SYRAH SHIRAZ – ESPECIARIAS NA BOCA


UVA SYRAH

A Syrah ou Shiraz como queiram é a mesma uva. A segunda grafia é mais usada na Oceania, onde, principalmente, na Austrália ganha ares de rainha mestra.

Esta uva tem história e estória. Vejamos.

Diz à estória que um Cavaleiro Templário em suas idas e vindas às Cruzadas passou por uma cidade na Pérsia, hoje, Irã, chamada Shiraz Chiraz ou Xira e trouxe algumas mudas.

Plantou as mudas no Rhône, transformou-se em eremita e construiu uma capela. A região chama-se Hermitage onde a Syrah brota feliz e nos traz vinhos maravilhosos.

Vejam a foto da Capela do Hermitage (eremita). Nas suas encostas temos a Syrah. Do outro lado, Côtie Rotie com Syrah, também.

Mas a história é outra.

A Syrah nasceu na boca do rio Rhône, no Mediterrâneo onde ela é muito usada, tanto em varietal, como em corte. Subiu este importante rio, eis que ele é uma das ligações marítimas do Mediterrâneo com o centro da Europa.

Lá, principalmente na pequena cidade de Tain L’Hermitage encontra seu esplendor.

Daqui sai um dos melhores Syrah do que se pode produzir. Ao estilo Côtie Rotie, forte, volumoso encorpado e bastante tânico assim com ótima vocação para envelhecer, com saúde, na garrafa. Após alguns anos temos um vinho rico de aromas, couro, especiarias, pimenta e um leve mentolado único que caracteriza um Syrah desta estirpe.

O clima continental ainda impera no vale do Rhône, inverno e verão bem demarcado sem muitas alterações climáticas favorecem o desenvolvimento de poucas, mas selecionadas castas.

Não esquecendo Crozes-Hermitage ou Cruz do Eremita, mais abaixo no vale do Rhône, disputando espaço com as brancas Roussanne e Marssane. Não tão qualificado quanto os Hermitage.

Espalhou-se pelo mundo. Mas somente a Austrália rivaliza com Hermitage.

Falar da Syrah é não esquecer Gosta de locais quentes e, além do Rhône norte a Austrália a tem como casta ícone.  Lá, nos vales de Barossa, Hunter e Mclaren produzem Syrah fora da média. Potentes, com muita doçura da fruta e aromáticos.

Inclusive, em alguns casos utilizam um corte com a branca Viognier, como Côte Rôtie,  para dar um pouco mais de leveza ao vinho.

Espalhou-se pelo mundo. Nos Estados Unidos vales mais quentes, assim como no Chile, Colchagua e Cachapoal e Argentina no Vale Del Uco, Mendoza. Importante dizer que em Portugal vem dando excelentes resultados no Alentejo.

Mas falar da Syrah é não esquecer que até locais não tão quentes, como a Nova Zelândia produzem excelentes exemplares. O frio faz com que nos traga vinhos mais calmos, menos alcoólicos, mas ainda assim, vinhos charmosos e sem perder sua característica de temperos e pimenta.

Sou muito suspeito para falar da Syrah porque a tenho no coração.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s