UVAS TINTAS PARA O VERÃO


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Tem consumidor de vinho que não abre mão do tinto nem nos dias mais quentes do verão? Os taninos presentes nos vinhos tintos quando gelados  “amargam” na boca?

Então saiba quais são as três dicas de uvas do alemdovinho para apreciar um tinto gelado sem perder a qualidade.

Cena comum nos restaurantes, bares especializados ou mesmo na casa dos amigos pedem-se tintos mesmo nos dias mais quentes. Então, como dito os taninos gelados “amargam” o vinho, precisamos de uvas tintas com baixa quantidade de taninos.

1- PINOT NOIR – A MANHOSA

 Uva querida e manhosa. A Pinot Noir, nativa da Borgonha, alcança na Cote D’Or seu esplendor.

Uva de bagos pequenos e cacho apertado, com casca fina, muito sujeita a doenças em razão disto. Mudanças climáticas não são bem-vindas. Ventos, frio fora de hora, calor excessivo, umidade, etc e tal podem botar a perder toda a safra ou mesmo baixar a qualidade do vinho.

Dá uma canseira danada aos produtores. Dizem até, que Deus criou a Cabernet Sauvignon e o diabo a Pinot Noir.

Certo que na Borgonha alcança a maioridade, sendo inclusive, a uva do Romané- Conti, um dos mais caros vinhos que existem.

Mas por aqui e por aí encontramos belos terroir para esta casta. Oregon, nos EUA, Central Otago, Nova Zelândia, Casablanca Chile, Patagônia, Argentina, e Campos de Cima da Serra, Brasil estão entre os melhores.

Um bom Pinot Noir deve, necessariamente, ser um vinho sensual, aromas delicados delicados de amoras, morangos, algo de couro, nos melhores exemplares. Regiões mais quentes nos trazem um Pinot mais frutado mais incisivo, regiões mais frias, as melhores, um vinho mais elegante, de médio corpo, acidez na conta e muito gostosos de beber.

Geralmente de cor vermelho translúcido.

Taninos baixos, sem aquela sensação de banana verde, mesmo nos Pinot Noir mais baratos.

Aceita ser geladinho, algo como deixá-lo na geladeira por um par de horas antes de apreciá-lo.

Vai aí uma dica para quem tem dificuldade de beber outros vinhos que não os tintos no verão.

GAMAY – HÁ QUE RENASCER NO BRASIL

A Gamay sofreu muito no Brasil. Na onda dos Beaujolais Nouveau tivemos uma enxurrada de vinhos de média qualidade com esta uva. A tal ponto que muitos ainda entendem ser uma uva menor.

Felizmente não é verdade.

Falar da Gamay é apreciar o bom vinho da Borgonha, França, terra natal desta uva maravilhosa.

Falar da Gamay é apreciar um vinho tinto com baixos índices de taninos, muito frutado, alegre e ótimo para ser servido nos dias mais quentes, levemente gelado.

Falar da Gamay é dizer de Beaujolais, no início da Borgonha, perto de Lyon.

É falar do Beaujolais Nouveau, um tinto jovem pronto para beber em apenas dois meses após a vindima.

É falar que o Beaujolais Nouveau é feito através da maceração carbônica da Gamay, onde o próprio peso das uvas começam a maceração das uvas.

É gritar a famosa frase Beaujolais Nouveau est arrivée.

É falar da classificação dos Gamay:

– Beaujolais Nouveau, o mais simples.

– Beaujolais, levemente envelhecido, muito frutado e delicioso..

– Beaujolais Village, um pouco mais evoluído.

– Beaujolais Cru e suas denominações,  Brouilly, Chiroubles, Côte de Brouilly, Fleurie, Juliénas, Morgon, Moulin à Vent, Régnié, Chénas, Saint-Amour. A fina flor dos Gamay.

É falar de vinhos que são excelentes companheiros para longas conversas sem compromisso.

ARINARNOA – A UVA BASCA POR AQUI

Conhecem esta uva? Para nós brasileiros parece nome de origem indígena. Mas ela tem origem no País Basco, portanto, não é francês, não é espanhol, é basco.

Significa vinho luminoso. Arin (luminoso) Arno (vinho). Inicialmente pensou-se ser cruzamento da Merlot com a Petit Verdot, mas estudos de DNA recentes a veem como o cruzamento entre a Tannat e a Cabernet Sauvignon.

De origem basca, portanto algo entre a fronteira francesa e espanhola. Em princípio duas uvas que se deram muito bem no sudoeste francês que, digamos, não muito forte em termos de viticultura, principalmente se a compararmos com outras regiões francesas mais afamadas.

Pois bem, este cruzamento nos trouxe uma uva com taninos firmes, mas não rústicos como os da Tannat. Algo herbáceo vindo da Cabernet Sauvignon.

Traz também a força que tem para evitar doenças e fungos, como as uvas que deram origem.

Precisa de um bom manejo de campo para que possamos ter uvas amáveis a serem vinficadas. Seus vinhos costumam ter boas doses de taninos, cor escura e aromas vegetais.

A cor dos belos tintos de verão. Um vermelho translúcido.

Eu gosto!!!!!

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