ECHART GRAN LINAJE – A BELA TORRONTES

19 02 2012

Um vinho excelente. Cor amarelo com laivos dourados. Nariz amplo indo do floral ao frutado. Na boca acidez firme e final de gole prolongado.

O produtor Echart é de Salta extremo norte da Argentina, quase fronteira com a Bolívia. Os vinhedos são plantados numa altura média de 1.500 metros o que traz excelentes diferenças de temperatura entre o dia e a noite, retardando a maturação da uva.

Foi muito bem com bacalhau na moranga.

Eu não resisto um vinho com a uva Torrontes, principalmente, quando eles vêm de Salta, dos Vales de Calchaqui ou Cafayate.

Vales como este de Calchaqui parecem inférteis, mas ledo engano. A videira tem profundas raízes que vão buscar a água nos rios subterrâneos formados pelo degelo dos Andes.

A Torrontés vinda do noroeste da Espanha na mala de algum imigrante encontrou um lar adotivo na Argentina, em especial em Salta nordeste do país.

Hoje é companheira dos saltenhos, desde o pequeno agricultor até os grandes produtores.

Nos vales como este da foto onde estão a secar as pimentas difícil imaginar vinhedos de alta qualidade. Mas a regra se confirma, vinhos de videiras que sofrem são os melhores.

Mas ali estão, para mim, os vinhedos mais singulares, talvez, no mundo. Pela sua altura, média de 1800 metros, pelo clima, pela geografia do local e pelos seus vinhos. A Torrontés encontrou seu clima e solo ideais.

Mas e a história do amor? Bem ela começou tem mais de 15 anos quando experimentei e me apaixonei pela Torrontés com o Echart Privado.É um vinho agradável, aromático mas um tanto fácil de beber.

Passou-se o tempo. E a paixão para virar amor deve enfrentar comparações e desafios. E estes vieram ao longo destes 15 anos.

A minha Torrontés cujos aromas florais e levemente cítricos enfrentou várias batalhas. Principalmente com o dream team da Alsácia, França, capitaneada pela Gewurtztraminer e não saiu derrotada, muito pelo contrário, fortalecida.

Depois a comparei com a Viognier, a Vermentino e as Moscateis. Ali sempre firme. Demonstrando que as vezes é preciso viajar o mundo para descobrir uma joia que está ao nosso lado.

Hoje ela se encontra no time de elite dos vinhos brancos e entendo porque amo a Torrontés.

Primeiro pela qualidade de seus vinhos. Na cor amarelo palha levemente esverdeado. No nariz, o leque de aromas vai do floral ao frutado chegando ao levemente cítrico. Na boca imagina-se um vinho doce, aí vem a surpresa, de doce nada tem é, inclusive levemente ácido. Exagero no comentário? Não. Experimentem a Torrontés de bons produtores e confirmem.

Por fim o grande charme desta uva é a união da sua singularidade, só encontramos esta casta na Argentina, sua qualidade, como demonstrada acima e seu preço, muito acessível.

Este trinômio, preço/qualidade/singularidade é muito difícil de se encontrar.

Então se não conheces meu antigo amor não sabes o que estás perdendo.





MAS O QUE É ESTE VINHO DE ALTURA?

15 01 2012

E não é pouca a influência da altura na produção de vinhos. Muito se lê nos rótulos e contra-rótulos que tal ou qual vinho foi produzido em tantos metros de altura.

Alguns vinhos argentinos trazem informações da altura que foram colhidas as uvas, inclusive anunciando que se trata de um “blend” de Malbec de diferentes alturas.

Aqui no Brasil os vinhos do planalto catarinense vem sendo chamado de vinhos de altura.

Realmente a altura tem efeito determinante no vinho. Já dito que a uva, como todo vegetal, gosta deste ou daquele lugar. E a altura é fator determinante para algumas castas.

Já falado o final do período de maturação da uva deve ser feito da maneira mais prolongada e suave possível. Neste momento as uvas amaciam os taninos, fixam os aromas, o álcool e o açúcar, essenciais na horas da vinificação.

Assim em locais cujo verão é demasiado quente, sempre que possível e dependendo das uvas que comporão o vinho,  os vinhedos estão perto de rios, mares ou plantados em altura, tudo para que as noites de verão sejam agradáveis e permitam o amadurecimento lento e gradual como dito acima. Nestes casos, 1o ou 15 dias a mais de maturação determinam o sucesso ou o fracasso de uma vindima.

Assim em locais mais quentes, certamente os produtores disputam os locais mais altos, para, justamente, buscar este diferencial de temperatura.

Temos então os vinhedos de Luján de Cuyo, foto acima, no famoso cordão de prata onde os vinhedos mais altos são valorizadíssimos. Temos os vinhos do norte da Argentina, Salta e Rioja, a mais de 2.000 metros de altura. Temos os vinhos de Ribeira del Duero e Priorato, Espanha. Côte Ventoux, França, e por aí vai.





ARGENTINA – PARTE II – SUAS REGIÕES E SEGREDOS

4 12 2011

Falar de Argentina é falar dos canais de irrigação do tempo dos Incas que trazem a água do dos Andes. Mas além destes canais há os subterrâneos, aqueles rios que circulam a mais de 8 metros de profundidade, ideais para a videira que tem raiz muito longa.

Também é falar do granizo que pode devastar uma videira em segundos. Ao sul de Mendonza utilizam muito estas redes aí da foto. É falar dos ventos, Polar, Zonda, que vêm dos Andes e pode atingir mais de 100  quilômetros por hora, algo parecido com o Mistral na França e o Sudestada.

Mas, graças a Deus falar de Argentina é falar da Malbec cuja qualidade não é atingida na média em nenhum outro país, é falar da Torrontés, vinda de Rioja, Espanha, mas encontrando aqui seu esplendor único. É flar do maravilhoso vinhedos de altura, em Mendonza, atingindo, facilmente, 1.000 metros ou mesmo Salta, com mais de 2.500 metros. É falar de um solo abençoado para a cultura da uva, solos com baixa quantidade de matéria orgânica, assim força a raiz a descer para buscar alimento, irrigação natural abundante e pouco índice pluviométrico.

Na década de 70 produziam muito mais quantidade que qualidade, hoje, estão na elite mundial dos produtores de vinho, com várias bodegas cujos donos vêm do exterior.





MALBEC – A CARREGA BANDEIRA DA ARGENTINA

3 04 2011

A Malbec pronta para ser colhida da calejada mão deste agricultor é seguramente um carrega bandeira da Argentina. É responsável pela inclusão do país no seleto grupo dos países vinhateiros de elite. Equivale a Sauvignon Blanc para a Nova Zelândia. Mesmo não sendo a mais plantada na Argentina. Por lá a Bonarda tem mais área plantada.

Ao abrirmos uma garrafa de um bom Malbec não nos damos conta deste detalhe, do quão importante ela é para a economia local, do país e o que representa para os inúmeros produtores e trabalhadores rurais.

Tem como berço a cidade de Cahors, sudoeste do país, a mais galo-romana das cidades medievais. Nas encostas do rio Lot estão os vinhedos da Malbec, por lá chamada de Côt Noir ou Auxerrois.

Os romanos já tinham videiras desta uva a qual chamavam de negra de Lot ou tinta de Lot.

Uva de fortes taninos, casca grossa e escura tem um mosto muito tinto. Deve ser muito bem cuidada na vinificação e seus taninos bem domados pelo tempo de hibernação e de barrica, caso contrário difícil de apreciá-la.

Hoje o Malbec argentino serve de porta de entrada para a grande maioria dos consumidores no Brasil. Um em cada dez novos consumidores sabem quem ela é, de onde veio e quais os seus vinhos preferidos feitos com esta uva.

Comigo não foi diferente. Muito Malbec bebi nestes últimos 10 anos. De um tempo para cá meio que me afastei deles um pouco cansado do estilo tinto retinto e da igualdade no método de produção, mas principalmente porque este estilo de vinho rivaliza com a gastronomia. Fica muito difícil harmonizá-lo a não ser com um assado argentino.

Nas minhas andanças vínicas pelo velho mundo me caiu na mão um Cahors moderno e bem elaborado e pude ver como é diferente seu estilo para os andinos. Digo andinos porque o Chile vem produzindo bons Malbec.

O francês é mais tânico, duro e ácido com mais vocação para a combinação gastronômica. Já os Malbec por aqui mais doces, muita doçura de fruto o que faz com que sejam mais gordos, encorpados e aromáticos.

Cada um ao seu estilo e os dois muito bons. Repito acidez no vinho não é sinal de vinho ruim e sim de vinho com mais tendência às combinações com pratos.

Por fim quero ressaltar que meus Malbec preferidos são os de Salta e Rioja, nordeste da Argentina. Plantados numa altura média bem maior que Mendonza e com mais variação de temperatura entre noite e dia. As frias noites de verão fazem com que a casta tenha mais aromas e trazem ao vinho um estilo mais europeu.

Certo também é dizer que ultimamente tenho apreciado alguns Malbec mais tranquilos mais ao estilo velho mundo, mesmo os de regiões mais quentes nos arredores de Mendonza.





TINTOS SENSUAIS – DESCUBRA SEU ESTILO

27 03 2011

São aqueles vinhos que ao contrário da paixão arrebatadora, mas nem sempre duradoura, vão aos poucos conquistando seu coração, para nunca mais sair.

Preferem ser implícitos do que explícitos, suas mensagens são subliminares. Não gritam, sussuram. Quando se menos espera entram em nossas vidas para nunca mais sair.

De início parece um vinho “aguado” e levemente ácido em comparação com os bombados andinos. Mas aos poucos vão impondo seu estilo, Eu mesmo, hoje tenho dificuldade em apreciar um destes musculosos andinos.

São vinhos ótimos para namorar, sair com amigos ou mesmo um momento introspectivo, a fora serem ideias para suas aptidões gastronômicas.

Nesta linha as possibilidades são grandes mas a qualidade nem tanto.

Gosto dos vinhos dos pequenos produtores da França, Itália, Portugal e os sul americanos.

FRANÇA: Certamente os vinhos do Loire, Borgonha, sul e sudoeste da França. Experimente um vinho do Rhône sul com corte tradicional Grenache/Cinsault/Mouvedre e as vezes Syrah? Veja os tintos do Sancerre, terra dos famosos brancos feitos com a Sauvignon Blanc? Veja os do sudoeste francês, ali bem pertinho de Bordeuax, as vezes com o tradicional corte, Cabernet Sauvignon/Merlot/Cabernet Franc, outras vezes com corte de uvas locais?

PORTUGAL: Certamente o meu amado  Douro. Os vinhos feitos com os cortes locais, Tinta Roriz, Barroca,  Franca e Touringa nacional. São vinhos agradáveis, aromáticos e muito sedutores. De início quem está acostumado com os tintos retintos estranha, mas depois é puro prazer. São tintos maduros e com acidez refrescante.

ITÁLIA: Depois dos bons Chianti vêm os  vinhos do Piemonte com as castas Nebiollo, Dolcetto e Barbera. Vinhos fortes, mas sem exageros, aromas de especiarias e vocacionados para a gastronomia.

ARGENTINA: Os meus preferidos neste estilo são os Malbec de Rioja, mais raros,  e os de Salta. O frio faz com que eles sejam mais educados, elegantes bem longe dos tintos retintos que existem na Argentina e geralmente lembram a vinificação européia.

CHILENOS: Os tintos de Casablanca em especial os Pinot Noir. Ou mesmo um Merlot, se bem que esta uva por lá anda meio desacreditada pela globalização, quem sabe um Carmenere?

ESPANHA: Os tintos com a Tempranillo em especial os de Rioja, Duero  e Toro. São quentes, agradáveis e aromáticos.

NOVA ZELÂNDIA: Certamente os Pinot Noir de Central Otago, excelentes.

Estes são meus preferidos. E os teus? Me diga não há unanimidade no mundo do vinho. Já dizia nosso Nelson Rodrigues. Toda a unanimidade é burra.

Fiquem com a Carmen, mas cuidado Toreador a paixão pode ser perigosa.

 





TORRONTÉS MEU ANTIGO AMOR

18 03 2011

 

A Torrontés vinda do noroeste da Espanha na mala de algum imigrante encontrou um lar adotivo na Argentina, em especial em Salta nordeste do país.

Hoje é companheira dos saltenhos, desde o pequeno agricultor até os grandes produtores.

Nos vales como este da foto onde estão a secar as pimentas difícil imaginar vinhedos de alta qualidade. Mas a regra se confirma, vinhos de videiras que sofrem são os melhores.

Mas ali estão, para mim, os vinhedos mais singulares, talvez, no mundo. Pela sua altura, média de 1800 metros, pelo clima, pela geografia do local e pelos seus vinhos. A Torrontés encontrou seu clima e solo ideais.

Mas e a história do amor? Bem ela começou tem mais de 15 anos quando experimentei e me apaixonei pela Torrontés com o Echart Privado.É um vinho agradável, aromático mas um tanto fácil de beber.

Passou-se o tempo. E a paixão para virar amor deve enfrentar comparações e desafios. E estes vieram ao longo destes 15 anos.

A minha Torrontés cujos aromas florais e levemente cítricos enfrentou várias batalhas. Principalmente com o dream team da Alsácia, França, capitaneada pela Gewurtztraminer e não saiu derrotada, muito pelo contrário, fortalecida.

Depois a comparei com a Viognier, a Vermentino e as Moscateis. Ali sempre firme. Demonstrando que as vezes é preciso viajar o mundo para descobrir uma joia que está ao nosso lado.

Hoje ela se encontra no time de elite dos vinhos brancos e entendo porque amo a Torrontés.

Primeiro pela qualidade de seus vinhos. Na cor amarelo palha levemente esverdeado. No nariz, o leque de aromas vai do floral ao frutado chegando ao levemente cítrico. Na boca imagina-se um vinho doce, aí vem a surpresa, de doce nada tem é, inclusive levemente ácido. Exagero no comentário? Não. Experimentem a Torrontés de bons produtores e confirmem.

Por fim o grande charme desta uva é a união da sua singularidade, só encontramos esta casta na Argentina, sua qualidade, como demonstrada acima e seu preço, muito acessível.

Este trinômio, preço/qualidade/singularidade é muito difícil de se encontrar.

Então se não conheces meu antigo amor não sabes o que estás perdendo.





DICA DA SEMANA ETCHART RESERVE CAFAYATE CABERNET SAUVIGNON

9 10 2010

Aí está um nobre representante dos vinhos de Salta, norte da Argentina. Terra da única Torrontes e de grandes Malbec. De lá vem os Echart,os San Pedro de Yacochuya, os Colomé e o Dávalos.

Nesta região podemos incluir os vinhos de Catamarca e Rioja.

Região de paisagem lunar pouquíssima chuva anual, sol inclemente o ano inteiro. Mas pode-se produzir algo que preste nestas condições? Sim. Dizem que quanto mais a videira sofre melhor é o seu vinho.As raízes de uma videira alcançam fácil 5 a  8 metros de profundidade para buscar água. E nesta região esta vem do degelo dos Andes através de canais construídos ainda no tempo do Incas. O sol é essencial para a videira, mas e o calor principalmente no final do verão quando não podem os bagos da uva amadurecerem rapidamente? Bem aí entra um fator que só esta região tem, a altura.

Os vinhedos de Catamarca, Rioja e Salta, onde o vale de Cafayate está inserido, são plantados numa altura média de 1.000 metros. Nesta altura e com baixa umidade do ar temos o efeito do deserto, muito calor de dia e frio a noite. Ideal para o amadurecimento lento da uva, além de serem vinhos  biológicos por natureza.

Mas vamos falar deste Cabernet em apreço.

Trata-se de um vinho new world com certeza. Muita concentração de uva faz com que tenha uma cor vermelho granada, nariz, de início com cheiro de remédio, mas com a respiração desaparece, ao final fica um aroma de ameixas e cerejas secas.Na boca potente como todos os vinhos estilo novo mundo. Muita doçura natural do fruto (até mesmo num Cabernet Sauvignon) zero adstringência , resultado final?  Um vinho interessante, gordo, bastante alcoólico (14,5%) mas um bom parceiro para pratos encorpados como uma carne de panela ou uma almôndegas com molho de carne, como ontem.

Preço? R$ 20,0 no Nacional (Walmart) ou na Costi Vinhos,por R$ 24,00. Aliás do site da Costi Vinhos que retirei esta foto.





QUAL O EFEITO DA ALTURA NA PRODUÇÃO DE VINHOS?

24 09 2010

E não é pouca a influência da altura na produção de vinhos. Muito se lê nos rótulos e contra-rótulos que tal ou qual vinho foi produzido em tantos metros de altura. Que tal ou qual região está localizada em tal altura. Aqui no Brasil os vinhos do planalto catarinense vem sendo chamado de vinhos de altura, e assim vai.

Realmente a altura tem efeito determinante no vinho. Já dito que a uva como todo vegetal gosta deste ou daquele lugar em detrimento de outros. E a altura é fator determinante para algumas castas.

Já dito também que o final do período de maturação da uva deve ser feito da maneira mais prolongada e suave possível. Neste momento as uvas amaciam os taninos, fixam os aromas, o álcool e o açúcar, essenciais na horas da vinificação.

Assim em locais cujo verão é demasiado quente, sempre que possível os vinhedos estão perto de rios, mares ou plantados em altura, tudo para que as noites de verão sejam agradáveis e permitam o amadurecimento lento e gradual como dito acima. Nestes casos, 1o ou 15 dias a mais de maturação determinam o sucesso ou o fracasso de uma vindima.

Assim em locais mais quentes, certamente os produtores disputam os locais mais altos, para, justamente buscar este diferencial de temperatura.

Temos então os vinhedos de Luján de Cuyo, foto acima, os vinhos de Salta, a mais de 2.000 metros de altura, os vinhos de Ribeira del Duero e Priorato, Espanha. Côte Ventoux, França e por aí vai.





VINHOS ARGENTINOS QUE EU GOSTO – CRIOS TORRONTÉS

5 09 2010

Este é um dos melhores Torrontés que este planeta pode produzir. Salta, no extremo norte vinícola argentino é a unicaregião que tem este potencial. A Torrontés, vinda de Rioja, é uma prima da Malvasia. Produz vinhos leves, refrescantes e aromáticos.

O Crios, (filhos) e seu interessante rótulo, é o exemplo acabado aonde pode chegar esta casta na Argentina.

De cor amarelo palha, sem madeira alguma, de médio corpo, aromático ( floral e fruta de polpa branca, maçã, pera, pêssego), acidez média, sem amargor ao final. De gole longo e muito prazeroso.

Acompanha queijos de massa branca e mole, como quijos de cabra e ovelha, mascarpone ou mesmo um queijo de bufala. Pratos de verão, saladas, peixe e comidas leves e pouco temperadas.

Quem não conhece a Torrontés comece por este.

Encontra-se a R$ 35,00  a R$ 40,00. Uma pechincha pela sua qualidade e singularidade.





A TORRONTÉS DE SALTA ÚNICA E ABSOLUTA

13 07 2010

A Torrontés, dizem originária de Rioja, Espanha, deve ter vindo na mala de algum missionário espanhol e encontrou seu berço adotivo na região do Vale de Calchaqui, este aí tirado na Estância Colomé.

Um vale árido, no norte da Argentina, quem quiser saber mais, http://wp.me/pPKW2-ba

Impressionante como ela é , destacadamente, melhor do que a Torrontés  plantada em outros locais da Argentina.

Aqui, neste vale, ela desabrocha numa uva aromática que vai do floral ao cítrico, na boca do ácido a uma leve ponta de açúcar, algo parecido com o que ocorre com as brancas da Alsácia, França, retrogosto prolongado e muito bom bom.

Em termos gastronômicos ela é extremamente versátil, acompanha deste peixes não muito gordurosos até pratos orientais baseados em frutos do mar.

Além de ser uma casta única no mundo, diria até que não existe, pelo menos neste potencial, algo semelhante. Ela reúne um trinômio especial, preço, qualidade e singularidade.

Infelizmente algumas pessoas ainda tem na memória aqueles Echartt Privado feitos desta casta entendendo ser a Torrontés uma casta doce, mas não é, ela, definitivamente não é uma casta doce como a Moscatel.

Um dos grandes vinhos desta casta é o Crios da Susana Balbo, este aí da foto, quem tiver a oportunidade de comprá-lo, não hesite.








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