ENTÃO, A PROVENCE


FRANÇA PROVENCE 3

Hoje a região dos Alpes Marítimos é importante destino turístico, cidades como Cannes, Saint Tropez, Nice, a chamada Côte D’Azur, entre outras pequenas cidades encravadas nas costas das montanhas debruçadas no Mediterrâneo.

Felizmente, a Cote D’Azur é apenas uma parte do Departamento dos Alpes Marítimos. Lá também está um verdadeiro cinturão de cidades muito pequenas, que iniciam com nomes de Santos, pela influência dos Monges Cistercienses do tempo dos Duques e da expansão da Catalunha. Cidades que estão encravadas nas encostas dos Alpes Marítimos e iniciaram, de certa forma, em torno das Abadias e Mosteiros.

Vejam o exemplo de La Roquette-Sur-Var, minúscula e linda.

FRANÇA PROVENCE LA ROQUETTE

Mas e o vinho? Calma. Os Alpes Marítimos tem, nos arredores de Nice uma das menores regiões demarcadas, chama-se Bellet. Mais precisamente a oeste da mais importante cidade do Departamento.

Nas colinas etão plantados os vinhedos que não aceitam a mecanização, toda o cuidado e colheita das uvas é feito manualmente.

Outro charme, além da pequena produção colhida manualmente é  a utilização de uvas nativas, como as brancas Pignerol e Mayorquin com as conhecidas Muscadt e Chardonnay.

Já as tintas que produzem vinhos tintos ou roses são as nativas Fuella e Braquet com a Cinsault e Grenache.

Visto, então que os Alpes Marítimos, tem muito charme, desde as cidades praianas da Costa Azul até cidades pequenas do seu interior. Charme, este, também estampado na pequena produção de seus vinhos com uvas nativas.

Acima em Alpes de Haut Provence encontramos os famosos campos e girassol e de lavanda.

Uma região onde os vinhedos sofrem climas extremos, verões e invernos rigorosos e secos.  As vinhas estão numa altura média de 400 metros.

Uvas tradicionais do Mediterrâneo, Grenache, Carignan e  Ugni Blanc. Produz tintos, brancos e roses. Os tintos dominam, como os vinhedos são situados em altura e o clima é seco, temos, no final da maturação uma grande diferença de temperatura o que nos traz tintos robustos e tânicos, precisando de tempo de garrafa para amaciar os taninos.

Em proporção um pouco menor os roses. Também firmes e escuros que precisam ser consumidos em até 5 anos de seu engarrafamento.

Já os brancos são minoria e devem ser consumidos jovens.

Mais para o sudoeste, onde o rio  Rhone desemboca começam os melhores vinhedos da Provence.

Bouches Du Rhone ou boca do Rhone é exatamente o local de desague do rio Rhone e, por consequência, local de subida do rio onde os mercadores levavam as especiarias vindas do oriente.

Aqui as principais cidades são: Arles (moradia de Van Gogh na Provence), Saint Remy, local onde  o internaram, Aix-en-Provence, cidade natal de Cézanne, outro espetacular pintor que conseguiu eternizar as cores  e a vida da Provence e Marselha, capital e principal cidade da Provence.

Van Gogh não era entendido na sua época. Seus quadros que hoje alcançam valores incalculáveis quando de sua pintura de nada valiam. Até hoje se percebe a Provence através de suas pinturas, como os campos de lavanda e das plantações de girassol, bem como a luminosidade e magia da Provence.

Mais ao norte fica Saint Remy de Provence, uma das muitas cidades antigas. Esta fundada pelos romanos. Para mim uma das mais lindas da Provence. As fotos abaixo dão o tom da cidade e daquilo que representa em termos de detalhes e charme.

FRANÇA PROVENCE SAINT REMY

A região é destacada produtora de vinhos. Aqui fica a denominação de Côtes-d’Aix- en – Provence com destacada produção de tintos com a casta Mouvèdre e os roses. Aqui de vários estilos, desde os mais encorpados com as uvas Grenache e Mouvèdre, até as mais leves com as castas Cinsault e Grenache. E uma menor chamada de Le Baux-en-Provence.

Bandol, talvez a mais espetacular cidade produtora de vinhos da Provence, não só tem grandes roses como ali está a Mouvèdre, uma das grandes uvas tintas do Mediterrâneo.

Produz vinhos na Espanha com o nome de Monastrell, mais especificamente em Jumilla, Murcia, por exemplo. Mas é em Bandol que eu penso que desenvolveu sua plenitude.

Para os amantes do vinho, Bandol, quando estampado no rótulo, como nesta garrafa significa, além de região demarcada para produzir tintos é garantia de roses mais encorpados e aromáticos.

A Mouvèdre é uma casta tinta de ótimo potencial de guarda em face de seus taninos. Estes custam um pouco para serem domados o que confere ao vinho muita estrutura e corpo. O tanino serve para o vinho como as colunas principais de um prédio, podem as vezes até atrapalhar, mas jamais se terá um prédio de grande estrutura sem elas.

A Mouvèdre é uma casta que quando vinificada em rose junto com a Grenache concede a estes vinhos aromas mais vigorosos, cor mais intensa e volume, podendo até mesmo ser, em alguns casos, tratados como tintos muito leves e ligeiros.

Já na vinificação em tinto trás ao  vinho uma cor vermelha intensa, vejam a foto, certo amargor na boca, quando jovem e quando domados uma lembrança muito forte de ameixas, secas e especiarias. Um vinho inesquecível.

Mas, de uma maneira ou de outra, seja em tinto ou rose, lembre-se: Cada vez que aparecer esta palavra nos rótulo do vinho a ser apreciado, lembre que este vinho veio de uma região consagrada, desde os idos tempos.

Hoje, sempre que quero um tinto ou um rose mais encorpado vou logo procurando um de Bandol.

Por fim lembre-se, uma grande região produtora de vinhos garante bons vinhos mas não bons produtores. Procure um bom importador que este , certamente, já garimpou este caminho para ti.

Por fim, Avignon, antiga sede papal, mais a oeste perto do Rio Rhone.

Aqui o famoso solo de pedras.

FRANÇA PEDRAS

É na planície que circunda Avignon, Orange e Châteauneuf-du-pape que estão os principais vinhedos.

O rei dos vinhos chama-se Châteauneuf-du-Pape. As garrafas levam gravadas no vidro as chaves do papado. É considerado um dos melhores vinhos do mundo. Nos tintos o corte é de maioria Grenache mais 12 ou mais uvas, entre elas a Cinsault, Mouvèdre, Syrah entre outras. E nos brancos a Grenache Blanc mais um turma de uvas.

O grande segredo está no solo. As chamadas Galets no popular cascalho. O solo assim formado consegue reter o calor do sol e a noite repassá-lo para as uvas ajudando na sua maturação. Diga-se que estas castas preferem o sol para que possam maturar. Não suportam o frio.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s