Châteauneuf-du-Pape – O gigante do Rhône


CHATEAUNEUF DU PAPE

Há vários segredos que transformaram o Châteauneuf-du-Pape em um dos vinhos mais famosos do mundo.

O sudeste da França, na sua AOC, perto da cidade de Châteauneuf-du-Pape,no chamado Rhône sul tem condições únicas de terroir.

Primeiro são as histórias e estórias da transferência do Papado de Roma para Avignon no período de 1309 até 1340. Neste período Avignon recebeu todo o “staff” da Igreja e quer queiram ou não a Igreja naquela época exercia e muita influência no mundo ocidental.

Junto com o Papado vieram todos aqueles que de certo modo exerciam muita influência na vida político-econômica. Festas, reuniões, decisões políticas, enfim, estas coisas que o Poder traz. E tudo regado com bom  vinho.

Com meios de transporte e armazenagem precários o melhor era o vinho da redondeza. Este o nascimento do famoso vinho.

Segundo o terroir. Já visto que terroir é a soma de solo+clima+intervenção humana. Aqui as Gallets pedrinhas, cascalho branco da foto FRANÇA RHONE SUL CHATEAUNEUF DU PAPE

permeiam os vinhedos de Châteauneuf-du-Pape e região. A função é dupla. Como o sol da região é fortíssimo no verão, os vinhedos muitas vezes são plantados com frente sul, menos sol e calor de dia. De noite estas pedras que retiveram o calor passam a irradiá-lo ajudando na lenta maturação das castas. A segunda função é servir de tapete para que o solo não resseque tanto mantendo bons índices de umidade.

Terceiro segredo e charme do vinho é a sua composição, nas tintas leva mais de dez tipos diferentes de uvas, mas sempre tendo a Grenache como uva mestra. Ao seu mosto são acrescentadas a Syrah (tanicidade e especiarias) e a Mouvèdre (volume e elegância) as outras mais ou menos servem para completar este excepcional vinho.

Prova de que nem só de varietais vive o mundo do vinho.

O Châteauneuf-du-Pape branco, tem a Grenache Blanc, a Roussanne, Picapoul, Clairette, entre outras produzem este vinho fantástico. Arrisco a dizer que melhor que os tintos. Pena que a produção de brancos é muito pequena. Somente 4% da produção.

Detalhe fica por conta das garrafas com as chaves do céu. As chaves de São Pedro.

Mas nem sempre foi assim. Assim como os Chianti muita porcaria foi produzida com o nome deste vinho.

Em Châteauneuf-du-pape de anos para cá a legislação foi mais rigorosa, os maus produtores afastados e hoje, com quase toda a certeza estes vinhos recuperaram a sua fama.

Sem arrependimentos. Um belo vinho.

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