COM O VERÃO CHEGAM AS BRANCAS, MAS QUEM É A VIOGNIER?

15 01 2012

Que uva é esta que bate na nossa porta? Digo porque é a grande febre do momento na Argentina e Chile. Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora.

Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se somente torna-se exuberante em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu, Rhône norte, França.

Do Rhône já falamos em http://wp.me/pPKW2-4w e http://wp.me/pPKW2-4t mas de Condrieu e sua rainha, ainda não.

Região demarcada do Rhône, tem seus vinhedos descendo as ladeiras que findam no rio Rhône, algo muito semelhante a sua vizinha Côte Rôtie. Aqui a ÚNICA E  FANTÁSTICA  Viognier desenvolve todo o seu esplendor.

Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma,  só tem uma concorrente,  a Gewürztraminer.

Esta untuosidade deve-se ao álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais. Um bom Viognier paga-se, no Brasil, algo em torno de R$ 180 a 250,00 reais, mas vale cada gota desta garrafa.

E dentro de Condrieu tem um enclave chamado Château-Grillet onde ela alcança  a magnitude.

Lembrem-se deste rótulo.

Na Austrália, a exemplo do Rhône, utiliza-se muito esta casta para “resfriar” o Syrah, isto é, torná-lo menos alcoólico e pesado.

Como disse, na Argentina e  no Chile tornou-se a uva branca do momento, mas os que apreciei  de modo algum raspam na qualidade da Viognier do Rhône.

Na Viognier estranhei sua baixa acidez, mas depois acostuma, além de ser excelente companheira para muitos pratos condimentados.





HARMONIZAÇÃO. VINHO E CULINÁRIA EXPRESSÃO DE UM POVO – PARTE III

11 12 2011

Bem continuando a festa, vamos as brancas. Neste palácio já rolou muita festa ao som dos irmãos Strauss.

SAUVIGNON BLANC: Originária do Loire,França, também chamada na França de Fumé Blanc e Muskat Silvaner. Gosta de climas frios e tem uma característica interessante, onde há condições de vinificar com segurança dá bons vinhos brancos. Plantada no Uruguai, Argentina, Brasil, principalmente na serra Catarinense, Chile (vale de Casablanca), Austrália, Nova Zelândia lá produz vinhos que rivalizam com o Loire, principalmente no sul da ilha norte, mesma região dos bons Pinot Noir. Sua cor é amarelo palha ou mesmo amarelo bem fraquinho. Nariz floral, frutado lembrando a frutas de polpa branca, como maçã, pera, romã e pêssego. Na boca,seco, médio corpo, acidez de média a forte com retrogosto permanente, nos melhores vinhos. Os cortes podem ser com Chardonnay ou Semillon.

VIOGNIER: Originária da França, Rhône, recentemente fiz um post sobre ela http://wp.me/pPKW2-iy hoje Chile, Argentina, Austrália e Nova Zelândia vêm plantando esta casta. Sua cor é amarelo de médio a forte, se com madeira ganha tonalidade dourada. Aromas florais, na boca acidez baixa, volumosa e amanteigada.

CHARDONNAY: Também chamada de rainha das brancas é originária da Borgonha, França, muito adaptável, tal como a Cabernet Sauvignon, pode descansar nas barricas de madeira, a cor é amarelo com tonalidades esverdeadas, quando recebe madeira passa para o dourado. Nariz de frutas tropicais, algo como abacaxi, pêssego, maçã. Na boca boa acidez, corpo médio a volumoso  e com final de gole prolongado. O corte pode ser feito com a Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Semillon.

CHENIN BLANC:  Seu local de nascimento é o vale do Loire (Vouvray), França. Hoje a África do Sul tem muitos hectares desta casta e vem produzindo excelentes Chenin Blanc, vejam o post http://wp.me/pPKW2-f7 É muito versátil sua cor é do amarelo pálido, aromas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, leve, fresca e com acidez média. Seu gole final não é prolongado.

TORRONTÉS: Veio da Espanha, mas encontrou em Salta, seu berço adotivo e onde desenvolve sua plenitude. Encontramos quase que somente na Argentina, vejam o post http://wp.me/pPKW2-i0. Cor amarelo comtoques esverdeados, nariz floral e cítrico, na boca seca intensa com um toque de doçura. Final de gole prolongado e prazeroso.

Bem estas são as brancas que entendo mais comuns, principalmente em se tratando de vinhos da américa do sul.

Os próximos posts sobre este assunto será com a tabela de harmonização e um ou outro comentário sobre alguma casta que não encontramos aqui.

 





AS DIFERENÇAS NO RHONE NORTE – PARTE III

27 11 2011

Condrieu, vizinha a Cote Rotie, mesmo clima continental, mesma disposição das vinhas, como a da foto, descendo geometricamente as paredes do vale do Rhône, sempre voltadas para leste.

Tem sua produção baseada na casta branca Viognier, até pouco tempo atrás bastante desconhecida.

Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se exuberante apenas em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu.  Aqui a ÚNICA E  FANTÁSTICA  Viognier desenvolve todo o seu esplendor.

Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma,  só tem duas sérias concorrentes,  as alsacianas  Gewürztraminer e a Pinot Gris.

Esta untuosidade deve-se aos bons índices de álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais. Um bom Viognier paga-se, no Brasil, algo em torno de R$ 180 a 250,00 reais, mas vale cada gota desta garrafa.

Como disse, na Argentina e  no Chile tornou-se a uva branca do momento, mas os que apreciei  de modo algum raspam na qualidade da Viognier do Rhône.

Eu quando experimentei estranhei sua baixa acidez, mas depois acostuma, além de ser excelente companheira para muitos pratos condimentados. Típicos da alta gastronomia de Lyon, como dito bem pertinho dali.

Por último Château Grillet  seria uma espécie de região demarcada dentro da região demarcada de Condrieu. Dali, em apenas 3,5 hectares sai o melhor Viognier que este planeta pode produzir. Rico, charmoso, untuoso e com a especial característica de ser seco e levemente adocicado ao mesmo tempo. Aromas que lembrar pêssego maduro e damasco. Seu preço, lá por volta de 150 euros já diz da sua excelência.

No vídeo o que está sendo falado aqui.





AS DIFERENÇAS ENTRE O VALE DO RHONE – PARTE I

27 11 2011

Falar de vinhos sem trabalhar com mapas é tarefa impossível. Segue o mapa do vale do Rhone. A região pode ser dividida em duas, tanto pela qualidade/quantidade de seus vinhos, como pela geografia.

O rio Rhone foi e é um dos mais importantes rios da França. Sua foz foi porta de entrada para a França e Europa de produtos vindos do oriente.  A hoje região de Avignon já foi importante porto  no tempo da roma antiga na época do Mare Nostrum (Nosso Mar). Especiarias subiam o Rhone e eram vendidas no centro da Europa. Não é de nada que Lyon é tida como uma das cidades chave para a gastronomia mundia, até hoje.

A região é farta em culinária baseada nestes temperos. Feiras como esta em Orange são comuns e especiais.

 

Mais ao norte o vale se estreita, a geografia e o clima mudam. Trocam as uvas, saem as que gostam de climas mediterrâneos, como a Cinsault, Grenache, Mouvèdre, Carignan e entram as que gostam de climas continentais, como a Syrah, Viognier, Rousanne e Marsanne.

Ao sul o rio se espraia, as regiões demarcadas se multiplicam e com elas a quantidade de vinhos aumenta e diminui a qualidade. Há honrosas e maravilhosas exceções, como o Chateauneuf du Pape, onde a Grenache e mais 8 uvas compõe aquele vinho que é considerado o melhor vinho da região. De lembrar, também, Tavel, única região demarcada na França para produzir somente roses, o que não é pouca coisa.

Mas o aviso deste post é para que se tenha em mente que a menção Rhone no rótulo não garante vinhos de excepcional qualidade como os famosos Syrah do norte do vale.

Ao norte que dá as cartas é a Syrah, na tintas e a Viognier, nas brancas.

A Syrah, dizem uns, casta vinda do oriente (olha o Mare Nostrum) onde no Irã tem nome de cidade, na mochila de algum Cavaleiro Templário. Lembram, estes Cavaleiros, em nome da Igreja Católica, se meteram em mil brigas e escaramuças com os muçulmanos no oriente.

Dizem que este Cavaleiro, ao fim de sua vida exilou-se no Rhone norte, local hoje chamado de Hermitage (algo como eremita em francês) e lá plantou as primeiras mudas da Syrah. No local onde viveu está hoje uma capela, a famosa capela do eremita. Vejam a foto.

A grande uva branca da região é a Viognier que disputa com a Syrah as encostas de Côte-Rotie. Hoje espalhada pelo mundo, a Viognier, só  alcança seu esplendor em seu berço, em seu rincão, na sua vila ou aldeia. Sei que a Austrália e EUA vêm trabalhando muito bem esta casta. Mas quem provou um Viognier de lá não esquece tão cedo.

No post seguinte vamos falar com mais vagar sobre os dois vales do Rhone.

 





ESTRELAS DO BRASIL – ESPUMANTE CHARDONNAY/VIOGNIER RARIDADE

30 03 2011

Dado o sucesso do post anterior sobre o Prosecco deste  produtor resolvi trazer minhas observações sobre outros espumantes. Os enólogos Irineo Dall’Agnol e Alejandro Cardozo investem na produção de espumantes de qualidade mundial. para tanto sua produção é limitadíssima.

Este em especial produzido pelo método charmat, portanto em tanques de metal com controle de temperatura onde ocorre a segunda fermentação.

Uma rara e unica combinação de Chardonnay e Viognier nos traz um espumante de cor amarelo esverdeado com bolhas finas e muito persistentes. Logo ao colocar na taça despreende o aroma de padaria vindo do estágio do espumante nas suas borras, o métido sur lie. Adiante aparece a perfeita combinação da Chardonnay com a Viognier. Aromas de frutas brancas e flores. Na boca novamente a dupla se faz notar, cremosa e de retogosto prolongado. Não há como deixar de notar a presença da Viognier. A combinação é perfeitamente harmônica e singular.

Mias um produto que orgulha a todos nós brasileiros demonstrando que a serra gaúcha tem plenas condições de competir no acirrado mercado mundial de espumantes. SIMPLESMENTE NÃO DEVE NADA A NINGUÉM.





ENCONTRO – RHÔNE NA PRÁTICA – CONDRIEU LES TERRASSES D’EMPIRE 2006 GEORGES VERNAY

25 11 2010

Do Rhône norte perto de Lyon nos terraços de Condrieu com vista para o rio Rhône vem a Viognier casta única que somente desenvolve seu esplendor nesta região.

REGIÃO: Condrieu, vizinha a Cote Rotie (terra de singulares Syrah), clima continental – invernos e verões fortes e bem definidos com suas vinhas, como a da foto, descendo geometricamente as paredes do vale do Rhône, sempre voltadas para leste.

A UVA: A branca Viognier, até pouco tempo atrás bastante desconhecida. Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se exuberante apenas em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu.  Aqui a ÚNICA E  FANTÁSTICA  Viognier desenvolve todo o seu esplendor.

O VINHO: Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma,  só tem duas sérias concorrentes,  as alsacianas  Gewürztraminer e a Pinot Gris. Esta untuosidade deve-se aos bons índices de álcool e a baixa acidez.

O PRODUTOR: Georges Vernay foi um dos pioneiros na revolução que foi implantada em Condrieu e vem desde os anos 50. Produz em apenas 16 hectares de Viognier apenas 7 hectares, portanto estamos a frente de um vinho de exceção. Este que vamos apreciar provem de uvas plantadas em 4,5 hectares e uma produção de 20.000 garrafas/safra.

 





RHÔNE – HERMITAGE – BRANCAS E TINTAS COMPETEM PALMO A PALMO

1 11 2010

Pois bem a pequena cidade Tain L’Hermitage é o coração do vale do Rhône. Mais uma vez em suas encostas, desta vez de quem sobe o Rhône no seu lado leste, estão plantados estes magníficos vinhedos. Só a foto já bastaria para alegrar o dia. Mas não é só de beleza que vive a região.

Diz a lenda que um cavaleiro templário, cansado das idas e vindas para o Oriente lutar nas cruzadas aqui estabeleceu-se e viveu como um Hermitage (eremita). Dizem, também, que as pequenas Igrejas e Capelas que ponteavam o caminho escondiam o dinheiro e outras riquezas saqueadas do Oriente ou mesmo serviam de cofre para que durante o caminho pudessem abastecerem-se. Logo veremos uma destas.

Sabe-se lá se trouxe ou melhorou as vinhas na região, mas o que importa e que daqui sai um dos melhores Syrah do que se pode produzir. Ao estilo Cote Rotie, forte, volumoso encorpado e bastante tânico assim com ótima vocação para envelhecer, com saúde, na garrafa. Após alguns anos temos um vinho rico de aromas, couro, especiarias, pimenta e um leve mentolado único que caracteriza um Syrah desta estirpe.

O clima continental ainda impera no vale do Rhône, inverno e verão bem demarcado sem muitas alterações climáticas favorecem o desenvolvimento de poucas, mas selecionadas castas.

A diferença, aqui para o resto do norte vale do Rhône é que as brancas Roussanne e Marsanne disputam palmo a palmo a qualidade e excelência da região.

Da Syrah já falamos, mas das brancas não.

A Roussanne é uma casta branca com cor avermelhada quando da sua colheita, produz brancos untuosos, ricos em aromas, nativas desta região do Rhône, fora dele se tem pouca notícia de algo que faça frente as aqui elaboradas. Aqui é corte com a Marsanne para produzir os aromáticos, ricos e volumosos brancos de Hermitage. Fazendo frente aos potentes Syrah.

Sua parceira inseparável a Marsanne que completa o trio das castas brancas do norte do vale do Rhône, junto com a Roussanne e a Viognier. Também nativa do Hermitage, mais prolixa e rentável que Roussanne vem dar a esta quantidade, qualidade e aromas mais florais e cítricos, já que a Roussanne sempre puxa para o mel e aromas de frutas secas, como damasco e tâmaras. Portanto vem dar vivacidade aos vinhos brancos do Hermitage.

Já falamos que a chave da longevidade dos vinhos brancos é a acidez o que não é o forte dos vinhos brancos de Hermitage, estes devem ser consumidos o mais jovem possível.

O vídeo mostra como são as vinhas no local.

 





CONDRIEU E SUA RAINHA A BRANCA VIOGNIER

31 10 2010

Condrieu, vizinha a Cote Rotie, mesmo clima continental, mesma disposição das vinhas, como a da foto, descendo geometricamente as paredes do vale do Rhône, sempre voltadas para leste.

Tem sua produção baseada na casta branca Viognier, até pouco tempo atrás bastante desconhecida.

Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se exuberante apenas em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu.  Aqui a ÚNICA E  FANTÁSTICA  Viognier desenvolve todo o seu esplendor.

Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma,  só tem duas sérias concorrentes,  as alsacianas  Gewürztraminer e a Pinot Gris.

Esta untuosidade deve-se aos bons índices de álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais. Um bom Viognier paga-se, no Brasil, algo em torno de R$ 180 a 250,00 reais, mas vale cada gota desta garrafa.

Como disse, na Argentina e  no Chile tornou-se a uva branca do momento, mas os que apreciei  de modo algum raspam na qualidade da Viognier do Rhône.

Eu quando experimentei estranhei sua baixa acidez, mas depois acostuma, além de ser excelente companheira para muitos pratos condimentados. Típicos da alta gastronomia de Lyon, como dito bem pertinho dali.

Por último Château Grillet  seria uma espécie de região demarcada dentro da região demarcada de Condrieu. Dali, em apenas 3,5 hectares sai o melhor Viognier que este planeta pode produzir. Rico, charmoso, untuoso e com a especial característica de ser seco e levemente adocicado ao mesmo tempo. Aromas que lembrar pêssego maduro e damasco. Seu preço, lá por volta de 150 euros já diz da sua excelência.

Vamos com este vídeo belíssimo sobre o Rhône vinhateiro.





VINHOS DA FRANÇA – VIAGEM AO RHÔNE

27 10 2010

Antes de falarmos sobre a viagem alguns avisos são necessários.

Falando de França, alguns preconceitos devem ser vencidos como o paradigma de  que vinho francês ou é muito bom e caro ou é muito ruim e barato.

Com o vinho é igual. Claro que a França, como qualquer outro país no mundo produz vinhos sofríveis, sejam eles caros ou baratos. Claro que na França há bons e maus produtores, honestos e desonestos, não teria motivo algum para que lá fosse diferente.

Sei também que os vinhos franceses, seja por razão cultural, vejam a quantidade de nomes de lojas, prédios e por aí vai metidos a chiques que têm origem francesa. Falam e nomeiam lugares e batizam o que quer que seja com nomes franceses. dá status. Mas também complica a vida de quem trabalha sério e quer trazer, para ficar naquilo que gosto, vinhos sérios.

Aqui sempre são lembrados, de maneira errada, que os vinhos franceses são vinhos de quem tem muito dinheiro ou entende demais de vinho. Pura bobagem. Não se pode imaginar que o país todo só bebe vinhos caríssimos, até para os franceses, algo em torno de 30 euros não é qualquer um que pode pagar. Também não se pode imaginar que lá só se anda com as melhores roupas, se bebe somente o melhor ou se vai a restaurantes caríssimos.

NÃO, NÃO MIL VEZES NÃO. São pessoas normais que bebem vinhos cotidianos e vão a botecos comer o que há de bom e barato.

Portanto, abaixo o preconceito e a preguiça, caso contrários a vida passa e perdemos grandes oportunidades de aproveitá-la.

Dados os avisos vamos a nossa viagem ao Rhône. Falar do Rhône é falar de lugares míticos para o vinho, como Côte Rôtie, Condrieu, Hermitage, Crozes-Hermitage, Cornas, Gigondas, Lirac, Tavel, Côte Ventoux, Orange, entre outros.

É falar em história, na medida em que a subida do rio Rhône serviu de porta de entrada para os produtos e especiarias vindas do oriente, daí cidades gastronômicas como Lyon e Dijon. É falar dos cavaleiros templários.

Ver a história de castas como a Syrah, Viognier, Grenache, Marsanne e Rousanne, enfim não há como conhecer a França vinhateira sem desvendar o Rhône.

Aqui tem muito vinho bom e caro, mas também muito vinho bom e barato.

 





QUE CASTAS SÃO ESTAS – VIOGNIER DO RHÔNE PARA O MUNDO

17 07 2010

Que uva é esta que bate na nossa porta? Digo porque é a grande febre do momento na Argentina e Chile. Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se somente torna-se exuberante em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu, Rhône norte, França.

Do Rhône já falamos em http://wp.me/pPKW2-4w e http://wp.me/pPKW2-4t mas de Condrieu e sua rainha, ainda não.

Região demarcada do Rhône, tem seus vinhedos descendo as ladeiras que findam no rio Rhône, algo muito semelhante a sua vizinha Côte Rôtie. Aqui a ÚNICA E  FANTÁSTICA  Viognier desenvolve todo o seu esplendor.

Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma,  só tem uma concorrente,  a Gewürztraminer http://wp.me/pPKW2-8t

Esta untuosidade deve-se ao álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais. Um bom Viognier paga-se, no Brasil, algo em torno de R$ 180 a 250,00 reais, mas vale cada gota desta garrafa.

Na Austrália, a exemplo do Rhône, utiliza-se muito esta casta para “resfriar” o Syrah,isto é, torná-lo menos alcoólico e pesado.

Como disse, na Argentina e  no Chile tornou-se a uva branca do momento, mas os que apreciei  de modo algum raspam na qualidade da Viognier do Rhône.

Eu quando experimentei estranhei sua baixa acidez, mas depois acostuma, além de ser excelente companheira para muitos pratos condimentados.








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