A sub-região de Alpes Haute-Provence mais ao norte de Provence, é uma região onde os vinhedos sofrem climas extremos, verões e invernos rigorosos e secos. As vinhas estão numa altura média de 400 metros.
Uvas tradicionais do Mediterrâneo, Grenache, Carignan e Ugni Blanc. Produz tintos, brancos e roses. Os tintos dominam, como os vinhedos são situados em altura e o clima é seco, temos, no final da maturação uma grande diferença de temperatura o que nos traz tintos robustos e tânicos, precisando de tempo de garrafa para amaciar os taninos.
Em proporção um pouco menor os roses. Também firmes e escuros que precisam ser consumidos em até 5 anos de seu engarrafamento.
Já os brancos são minoria e devem ser consumidos jovens.
Vaucluse
Vaucluse conforme o mapa fica a oeste da Provence. De um lado o Rhone, um dos mais importantes rios da França e de outro quatro montanhas que cercam a região. O gigante Mont Ventoux do alto de seus quase 2.000 metros, serve de fronteira entre o vale do Rhone e a Provence, nas sua borda norte, no Rhone Cote Ventoux, ao sul vinhedos Provence. Depois vem Dentelles de Montmirail, Monts de Vaucluse e Mongtagne de Luberon.
Esta região montanhosa fica a leste de Vaucluse. Na região plana que faz fronteira com o Rhone temos importantes vinhedos conforme veremos adiante.
Não se esquecer que o vento Mistral que desce do Mont Ventoux em determinadas épocas do ano, assim como o Zonda em Mendonza, ganha velocidade ao descer da parte fria para a quente causando grandes preocupações. Não é por nada que a mais alta montanha da Provence chama-se Monte dos Ventos.
O passado é marca forte na região. Cidades como Orange e Avignon, antiga sede do Papa quando do cisma do Vaticano quando Avignon foi sede papal de 1309 até 1377. Bem como Orange, talvez a cidade da Provence que mais possui ruínas de vilas romanas. É chamada de Provence dos Papas.
Vejam a sede papal em Avignon
O rio Rhone, como já dito em outros posts foi porta de entrada de especiarias vindas do oriente para serem entregues no centro da Europa. Não é por nada que Lyon, acima na borda do Rhone é considerado o centro da gastronomia mundial.
Na se pode esquecer de Luberon que além de ter vinhedos importantes é centro turístico da mais alta importância. Um lugar alto o que faz com que não seja tão quente e um pouco longe do disputado litoral é cada vez mais procurado por quem quer mais descanso que agito.
Mas e os vinhos? Bem, vamos lá.
É na planície que circunda Avignon, Orange e Châteauneuf-du-pape que estão os principais vinhedos de Vaucluse.
As garrafas levam gravadas no vidro as chaves do papado. É considerado o rei do Rhone, seguramente um dos melhores vinhos do mundo. Nos tintos o corte é de maioria Grenache mais 12 ou mais uvas, entre elas a Cinsault, Mouvèdre, Syrah entre outras. E nos brancos a Grenache Blanc mais um turma de uvas.
O grande segredo está no solo. As chamadas Galets no popular cascalho. O solo assim formado consegue reter o calor do sol e a noite repassá-lo para as uvas ajudando na sua maturação. Diga-se que estas castas preferem o sol para que possam maturar. Não suportam o frio.




























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