UM ESTILO DE VINHO PARA A SERRA GAÚCHA


SERRA GAÚCHA 2

Linda foto demonstra bem a região da serra gaúcha.  Suas inclinações, seus vales, a insolação, clima e solo.

A foto de autoria de Germano Schür foi retirada do site da UOL.

Por uma casualidade divina os imigrantes italianos que vieram para o sul do Brasil em sua maioria era do norte da Itália, mais precisamente do Veneto e Alto Ádige. Quando chegaram os imigrantes germânicos já estavam nos vales próximos da capital do Estado. A eles foi reservado o desbravamento da região que, hoje, chamamos de terroir da serra gaúcha.

Digo providencia divina porque simples olhar demonstra que a região é irmã de onde vieram. Muito semelhante a geografia do Veneto.

Pois bem, com os imigrantes vieram as uvas que eles conheciam, a Refosco, Barbera, Marzemino, Peverella entre outras que se adaptaram perfeitamente ao local.

Por décadas produziram vinhos simples. Nos anos de 1970 instalaram-se as primeiras multi-nacionais do vinho no Brasil e, após, em 1990 as hoje gigantes Miolo, Valduga e Salton iniciaram a produção de seus próprios vinhos.

Nestes tempos muitos vinhos deliciosos eu apreciei com as uvas Cabernet Franc, Merlot, Barbera e outros assim bem ao estilo que vamos falar adiante.

Infelizmente, muitos abandonaram, tantos as uvas trazidas pelos ancestrais como o estilo de vinho que representa o sotaque da serra gaúcha.

Quanto às uvas veremos em publicações posteriores. O estilo, agora.

Climas frios e com menos insolação no final na maturação nos trazem tintos de médio corpo, cor translúcida, aromas mais herbáceos que frutados e, ACIDEZ marcante. Estilo muito diferente da imposição mundial atá pouco tempo atrás.

Um par de anos atrás o mercado ditava vinhos estilo andinos, tintos retintos e com muita concentração de aromas e baixa acidez. Hoje melhorou, querem vinhos menos retintos e concentrados, mas doces, cada vez mais doces. Acidez é sinal de defeito.

Acidez não é defeito, se na medida, certa. Acidez é qualidade de grandes vinhos.

A acidez sentida nas bordas da língua é perfeita parceria gastronômica, pois limpa a boca, como se diz. Além de trazer um efeito refrescante aos tintos.

E os que pensam ao contrário deveriam observar que ícones italianos como o Barbaresco, o Barolo e o Brunello, por exemplo, são vinhos elaborados com uvas tânicas a Nebbiolo e a Sangiovese  e que carregam muita acidez aos seus vinhos. Graças a Deus. Estes não teriam defeito também?????

Portanto, se os produtores esquecessem um pouco o lado comercial tentando elaborar vinhos mendocinos e chilenos por aqui, algo impossível se dariam melhor. Tudo é questão de educação.

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