SÍRIA – A BRANCA DE BEIRAS INTERIOR


UVA SÍRIA 1

Esta uva nativa de Portugal faz muito sucesso em seu local preferido, na borda de fronteira com a Espanha. Muito longe da influência do Atlântico.

Vai assim margeando a Espanha, desde Trás-os-Montes até o Alentejo passando por Beiras Interior onde, nas partes mais altas alcança seu máximo.

Uva que precisa de tempo seco, muito sol e boas diferenças de temperatura entre dia e noite.

Como não podia deixar de ser é casta de vários nomes dependendo da região que estamos a falar. Desde Codega, Crato Branco até Roupeiro, no Alentejo onde é mais conhecida mundialmente.

Não só pelo Alentejo, mas também, porque Beiras Interior, aqui no Brasil é a região vinhateira de Portugal mais desconhecida.

Seus vinhos são para serem apreciados jovens. Nos melhores apresenta seu potencial de acidez marcante, aromas cítricos em outros casos frutados como melão e um toque floral.

UVA SÍRIA

Para lembrar. A Região de Beira está acima de Lisboa e abaixo do Douro, Trás-os-Montes e o Minho. Vai do Atlântico, com geografia plana, passa pela maior serra do País, a Serra da Estrela, finalizando na fronteira com a Espanha. Vamos do clima sob forte influência do Atlântico, passamos pelos vinhos de altura e na fronteira com a Espanha invernos rigorosos e verões escaldantes e secos. Portanto, há vinhos nos mais variados estilos. Do espumante (Távora-Varosa) até os brancos refrescantes passando pelos tintos encorpados.

Beira Interior incluindo a Serra de Marofa, sul da região do Douro, a parte oriental da Serra da Estrela, e as montanhas que fazem fronteira com Espanha.

Importante destacar a região central do país, chamado de coração granítico porque inclui a Serra da Estrela que situa-se em diagonal de sudoeste para nordeste.

A Serra da Estrela é um capítulo a parte. Hoje revigorada por modernas estradas é ponto turístico, não só para os portugueses como para os turistas estrangeiros que ficam fascinados com suas aldeias históricas, o famoso e delicioso queijo cremoso de ovelha, o queijo Serra da Estrela, produzido pelos pastores locais.

A geografia nos traz várias microrregiões. Os locais mais ao fundo dos valões estão numa altura média de 400 metros. Solo granítico bem drenado. Temperaturas que variam do verão ameno, mais alto e perto da Serra da Estrela, até verões tórridos e secos na borda de fronteira com a Espanha.

Assim temos desde brancos refrescantes e secos, regiões mais frias até tintos alcoólicos, encorpados e com bastante taninos o que nos leva aos vinhos de guarda, regiões mais quentes e secas.

A região até pouco tempo era dominada pelas cooperativas. Hoje, pequenos produtores vêm investindo pesadamente em recondução dos vinhedos e tecnologia de ponta, desde o cuidado com os vinhedos até os modernos equipamentos.

Beira produz todos os estilos de vinhos. Com destaque para os brancos e o espumante.

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