Tintos sensuais


PORTUGAL DOURO

São aqueles vinhos que ao contrário da paixão arrebatadora nem sempre duradoura, vão aos poucos conquistando seu coração, para nunca mais sair.

Preferem ser implícitos a explícitos, suas mensagens são subliminares. Não gritam, sussurram. Quando se menos espera entram em nossas vidas para nunca mais sair.

De início parece um vinho “aguado” e levemente ácido em comparação com os reforçados vinhos estilo moderno. Aos poucos vão impondo seu estilo, Eu mesmo, hoje tenho dificuldade em apreciar um destes musculosos vinhos tintos  modernos.

São vinhos ótimos para namorar, sair com amigos ou mesmo um momento introspectivo, além de serem ideais para suas aptidões gastronômicas.

Nesta linha as possibilidades são grandes, mas a qualidade nem tanto.

Gosto dos vinhos dos pequenos produtores da França, Itália, Portugal e os sul-americanos.

FRANÇA: Certamente os vinhos do Loire, Borgonha, sul e sudoeste da França. Experimente um vinho do Rhône sul com corte tradicional Grenache, Cinsault, Mouvèdre e as vezes Syrah? Veja os tintos do Sancerre, terra dos famosos brancos feitos com a Sauvignon Blanc? Veja os do sudoeste francês, ali bem pertinho de Bordeuax, às vezes com o tradicional corte, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, outras vezes com corte de uvas locais?

PORTUGAL: Certamente o meu amado Douro. Os vinhos feitos com os cortes locais, Tinta Roriz, BarrocaFranca e Touriga Nacional. São vinhos agradáveis, aromáticos e muito sedutores. De início quem está acostumado com os tintos retintos estranha, mas depois é puro prazer. São tintos maduros e com acidez refrescante.

ITÁLIA: Depois dos bons Chianti vêm os vinhos do Piemonte com as castas Nebbiolo, Dolcetto e Barbera. Vinhos fortes, mas sem exageros, aromas de especiarias e vocacionados para a gastronomia.

ARGENTINA: Os meus preferidos neste estilo são os Malbec de Salta. O frio faz com que eles sejam mais educados, elegantes bem longe dos tintos retintos que existem na Argentina e geralmente lembram a vinificação europeia.

CHILENOS: Os tintos de Casablanca em especial os Pinot Noir. Ou mesmo um Merlot, se bem que esta uva por lá anda meio desacreditada pela globalização, quem sabe um Carménère?

ESPANHA: Os tintos com a rainha da península Ibérica, a Tempranillo em especial os de Rioja, Duero e Toro. São sensuais, agradáveis e aromáticos.

NOVA ZELÂNDIA: Certamente os Pinot Noir de Central Otago, excelentes.

Estes são meus preferidos. E os teus? Não há unanimidade no mundo do vinho. Já dizia nosso Nelson Rodrigues. Toda a unanimidade é burra.

Para fundo musical quem sabe um tango imortalizado por Al Pacino, nada mais sensual.

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