VINÍCOLA ANGHEBEN – NADA DE GLOBALIZAÇÃO


angheben 1

Na série a Saga do Vinho Brasileiro, além de falar da história e regiões que produzem vinho, escreverei, entremeando, as vinícolas e/ou os vinhos brasileiros que gosto.

E resolvi escrever sobre vinho brasileiro ante o absurdo e injustificável preconceito que o vinho, principalmente, o tinto tem entre muitos brasileiros. Claro que há péssimos vinhos, tidos como finos e há os caros vinhos onde se vende etiqueta, mas isto há em todo o lugar.

Bem, mas a Vinícola Angheben foi fundada por Idalêncio Angheben, cuja biografia sempre se confundiu com a história moderna do vinho no Rio Grande do Sul, maior Estado brasileiro produtor e onde, de fato tudo iniciou.

Professor, orientador e motivador do moderno vinho nacional, Angheben foi um dos primeiros enólogos a sair das salas de aula e a estudar o terroir (leia-se clima + solo) para esta ou aquela uva. Forte trabalho foi feito em tempos passados com a Cabernet Franc, que penso se adpata perfeitamente ao solo úmido e frio da serra gaúcha, mas hoje um pouco sumida.

Este é Idalêncio Angheben separando as mudas para os próximos enxertos. Uma a uma pelas suas experientes mãos.

O sonho de pioneirismo e de amor ao vinho foi passado ao seu filho, Eduardo Angheben, que hoje está no timão da vinícola, produzindo vinhos artesanais, os chamados vinhos de garagem, uvas selecionadas, produção liliputiana e preços acessíveis. Veremos.

Inspirados por esta luz e paisagem da foto acima, o pessoal da Angheben abre as portas da vinícola, todos os dias, para que possamos usufruir de suas preciosidades.

Mas e o minimalismo? Bem na arte é conhecido o minimalismo como o máximo no mínimo. O máximo da arte no mínimo dos traços. Quando abre seu atelier, a Angheben produz o máximo em vinhos no mínimo espaço, equipamentos e pessoas envolvidas.

Da única prensa, passando por alguns tanques de inox para a fermentação até estas barricas e terminou o atelier do Eduardo Angheben.

Quanto aos vinhos a Angheben optou por trabalhar de modo artesanal, fugindo a toda espécie de globalização, seja no estilo dos vinhos, na sua comercialização ou nas uvas.

As uvas utilizadas são: A branca Gewürtztraminer, original do Alto Ádige, ao lado do Veneto, de onde vieram a esmagadora maioria dos imigrantes italianos que se instalaram na serra gaúcha, as tintas, Barbera, Piemonte) Pinot Noir (Borgonha), Cabernet Sauvignon (Bordeaux), a Teroldego (Veneto) e a Touringa Nacional (Portugal).

O estilo dos vinhos é sempre no sentido de respeitar o terroir de Encruzilhada do Sul, mais ao centro sul do Rio Grande do Sul. Clima mais frio nas noites de verão ao final da maturação, aliado ao sol, figura mais constante que na serra, fazem com que as uvas tenham um amadurecimento mais lento fixando melhor, cor, açúcares e aromas. Somado ao estilo de vinho estas uvas trazem.

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