ADOLFO LONA E SEUS FILHOS


ADOLFO LONA

Argentino de nascimento, mas gaúcho de coração, veio para cá na década de 70 quando as multinacionais de bebidas instalaram-se no Rio Grande do Sul, em princípio para produzir Vermute cujo principal integrante é a uva e, após iniciou a produção de vinhos e espumantes.

Sua dedicação, 100% voltada para o vinho, durante longos 30 anos, certamente o qualificam a ser um personagem da história do vinho brasileiro. Poucos profissionais eu vi com tamanha dedicação ao que se propuseram a realizar. Meu pai na medicina foi um deles, durante 50 e tantos anos respirou e falou sobre sua profissão.

Com Adolfo Lona, não foi diferente. Em pouco tempo de conversa já se nota que respira e vive a vinha e o vinho dia e noite. Feliz em tê-lo conhecido e orgulhoso em saber que tira do terroir da serra gaúcha o máximo que ela pode produzir em termos de espumante.

Só mais um parágrafo, ele foi o cicerone de uma geração de enófilos, nos quais eu me incluo. Cursos e degustações em Garibaldi tendo como pano de fundo um vinho ícone o Baron de Lantier, principalmente a sua lendária safra de 1991.

ADOLFO LONA 1

Além de ser um ferrenho combatente aos enochato e suas bobagens. Feliz pelo reencontro.

Bem quanto aos seus filhos?

Espumantes da mais alta qualidade, iniciando pelos mais simples elaborados pelo método Charmat, na qual a segunda fermentação é realizada em autoclaves, taques de inox com temperatura controlada. Um Rose de Pinot Noir e um Chardonnay com leve toque de Pinot Noir.

Espumantes de boas vindas, servem ao seu objetivo de serem festeiros sem perder a classe ou a seriedade com que foram elaborados.

ADOLFO LONA 2

Depois a linha Champenoise, na qual a segunda fermentação dá-se na própria garrafa e, depois de retiradas as leveduras, novamente preenchido com o vinho base, sem nenhum açúcar (nature) ou com dosagens diferentes de açúcar o que vai classificá-lo como brut ou demi-sec. O espumante ganha mais seriedade, cremosidade e estrutura para aguentar mais tempo na garrafa, são mais gastronômicos. Gostei do Nature, principalmente pela inclusão de parte de Merlot o que diminui a acidez tornando-o muito agradável,

Por fim, o Orus o top de linha, mas este fica para outra publicação. Irei visitar o Adolfo Lona em Garibaldi, aí vamos decifrar o Orus com mais vagar.

Sensação de levitação foi o que senti naquela noite. Um local agradabilíssimo, cercado de confrades e tendo ao meu lado um dos homens que me influenciaram decisivamente para que entrasse no mundo de Dionísio.

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2 pensamentos sobre “ADOLFO LONA E SEUS FILHOS

  1. Cheguei até vocês através do FB. Mandei uma mensagem e surpreendentemente fui respondida prontamente e com delicadeza. No dia aeguinte fui à Casa Rio Verde e comprei minha primeira garrafa. Obrigada a quem me deu a informação tão gentilmente e parabéns a toda à família por um trabalho tão difícil e um resultado tão rico e próspero! Parabéns e obrigada 🍸

    • Oi Maria Luíza. Espero que aprecies os espumantes. Não sou da família Lona, mas, sim, um amigo, admirador e seguidor. Trabalhamos juntos em alguns projetos. Gostaria que copiasse e colasse esta mensagem no mural do Adolfo Lona. Abraço

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