VINHOS VERDES – REFRESCANTES A TODA PROVA


PORTUGAL VINHOS VERDES VIDEIRA

Interessante sistema de condução de videiras nos tradicionais lotes de Vinho Verde. Várias uvas misturadas são colhidas e trabalhadas para nos trazer um vinho singular e único.

O vinho é chamado de verde não porque sejam os vinhos de uvas verdes ou colhidas imaturas. Existe o vinho verde de uvas tintas.

O vinho é verde pois vem da região verde de Portugal, assim chamada pelos índices de chuva o ano todo, a vegetação por lá é constante. Assim as uvas pelo limite mínimo de insolação não amadurecem totalmente ou se amadurecem mantêm índices baixos de açúcar, mantendo-se “verdes”. Baixo índice de açúcar = baixo índice de álcool e maior acidez (frescos).

São vinhos do extremo norte de Portugal, na fronteira com a Espanha, o Minho. Esta região é formada, na maioria das vezes, por pequenas propriedades assim predomina o vinho feito cooperativas e por lote, isto é, de um determinado local todas as uvas misturadas são vinificadas.

Os vinhos daí são mais baratos e podem ser encontrados em supermercados e lojas especializadas, como por exemplo o Gatão, Casal Garcia, entre outros. Mais ou menos 10 tipos de uvas são encontrados nestes lotes. Pouco para um país que tem, catalogadas e em produção mais de 300 tipos de uvas nativas.

O Vinho verde tem por característica um baixo teor alcoólico, algo em torno de 8 a 10 GL, acidez marcante, alguns com a “agulha” devida a acidez, e por vezes o aparecimento de pequenas bolhas devido a início de fermentação na garrafa. De cor amarelo palha, nariz aromático, geralmente lembrando frutas cítricas. Características que os tornam companhias ideais para o verão ou acompanhamento de peixes brancos e frutos do mar.

Importante ressaltar que os melhores e mais caros vinhos verdes provêm das seguintes castas:

Loureiro: Vinhos aromáticos, lembram frutos de polpa branca, como maçã e pera, acidez média – alta, na boca macio, refrescante e de final prolongado.

Alvarinho: Vinhos mais famosos, acidez alta e marcante, nariz cítrico, boca mineral e de gosto prolongado. Como a acidez é alta são, também, vinhos de guarda, podendo aguentar, pelo menos 8 a 10 anos.

Trajadura: Menos aromático que os outros dois, acidez mediana, serve de fiel escudeiro da Alvarinho para, inclusive, acalmar a acidez desta última.

Avesso: Com características parecidas com a Alvarinho, mas geralmente vendido como espumante. E, por sinal, dos bons, pena que por aqui é raro encontrá-los.

Um dos expoentes deste estilo que vale a pena conhecer é o Palácio das Brejoeiras. Joias da coroa como este Palácio das Brejoeiras são vinhos a serem apreciados de joelhos agradecendo ao Divino este momento tão importante.       
Feito com a rainha das uvas do Minho, a Alvarinho, este vinho envelhece com muita saúde. As matizes de acidez marcante, uma agulha na língua dão lugar a uma elegância singular. Redondo e volumoso é um vinho inesquecível.

Interessante destacar a produção de espumantes baseados nas castas da região. De produção liliputiana eles são maravilhosos.

 Fim de tarde na praia, isto que me lembra este estilo de vinho.

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