CHARDONNAY COM OU SEM BARRICA


BARRICA FRANCESA

Hoje não há outra casta branca com a capacidade de adaptação planta-se desde lugares muito frios até locais quentes, portanto faz parceria as Riesling e Sauvignon Blanc, que gostam do frio até as Moscateis, plantadas em locais mais quentes. Sua produtividade faz a festa dos vinhateiros e suas características são únicas.

Ela é utilizada desde os vinhos mais básicos como entra no corte clássico do Champagne ou  fica sozinha no caso dos Crémant Blanc de Blanc  e demais espumantes espalhados pelo mundo. Nos vinhos tranquilos, vai desde o ordinário até os divinos vinhos da Borgonha, como este vinhedo em Mâconnais com estilos que vai dos amendoados até os metálicos, como um Chablis.

Mas a questão deste post é outra. Seguidamente quando compartilho um vinho com amigos ou nas rodadas mais sérias de degustação, invariavelmente vem à questão, se o Chardonnay deve passar por madeira ou não e há duas turmas bem definidas, a turma dos com madeira e a dos em madeira.

Mas quais as funções da madeira na produção de vinhos?

Na verdade são cinco as funções das barricas:

1- Realizar a micro oxigenação, isto é, a respiração do vinho posto para descansar antes do engarrafamento.

2- Estabilizar a cor do vinho seja o tinto ou branco. Para o primeiro dar aquela espécie de luz ao vermelho e ao segundo um tom dourado ao amarelo.

3- Fornecer taninos ao vinho. A final o álcool do vinho torna-se um solvente e retira da madeira o seu tanino.

4- Fornecer aromas ao vinho. No carvalho americano a baunilha característica e no francês o café, tostado ou defumado.

5- Arredondar, amaciar ou até mesmo em alguns casos, Tannat, por exemplo, domar os taninos da casta.

Portanto, se passar pela barrica entramos nos vinhos mais amanteigados, encorpados e com mais aromas advindos do tipo de madeira em que passou. Se carvalho francês, mais elegância e variados aromas segundo a região francesa de onde veio o carvalho. Se por barrica de carvalho americano, mais barato e, portanto, mais comum, certamente ganha em aromas de baunilha.

Caso não passe por madeira perde em aromas e maciez, mas ganha em rusticidade, acidez e frescor. Um bom Chardonnay de regiões frias, como o Chablis lembra, imediatamente, no nariz a grama cortada, na boca mineralidade.

Enfim são estilos diferentes e os dois com uma legião de admiradores.

Eu gosto mais do estilo Chablis, mais rusticidade, imposição e são ao final muito refrescante.

Mas como a melhor filosofia é o meio termo há também outros métodos de fabricação de um bom Chardonnay.

O Sur Lie ou sobre o leito, onde o vinho fermenta sobre o leito de suas borras, ganhando em aromas lácteos, principalmente manteiga e um fundo de fermento de pão.

E o Battonage  consiste em manter o vinho base descasando em barricas sobre as borras finas que se constituem principalmente nas leveduras da fermentação alcoólica. A diferença para o Sur Lie é que no processo de battonage não consiste somente no repouso sobre as leveduras, como no primeiro processo, mas na sua agitação periódica, de modo a melhorar a vinificação.

Na verdade são estilos intermediários entre o radicalismo da metalização de um Chablis e os barricados Chardonnay americanos.

Façam suas apostas.

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