Admire um vinho Jerez ele merece


ESPANHA JEREZ 1

Destes vinhedos sai a Palomino Fino responsável pelo melhor Jerez. Mas antes de falarmos nela vamos entender um pouco a região.

A história do vinho espanhol começa aqui, mais precisamente na província de Cádiz que já teve o nome de Cadir, na verdade uma cidade portuária debruçada no Atlântico fundada pelos Fenícios, povo mercador que dominou o Mediterrâneo, isto lá em 1.500 até 300, antes de Cristo.

Não só fundou Cádiz como uma cidade de nome Xerex, hoje Jerez de La Frontera, epicentro do vinho estiloso e especial com o mesmo nome feito com a Palomino Fino.

Aproveitando o clima excepcional, muito calor e insolação, somado ao solo especial, conforme veremos adiante, iniciaram, não só a produção de vinho na, hoje Espanha, como a sua comercialização internacional.

As três cidades , localizadas na baixa Andalucia, autorizadas a produzir o vinho que se chama Jerez, Xerex ou Sherry são, Jerez de La Frontera, Sanlúcar de Barrameda e El Puerto de Santa Maria. O terroir é especialíssimo. Como dito muita insolação no verão, clima quente, somado ao solo especial de Albariza. Albariza é uma areia um pouco mais grossa que permite que as poucas chuvas que caem na região possam descer e alimentar as raízes das videiras de Palomino Fino, Pedro Ximenes e Moscatel, as uvas deste pedaço de solo especial da Espanha.

O vinho é feito com muita história, especialidade e características únicas no mundo. Feito pelo sistema de solera, a entender. Forte sistema de regulamentação e fiscalização não permitem que os produtores possam vinificar além de seus limites ou mesmo com uvas d menor qualidade.

Quando as uvas chegam no produtor dá-se a classificação. Até a formação do mosto não há novidade alguma, segue o método tradicional de extração do sumo para a vinificação. Aqui começa a diferença. Quando o vinho base está pronto tem-se, no fundo as borras. O menor contato com elas nos traz os Jerez mais leves e claros. Levemente frutado e com acidez mais baixa. Logo pronto será consumido a um preço mais baixo na região. Algo como um vinho popular a combinar perfeitamente com os petiscos servidos ao fim do dia.

Depois temos os vinhos de Jerez que são elaborados sob a proteção da flor! Mas o que é flor? Pois bem, flor é uma camada de leveduras que formam nos tanques de elaboração uma proteção natural à oxidação. Tem-se nos tanques de fermentação uma parte de oxigênio separada do vinho base, assim, lentamente, o vinho sofrerá as benesses necessárias do oxigênio para, aos poucos, ganhar vida. Esta flor formada por organismos vivos precisa de condições especiais, como clima quente e seco, como o da região de Jerez.

ESPANHA JEREZ FLOR

Depois para o sistema de Solera. Vários barris são empilhados por idade. Normalmente, os vinhos mais antigos fiquem embaixo, no solo (daí o nome solera), e os mais novos no topo. Algumas soleiras empilham cinco níveis de barris. Os vinhos do topo são os vinhos do ano (añada, em espanhol). Uma porção de vinho do barril mais antigo é removida e engarrafada. A parte utilizada é reposta com vinho do penúltimo barril, seguindo assim sucessivamente até que o primeiro deles seja completado com vinho novo.

ESPANHA JEREZ SOLERA 1

Vinhos envelhecidos no sistema de soleira não tem safra pois sempre mistura de todas elas. O último barril utilizado no processo normalmente tem uma parte pequena que seja do primeiro vinho que recebeu, normalmente há centenas de anos.Depois temos a classificação dos Jerez.

Fino: Cor de ouro palha, pálido. Aroma pronunciado mas ao mesmo tempo delicado, lembrando amêndoas. Ligeiro, seco e pouco ácido. Graduação alcoólica entre 15,5 e 17 graus.

Amontillado: Cor âmbar, aroma mais atenuado, de avelãs. Suave e pleno ao paladar, seco. Graduação alcoólica entre 16 a 18 graus.

Oloroso: Cor escura, muito aromático. Corpo pronunciado, denso, aromas a nozes, variando do tipo seco até o doce. Graduação alcoólica entre 18 a 20 graus.

Palo Cortado: Intermediário entre os dois anteriores, com aroma de Amontillado e paladar de Oloroso. Raro de ser encontrado.

Pedro Ximenez : Feito com a uva de mesmo nome, é um vinho espesso, aromático e extremamente doce. Mas por processo diferente. Aqui as uvas são postas para secar e, depois de desidratá-las, o mosto é processado.

Moscatel: Também doce, feito com a uva de mesmo nome.

La Manzanilla : Teoricamente é do mesmo tipo do Fino, porém produzido na cidade de Sanlúcar de Barrameda, próximo ao mar. É um vinho muito pálido e aromático, ligeiro, seco e pouco ácido, sendo o mais ligeiro dos tipos de Jerez. É ainda um dos raríssimos tipos de vinho onde, talvez pela ação das brisas marítimas, um ligeiro toque salgado lhe seja incorporado.

Cream : Sempre feito da combinação de um vinho oloroso com parte de Pedro Ximenez. Normalmente suave, aromático e ligeiramente doce. Feito principalmente para agradar ao paladar inglês, servindo como aperitivo mas também para depois da comida.

Um vinho misterioso como a voz de Buika.

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