veja aqui em detalhes. Para mim a mais espetacular uva branca. A única que consegue transitar em todos os Estilos de Vinhos Brancos, desde os Refrescantes, Frutados e os Aromáticos, isto com sua acidez elevada, porém ela tem sempre um açúcar residual dependendo do terroir onde estão os seus vinhedos. Nestes locais mais quentes da Alemanha e na Alsácia ganham corpo, aromas, volume na boca e são vinhos bastante longevos com muitas variações aromáticas ao longo de seus 10 12 anos de garrafa. Quando jovens aromas cítricos de lima, com a idade passam aos florais como Jasmin e ao final mel e frutos secos como Tâmaras e Damasco.

MOSCATO: A Moscato é sem dúvida alguma a essência dos vinhos aromáticos. Não se apresenta em nenhum momento em outro Estilo de Vinho Branco que não os Aromáticos. Serve de base para inúmeros tipos famosos de vinhos doces como os Moscatéis de Setúbal, Portugal, O Tokaji, Húngria e o Vin Santo da Itália, sempre aportando a estes vinhos sua bela carga aromática.

TORRONTÉS: Originária da Galícia, Espanha, foi na mala de algum imigrante ou missionário para o norte da Argentina. Detalhes aqui. Uva bastante aromática, mas que mantém uma saudável acidez o que a posiciona, na nossa gangorra de acidez x açúcar logo após o Estilo de Vinho Branco Frutado. Porém recomendo, sempre, os vinhos com uvas Torrontés vindas de Salta, extremo norte da Argentina em vinhedos plantado em alturas médias de 1500 metros. Ausência de chuvas, irrigação pelos canais e rios dos deságues dos Andes, grande período de insolação com variação de temperatura entre o dia e a noite no verão, algo em torno de 15 graus, nos traz um terroir perfeito para esta casta única no continente americano.

VIOGNIER: Uva nativa do norte do vale do Rhône, França, mais especificamente em Condrieu. Quase extinta tempos atrás, sua única utilidade era um corte de 20% nos tintos robustos de Syrah da vizinha Côtie Rotie. Hoje, trabalhada com esmero tem em Condrieu um sub-região demarcada onde alcança o esplendor, Château Grillet. Nos traz um vinho untuoso, acidez contida, aromas de damasco, pêssego e toques florais e perfumados, para saber de mais detalhes clique aqui.

VERMENTINO: Uva tradicional do litoral da Toscana, da Ligúria e das ilhas de Córsega, França e Sadenha, Itália, ou seja, uva nativa do Mar Tirreno. Mais uma uva de casca avermelhada, daí seu nome, que nos concede vinhos com acidez mais elevada e toques aromáticos de manga e abacaxi até aquelas com menos acidez, mais amanteigados e toques aromáticos mais florais. Quem quiser se aprofundar, veja aqui.

PINOT GRIS: Esta uva pode se classificar no Estilo de Vinhos Frutados ou os Aromáticos porque fortemente influenciada pelo terroir de onde estão os vinhedos.

É uma uva de casca avermelhada, por vezes parece até mesmo uma tinta. Os aromas e sabores dependem do clima, se de regiões mais frias nos trazem um vinho mais frutado. Se de regiões mais quentes, como a Alsácia perdem e acidez e frescor, mas ganham em aromas e corpo. Na Alsácia com primaveras e verões mais secos e ensolarados e noites mais frescas, mesmo no verão, nos trazem um vinho aromático, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado. Maiores detalhes clique aqui.

HARMONIZAÇÃO

Não há harmonização mais perfeita que pratos de culinária oriental como sushi, sashimi, pratos Thai e até mesmo indianos com os vinhos Brancos Aromáticos. 

São pratos com carnes variadas,  porco, peixe e frango. Aqui aplica-se  uma regra primorosa na combinação de vinhos com culinária. Esqueça a carne que está no prato. Preste atenção nos molhos que a acompanham. Pensando assim, não há outros estilo de vinho que combine com estes molhos picantes, aromáticos, com leite ou leite de coco. Depois as combinações com frutas. Santo Deus como fazer

Somente os Vinhos Brancos Aromáticos.

No vídeo os vinhedos na fantástica encosta da Ligúria com o Mar Tirreno de moldura.

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