Vinho é Estilo. Descubra os Brancos Frutados


GANGORRA

Continuamos na trilha para ajudar a você conhecer os estilos de vinhos. Agora os Brancos Frutados.

Temos estilo para todas as nossas escolhas pessoais, música, culinária, viagens, perfumes, roupas, não é? Porque não para os vinhos? Agora vamos a mais um estilo de vinho.

Os Brancos Frutados. São aqueles brancos com perfeito equilíbrio entre o açúcar, natural do fruto e acidez

Assim como seria o equilíbrio da gangorra acima.

Quando o pende para a esquerda estamos a frente daqueles vinhos Estilo Brancos Leves. Quando perfeitamente equilibrados estamos com um Estilo Branco Frutado que veremos agora. Quando pende para a direita um aromático.

Imaginando que a esquerda temos uma acidez mais marcante por ser uvas de regiões mais frias com menos insolação mesmo nos últimos dois meses de maturação. Aí como vimos teremos vinhos brancos com menos aromas e estes mais cítricos, algo indo do limão até a maçã verde.Deve-se a menor insolação, menos madureza do fruto, assim menos açúcar e álcool, lembrando que as leveduras irão transformar açúcar em álcool e aromas

Quando em perfeito equilíbrio esta balança teremos os vinhos brancos frutados. Uma sintonia entre açúcares e acidez nos trazendo vinhos um pouco mais alcoólicos que os leves.

Podemos ter estes frutados mais perto dos leves, aí como exemplo a Sauvignon Blanc ou a um Chablis até aqueles mais opulentos, encorpados e alcoólicos vindos de regiões mais quentes.

Inclusive com corpo, volume de boca, açúcares e álcool para enfrentar as barricas de carvalho e os taninos que necessariamente virão.

Lembrando que um vinho tem influencia do terroir, como vimos na publicação anterior, porém a maior carga de imposição vem da uva e seu DNA.

Portanto, algumas uvas bastante conhecidas entram em cena. Em especial a Rainha das Brancas a Chardonnay.

Antes da falar das atrizes de palco vamos conversar sobre os aromas e sabores do Estilo Branco Frutado.

AROMAS E SABORES DOS BRANCOS FRUTADOS

Vinhos como vimos com perfeito equilíbrio entre açúcar, acidez e álcool.  Em geral vinhos com 12 a 13% G/L o tornam de médio peso a encorpados no paladar. Mais açúcar do fruto significa mais álcool e menos acidez.  

Mais açúcar do fruto teremos aromas que vão da maçã verde, um Chablis, por exemplo, até aromas de pêssego, aromas, portanto, mais adocicados. 

Na boca o paladar confirma os aromas mais doces. Volumosos até opulentos, enchem a boca, os que passaram por barricas são mais amanteigados e com aromas de baunilha bastante presente. 

HARMONIZAÇÃO

Como são vinhos com mais presença de corpo e acidez mais equilibrada pede pratos menos salgados, lembrando que combinamos o sal com acidez. Menos acidez, certamente pratos menos salgados. 

Certamente ainda pratos não tão pesados. Podemos ir dos peixes mais gordurosos como Truta, Salmão, Badejo, Garoupa, até mesmo massas e frango. Uma dica o ovo é um elemento extremamente complicado para a harmonização. Ele cria uma película na boca que impede que sintamos os sabores dos vinhos. Combate-se a isto com os brancos frutados que passaram por barricas ou mesmo foram elaborados pela técnica do Battonage ou Sur Lie. Sur Lie significa, sobre as leveduras. É quando o vinho fermenta com as leveduras. Assim como o Battonage e a mistura das leveduras com um bastão. Tudo para que os vinho ganhe complexidade aromática, como um toque de padaria ou lácteo.

Além de ser uma delícia harmonizam perfeitamente com um Bacalhau que inevitavelmente leva ovo. Experimento um Chardonnay barricado com um Bacalhau as Natas.

QUAIS AS UVAS?

As uvas, por certo, não podem fugir das características que lhe são peculiares. Não produzirão um estilo de vinho diferente do que sua genética determina.

Entram em cena três uvas perfeitamente encontráveis e conhecidas.

CHARDONNAY: A Chardonnay indo desde o estilo Chablis na Borgonha com um estilo metalizado na boca e aromas pungentes de maçã verde e pera, até os perfeitamente frutados, como os Chardonnay de Apalta onde os vinhedos mais próximos do Pacífico chileno e a corrente de Humboldt, a mais frias das correntes marinhas, fazem a temperatura, mesmo no auge do verão despencar mais de 15 graus da tarde para a noite somado a muitas horas de sol temos uma Chardonnay com perfeito equilíbrio entre açúcar e acidez. Até mesmo os Chardonnay mais opulentos como os da Califórnia e Côte D’Or que cujas barricas estão em perfeito equilíbrio com açúcar, acidez e álcool.

CHENIN BLANC: A Chenin Blanc é uma casta originária da região central do vale do Loire introduzida na África do Sul no século 16 junto com as primeiras mudas vinda da França, lá também conhecida por Steel.  Pensem nos vinhos elaborados com ela vindos das regiões de Steleenbosch e Paarl na África do Sul, sublimes no equilíbrio da gangorra.

GRÜNER VELTLINER: A Grüner como é conhecida é a uva chave da Áustria seus vinhos vão desde os frutados até o doces atacados pela Botritis Cinerea, aquele fungo responsável por um dos melhores vinhos doces que há. Na Áustria dominam o espetáculo. Temos vinhos brancos frutados ao estilo Chablis até aqueles opulentos que passam por barricas, um verdadeiro show. Quem visitar a Áustria ou mesmo estiver na frente de um vinho com esta uva numa loja especializada compre sem medo de errar..

Para terminar fiquem com um vídeo que demonstra a técnica do Battonage. E com a voz rascante e firme de Nina Simone.

 

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