JAEN – MENCÍA – DÃO E BIERZO


UVA MENCÍA

A Jaen em Portugal onde está nos cortes dos vinhos do Dão e tida como parente da Cabernet Franc, anda na Espanha, na vizinha Bierzo com o nome de Mencía e, a meu ver, alcançando a maioridade. anda, também na vizinha  Galícia.

Uva bastante eclética dependendo da condução e terroir do vinhedo produz vinhos desde os mais leves e de médio corpo como os encorpados e barricados dependendo de como foi cuidado  e a localização do vinhedo.

Este da foto vinhas antigas = belo vinho. Os vinhos feitos coma Mencía podem ser barricados e em geral têm cor escura e aromas frutados.

Falar do Dão é falar de vinhos tintos, brancos e espumantes. É falar de tintos elegantes muitos ao estilo dos melhores Borgonha. Agradáveis, aromáticos e sedosos. Os brancos também lembram a Borgonha. Muito delicados, levemente frutados e com acidez refrescante.

A região é acidentada e protegida por cadeias de serras. A do Caramulo, do Buçaco, da Nave e a majestosa serra da Estrela. Estas montanhas protegem o Dão dos frios úmidos ventos do Atlântico e do norte e nordeste dando condições para que se possa obter grandes resultados nos vinhos ali produzidos.

Viseu é a cidade central a ser visitada. Dali podemos percorrer toda a região.

Claro que os vinhedos começaram com os Romanos, sempre eles. Outro grande impulso que não podemos esquecer foram dos enólogos da Idade Média, os Monges Cistercieneses, por ali eles também deram sua colaboração.

Por fim, uma revolução aconteceu no Dão. Quando da entrada do país na Comunidade Européia – CE em 1986. Este ano foi um marco para que a região abandonasse técnicas ultrapassadas, erradicasse castas indevidas. Passaram a respeitar o terroir, o senhor das vinhas, assim aproveitando-se de uma excepcional geografia para as vinhas iniciaram a trabalhar com as castas adaptadas e o resultado apareceu em pouco mais de uma década.

Nós brasileiros precisamos esquecer da invasão de décadas atrás de vinhos ordinários que vieram do Dão e invadiram as prateleiras dos supermercados. Estes vinhos de qualidade duvidosa fazem parte do passado.

Hoje há, no Dão, desde gigantes como a Dão Sul até produtores bastante pequenos, mas todos com a qualidade a aumentar a cada safra. Nada como o resgate de uvas nativas, perfeito domínio das técnicas de cuidado e condução dos vinhedos e, ao final, modernas vinícolas para nos trazer o que a região tem de melhor.

A Jaen desenvolve importante trabalho no cortes dos tintos e, em varietal vinhos muito parecidos com a Cabernet Franc, fundamental uva dos vinhos bordaleses, apesar de ser nativa do Loire central, Chinon.

Em Bierzo, Denominação de Origem da Província de Léon, extremo noroeste espanhol. Vizinha a Galícia. .

Na história da região estão registradas as presenças dos Romanos, dos monges Cistercienses e da Filoxera.

Nos tempos mais recentes não havia nada que se destacasse nos vinhos da região. Quase toda a produção era para consumo local ou vendida para a Galícia. Vinhos simples, suaves e granel.

Até que na década de 90 foi redescoberta. Mas com uma diferença, mantiveram os proprietários seus vinhedos antigos. Muitas vinhas com mais de 50 anos. Nada de renderem-se à especulação desenfreada.

Lembrando que vinhas antigas com mais de 40 anos produzem muito menos cachos por braços. Por outro lado são uvas muito mais equilibradas. Em média um pé de vinha antiga produz 1 quilo de uva ou uma garrafa de vinho.

Resultado? A reformulação dos vinhedos em grande parte foi feita sem a erradicação das videiras antigas. Novas formas de condução e plantio e, principalmente o destaque a duas uvas uma branca, a Godello (Gouveio) para os portugueses e a Mencía, também chamada em Portugal de Jaen colocaram a pequena Bierzo no mapa do mundo vitivinícola.

O clima, ainda sob influência do Atlântico traz boa quantidade de humidade, chuvas na medida correta. Nos dias finais de maturação os verões são quentes e secos com diferença entre dia e noite. Altura média dos vinhedos em torno de 500 a 600 metros. Tudo o que a uva precisa para uma lenta maturação da dos frutos. A tinta Mencía adora.

Tanto os vinhos do Dão com a Jaen os de Bierzo me lembram Ethel Waters

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