MISSION – CRIOLLA – DEL PAIS


mission grape

Algumas uvas aparecem e desaparecem sem deixar nenhuma saudades, nenhuma história. Outras não.

É o caso da uva Missão, Mission trazida pelos Missionários espanhóis e largamente plantada em toda a América espanhola. É espanhola, é Vitis vinifera e produz vinhos em grande quantidade, mas com baixa qualidade quando não bem conduzidos os vinhedos.

Ela foi fundamental para a história do vinho na América. Vejamos.

Os religiosos precisavam de vinho para as celebrações que vieram com as missões religiosas. Trouxeram, então, aquela uva que lhes era familiar na Espanha. A uva Mission.

Também conhecida no Chile como Del País e na Argentina como Criolla. Certamente no tempo das Missões no Rio Grande do Sul,  foi responsável pelos primeiros vinhedos que se tem notícia no Brasil.

Produzia, na época, um vinho licoroso, certamente de qualidade duvidosa. Mas com uma importância histórica única. Foi a uva precursora da Vitis vinifera (uva europeias) nas Américas do Sul e Norte.

Depois vieram os imigrantes e com eles outras uvas dando início que entendemos hoje como dois dos maiores países vitícolas do mundo.

Muito produzida até hoje nestes países, porém ,basicamente, vinhos a granel, aqui chamados de garrafão.

Hoje muitos vinhos globalizados de baixo valor parecem todos iguais. Tipo bebeu um bebeu todos. Muitos o assim são por técnicas usadas para diminuir o tempo de elaboração dos vinhos como a micro oxigenação.

Entretanto, no Chile e Argentina, os produtores nos cortes de Malbec, Cabernet Sauvignon, entre outras não precisam especificar o percentual da uvas que compõem o corte. Certo que se há o nome de uma delas destacada no rótulo, no mínimo 60% dela está lá. Mas e o resto? Em geral usam a uva Criolla e a Del País para complementar, daí os gostos muito parecidos.

Como todas as uvas viníferas se encontrado o terroir ideal e a condução adequada teremos um vinho de qualidade. Atualmente muitos produtores buscando o resgate dos vinhos de então estão a melhorá-la e vêm nos trazendo novidades por aí.

Falar em Argentina e não lembrar da La Negra é não falar nada. Aqui interpretando música de Violeta Parra, uma chilena.

 

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