Drinques com vinho eis a questão. Fazer ou não fazer.


SANGRIA

Pois bem. Estão na moda os drinques com vinho. Vindos da Europa onde vários países tem o vinho como bebida tradicional. Alguns aportaram no Uruguai, Punta de Leste, como o Clericot outros são antigos conhecidos entre os imigrantes que vivem no Brasil, como a espanhola Sangria.

Como sou um purista a princípio me soa estranho um líquido tão abençoado e elaborado com tanto esforço vá parar em jarras misturados as frutas e especiarias. O simples fato de colocar gelo nas taças já me causa estranheza. Neste caso prefiro uvas congeladas que fazem o mesmo trabalho do gelo sem aguar seu vinho.

Mas vamos aos drinques.

Regra número um. Eu nunca coloco vinho que estava ruim, como os oxidados ou os de baixa qualidade nos pratos que elaboro. O mesmo vale para os drinques. Não serve para beber, não serve para cozinhar nem para elaborar driques.

Regra número dois. Mesmo entre os vinhos que podemos beber nem todos servem para estes drinques. Na sua receitas está lá. Uma garrafa de vinho branco seco. Uma garrafa de vinho tinto seco. Mas qual o estilo destes vinhos?

Vamos ficar com duas receitas básicas. A Sangria, aí da foto acima e  sua  versão feminina, o Clericot.

SANGRIA

É uma bebida tradicional na Espanha onde utilizam somente vinho tinto, frutas e especiarias na sua receita. Porém, aqui vai meu alerta. Utilize somente vinho tinto frutado. Aquele elaborado com uvas de baixa carga de tanino. Taninos gelados ficam amargos, além de “encorpar” o drinque quando o que se quer é exatamente o contrário. Torná-lo leve e refrescante. Mais, são vinhos que raramente passam por barricas, assim não levam os taninos e gostos das barricas para o drinque.

Uma receita que faço por aqui quando me pedem:

  • 1 laranja sem casca, sem pele e sem sementes, cortada em pedaços

  • 1 laranja com casca e sem sementes, cortada em rodelas

  • 1 limão Taiti com casca, cortado em rodelas

  • 1 maçã vermelha e 1 maçã verde com casca, cortadas em fatias ou pedaços grandes

  • 1 xícara (chá) de abacaxi cortado em pedaços

  • 1 colher (sopa) de cointreau (licor de laranja)

  • 3 colheres (sopa) de brandy

  • 1 garrafa de vinho tinto seco. Eu uso o vinho elaborado com a uva Gamay

  • Suco de 1 limão

  • 1 xícara (chá) de água mineral gasosa

  • 2 paus de canela pequenos

Modo de preparo

  • Em uma jarra grande, coloque as frutas e polvilhe-as com o açúcar.

  • Adicione o cointreau e o brandy.

  • Deixe repousar por 15 minutos.

  • Junte o vinho gelado, o suco de limão, a água e a canela.

  • Sirva bem gelado.

  • Se preferir, decore as taças com paus de canela.

Temos a versão feminina o Clericot.

CLERICOT

Aqui o grande cuidado será com o vinho branco. Eu não usaria o estilo brancos aromáticos porque estes vinhos têm baixa acidez. E está fará falta na parte sensorial do drinque. Muito menos os brancos que passaram por barricas pelas questões dos taninos, como já vimos.

Podemos usar os brancos frutados e os refrescantes.

1 garrafa de vinho branco seco

— 200 g de morangos

— 1 punhado de abacaxi

— 4 a 5 pêssegos frescos

— 2 a 3 kiwis frescos

Gelo a gosto.

Nos dois drinques cuidado: A doçura das frutas potencializa o álcool. Beba devagar e moderadamente,  senão é problema na certa.

Estes drinques me lembram, imediatamente, o mar, a praia e aquela brisa gostosa de fim de tarde.

Azul do mar para harmonizar a parte musical da publicação.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s