Colchagua – Um terra de vinhos mágicos


CHILE COLCHAGUA 4

Muito se fala do Douro, Portugal, Rioja e Ribera Del Duero, Espanha, Borgonha, França, mas aqui bem perto do Brasil nos temos o Colchagua uma sub-divisão com o Cachapoal do Vale do Rapel.

Aqui estamos entre as cordilheiras dos Andes e a Costeira. Clima perfeito e estável, geografia quase plana podendo colher mecanicamente as uvas se desejar o produtor, uvas perfeitamente adaptadas aos vários microclimas do Colchagua com vinhedos plantados a pouca altura.

Solo seco e bem drenado com as raízes recebendo a hidratação necessária pelo degelo dos Andes que alimentam os  rios que desaguam no mar. Clima seco e estável favorecendo o sadio crescimento das uvas, raramente tem uma safra diferente da outra. Muito sol no verão com noites frias. Paraíso total.

Porém o Rapel (Colchagua e Cachapoal) tem um segredo.

A cordilheira dos Andes uma coluna dorsal gigante que corre por toda a América do Sul e a cordilheira da Costa ou Costeira entre o Maule ao sul e Santiago ao norte formando uma cadeia de montanhas mais baixa entre o vale e o Pacífico. Neste vale fica um dos melhores  terroir do mundo.

Pois bem, já dito que uma das melhores condições para os vinhedos é a pouca umidade, solos pobres de matéria orgânica, insolação adequada, frio no inverno para o devido descanso das videiras e, na fase final da maturação do fruto, um diferencial grande de temperatura entre o dia e a noite. Verões com dias ensolarados e quentes e noites frias fazem com que a uva amadurece sem pressa assim adquire amadurece por completo, todo o cacho e de dentro para fora. As sementes amadurecem por igual. Retêm mais aromas, sabores e cores mais firmes.

E como se consegue isto no Colchagua?

Assim.

CHILE COLCHAGUA MAPA

Os frios ventos do Pacífico pela corrente de Humboldt que desemboca nesta parte do Chile atravessa a cordilheira Costeira seca o ar e fica retido entre as duas cordilheiras. Este ar frio e seco recebe o reforço daquele que desce dos Andes refrescando ainda mais os vinhedos mesmo nos dias mais quentes do verão.

As águas do degelo dos Andes reforçam os rios que permeiam a região tendo hidratando os vinhedos na medida certa.

O sol é o poente com largo tempo de exposição tudo o que queremos para o paraíso das uvas.

Um mapa do Colchagua e de algumas cidades que viraram ícones do vinho como Paredones, bem perto do Pacífico e Lolol.

VALE DO COLCHAGUA MAPA

COLCHAGUA – CORDILHEIRA DA COSTA

No oeste no vale do Rapel com forte influência do Pacífico e desemboca a corrente de Humboldt a mais fria das correntes marinhas que inicia na Antártica. Responsável pela grande riqueza marinha do Chile e também por levar seus frios ventos aos vinhedos mesmo nos dias mais quentes do verão. Aqui há três sub-regiões bem conhecidas: Apalta, Peralillo e Lolol. Eu incluiria uma quarta região que vem sendo responsável pelos grandes vinhos brancos, especialmente, Chardonnay e Sauvignon Blanc, do Colchagua. Paredones.

O Colchagua da Cordilheira Costeira favorecem as seguintes uvas: Carménère, Cabernet Sauvignon Merlot e as brancas, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

O especial destaque corre por conta da Carménère. Em Apalta ela foi redescoberta.

COLCHAGUA CENTRAL

Colchagua central localizado entre as cordilheiras com clima mais ameno é terra de Cabernet Sauvignon que eu destaco entre as melhores do mundo. Fala-se muito que a Carménère é a uva chave do país, mas, de lá vêm os grandes Cabernet que já apreciei.

Hoje os vinhos concentrados de sabor e álcool estão saindo da moda, o Chile voltou a elaborar vinhos mais elegantes com menos concentração e álcool, priorizando microclimas que favoreçam o amadurecimento das uvas com mais acidez que só é alcançado com o frio noturno ou o sombreamento da insolação nos dias quentes de verão. Daí a necessidade de conhecer bem a região para sabermos onde estão os terroir que nos interessam e que darão suporte aos vinhos que almejamos.

Lembrando. O Colchagua Central é bom para a Cabernet Sauvignon em especial e a Merlot.

COLCHAGUA ANDES

São os vinhedos mais a leste do vale, na subida dos Andes. Climas mais amenos, insolação de tarde e por longos períodos nos trazem uvas perfeitas. Uvas equilibradas nos brindam com vinhos de exceção.

Conchagua Andes é bom para as seguintes uvas: Carménère, Merlot, Cabernet Sauvignon e, destaque especial para a Malbec, ela mesma a rainha da Argentina. Por aqui a chamam de Côt em lembrança ao seu nome na terra nativa, Cahors no sudoeste francês. Lá, também conhecida por  Côt de Auxerrois.

Por fim e ao fim. Se observarem a palavra Colchagua no rótulo de seu vinho podem ter certeza que temos origem aqui.

Violeta Parra uma cantora que sempre me lembra o Chile

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