MAPA DO VINHO PARTE 65 FRANÇA PROVENCE II

3 03 2012

Bouches Du Rhone ou boca do Rhone é exatamente o local de desague do rio Rhone e, por consequência, local de subida do rio onde os mercadores levavam as especiarias vindas do oriente.

Aqui as principais cidades são: Arles (moradia de Van Gogh na Provence), Saint Remy, foto acima, local onde  o internaram, Aix-en-Provence, cidade natal de Cézanne, outro espetacular pintor que conseguiu eternizar as cores  e a vida da Provence e Marselha, capital e principal cidade da Provence.

Van Gogh não era entendido na sua época. Seus quadros que hoje alcançam valores incalculáveis quando de sua pintura de nada valiam. Até hoje se percebe a Provence através de suas pinturas, como os campos de lavanda e das plantações de girassol, bem como a luminosidade e magia da Provence.

A região é destacada produtora de vinhos. Aqui fica a denominação de Côtes-d’Aix- en – Provence com destacada produção de tintos com a casta Mouvèdre e os roses. Aqui de vários estilos, desde os mais encorpados com as uvas Grenache e Mouvèdre, até as mais leves com as castas Cinsault e Grenache. E uma menor chamada de Le Baux-en-Provence.

Ao lado de Bouches Du Rhone fica Var e sua cidade chave na produção de vinhos de qualidade, Bandol.

Bandol, talvez a mais espetacular cidade produtora de vinhos da Provence, não só tem grandes roses como ali está a Mouvèdre, uma das grandes uvas tintas do Mediterrâneo.

Bandol, pequena comuna pesqueira no litoral da Provence, bem perto do porto de Marselha. Além de cidade turística é chão e terra da Mouvèdre, uma das mais emblemáticas uvas tintas da borda do Mediterrâneo.

Produz vinhos na Espanha com o nome de Monastrell, mais especificamente em Jumilla, Murcia, por exemplo. Mas é em Bandol que eu penso que desenvolveu sua plenitude.

Para os amantes do vinho, Bandol, quando estampado no rótulo, como nesta garrafa significa, além de região demarcada para produzir tintos é garantia de roses mais encorpados e aromáticos.

A Mouvèdre é uma casta tinta de ótimo potencial de guarda em face de seus taninos. Estes custam um pouco para serem domados o que confere ao vinho muita estrutura e corpo. O tanino serve para o vinho como as colunas principais de um prédio, podem as vezes até atrapalhar, mas jamais se terá um prédio de grande estrutura sem elas.

A Mouvèdre é uma casta que quando vinificada em rose junto com a Grenache concede a estes vinhos aromas mais vigorosos, cor mais intensa e volume, podendo até mesmo ser, em alguns casos, tratados como tintos muito leves e ligeiros.

Já na vinificação em tinto trás ao  vinho uma cor vermelha intensa, vejam a foto, certo amargor na boca, quando jovem e quando domados uma lembrança muito forte de ameixas, secas e especiarias. Um vinho inesquecível.

Mas, de uma maneira ou de outra, seja em tinto ou rose, lembre-se: Cada vez que aparecer esta palavra nos rótulo do vinho a ser apreciado, lembre que este vinho veio de uma região consagrada, desde os idos tempos.

Hoje, sempre que quero um tinto ou um rose mais encorpado vou logo procurando um de Bandol.

Por fim lembre-se, uma grande região produtora de vinhos garante bons vinhos mas não bons produtores. Procure um bom importador que este , certamente,  já garimpou este caminho para ti.

Tirando as barulhentas cigarras o vídeo é lindo.





MAPA DO VINHO PARTE 64 FRANÇA PROVENCE

3 03 2012

A sub-região de Alpes Haute-Provence mais ao norte de Provence, é uma região onde os vinhedos sofrem climas extremos, verões e invernos rigorosos e secos.  As vinhas estão numa altura média de 400 metros.

Uvas tradicionais do Mediterrâneo, Grenache, Carignan e  Ugni Blanc. Produz tintos, brancos e roses. Os tintos dominam, como os vinhedos são situados em altura e o clima é seco, temos, no final da maturação uma grande diferença de temperatura o que nos traz tintos robustos e tânicos, precisando de tempo de garrafa para amaciar os taninos.

Em proporção um pouco menor os roses. Também firmes e escuros que precisam ser consumidos em até 5 anos de seu engarrafamento.

Já os brancos são minoria e devem ser consumidos jovens.

Vaucluse

Vaucluse conforme o mapa fica a oeste da Provence. De um lado o Rhone, um dos mais importantes rios da França e de outro quatro montanhas que cercam a região. O gigante Mont Ventoux do alto de seus quase 2.000 metros, serve de fronteira entre o vale do Rhone e a Provence, nas sua borda norte, no Rhone Cote Ventoux, ao sul vinhedos Provence. Depois vem Dentelles de Montmirail, Monts de Vaucluse e Mongtagne de Luberon.

Esta região montanhosa fica a leste de Vaucluse. Na região plana que faz fronteira com o Rhone temos importantes vinhedos conforme veremos adiante.

Não se esquecer que o vento Mistral que desce do Mont Ventoux em determinadas épocas do ano, assim como o Zonda em Mendonza, ganha velocidade ao descer da parte fria para a quente causando grandes preocupações. Não é por nada que a mais alta montanha da Provence chama-se Monte dos Ventos.

O passado é marca forte na região. Cidades como Orange e Avignon, antiga sede do Papa quando do cisma do Vaticano quando Avignon foi sede papal de 1309 até 1377. Bem como Orange, talvez a cidade da Provence que mais possui ruínas de vilas romanas. É chamada de Provence dos Papas.

Vejam a sede papal em Avignon

O rio Rhone, como já dito em outros posts foi porta de entrada de especiarias vindas do oriente para serem entregues no centro da Europa. Não é por nada que Lyon, acima na borda do Rhone é considerado o centro da gastronomia mundial.

Na se pode esquecer de Luberon que além de ter vinhedos importantes é centro turístico da mais alta importância. Um lugar alto o que faz com que não seja tão quente e um pouco longe do disputado litoral é cada vez mais procurado por quem quer mais descanso que agito.

Mas e os vinhos? Bem, vamos lá.

É na planície que circunda Avignon, Orange e Châteauneuf-du-pape que estão os principais vinhedos de Vaucluse.

As garrafas levam gravadas no vidro as chaves do papado. É considerado o rei do Rhone, seguramente um dos melhores vinhos do mundo. Nos tintos o corte é de maioria Grenache mais 12 ou mais uvas, entre elas a Cinsault, Mouvèdre, Syrah entre outras. E nos brancos a Grenache Blanc mais um turma de uvas.

O grande segredo está no solo. As chamadas Galets no popular cascalho. O solo assim formado consegue reter o calor do sol e a noite repassá-lo para as uvas ajudando na sua maturação. Diga-se que estas castas preferem o sol para que possam maturar. Não suportam o frio.





MAPA DO VINHO PARTE 53 FRANÇA LANGUEDOC – CORBIÈRE

28 02 2012

O Oeste do Languedoc Roussilon muda bastante. A proximidade com os Pirineus, na fronteira com a Espanha, nos traz montanhas e vinhedos de altura. A foto acima mostra bem como são os vinhedos em Corbière.

São montanhas viradas para o Mediterrâneo, recebendo deste as brisas necessárias no verão somado a altura dos vinhedos condições ideais para os vinhos de altura.

Retardando o amadurecimento das uvas consegue-se fixar melhor os aromas e temos tintos mais robustos e brancos mais ácidos e minerais.

Corbières quase no final de Languedoc Roussilon, muito perto dos Pirineus, tem seus vinhedos plantados em regiões montanhosas, como os da foto, em terrenos de altura, em torno de 100 a 140 metros de altura. A região de morros e vales a 50 quilômetros do Mediterâneo.

Terra de bons roses feitos da uva Grenache e de tintos de corpo médio com as castas da região mediterrânea, como a Mouvèdre, Grenache, Cinsault e Carignan.

Aqui também é usada uma casta típica da região, de nome estranho a Picpoul,podendo ser tinta ou a branca. Uvas do Rhône que se dão muito bem por estas paragens, mas em áreas muito menores que as tradicionais aí de cima.

O tinto é bastante frutado, de corpo médio, acidez no ponto certo.

O branco é mineral, aromático, acidez marcante de final de boca longo e agradável.

O vídeo dá conta de como é a região.





MAPA DO VINHO PARTE 52 – FRANÇA – MINERVOIS

28 02 2012

Minervois (Minerva),não é por nada que tem este nome. Nesta região os romanos andaram, estiveram e plantaram as primeiras vinhas da região. Esta charmosa vila chama-se Livinière, epicentro dos vinhos da região de Minervois.

Assim como o Vale Del Uco  http://wp.me/pPKW2-91  as vinhas de Minervois, estão plantadas  no estilo anfiteatro,isto é em semi círculo e em escadas de altura, numa média de 100 quilômetros do Mediterrâneo, mas voltado para ele e recebendo todas as suas influências. Mais perto do oceano Atlântico, protegido de suas influências pelos Pirineus.

O solo pedregoso, vinhos plantados em altura, inicia o anfiteatro numa média de altura entre 100 indo até 400 metros de altitude. Não esquecendo que a altura influencia a uva no seu final de maturação, momento muito importante, pois nestes 30 dias finais, quanto mais devagar amadurecer mais interessante será o vinho.

Os vinhos são feitos pelas mesmas uvas tradicionais, apenas com o tempero da altura que torna os tintos mais encorpados e tânicos.

Vejam o vinhedo de Carignan, sem condução





MAPA DO VINHO – PARTE 51 – FRANÇA – NIMES

28 02 2012

Entre Coteaux Du Languedoc e a Provence fica Costière de Nimes. Bem pertinho da cidade papal de Avignon fica a região de Nimes.

Um dos verões mais quentes da França, invernos amenos, e muitoooo soool faz deste local um paraíso. Mas onde entram as pedrinhas mágicas.

As vinhas são plantadas muito perto do Mediterrâneo em alturas que variam de 25 a 100 metros.Até aí tudo muito igual as outras vinhas do sul da França.

Mas aqui as vinhas são plantadas no solo coberto por um manto de pedras, estilo cascalho, vejam foto acima. Estas pedras além de reter o calor e a claridade do do sol, a noite aquece  a vinha. As chamadas galests roulés.

Igual a afamada região vizinha de Châteaneuf-du-Pape, com a vantagem de que seus vinhos são muiiiiito mais baratos.

É região produtora de bons tintos, encorpados, elegantes e aromáticos, muitos deles com Syrah, Grenache, Mouvèdre e Cinsault.

Os roses também são excelentes, leves e agradáveis.

E os brancos com base na Grenache Blanc.

Compre vinhos desta região em lojas especializadas e Prosit!

Vejam o solo das vinhas, puro cascalho.





MAPA DO VINHO – PARTE 50 – FRANÇA LANGUEDOC VINHOS MODERNOS

28 02 2012

Como não poderia deixar de ser Coteaux Du Languedoc recebeu influências de todos os povos que circularam pelo mediterrâneo, desde os gregos até os romanos  passando pelos fenícios.

A área vai de Narbonne, oeste até leste Cévennes.

Muito se produziu de vinhos mais ligeiros e menos cuidados, hoje, com as modernas técnicas de enologia e maquinário a região tem produzido ótimos vinhos. Eu gosto muito dos vinhos do languedoc, desde o sabor até os preços.

Fatores  os ventos, o famoso Mistral, vento quente que desce do norte, o Tramontane, Cers e o MArinho, trazem consigo, secas, chuvas, humidade ou baixa humidade, influenciando nos vinhedos. Chuvas distribuídas de maneira diferenciada, regiões como Narbonne, com chuvas acima da média e outras com chuvas abaixo da média, como em Nimes, temperaturas variadas, assim como a incidência do sol nas mais várias costas do mar Mediterrâneo.

Fatores estes que  nos trazem vinhos muito diferentes, apesar de serem usadas, quase sempre as mesmas uvas. A região montanhosa a beira do Mediterrâneo, como os alpes de Provence ,o Monte Ventoux e outros trazem diferentes alturas nos vinhedos o que se caracteriza por difentes vinhos.

Desta maneira temos vinhos muito diferentes, mesmo em regiões próximas, daí o charme dos vinhos do sul da França.

Os vinhos que saem das encostas das montanhas, hoje com modernas vinícolas, para mim tem sido uma grata surpresa. São os vinhos mais intrigantes que tenho apreciado ultimamente.





MAPA DO VINHO – PARTE 49 – FRANÇA – LANGUEDOC ROUSSILON

28 02 2012

A região está toda ela voltada para o Mediterrâneo e recebe dele toda a influência necessária da videira ao engarrafamento. Já dito que a proximidade com o mar traz aos vinhos características especiais, assim é em Casablanca, Chile, Toscana e seus IGT’s, os vinhos das ilhas do Mediterrâneo, Córsega, Sardenha, Sicília e toda a Grécia. São vinhos geralmente produzidos com várias uvas, brancos, roses e tintos não muito encorpados.

Aqui os tintos reinam e com eles o quinteto de ouro, Carignan, Mouvèdre, Cinsault, Syrah e Grenache.

Carignan: Cor e espciarias. Mouvèdre (Monastrel na Espanha): Cor, especiarias e taninos complexos. Syrah: Cor, especiarias, taninos e longevidade. Cinsault: Produtividade e muita fruta, refrescando os vinhos. Grenache: Cor, acidez e muita fruta.

A região produzia vinhos de qualidade sofrível, hoje, modernizada produz excelentes vinhos, bons,jovens, alegres, festeiros tintos e roses, e melhor a preços muito acessíveis, por aqui encontramos nas boas casas do ramo por R$ 40,00 a 70,00 reais. Quebrando o paradigma de que vinho francês ou é muito bom e muito caro ou é muito reuim e barato  http://wp.me/pPKW2-lB

São vinhos extremamente parceiros para a boa culinária da região, sendo assim, crescem bastante quando acompanhados de bons pratos.

Portanto regiões como Coteaux du Languedoc vem produzindo excelentes vinhos e melhor, repito com preços muito bons.

As prncipais regiões são: Corbières, Coteaux du Languedoc, Côtes de Roussillon, Fitou, Minervois, Saint Chinian, Costière de Nimes.

Interessante destacar que Languedoc é, literalmente, Língua do Oc, de Ocitane. Ocitane é o dialeto usado na região até hoje, desde a Catalunha até Provence.





MAPA DO VINHO – PARTE 48 – FRANÇA – VINHOS DO MEDITERRÂNEO

27 02 2012

O sul da França vai da fronteira com a Espanha, a chamada Catalunha francesa até o Rhône, tendo como marco o Mont Ventoux.

Como é historicamente parte integrante do Mediterrâneo sempre foi visitada por vários povos e civilizações, dos fenícios aos romanos passando pelos gregos. O Mediterrâneo era o caminho natural entre o oriente e o ocidente, do leste vinham produtos exóticos como a seda, perfumes, os temperos, culinária e sobretudo muita vida e cultura. Do oeste, vinham os produtos que desciam pelo Rhône, como as peles, nozes, carnes exóticas, enfim, tudo que as florestas geladas poderiam trazer.

Os portos do sul da França, como Marselha e final do rio Rhône serviam de porta de entrada e moradia para estes comerciantes vindos dos mais variados locais.

Desta maneira podemos ver nesta região, até hoje, muitas cidades medievais como a da foto abaixo que outrora eram o centro das atenções. Serviam de morada para perfumistas, comerciantes de especiarias e negociantes de vinhos.

Nestas cidades temos feiras charmosas com seus temperos e produtos vindos da região. Certamente servem de base para uma das mais fantásticas culinárias do mundo.

Falando de vinhos, a natureza é muito mais sábida do que nós. Como o clima é marítimo, temos muitas variações climáticas no ápice do desenvolvimento das uvas,seus últimos 20 ou 30 dias. NEste momento as uvas entram na maturação final e com verões tórridos desenvolvem-se muito rapidamente, o que em alguns casos (uvas) é trágico, ou mesmo chove muito neste período, sem ausência do sol, também pode ser danoso.

Solução? Um mix de uvas, umas se dão melhor no frio e ausência de sol outras  no forte verão. Daí que nestas regiões quase sempre encontramos vinhos de várias uvas.

Aqui há um quinteto quase sempre presente. Syrah, http://wp.me/pPKW2-89 a Mouvèdre, a Grenache ou Garnacha http://wp.me/pPKW2-gO  a Cinsault http://wp.me/pPKW2-ib Carinenha ou Carignan.

Não foi por nada que Vincent Van Gogh apaixonou-se pela região.

Adiante postarei as regiões mais conhecidas do sul da França.





MAPA DO VINHO – PARTE 47 – FRANÇA – RHONE SUL – TAVEL

27 02 2012

Ao falar do Rhône sul não se pode esquecer Tavel. Pequena cidade perto de Orange e Avignon. E primeira região demarcada na França onde é proibida a produção de vinhos que não sejam roses.

Os roses são feitos das castas tradicionais do mediterrâneo, principalmente a poderosa Mouvedre e a Grenache, com menos participação da  Cinsualt. São roses encorpados, volumosos e únicos.

Quem gosta de um bom rose como eu este é imperdível ele é completamente diferente de todos os outros roses que possas ter experimentado.

O Tavel está entre os melhores vinhos da França. São encorpados, frutados e com grande final de boca. De cor exuberante vão do rosa vivo até o vermelho mais claro.

Os segredinhos de Tavel são, além da região somente produzir roses em área muito pequena possui aquele conhecido solo de cascalho que retém calor de dia e o libera a noite ajudando no amadurecimento das castas, além de reter a umidade, essencial numa região tão ensolarada e quente no verão.

Outro segredo é a técnica de vinificação. Aqui é usada a maceração carbônica onde as uvas não são esmagadas por prensa e sim pelo próprio peso da uva, desde modo cada baguinho de uva inicia seu processo de fermentação no momento certo de maneira muito lenta permitindo a concentração de aromas, açúcar e álcool no que resulta, ao final nestes espetaculares roses.

São excelentes parceiros para os pratos orientais e peixes mais gordurosos como salmão e atum.





MAPA DO VINHO – PARTE 46 – FRANÇA RHONE SUL CHATEAUNEUF DU PAPE

27 02 2012

 

No Rhone sul uma das regiões mais impactantes é Chateauneuf Du Pape que cedeu o nome para um dos grandes do sul da França.

Há vários segredos que transformaram o Chateauneuf-Du-Pape em um dos vinhos mais famosos do mundo.

Primeiro são as histórias e estórias da transferência do Papado de Roma para Avignon no período de 1309 até 1340. Neste período Avigonon recebeu todo o “staff” da Igreja e quer queiram ou não a Igreja nesta época exercia e muita influência no mundo ocidental. Junto com o Papado vieram todos aqueles que de certo modo exerciam muita influência na vida da época. Festas, reuniões, decisões políticas, enfim, estas coisas que o Poder traz. E tudo regado a vinho. Meios de transporte a armazenagem precários o melhor era o vinho da redondeza. Este o nascimento do famoso vinho.

Segundo o solo. As Gallets pedrinhas, cascalho branco aí da foto permeiam os vinhedos de Chateauneuf-Du-Pape e região, como Orange e outras cidades na volta. A função é dupla. Como o sol da região é fortíssimo no verão, os vinhedos muitas vezes são plantados com frente sul, menos sol e calor de dia. De noite estas pedras que retiveram o calor passam a  irradiá-lo ajudando na lenta maturação das castas. A segunda função é servir de tapete para que o solo não resseque tanto mantendo bons índices de umidade.

Terceiro charme do vinho é a sua composição, nas tintas levam mais de dez tipos diferentes de uvas, mas sempre tendo a Grenache como uva mestra. Aos seu mosto são acrescentadas a Syrah (tanicidade e especiarias) e a Mouvèdre (volume e elegância) as outras mais ou menos servem para completar este excepcional vinho.

Prova de que nem só de varietais vive o mundo do vinho.

O Chateauneuf-Du-Pape branco, tem a Grenache Blanc, a Roussanne, Picapoul, Clairette, entre outras produzem este vinho fantástico. Arrisco a dizer que as vezes melhor que os tintos. Pena que a produção de brancos não passa de 10%.

Mas nem sempre foi assim. Assim como os Chianti muita porcaria foi produzida com o nome de

Chateauneuf_Du-Pape. De uns 15 anos para cá a legislação foi mais rigorosa, os maus produtores afastados e hoje, com quase toda a certeza estes vinhos recuperaram a sua fama.








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