TINTA BARROCA – A DOÇURA NECESSÁRIA


UVA TINTA BARROCA

Mais uma das clássicas uva que compõem o vinho do Porto, com a Tinto Cão, Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinta Amarela.

Sempre digo que o blend ou corte de uvas para um resultado final é, simplesmente, fantástico. Demonstro de início três pontos.

QUALIDADE DO ENÓLOGO: Que recebe as tintas (uvas) da natureza e pinta o quadro final (vinho), porém, a cada ano as tintas trocam de matizes porque cada ano a safra é diferente, então, a composição, por consequência, também. A sua sensibilidade é que define o jogo final.

ESTUDO DAS UVAS: Cada uva destinada ao corte possui uma característica que a faz única no meio de tantas outras. Além do estudo detalhado de suas propriedades devem os enólogos e ampelógrafos, estudarem o seu melhor terroir para potencializar e desvendar seu esplendor. Parece pouco, mas é trabalho de séculos, às vezes.

CONTRIBUIÇÃO DA UVA: Aqui vem o grande jogo. Cada uva pode contribuir no corte com um detalhe que individualmente parece ínfimo, mas no conjunto é essencial. Como um cinto. Parece pouco mas vai sair sem ele que o pessoal logo nota.

Entendida a ideia acima temos a contribuição para lá de essencial da Tinta Barroca.

Não tão famosa quanto as suas parceiras a Tinta Roriz (Aragonez) e a Touriga Nacional, mas não menos importante.

E qual a sua contribuição aos vinhos do Porto?

Sua contribuição é o açúcar em profusão quando matura no terroir certo. Açúcar e aromas de frutos vermelhos. Lembrando que o açúcar será transformado em álcool no processo fermentativo.

Mais, devidamente adaptada ao terroir, não suporta insolação excessiva acaba sendo vigorosa e possui quantidade com qualidade.

E como o vinho do Porto é, necessariamente, um vinho com elevados índices de açúcar e álcool pela introdução de álcool vínico no processo fermentativo, adequados índices de açúcar do fruto e álcool daí derivado melhor e mais equilibrado será o Porto.

Raramente é produzida em solo (varietal), pois rústica e muito alcoólica.

Para a surpresa de muitos. E aí um dos charmes do mundo do vinho, do outro lado do Equador a milhares de quilômetros de distância adaptou-se tão bem na África do Sul que ali produz vinhos varietais e é usada nos licorosos da região.

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