ECHART GRAN LINAJE – A BELA TORRONTES

19 02 2012

Um vinho excelente. Cor amarelo com laivos dourados. Nariz amplo indo do floral ao frutado. Na boca acidez firme e final de gole prolongado.

O produtor Echart é de Salta extremo norte da Argentina, quase fronteira com a Bolívia. Os vinhedos são plantados numa altura média de 1.500 metros o que traz excelentes diferenças de temperatura entre o dia e a noite, retardando a maturação da uva.

Foi muito bem com bacalhau na moranga.

Eu não resisto um vinho com a uva Torrontes, principalmente, quando eles vêm de Salta, dos Vales de Calchaqui ou Cafayate.

Vales como este de Calchaqui parecem inférteis, mas ledo engano. A videira tem profundas raízes que vão buscar a água nos rios subterrâneos formados pelo degelo dos Andes.

A Torrontés vinda do noroeste da Espanha na mala de algum imigrante encontrou um lar adotivo na Argentina, em especial em Salta nordeste do país.

Hoje é companheira dos saltenhos, desde o pequeno agricultor até os grandes produtores.

Nos vales como este da foto onde estão a secar as pimentas difícil imaginar vinhedos de alta qualidade. Mas a regra se confirma, vinhos de videiras que sofrem são os melhores.

Mas ali estão, para mim, os vinhedos mais singulares, talvez, no mundo. Pela sua altura, média de 1800 metros, pelo clima, pela geografia do local e pelos seus vinhos. A Torrontés encontrou seu clima e solo ideais.

Mas e a história do amor? Bem ela começou tem mais de 15 anos quando experimentei e me apaixonei pela Torrontés com o Echart Privado.É um vinho agradável, aromático mas um tanto fácil de beber.

Passou-se o tempo. E a paixão para virar amor deve enfrentar comparações e desafios. E estes vieram ao longo destes 15 anos.

A minha Torrontés cujos aromas florais e levemente cítricos enfrentou várias batalhas. Principalmente com o dream team da Alsácia, França, capitaneada pela Gewurtztraminer e não saiu derrotada, muito pelo contrário, fortalecida.

Depois a comparei com a Viognier, a Vermentino e as Moscateis. Ali sempre firme. Demonstrando que as vezes é preciso viajar o mundo para descobrir uma joia que está ao nosso lado.

Hoje ela se encontra no time de elite dos vinhos brancos e entendo porque amo a Torrontés.

Primeiro pela qualidade de seus vinhos. Na cor amarelo palha levemente esverdeado. No nariz, o leque de aromas vai do floral ao frutado chegando ao levemente cítrico. Na boca imagina-se um vinho doce, aí vem a surpresa, de doce nada tem é, inclusive levemente ácido. Exagero no comentário? Não. Experimentem a Torrontés de bons produtores e confirmem.

Por fim o grande charme desta uva é a união da sua singularidade, só encontramos esta casta na Argentina, sua qualidade, como demonstrada acima e seu preço, muito acessível.

Este trinômio, preço/qualidade/singularidade é muito difícil de se encontrar.

Então se não conheces meu antigo amor não sabes o que estás perdendo.





VINHO BRANCO É….

4 12 2011

Vinho branco é, necessariamente, equilíbrio, fino e delicado entre acidez, açúcar e álcool.

Vinho branco é apreciar um Chardonnay de Mersault, Borgonha, França onde a 900 anos planta-se somente Chardonnay, como este vinhedo da foto.

Vinho branco é afastar o preconceito de que vinho bom é vinho tinto.

Vinho branco é não ser demasiado floral, demasiado doce, demasiado frutado.

Vinho branco é descobrir novidades como um Fiano, Itália, um Granache branco, do Rhone sul, um Arinto do Alentejo ou um Encruzado do Dão.

Vinho branco é deixar-se levar pela acidez picante de um vinho verde, ao estilo Alvarinho, Loureiro ou Avesso.

Vinho branco é entender que são menos flexíveis que os tintos, sendo assim sua harmonização é mais delicada, nem prato nem vinho podem sobressair.

Vinho branco é descobrir a mineralidade exuberante de um Riesling alemão ou uma Grüner Veltliner da Áustria.

Vinho branco é mensagem de prazer na Alsácia com seu Gewürtztraminer, Pinot Gris e Sylvanner.

Vinho branco é entender o terroir (clima mais solo) na sua essência ao experimentarmos um Pinot Grigio (Itália) e o Pinot Gris (França) duas uvas iguais, vinhos diferentes.

Vinho branco é apreciar um Chardonnay passado na barrica de madeira. Especial, amanteigado e único como este de Mersault.

Vinho branco é cheirar os aromas de um Torrontés (Salta Argentina) que vão do floral ao mineral.

Vinho branco é conhecer a Sauvignon Blanc em sua exuberância, como em Sancerre, Loire, França ou Marborough, Nova Zelândia.

Vinho branco é viajar para a Sardenha e numa mesa simples apreciar uma aromática e deliciosa Vermentino com peixe assado. Ou viajar para Condrieu, Rhone norte, França e entender de onde vem a aristocrática Viogner.

Vinho branco é a base de quase todos os vinhos de sobremesa. Não bebê-los e não conhecer os vinhos atacados pela Botrytis Cinerea como os Sauternes e os Tokaj.

Deixar de beber vinhos bancos ou nunca bebê-los e degustá-los é eliminar grande parte do mundo do vinho e perder-se em preconceitos sem nenhum sentido.

Fiquem com o Chateau Yquem. Joia que não pode ser degustada por quem não gosta de brancos.





ARGENTINA – PARTE VI – VALE DO CALCHAQUI – AQUI A MELHOR TORRENTÉS

4 12 2011

Fale a verdade, me diz se olhando esta foto se pode imaginar vinhedos de alta qualidade? Difícil não é.

Esta é a foto do vale com a secagem de pimenta.

Mas ali estão, para mim os vinhedos mais singulares, talvez, no mundo. Pela sua altura, média de 1800 metros, pelo clima, pela geografia do local e pelos seus vinhos.

Os vinhedos deste vale começam  em Cafayate numa altura média de 1.600 metros e vai subindo a cordilheira, esgueirando-se por entre as montanhas, seguindo o curso das águas, principalmente o rio Calchaqui que, biblicamente dá vida ao lugar.

No sentido norte, o vale tem a sua direita a serra de Aconquila cujo ponto máximo é 5.600 metros e a sua esquerda a serra do Cajón  cujo ponto máximo é 6.400 metros, de pura paisagem lunar pedra e mais pedra.

Em Cafayate, os parreirais estão mais concentrados e mais planos ao redor da pequena vila de Cafayate, também aqui estão os vinhedos antigos,  a média por volta de 70 anos.

Mais acima começa a subida do vale e encontra-se aqui e acolá, pequenas quantidades de terra, muito bem escolhidos que produzem vinhos com uma tipicidade única.  No vilarejo de Mollinos está a Bodega Colomé e mais acima, perto de 2.500 metros a Finca Tacuil, dos meus prefridos Doña Ascensión, RD Dávalos e RD, todos Malbeec e o segundo 50% Cabernet Sauvignon.

São regiões extremamente secas, pouquíssima humidade e grande altura, o que traz poucos problemas com pragas naturais, como fungos e insetos, tornando-os vinhos orgânicos por natureza. A diferença de temperatura entre dia e noite ideal para vinhos encorpados, calorosos, alcoólicos e densos. Experimentem um Malbec da Colomé e verão o que estou escrevendo. Altura esta essencial pois esta região está no extremo norte da Argentina.

De qualquer sorte são vinhos bem diferentes dos de Mendonza e da Patagônia.

Terra da Torrontés, uvas vinda da Espanha, Rioja, mas que encontra a sua expressão máxima nesta região. São vinhos florais e aromáticos, com boca seca e levemente adocicada de final de gosto prolongado.

ara mim estão na elite dos vinhos brancos, no mundo. Muito se fala de, Verdes do Minho,  Chablis, Alsacianos, austríacos  e sicilianos, como sendo brancos, raros e de tipicidade, mas esquecem que, aqui do lado, se produz vinho desta categoria, podendo até mesmo ser melhorado, por preços bem mais acessíveis. Eu, pelo menos cito três, San Pedro de Yacohuya, Michel Torino e Crios da Susana Balbo.

Destaque para a arquitetura local, vejam a igreja ao lado, parece que estamos em algum filme de Western, principalmente com o Clint Eastwood, algo meio mexicano, no fundo espanhol colonial.

Em Cafayate estão as maiores e mais antigas Bodegas da região, como Lavaque, Etchart, Michel Torino e as Bodegas Boutique, como San Pedro de Yacohuya e  Las Nubes, responsáveis por vinhos bem mais caros e não tão melhores assim.

Mais acima no vale temos a Colomé, do mega empresário Donald Hess e a Tacuíl de Raul Dávalos.

 





ARGENTINA – PARTE II – SUAS REGIÕES E SEGREDOS

4 12 2011

Falar de Argentina é falar dos canais de irrigação do tempo dos Incas que trazem a água do dos Andes. Mas além destes canais há os subterrâneos, aqueles rios que circulam a mais de 8 metros de profundidade, ideais para a videira que tem raiz muito longa.

Também é falar do granizo que pode devastar uma videira em segundos. Ao sul de Mendonza utilizam muito estas redes aí da foto. É falar dos ventos, Polar, Zonda, que vêm dos Andes e pode atingir mais de 100  quilômetros por hora, algo parecido com o Mistral na França e o Sudestada.

Mas, graças a Deus falar de Argentina é falar da Malbec cuja qualidade não é atingida na média em nenhum outro país, é falar da Torrontés, vinda de Rioja, Espanha, mas encontrando aqui seu esplendor único. É flar do maravilhoso vinhedos de altura, em Mendonza, atingindo, facilmente, 1.000 metros ou mesmo Salta, com mais de 2.500 metros. É falar de um solo abençoado para a cultura da uva, solos com baixa quantidade de matéria orgânica, assim força a raiz a descer para buscar alimento, irrigação natural abundante e pouco índice pluviométrico.

Na década de 70 produziam muito mais quantidade que qualidade, hoje, estão na elite mundial dos produtores de vinho, com várias bodegas cujos donos vêm do exterior.





PRIMEIROS PASSOS – PARTE XVIII – BRANCOS AROMÁTICOS

20 11 2011

 O mundo dos vinhos brancos e aromáticos, infelizmente,  é pequeno, também.

Caso goste dos brancos aromáticos, acidez média e aromas que vão desde o floral até os de frutas de polpa branca, como maçã e pera, pense na Alsácia, na Torrontés e na Vermentino.

Os vinhos da Alsácia são extremamente aromáticos e as melhores castas são:

PINOT GRIS:  também chamada de Pinot Grigio, Rulander e Grauburgunder.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles. A Pinot Gris foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

É uma uva cuja casca é avermelhada, por vezes parece uma uva tinta. De cor variando do amarelo palha ao dourado, caso dos alsacianos.

Os aromas e sabores dependem muito do clima, se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia, com seu solo vulcânico, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.

SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente,  aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.

VERMENTINO: A Itália colabora com a Vermentino. Casta tradicional da Sardenha e do litoral da Toscana. Também de cor vermelha, daí o nome. Produz brancos de acidez média, de cor amarelo com toques verde-oliva, muito aromática, no nariz vai desde o floral até o levemente cítrico. Na boca um show, bastante encorpada levemente amanteigada, mas com final seco e longo. Muito parceira dos frutos do mar e peixes leves.

Por fim a  Torrontés de Salta, Argentina, um charme.

TORRONTÉS: A Torrontés, dizem originária de Rioja, Espanha, deve ter vindo na mala de algum missionário espanhol e encontrou seu berço adotivo na região do Vale de Calchaqui, este aí tirado na Estância Colomé.

Um vale árido, no norte da Argentina, quem quiser saber mais, http://wp.me/pPKW2-ba

Impressionante como ela é , destacadamente, melhor do que a Torrontés  plantada em outros locais da Argentina.

Aqui, neste vale, ela desabrocha numa uva aromática que vai do floral ao cítrico, na boca do ácido a uma leve ponta de açúcar, algo parecido com o que ocorre com as brancas da Alsácia, França, retrogosto prolongado e muito bom bom.

Em termos gastronômicos ela é extremamente versátil, acompanha deste peixes não muito gordurosos até pratos orientais baseados em frutos do mar.

Além de ser uma casta única no mundo, diria até que não existe, pelo menos neste potencial, algo semelhante. Ela reúne um trinômio especial, preço, qualidade e singularidade.

Infelizmente algumas pessoas ainda tem na memória aqueles Echartt Privado feitos desta casta entendendo ser a Torrontés uma casta doce, mas não é, ela, definitivamente não é uma casta doce como a Moscatel.

Um dos grandes vinhos desta casta é o Crios da Susana Balbo quem tiver a oportunidade de comprá-lo, não hesite.

Façam suas escolhas.





TORRONTÉS MEU ANTIGO AMOR

18 03 2011

 

A Torrontés vinda do noroeste da Espanha na mala de algum imigrante encontrou um lar adotivo na Argentina, em especial em Salta nordeste do país.

Hoje é companheira dos saltenhos, desde o pequeno agricultor até os grandes produtores.

Nos vales como este da foto onde estão a secar as pimentas difícil imaginar vinhedos de alta qualidade. Mas a regra se confirma, vinhos de videiras que sofrem são os melhores.

Mas ali estão, para mim, os vinhedos mais singulares, talvez, no mundo. Pela sua altura, média de 1800 metros, pelo clima, pela geografia do local e pelos seus vinhos. A Torrontés encontrou seu clima e solo ideais.

Mas e a história do amor? Bem ela começou tem mais de 15 anos quando experimentei e me apaixonei pela Torrontés com o Echart Privado.É um vinho agradável, aromático mas um tanto fácil de beber.

Passou-se o tempo. E a paixão para virar amor deve enfrentar comparações e desafios. E estes vieram ao longo destes 15 anos.

A minha Torrontés cujos aromas florais e levemente cítricos enfrentou várias batalhas. Principalmente com o dream team da Alsácia, França, capitaneada pela Gewurtztraminer e não saiu derrotada, muito pelo contrário, fortalecida.

Depois a comparei com a Viognier, a Vermentino e as Moscateis. Ali sempre firme. Demonstrando que as vezes é preciso viajar o mundo para descobrir uma joia que está ao nosso lado.

Hoje ela se encontra no time de elite dos vinhos brancos e entendo porque amo a Torrontés.

Primeiro pela qualidade de seus vinhos. Na cor amarelo palha levemente esverdeado. No nariz, o leque de aromas vai do floral ao frutado chegando ao levemente cítrico. Na boca imagina-se um vinho doce, aí vem a surpresa, de doce nada tem é, inclusive levemente ácido. Exagero no comentário? Não. Experimentem a Torrontés de bons produtores e confirmem.

Por fim o grande charme desta uva é a união da sua singularidade, só encontramos esta casta na Argentina, sua qualidade, como demonstrada acima e seu preço, muito acessível.

Este trinômio, preço/qualidade/singularidade é muito difícil de se encontrar.

Então se não conheces meu antigo amor não sabes o que estás perdendo.





BRANCOS AROMÁTICOS – PENSE NA ALSÁCIA NA VERMENTINO E NA TORRONTÉS DE SALTA

6 03 2011

O mundo dos vinhos brancos e aromáticos, infelizmente é pequeno, também.

Caso goste dos brancos aromáticos, acidez média e aromas que vão desde o floral até os de frutas de polpa branca, como maçã e pera, pense na Alsácia, na Torrontés e na Vermentino.

Os vinhos da Alsácia são extremamente aromáticos e as melhores castas são:

PINOT GRIS:  também chamada de Pinot Grigio, Rulander e Grauburgunder.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles. A Pinot Gris foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

É uma uva cuja casca é avermelhada, por vezes parece uma uva tinta. De cor variando do amarelo palha ao dourado, caso dos alsacianos.

Os aromas e sabores dependem muito do clima, se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia, com seu solo vulcânico, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.

SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente,  aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.

VERMENTINO: A Itália colabora com a Vermentino. Casta tradicional da Sardenha e do litoral da Toscana. Também de cor vermelha, daí o nome. Produz brancos de acidez média, de cor amarelo com toques verde-oliva, muito aromática, no nariz vai desde o floral até o levemente cítrico. Na boca um show, bastante encorpada levemente amanteigada, mas com final seco e longo. Muito parceira dos frutos do mar e peixes leves.

Por fim a  Torrontés de Salta, Argentina, um charme.

TORRONTÉS: A Torrontés, dizem originária de Rioja, Espanha, deve ter vindo na mala de algum missionário espanhol e encontrou seu berço adotivo na região do Vale de Calchaqui, este aí tirado na Estância Colomé.

Um vale árido, no norte da Argentina, quem quiser saber mais, http://wp.me/pPKW2-ba

Impressionante como ela é , destacadamente, melhor do que a Torrontés  plantada em outros locais da Argentina.

Aqui, neste vale, ela desabrocha numa uva aromática que vai do floral ao cítrico, na boca do ácido a uma leve ponta de açúcar, algo parecido com o que ocorre com as brancas da Alsácia, França, retrogosto prolongado e muito bom bom.

Em termos gastronômicos ela é extremamente versátil, acompanha deste peixes não muito gordurosos até pratos orientais baseados em frutos do mar.

Além de ser uma casta única no mundo, diria até que não existe, pelo menos neste potencial, algo semelhante. Ela reúne um trinômio especial, preço, qualidade e singularidade.

Infelizmente algumas pessoas ainda tem na memória aqueles Echartt Privado feitos desta casta entendendo ser a Torrontés uma casta doce, mas não é, ela, definitivamente não é uma casta doce como a Moscatel.

Um dos grandes vinhos desta casta é o Crios da Susana Balbo quem tiver a oportunidade de comprá-lo, não hesite.

Façam suas escolhas.





VINHOS ARGENTINOS QUE EU GOSTO – CRIOS TORRONTÉS

5 09 2010

Este é um dos melhores Torrontés que este planeta pode produzir. Salta, no extremo norte vinícola argentino é a unicaregião que tem este potencial. A Torrontés, vinda de Rioja, é uma prima da Malvasia. Produz vinhos leves, refrescantes e aromáticos.

O Crios, (filhos) e seu interessante rótulo, é o exemplo acabado aonde pode chegar esta casta na Argentina.

De cor amarelo palha, sem madeira alguma, de médio corpo, aromático ( floral e fruta de polpa branca, maçã, pera, pêssego), acidez média, sem amargor ao final. De gole longo e muito prazeroso.

Acompanha queijos de massa branca e mole, como quijos de cabra e ovelha, mascarpone ou mesmo um queijo de bufala. Pratos de verão, saladas, peixe e comidas leves e pouco temperadas.

Quem não conhece a Torrontés comece por este.

Encontra-se a R$ 35,00  a R$ 40,00. Uma pechincha pela sua qualidade e singularidade.





AGORA AS BRANCAS

18 07 2010

Bem continuando a festa, vamos as brancas. Neste palácio já rolou muita festa ao som dos irmãos Strauss.

SAUVIGNON BLANC: Originária do Loire,França, também chamada na França de Fumé Blanc e Muskat Silvaner. Gosta de climas frios e tem uma característica interessante, onde há condições de vinificar com segurança dá bons vinhos brancos. Plantada no Uruguai, Argentina, Brasil, principalmente na serra Catarinense, Chile (vale de Casablanca), Austrália, Nova Zelândia lá produz vinhos que rivalizam com o Loire, principalmente no sul da ilha norte, mesma região dos bons Pinot Noir. Sua cor é amarelo palha ou mesmo amarelo bem fraquinho. Nariz floral, frutado lembrando a frutas de polpa branca, como maçã, pera, romã e pêssego. Na boca,seco, médio corpo, acidez de média a forte com retrogosto permanente, nos melhores vinhos. Os cortes podem ser com Chardonnay ou Semillon.

VIOGNIER: Originária da França, Rhône, recentemente fiz um post sobre ela http://wp.me/pPKW2-iy hoje Chile, Argentina, Austrália e Nova Zelândia vêm plantando esta casta. Sua cor é amarelo de médio a forte, se com madeira ganha tonalidade dourada. Aromas florais, na boca acidez baixa, volumosa e amanteigada.

CHARDONNAY: Também chamada de rainha das brancas é originária da Borgonha, França, muito adaptável, tal como a Cabernet Sauvignon, pode descansar nas barricas de madeira, a cor é amarelo com tonalidades esverdeadas, quando recebe madeira passa para o dourado. Nariz de frutas tropicais, algo como abacaxi, pêssego, maçã. Na boca boa acidez, corpo médio a volumoso  e com final de gole prolongado. O corte pode ser feito com a Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Semillon.

CHENIN BLANC:  Seu local de nascimento é o vale do Loire (Vouvray), França. Hoje a África do Sul tem muitos hectares desta casta e vem produzindo excelentes Chenin Blanc, vejam o post http://wp.me/pPKW2-f7 É muito versátil sua cor é do amarelo pálido, aromas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, leve, fresca e com acidez média. Seu gole final não é prolongado.

TORRONTÉS: Veio da Espanha, mas encontrou em Salta, seu berço adotivo e onde desenvolve sua plenitude. Encontramos quase que somente na Argentina, vejam o post http://wp.me/pPKW2-i0. Cor amarelo comtoques esverdeados, nariz floral e cítrico, na boca seca intensa com um toque de doçura. Final de gole prolongado e prazeroso.

Bem estas são as brancas que entendo mais comuns, principalmente em se tratando de vinhos da américa do sul.

Os próximos posts sobre este assunto será com a tabela de harmonização e um ou outro comentário sobre alguma casta que não encontramos aqui.

 





A TORRONTÉS DE SALTA ÚNICA E ABSOLUTA

13 07 2010

A Torrontés, dizem originária de Rioja, Espanha, deve ter vindo na mala de algum missionário espanhol e encontrou seu berço adotivo na região do Vale de Calchaqui, este aí tirado na Estância Colomé.

Um vale árido, no norte da Argentina, quem quiser saber mais, http://wp.me/pPKW2-ba

Impressionante como ela é , destacadamente, melhor do que a Torrontés  plantada em outros locais da Argentina.

Aqui, neste vale, ela desabrocha numa uva aromática que vai do floral ao cítrico, na boca do ácido a uma leve ponta de açúcar, algo parecido com o que ocorre com as brancas da Alsácia, França, retrogosto prolongado e muito bom bom.

Em termos gastronômicos ela é extremamente versátil, acompanha deste peixes não muito gordurosos até pratos orientais baseados em frutos do mar.

Além de ser uma casta única no mundo, diria até que não existe, pelo menos neste potencial, algo semelhante. Ela reúne um trinômio especial, preço, qualidade e singularidade.

Infelizmente algumas pessoas ainda tem na memória aqueles Echartt Privado feitos desta casta entendendo ser a Torrontés uma casta doce, mas não é, ela, definitivamente não é uma casta doce como a Moscatel.

Um dos grandes vinhos desta casta é o Crios da Susana Balbo, este aí da foto, quem tiver a oportunidade de comprá-lo, não hesite.








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