UVA BASTARDO – PORTUGAL – FRANÇA


UVA BASTARDO

Aprender sobre as uvas é contribuir, em muito, seu conhecimento sobre os vinhos. Algumas uvas imigram outras emigram. Há aquelas que nunca saíram de onde nasceram e outras possuem uma trajetória errática. Tal como nós.

Por outro lado os nomes portugueses dados às uvas são geniais. Rabo de Ovelha, Borrado de Mosca entre outras. Mas a mais marcante é Bastardo. A uva que veremos hoje.

Por sinônimo de Bastardo temos: Estranho, degenerado, corrompido, depravado, espúrio, estragado, indigno, pervertido, falsificado e por aí vai. Por que esta uva tem este nome não me perguntem. Na nos EUA, Califórnia para onde migrou também tem este nome.

Mas na verdade ela veio da França, Jura, sudeste francês,  há mais de dois séculos e deu-se bem no norte de Portugal, Dão e Douro onde há vinhos varietais, isto é 100% Bastardo ou faz parte do corte do tradicional Porto ou mesmo de vinhos tranquilos.

Pois bem, no país dos gauleses ela tem o nome de Trousseau e é uma das uvas autorizadas no Jura. No leste Francês entre a Suíça e a Borgonha está à pequena região do Jura, em Franche-Comte

Clima muito frio no inverno e  com verões curtos as vinhas são plantadas em região montanhosa algo em torno de 300 a 500 metros de altura criando vários microclimas que favorecem as castas locais, entre elas a Trousseau.

Região pequena de tamanho, mas grande no seu ímpar vinho, o Vin Jaune ou vinho amarelo.

Este único vinho veremos em outra publicação.

Agora é a vez do Bastardo.

Migrou sabe-se lá por quais razões para a península Ibérica. Há algo na Espanha, mas o forte é norte de Portugal e na Ilha da Madeira.

Na Madeira quase extinta talvez usada em pequenas parcelas em corte. Sempre trabalhada em varietal por alguns, hoje renasce como alternativa e novidade.

PORTUGAL MADEIRA BASTARDO

Mas é no Douro e no Dão que ela vem dando resultados importantes.

Como é pouco vigorosa (fértil) precoce, mas muito resistente às doenças vindas da umidade é usada em corte para dar volume. Seus vinhos apresentam baixa acidez e elevados índices de açúcar. Assim nos cortes elevam o nível de álcool sem interferir nos aromas e sabores do vinho.

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