MAPA DO VINHO PARTE 62 FRANÇA BORDEAUX ENTRE DEUX MERS

1 03 2012

De Bordeaux,  que interessa aos enófilos, começa pelo fim e tem nos rios suprema importância. O rio Gironde, este da foto, é a união de dois importantes rios, o Dordogne e o Garone, formando um Y invertido. A perna do Y é o Gironde.

Na sua margem esquerda de quem segue para o Gironde está Médoc que vimos em post anterior. Ali manda a Cabernet Sauvignon. A direita está  a terra da Merlot. E entre os dois rios a região de Entre Deux Mers, podendo ser traduzido como entre duas águas.

O segredo fica por conta dos FANTÁSTICOS brancos que Bordeaux produz e, melhor ainda, o preço super acessível.

De fato, a mídia fala muito dos tintos de Bordeaux, claro temos os top como Petrus, Chateau Latour entre outros, inclusive alguns tintos medianos aproveitam a carona dos bons e caros expoentes. Fala, também, dos vinhos de sobremesa, os Sauternes, com justa razão, mas silencia quando se trata dos brancos.

Os grandes e maravilhosos brancos de Bordeaux são elaborados em quase sua maioria na região de Entre Deux Mers.

Se hoje se fala muito dos Sauvignon Blanc do Loire, da Nova Zelândia, Chile entre outros, porque não falar de Bordeaux, para muitos sua terra natal? São Sauvigono Blanc de exceção, experimentem. A Autrália, hoje, faz brancos de corte com a Semillon e a Sauvignon Blanc? Bordeaux já faz tem muitos séculos.

Pensem na Semillon, uma uva branca que a Austrália e os EUA vêm desenvolvendo com sucesso. É novidade em Bordeaux? Claro que não, pois esta uva é nativa da região de Entre Deux Mers.

Assim, nada de preconceito aos encontrarem um branco de Bordeaux mais barato e que as vezes no rótulo estampa Entre Deux Mers. Perca o preconceito e aprecie branco ótimos a preços melhores ainda.





MAPA DO VINHO PARTE 61 FRANÇA GRAVES E SAUTERNES

1 03 2012

Sauternes certamente é um mito no quesito vinho doce, aqueles chamados de vinhos de sobremesa. Só encontra adversários a altura no leste europeu, Tokaj, Hungria e nos Ice Wine alemães e austríacos.

Graves, onde fica Sauternes está a 1 hora de carro da cidade de Bordeaux indo para o sul. Verões quentes e úmidos levam ao aparecimento de neblina que aumenta ainda mais a umidade. Calor mais umidade é igual ao aparecimento de fungos.

A Botrytis Cinerea é uma delas. Este fungo fura a casca da uva e alimenta-se da acidez da uva, assim a desidrata a concentrando açúcar. É a chamada podridão nobre.

Não tão ícones, mas igualmente bons são os botritizados de Monbazillac, Cérons e Cadillac.

Os vinhos desta região de Bordeaux são feitos com as brancas Semillón, Sauvignon Blanc e a Muscadet.

São vinhos que conseguem como nenhum outro equilibrar a doçura com a acidez. Assim iniciam, na boca, doces e ao fundo da língua terminam ácidos. Sua cor é âmbar, nariz de nozes e amêndoas. São definitivamente um caleidoscópio de sabores e aromas. Vale a experiência.





MAPA DO VINHO – PARTE XVIII – FRANÇA SUDOESTE – BERGERAC

20 02 2012

Esta é a cidade medieval de Bergerac, também conhecida pelo personagem Cyrano de Bergerac. Fica a leste de Bordeuax, as margens do rio Dordogne, um dos afluentes que formará o estuário de Gironde cujas margens estão os famosos vinhedos de Bordeuax.

Os vinhedos plantados na volta da cidade produzem excelentes tintos baseados nas castas Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

Nas brancas predominam a Sauvignon Blanc e Semillon.

A região não é tão famosa quanto a sua vizinha Bordeuax. Em Bergerac se produz vinhos de alta qualidade até os mais simples. Daí a necessidade de comprá-los de um bom importador.

Os tintos são vinhos encorpados, um certo tânicos e extremamente parceiros para bons pratos a base de molhos mais reforçados.

Os brancos são confiáveis, secos e ácidos muitas vezes pedem um pouco mais de tempo antes de serem consumidos para que desenvolva seu potencial. As duas castas brancas são longevas e com vocação para o estágio na garrafa. Há vinhos feitos com a Semillon que têm mais de 10 anos de estágio antes de serem consumidos.

Como dito seus vinhos são muito confiáveis e de um modo geral são excelentes vinhos por preços bem razoáveis.

Os Cotes de Bergerac são vinhos envelhecidos por mais tempo e com castas vindas de região predeterminada para produzir uvas com capacidade de envelhecer com saúde.





O ESSENCIAL SOBRE BORDEAUX – AQUI VAI UM SEGREDO

14 02 2012

De Bordeaux,  que interessa aos enófilos, começa pelo fim e tem nos rios suprema importância. O rio Gironde, este da foto, é a união de dois importantes rios, o Dordogne e o Garone, formando um Y invertido. A perna do Y é o Gironde.

Na sua margem esquerda de quem segue para o Gironde está Médoc que vimos em post anterior. Ali manda a Cabernet Sauvignon. A direita está  a terra da Merlot. E entre os dois rios a região de Entre Deux Mers, podendo ser traduzido como entre duas águas.

O segredo fica por conta dos FANTÁSTICOS brancos que Bordeaux produz e, melhor ainda, o preço super acessível.

De fato, a mídia fala muito dos tintos de Bordeaux, claro temos os top como Petrus, Chateau Latour entre outros, inclusive alguns tintos medianos aproveitam a carona dos bons e caros expoentes. Fala, também, dos vinhos de sobremesa, os Sauternes, com justa razão, mas silencia quando se trata dos brancos.

Os grandes e maravilhosos brancos de Bordeaux são elaborados em quase sua maioria na região de Entre Deux Mers.

Se hoje se fala muito dos Sauvignon Blanc do Loire, da Nova Zelândia, Chile entre outros, porque não falar de Bordeaux, para muitos sua terra natal? São Sauvigono Blanc de exceção, experimentem. A Autrália, hoje, faz brancos de corte com a Semillon e a Sauvignon Blanc? Bordeaux já faz tem muitos séculos.

Pensem na Semillon, uma uva branca que a Austrália e os EUA vêm desenvolvendo com sucesso. É novidade em Bordeaux? Claro que não, pois esta uva é nativa da região de Entre Deux Mers.

Assim, nada de preconceito aos encontrarem um branco de Bordeaux mais barato e que as vezes no rótulo estampa Entre Deux Mers. Perca o preconceito e aprecie branco ótimos a preços melhores ainda.

 





O ESSENCIAL SOBRE BORDEAUX – SAUTERNES

11 02 2012

Sauternes certamente é um mito no quesito vinho doce, aqueles chamados de vinhos de sobremesa. Só encontra adversários a altura no leste europeu, Tokaj, Hungria e nos Ice Wine alemães e austríacos.

Graves, onde fica Sauternes está a 1 hora de carro da cidade de Bordeaux indo para o sul. Verões quentes e úmidos levam ao aparecimento de neblina que aumenta ainda mais a umidade. Calor mais umidade é igual ao aparecimento de fungos.

A Botrytis Cinerea é uma delas. Este fungo fura a casca da uva e alimenta-se da acidez da uva, assim a desidrata a concentrando açúcar. É a chamada podridão nobre.

Chateau D’Yquem é o mais simbólico de todos estes vinhos.

Não tão ícones, mas igualmente bons são os botritizados de Monbazillac, Cérons e Cadillac.

Os vinhos desta região de Bordeaux são feitos com as brancas Semillón, Sauvignon Blanc e a Muscadet.

São vinhos que conseguem como nenhum outro equilibrar a doçura com a acidez. Assim iniciam, na boca, doces e ao fundo da língua terminam ácidos. Sua cor é âmbar, nariz de nozes e amêndoas. São definitivamente um caleidoscópio de sabores e aromas. Vale a experiência.

 





O ESSENCIAL SOBRE A REGIÃO DE BORDEAUX

11 02 2012

Bordeaux, uma das míticas regiões produtoras de vinho. Dali sai todos os estilos de vinhos, sobremesa, Cremant (spumantes), tintos, brancos e roses, inclusive um destilado brandy na vizinha Cognac.

Terra dos grandes e espetaculares Chateau, ao estilo Margaux, Latour entre outros vinhos que rodam o imaginário do enófilo.

Mas terra, também, de vinhos ordinários, muitos vendidos a peso de ouro, na esteira da fama da palavra Bordeaux.

SEMPRE DIGO UMA CONSAGRADA REGIÃO DE VINHOS GARANTE BONS VINHOS, MAS NÃO BONS PRODUTORES. Portanto, cuidado, nem tudo que reluz é ouro.

Mas, por outro lado,é bastante complicado estudar Bordeaux, digamos, pela internet, mapas e blogs. São muitas informações e detalhadas sub-regiões.

Vejam o mapa acima, parece um paliteiro de tanta informação. E quanto mais aproximamos, pior fica. O desafio é, então, escrever sobre Bordeaux, sem copiar e colar ou sem complicar, ainda mais a vida do interessado em vinho.

Penso que é melhor, digamos, nos afastar um pouco do mapa padrão e buscar um que engloba as várias sub-regiões, como este.

Clareou um pouco, começaram a aparecer regiões mais conhecidas, como Paulliac, Medoc, Sauternes, por exemplo.

Mas antes de esmiuçar este mapa, penso que algo deve ser dito em termos de história. Bordeaux é mítica para o vinho, mas seria tão mítica quanto outras regiões menos conhecidas? E qual a razão de tanta divulgação de Bordeaux?

Tudo começa, obviamente, com os romanos que introduziram a vinha nesta região da França vindos do leste, portanto ao lado direito do rio Gironde, que divide a região em duas, como veremos adiante.

Até aí, tudo igual a qualquer outra região produtora na França. O grande empurrão para o desenvolvimento e internacionalização dos vinhos de Bordeaux veio pelo casamento do inglês Henry II e Eleonor de Aquitânia, no ano de 1.156. O rapaz (Henry II) era o todo poderoso dono e senhor do seguinte território na França medieval. Vejam a foto abaixo.

Este casamento tornou a região da Aquitânia, da qual Bordeaux faz parte, território inglês.

Além de de Ricardo Coração de Leão, um dos mais famosos reis da Inglaterra,  ser  filho deste casamento seria  rei da Inglaterra . Importantíssimo detalhe histórico que nada tem a ver com este post, por isto abro aspas: Após ser coroado, tendo como nome Ricardo I, saiu para comandar mais uma Cruzada para recuperar Jerusalém. Derrotando os muçulmanos, traçou um acordo, Jerusalém seria administrada pelos muçulmanos, seus reais habitantes, mas permitiria as peregrinações cristãs. Assim nascia a lenda de Ricardo o Coração de Leão, mito e protagonista histórias e estórias de muitos romances , como Hobin Hood, entre outros.

 Portanto, foi do casamento de um herdeiro do trono inglês, Henry II  e a Duquesa  Eleonora da Aquitânia que nasceu o comércio de vinho francês para a Inglaterra.

Sabido também que os ingleses, desde sempre, foram e são consumidores de vinho, haja vista os famosos vinhos do Porto. Mas, além de consumidores, eram, na época, o senhor dos mares, portanto, além de consumir o vinho de Bordeaux, o exportou para o mundo da época. Lembrando que a facilidade de exportação, diretamente da França era auxiliada pela localização de Bordeaux, bem perto do mar.

Assim o nome abaixo começou a ser conhecido e firmando marca mundial de bons e mágicos vinhos.

O crescimento, um tanto desordenado,  da produção de vinhos em Bordeaux gerou a necessidade de organizar a classificação dos vinhos. Surgiu a famosa classificação oficial, vejam http://en.wikipedia.org/wiki/Bordeaux_Wine_Official_Classification_of_1855

Importante destacar a geografia de Bordeaux. Ali os rios que cortam a região dão o tom.

Três rios definem as sub-divisões:

- A direita do rio Dordogne.

- Entre duas águas, área entre os rios Dordogne e o Garonne, no centro da região.

- A esquerda do rio Garone, regiões oeste e sul de Bordeaux. E se sub-divide em Graves e Médoc.

As uvas principais de Bordeaux são as tintas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. A Cabernet Franc originária do Loire, Chinon, mais especificamente.

Se imaginarmos um prédio, teríamos a força da estrutura, a base, os pilares, a Cabernet Sauvignon, a elegância da decoração interior, mobiliário e pintura a Merlot e os detalhes finais, sempre importantes, com a Cabernet Franc. Claro, cada sub-região utiliza este ou aquela a mais no corte tradicional bordalês.

Já nos brancos o destaque vem com a Semillón e a Sauvignon Blanc que uns a tem como originária do Loire outros de Bordeaux.

Os vinhos brancos mais famosos são os do sudoeste de Bordeaux, Sauternes, feitos com estas duas castas e em vinhedos que sofrem com a Botrytis Cinerea, a podridão nobre, produzindo, assim, um dos mais importantes vinhos de sobremesa que se conhece.

 

 

 





CANSADO DA DITADURA DA CHARDONNAY?

5 02 2012

Certo que a Chardonnay é conhecida como a rainha das brancas e assim o é porque tem alta adaptabilidade, tanto em relação ao solo e clima como aos mais diversos estilos de vinificação. Está plantada no mundo todo e faz parte, desde os Champagne até os vinhos passados por barrica de carvalho.

Mais, seu reinado está longe de acabar. Mas não afasta que possamos conhecer outras uvas e estilos de vinhos.

Aqui temos, a esquerda, um vinho do sul da França,  o Vieille Ferme, do produtor Perrin et Fils é feito em Luberon, perto de Avignon e Aix-en-Provence.

As uvas são totalmente diferentes,  Bourboulenc , Grenache Blanc , Ugni Blanc e Vermentino.

Um vinho maravilhoso, cor amarelo dourado, nariz frutado e acidez média. Um vinho volumoso e agradável de ser apreciado sem pressa.

Muito bom com peixes mais gordurosos, pratos leves e massas com molhos brancos.

O segundo vinho é da Nova Zelândia. Pegasus Bay fica ao centro da ilha sul, famosa pelo Pinot Noir e pela Semillon. A proximidade do mar nos traz verões mais amenos, principalmente a noite, condição ideal pelas uvas Sauvignon Blanc, Semillon e a Pinot Noir.

Este, um corte de Sauvignon Blanc com a Semillon é um vinho de cor amarelo esverdeado   bastante mineral, levemente aromático e com acidez penetrante o que o torna um vinho muito refrescante. Certamente, beira de piscina ou ao final do dia na praia é companhia ideal para os dias mais quentes de verão.

O terceiro vinho é um nobre representante dos vinhos verdes da região do Minho, noroeste de Portugal, elaborado pela Quinta de Linhares.

Os vinhos verdes têm por característica serem de baixo teor alcoólico, acidez firme, alguns com uma ponta de agulha e algo de bolinhas de CO2.

Este, feito com a casta nativa, Azal, foi bem interessante. Descompromissado mas sem perder a elegância e o cuidado com que foi feito.

A Azal é casta branca de qualidade, recomendada nas Sub-Região de Basto, Penafiel e Amarante e nos concelhos (6) mais a sul da Região Demarcada. Muito produtiva e rústica. Dá origem a vinhos de aroma delicado mas pouco intenso, ligeiramente acídulos e afrutados, segundo o sitio www.vinhoverde.pt

 

 





É PODRE MAS É BOM.

15 01 2012

Mas é bom só para o vinho, porque para as demais culturas é uma praga, trata-se da Botrytis Cinerea, um fungo que ataca a uva quando determinadas condições de calor e humidade aparecem no final da maturação do fruto. Ele é a famosa podridão nobre.

No início vai causando pequenos furos na casca, desidratando o bago. Na medida que vai avançando vai enfeiando o cacho, tal qual na foto, mas não se preocupem, deste patinho feio sairá um vinho único, os inefáveis vinhos doces botritizados.

Interessante destacar que a botritis não ocorre em todo o lugar, pelo menos não com a frequência anual que ocorre em alguns locais, como Bordeuax e em Tokaj, Hungria.

Os vinhos botritizados mais famosos são os de Sauternnes, em Bordeuax, França, feitos com a casta Sémillon  para saber http://wp.me/pPKW2-aK e os Tokaj, na Hungria, da casta corata Furmint, quem quiser veja http://wp.me/pPKW2-2T

Agora, não confundí-los com Late Harvest, estes vinhos doces de colheita tardia, mais comum e muito menos qualificado.

O exagero da foto é para que vejam como a botrytis estraga e enfeia o cacho de uva.

Fiquem com estas belas imagens de Tokaj, Hungria.

Estes Tokaj são inesquecíveis.





PRIMEIROS PASSOS – PARTE XXIII – TINTOS MADUROS

21 11 2011

São vinhos que precisam de algum tempo de estágio em madeira e garrafa, algo em torno de 10 anos caso contrário estaríamos abrindo um vinho que sequer conseguiu desenvolver-se. São vinhos, por este motivo, caros, alguns mais caros que deveriam.

Nos brancos temos a Riesling, a Grünner Veltiner e a Semillon que produzem brancos excepcionais, mas para serem apreciados após 10 anos de descanso. Os Riesling, de preferência alemães ou ausralianos e Grünner Veltiner, Áustria e a Semillon, apesar de compor o corte das brancas de Bordeaux, inclusive o botritizado Sauternes, desenvolve-se com maestria na Austrália onde alcança a sua plenitude depois de 10  12 anos de garrafa.

Nos tintos o segredo, com suas raras exceções é o tanino. Ele quando em grande quantidade traz muita estrutura para um vinho, ocorre que para arredondá-los só o tempo em barricas, como na foto acima e muita espera em garrafa. Nesta turma eu gosto:

PORTUGAL: Certamente a tânica e manhosa Baga, da Bairrada. Região perto do Atlântico são vinhos que quando bem trabalhados produzem verdadeiras joias da coroa. Um vinho bastante complexo, frutas silvestres com um fundo de café e tostado. Ou então um maduro alentejano como um Mouchão ou um Pera Manca, elegantes e refinados.

URUGUAI: A Tannat, a exemplo da Baga possui bastante taninos e quando os produtores acertam a mão o vinho é um pouco mais caro mas muito bom. Bastante corpo, aromas de frutos vermelhos e couro.

FRANÇA: Certamente a minha amada Syrah, os Hermitage e Cotie Rotie do alto Rhône são meus preferidos. Vinhos que precisam de 10 anos de garrafa, quando se abre o ambiente perfuma, nariz de frutos vermelhos e especiarias, como cravo e canela. Na boca volume, potência com toques de mentolado  e pimenta. FANTÁSTICOS, puro sangue total. Tem os vinhos de Bordeaux, no estilo mais charmosos e elegantes. Nariz mais calmo, café e tostado, na boca corpo elegante e sedoso, no estilo mais clássico que os puro sangue do Rhône, ah e bem mais caros também.

ITÁLIA: Aqui as opções são várias. Do sul com a uva Aglianico, Taurassi e Basilicata, são potentes e firmes, ao estilo dos vinhos do Rhône, verdadeiros puro sangue, como um carro esportivo, como dizem por lá, uma máquina, mas em face dos taninos precisam, também, de muito tempo de descanso nas barricas e garrafas. Do Piemonte os Barolos, com a Nebiollo, certamente grandes representantes. Vinhos firmes, encorpados, nariz de frutas vermelhas e discreta madeira. Na boca densos e firmes. Em Valpolicella os Amarones feitos com a especial técnica das uvas desidratadas, potentes, alguns chegam a 17% de álcool. Boca firme e encorpada com um final meio amargo. Nariz mais adocicado de frutos vermelhos e tabaco. Bela opção.

AUSTRÁLIA: Certamente os tintos do Vale Barossa, densos e com ato índice de álcool, muitas vezes utilizam ao exemplo de Cotie Rotie a Viognier para acalmar a Syrah.

CHILE e ARGENTINA: Certamente os clássicos com muito tempo de barrica e garrafa. Principalmente os feitos com Cabernet Sauvignon (Chile) em especial os de Colchagua e a Malbec (Argentina) estes em especial os de regiões quentes de Mendonza, como Lujan de Cuyo e La Consulta.

Bem seja qual for o estilo nos vinhos maduros, beba-os devagar, aprecie o momento de estar a frente de um vinho que descansou, pelo menos 8 a 10 anos até estar a sua frente.





A HERANÇA DE GANIMEDES – OS VINHOS BOTRITIZADOS E O ICE WINE

2 10 2011

Ganimedes era um jovem e belo camponês. Zeus apaixonou-se por ele e transformando-0 em águia o levou para o Olimpo. Lá era responsável por servir o néctar dos deuses.

Ao apreciarmos o Ice Wine ou um vinho atacado pela Botrytis Cinerea, a chamada podridão nobre eu imagino estar bebendo este néctar, daí a herança de Ganimedes.

O Ice Wine em locais mais frios do que o de costume, os produtores retardam a colheita da uva e o fazem no outono, muitas vezes abaixo de gelo e neve. Os austríacos são mestres únicos neste estilo de vinho. Ao assim fazer colhem os cachos congelados, muitas vezes de noite para conservar o gelo. Ao chegar na vinícola logo iniciam o processo de vinificação com os bagos das uvas congelados. Bem ao assim fazer a água, com cristais de gelo desidratam, naturalmente a uva diminuindo e muito a produção, mas conservando todo o açúcar natural da uva.

Os vinhos botritizados e nesta turma estão os famosos Sauternnes e outros de  Bordeux, com a casta Sémillon e a Sauvignon Blanc e o de Tokaj, da cidade homônima, na Hungria com a casta Furmint. Somente situações especiais, névoa e calor ao final da maturação das uvas, surge um fungo chamado Botrytis Cinerea. Este fungo rompe a casca da uva e a desidrata naturalmente. Ao perder água ganha açúcar.

Resultado final destes vinhos?  É  alterar TOTALMENTE os conceitos de doce e ácido que se tem num vinho. O doce sentimos na parte da frente da língua o ácido na parte de trás e este vinho começa doce e termina ácido. Ao enchermos a boca outros vários sabores e aromas explodem, algo como tostado, laranjinha japonesa e aquela casquinha de laranja desidratada com açúcar.

Afora a cor que é um show a parte. Varia do amarelo dourado ao laranja escuro.

Como se bebe este vinho? De joelhos e agradecendo a Deus ter saúde física, financeira e o principal saber o que está na tua frente.

Na harmonização é sugerido o contraste, seja doce/salgado/ácido ou quente e gelado. Um sorvete de creme ou um queijo gorgonzola vão muito bem.

Eu prefiro bebê-los sozinho assim usufruo de todo o caleidoscópio de aromas e sabores que eles proporcionam.

Eis a colheita do Ice Wine








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