TERROIR BRASIL – SERRA CATARINENSE – UVA CHAVE – SAUVIGNON BLANC


BRASIL MAPA DO VINHO 1

O Senhor dos vinhedos é o terroir que pode ser entendido como Solo + Clima + Geografia + Intervenção Humama. Pois bem, vou aqui retratar as uvas que eu entendo ícones para cada um deles.

Começando pela Serra Catarinense. Sei que há condições para várias uvas tintas e brancas e o espumante. Sei. Mas aqui quero expressar uma opinião pessoal, apenas.

A Sauvignon Blanc  está espalhada pelo mundo todo. Na França tem papel fundamental em Bordeaux, tanto entre os vinhos brancos tranquilos como no ícone Chateau D’Yquem e todos os vinhos atacados pela Botrytis Cinerea, a podridão nobre.

Adapta-se a vários solos e climas, sempre dos temperados aos frios e hoje é considerada uma uva internacional.

No Brasil está perfeitamente adaptada em vários terroirs. No Rio Grande do Sul, na Campanha Gaúcha, na Serra do Sudeste e, principalmente, nos vinhedos de Campos de Cima da Serra.

Mas, certamente, na serra catarinense alcança, a meu ver uma tipicidade única. Um esplendor que nenhum outro terroir conseguiu arranhar.

Visto acima a influência do clima e solo nesta uva. Os andinos são mais cítricos, até irritantemente cítricos, os uruguaios interessantes, minerais, mas em muitos casos faltam-lhes acidez.

Aqui, na serra catarinense um elemento único, no Brasil, agrega-se aos vinhedos, a altura.

Pois bem, mas que de tão importante tem a altura?

A uva, na reta final de sua maturação, aí pelos últimos 15/20 dias precisa, para manter as qualidades de aromas, açúcar e acidez uma lenta evolução. Quanto mais lenta, mais amadurece com qualidades aromáticas e gustativas. Uvas equilibradas, na colheita necessitam de menos química de correção na hora de elaboração do vinho.

E noites frias, mesmo no verão diminuem o metabolismo do fruto fazendo com que este amadurecimento venha de forma lenta e gradual.

A altura média de 1.000 metros da serra catarinense nos trazem noite bem frias, mesmo no auge do verão. Ideal para esta uva que não gosta muito de calor.

Alia-se ao solo granítico e temos as características que muito me agradam na Sauvignon Blanc. MINERALIDADE E AROMAS DE FRUTOS DE POLPA BRANCA e potência de boca. Raro, algo raro até mesmo entre os andinos tão consumidos por aqui.

Um bom Sauvignon Banc da serra catarinense é um vinho com tipicidade única, inesquecível. Ainda mais se apreciado vendo as belezas da serra catarinense.

Todos os bons produtores desta região podem orgulhar-se de ter um produto que não faria feio em nenhuma comparação com os Sauvignon Blanc espalhados por aí, nem mesmo com os do Loire.

 

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