ESPUMANTE O VINHO ÍCONE DO BRASIL


ESPUMANTE ANGHEBEN

Muito se fala e escreve sobre este ou aquele país e seus vinhos ícones. Por vinho ícone entendo aquela casta ou tipo de vinho que representa o sucesso internacional deste país. A Argentina – Malbec, Chile – Carmenere, Alemanha – Riesling, Austrália – Shiraz, e por aí vai.

O Brasil, na minha opinião, apesar da insistência com alguns produtores nos varietais desta ou daquela casta, certamente o espumante ou como é conhecido mundo afora, sparkling, é seu vinho ícone.

Já anos 70 quando as multinacionais como Chandon, Heublein, Martini e Rossi, entre outras descobriram o potencial da serra gaúcha para a produção de espumantes. E junto com eles vieram figuras, hoje conhecidas, como Mário Geisse e Adolfo Lona.

De fato a serra gaúcha possui as condições climáticas ideais para a produção de espumante. O inverno é forte o suficiente para a dormência dos vinhedos e os verões normalmente chuvosos garantem pouca incidência solar e asseguram um amadurecimento mais lento do vinho base.

Já escrito em posts anteriores que o vinho base do espumante tem que ser mais ácido do que o que será vinificado para o vinho tranquilo. Esta acidez se consegue com menos concentração de açúcar e menos açúcar na uva significa menos sol e calor no final da maturação.

Claro que há espumantes no nordeste brasileiro, na serra catarinense e na fronteira com o Uruguai, mas a esmagadora maioria dos espumantes nacionais são produzidos na serra do Rio Grande do Sul, portanto e desta região que estamos falando.

E aqui se produz todo o tipo de espumante, desde aqueles que utilizam o corte dos Champagnes, menos a Pinot Minuer, portanto os cortes certos de Chardonnay e Pinot Noir, até aqueles mais baratos que se utilizam fartamente da Riesling Itálica passando pela Moscatel e até experiência com espumante somente de castas tintas como Merlot, Sangiovese entre outras.

E se produz espumante pelos dois métodos mais utilizados, o método tradicional o chamado Chapenoise, aquele em que a segunda fermentação ocorre na própria garrafa originando um espumante bem mais caro, mas com vocação para o envelhecimento com saúde. Geralmente são mais amanteigados, de cor mais escura, algo como amarelo dourado e com aquele aroma ao fundo de padaria em virtude da fermentação ocorrida na garrafa. Eu gosto muito deste estilo.

Tem os elaborados pelo método Charmat onde a segunda fermentação ocorre em tanques de inox, maior produção, vinho mais barato. Os bons espumantes elaborados com este método são refrescantes, acidez marcante e são elaborados com Chardonnay ou esta acompanhada da Riesling Itálica ou mesmo com castas tintas levemente maceradas dando origem aos espumantes roses, muito aceitos pelo consumidor.

Interessante destacar o papel da Rieling Itálica, não confundi-la com a Rieling Renana que dá origem aos vinhos alemães, Alsacianos e, hoje, espalhados por todo o mundo, apesar do nome ser quase igual elas não nem de longe parentes.

A Riesling Itálica é  uma das castas mais plantadas no Rio Grande do Sul. Uva vigorosa adaptou-se muito bem no solo da serra gaúcha, produz vinhos de cor amarelo esverdeado, aromas quase neutros, de acidez acentuada, ideal para o corte com a Chardonnay agregando ao espumante, volume, frescor e acidez sem alterar ou influenciar os aromas e sabores da Chardonnay.

Outra variedade que produz espumantes muito aceitos no mercado é a Moscatel. Casta originária da Grécia que rapidamente espalhou-se pelo sul da Itália  e dai ganhou o mundo. Produz vinhos com índices de açúcar bastante altos, muito aromática e bastante adaptada ao Brasil. Produz espumantes adociados e aromáticos. Importante lembrar que o vale de São Francisco, também,  vem trabalhando muito bem esta variedade.

Assim temos espumantes para todos os gostos e bolsos.  Portanto, Prost e aproveitem o que este país tem de melhor em termos de vinho.

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