Que uva é esta que bate na nossa porta? Digo porque é a grande febre do momento na Argentina e Chile. Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora.
Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se somente torna-se exuberante em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu, Rhône norte, França.
Do Rhône já falamos em http://wp.me/pPKW2-4w e http://wp.me/pPKW2-4t mas de Condrieu e sua rainha, ainda não.
Região demarcada do Rhône, tem seus vinhedos descendo as ladeiras que findam no rio Rhône, algo muito semelhante a sua vizinha Côte Rôtie. Aqui a ÚNICA E FANTÁSTICA Viognier desenvolve todo o seu esplendor.
Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma, só tem uma concorrente, a Gewürztraminer.
Esta untuosidade deve-se ao álcool e a baixa acidez. Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais. Um bom Viognier paga-se, no Brasil, algo em torno de R$ 180 a 250,00 reais, mas vale cada gota desta garrafa.
E dentro de Condrieu tem um enclave chamado Château-Grillet onde ela alcança a magnitude.
Lembrem-se deste rótulo.
Na Austrália, a exemplo do Rhône, utiliza-se muito esta casta para “resfriar” o Syrah, isto é, torná-lo menos alcoólico e pesado.
Como disse, na Argentina e no Chile tornou-se a uva branca do momento, mas os que apreciei de modo algum raspam na qualidade da Viognier do Rhône.
Na Viognier estranhei sua baixa acidez, mas depois acostuma, além de ser excelente companheira para muitos pratos condimentados.
















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