PERDRIEL CENTENÁRIO 2005 – A ALMA DE LUJAN DE CUYO

21 04 2012

O produtor é Bodega Norton. O nome inglês vem de seu fundador Edmund James Norton que apaixonou-se pelas terras Mendoncinas quando da construção de estradas de ferro, isto lá pelos idos de 1895. Desde lá vem sendo uma das mais sólidas Bodegas (Viñas) argentinas. Produz vinhos mais populares e segue pela linha top como este Centenário.

A uva é a Malbec que veio na mala de algum imigrante do sudoeste francês. Em Cahors, sua cidade natal é chamada de Negra de Lot (rio) que cruza a cidade. Uma bastante tânica e encorpada que encontrou na sua pátria adotiva as condições ideias para chegar na plenitude que se encontra hoje.

O terroir (lugar) Lujan de Cuyo, sub-distrito de Menconza  está situada entre Mendonza e San Juan ao sul.

A paisagem desta região é belíssima, poucos lugares neste planeta são tão singulares e bonitos.  Cuyo está situada ao pé dos Andes, num clima seco que proporciona uma paisagem quase lunar. Toda a região é governada pelos Andes, desde o clima, com o vento Zonda, os granizos e  as tormentas de verão, passando pela  luminosidade e a irrigação feita através de canais de superfície do tempo dos Incas e pelos rios subterrâneos. Para chegar em Cuyo, necessariamente se passa por pequenos desertos.

Nesta área existe a maior concentração de produtores de vinhos finos na Argentina.

Cuyo concentra as seguintes  sub-regiões:

Em San Juan: Tulum e Ullum.

O grande oásis Mendoncino  do rio Mendonza.

O vasto vale del Uco, desde Tupungato até San Carlos.

Depois, separado por quilômetro de distância onde a unica companhia no deserto são os cactos gigantes, está San Rafael.

em o sistema de irrigação por canal e por rios subterrâneos esta região não seria nada mais do que deserto.

Nesta região o Malbec a Syrah encontraram local ideal para seu desenvolvimento.

É de se lembrar que a altura, neste local é muito importante para que haja a diferença de temperatura ao final do amadurecimento das castas, sendo assim as terras mais disputada são as que estão mais perto da cordilheira.

A tipicidade vem da região de Cuyo, única no mundo em termos de clima, solo e irrigação. O solo ideal para a vinha, na superfície a ausência de matéria orgânica o que faz com que as raízes descem mais de 20 metros para buscar alimento em seus diferentes substratos. O clima é ideal, invernos rigorosos e verões quentes e secos. A irrigação, nunca é demais repetir, é baseada nos canais, as vezes subteraneos de águas do degelo andino.

Vejam a foto

Importantes Bodegas estão lá: –  Alta Vista – www.altavistawines.com.ar

- Altos Las Hornigas – www.altoslashornigas.com - Bodega Achaval-Ferrer www.achavalferrer.com – Bodegas Benegas www.bodegabenegas.com - Bodega Catena Zapata  www.catenawines.com – Bodega Escorrihuela www.escorihuela.com.ar - Bodega Séptima www.bodegaseptima.com.ar

O VINHO:  Este vinho é um corte Malbec/Cabernet  Sauvignon/Merlot elaborado para representar o centenário da Bodega. Ele tem 16 meses de barrica.

Elaborado na sub-região de Perdriel, epicentro de Luján de Cuyo, com vinhas de 50  a 80 anos de idade. Diga-se vinhas antigas produzem pouco mas com extrema qualidade. Imagine beber um vinho de uma videira com 80 anos?  É algo maravilhoso. O vinho é um clássico andino. Forte, encorpado, firme, sem ser enjoativo. Cor vermelho escuro,  insondável como a noite. Nariz elegante de frutos vermelhos, chocolate e baunilha. Na boca taninos perfeitamente domados. Um vinho que enche a boca. Precisa de 1 a 2 horas de decanter.





MAS O QUE É ESTE VINHO DE ALTURA?

15 01 2012

E não é pouca a influência da altura na produção de vinhos. Muito se lê nos rótulos e contra-rótulos que tal ou qual vinho foi produzido em tantos metros de altura.

Alguns vinhos argentinos trazem informações da altura que foram colhidas as uvas, inclusive anunciando que se trata de um “blend” de Malbec de diferentes alturas.

Aqui no Brasil os vinhos do planalto catarinense vem sendo chamado de vinhos de altura.

Realmente a altura tem efeito determinante no vinho. Já dito que a uva, como todo vegetal, gosta deste ou daquele lugar. E a altura é fator determinante para algumas castas.

Já falado o final do período de maturação da uva deve ser feito da maneira mais prolongada e suave possível. Neste momento as uvas amaciam os taninos, fixam os aromas, o álcool e o açúcar, essenciais na horas da vinificação.

Assim em locais cujo verão é demasiado quente, sempre que possível e dependendo das uvas que comporão o vinho,  os vinhedos estão perto de rios, mares ou plantados em altura, tudo para que as noites de verão sejam agradáveis e permitam o amadurecimento lento e gradual como dito acima. Nestes casos, 1o ou 15 dias a mais de maturação determinam o sucesso ou o fracasso de uma vindima.

Assim em locais mais quentes, certamente os produtores disputam os locais mais altos, para, justamente, buscar este diferencial de temperatura.

Temos então os vinhedos de Luján de Cuyo, foto acima, no famoso cordão de prata onde os vinhedos mais altos são valorizadíssimos. Temos os vinhos do norte da Argentina, Salta e Rioja, a mais de 2.000 metros de altura. Temos os vinhos de Ribeira del Duero e Priorato, Espanha. Côte Ventoux, França, e por aí vai.





ARGENTINA – PARTE III – LUJAN DE CUYO

4 12 2011

Luján de Cuyo está situada entre Mendonza e San Juan ao sul.

A paisagem desta região é belíssima, poucos lugares neste planeta são tão singulares e bonitos.  Cuyo está situada ao pé dos Andes, num clima seco que proporciona uma paisagem quase lunar.

Toda a região é governada pelos Andes, desde o clima, com o vento Zonda, os granizos e  as tormentas de verão, passando pela  luminosidade e a irrigação feita através de canais de superfície do tempo dos Incas e pelos rios subterrâneos. Para chegar em Cuyo, necessariamente, se passa por pequenos desertos.

Quando se imagina que nada vai aparecer começam a surgir os vinhedos, literalmente, cravados na terra árida. E tem que ser assim,  se houver muita matéria orgânica no solo a videira não desenvolve seu potencial.

Vejam o exemplo do vinhedos aí em cima.

Interessante destacar que vinho bom é de videira que sofre, que vai buscar seu alimento bem abaixo no solo. E para tanto os famosos canais arquitetados pelos Incas continuam a exercer sua função.

A chamada diferença de temperatura essencial para a fixação de aromas e sabores na uva ao prolongar seu final de maturação, vem por conta da altura dos vinhedos, algo em torno de 800 metros e do ar muito seco o que traz temperaturas de deserto, quentes de dia e frio a noite.

Nesta área existe a maior concentração de produtores de vinhos finos na Argentina.

Cuyo concentra conhecidas  sub-regiões:

Em San Juan: Tulum e Ullum.

O grande oásis Mendoncino  do rio Mendonza.

O vasto vale del Uco, desde Tupungato até San Carlos.

Depois, separado por quilômetro de distância onde a unica companhia no deserto são os cactos gigantes, está San Rafael.

Nesta região a Malbec,  a Syrah e  a Cabernet Sauvignon encontraram local ideal para seus desenvolvimentos.

É de se lembrar que a altura, neste local é muito importante para que haja a diferença de temperatura ao final do amadurecimento das castas, sendo assim as terras mais disputada são as que estão mais perto da cordilheira.

As vinícolas mais conhecidas desta região são:

-  Alta Vista – www.altavistawines.com.ar

- Altos Las Hornigas – www.altoslashornigas.com

- Bodega Achaval-Ferrer www.achavalferrer.com

- Bodegas Benegas www.bodegabenegas.com

- Bodega Catena Zapata  www.catenawines.com

- Bodega Escorrihuela www.escorihuela.com.ar

- Bodega Norton www.norton.com.ar

- Bodega Séptima www.bodegaseptima.com.ar

- Bodegas Terrazas www.terrazasdelosandes.com

Entre outras.





A FASCINANTE SAUVIGNON BLANC

22 10 2011

Pensou no verão, calor, praia, piscina, sol e comidas leves, certamente pensará na Suavignon Blanc. Pensou num vinho branco seco, as vezes mineral, as vezes frutado, mas sempre com acidez marcante, pensou num Sauvignon Blanc.

Eis a Sauvignon Blanc, linda, deliciosa, saborosa e majestosa. Nascida em Bordeaux, onde com a Semillon produz um dos néctares dos Deuses, o Sauternes. Junto com  a Chardonnay compõe  a dupla de uvas brancas ffrancesas hoje tidas como internacionais. E assim o é pela sua versatilidade, produtividade e adaptabilidade.

A Sauvignon Blanc é extremamente sensível ao terroir daonde foi plantada, produzindo, assim, diferentes estilos de vinhos.

Temos os franceses de Bordeaux onde ela não alcança, sozinha sua plenitude. São vinhos, em geral, de médio corpo, acidez na medida e aromáticos.

No Loire, perto da Borgonha já é outra história. Temos dois locais que ficam na memória e qualquer amante do vinho: Sancerre e Pouilly-Fumé, apenas um rio separa geograficamente estas cidades, vejam o linkhttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/79/Vignobles_val_de_loire.png  mas em termos de vinhos, mas  quanta diferença. O Sauvignon Blanc do Sancerre é seco, mineral, aromas herbáceos e acidez marcante. O do outro lado do rio, como o nome indica é fumado, tem toques de fumaça e defumado, continua seco e com acidez marcante.

Já do outro lado do mundo encontramos na Nova Zelândia,  no norte da ilha sul, mais especificamente em Marborough, um SB extremamente frutado e aromático. Ao abrir a garrafa logo salta ao nariz os aromas de marcujá e melão. Sua importância é tão grande que colocou a Nova Zelândia no seleto grupo de países produtores de vinho de alta qualidade.

Outro SB que me chama atenção são os de Cuyo, Mendonza, Argentina. Muito herbácio. Na boca cítrico, lima-limão típico, acidez elevada e seco. Um grande vinho para acompanhar-nos na praia, piscina e com frutos do mar. Parceria ideal para o camarão, já que ele é um pouco adocicado.

Os SB chilenos também não ficam atrás, os melhores são os de Casablanca, perto de Valparíso. Melhor terroir chileno para brancos e Pinot Noir. Seguem a mesma linha dos argentinos.

No Brasil não podemos esquecer os da serra catarinense, espetaculares, alguns com aromas de amendoas e frutos secos, divinos.

Gosto, também, dos SB sul-africanos, em especial os de Steelbosch, perto da Cidade do Cabo e região mais fria do que sua vizinha Paarl.

Mas apesar de ser uma uva, tida como internacional, ainda prefiro do Loire. Se puderem façam a comparação degustativa dos Sauvignon Blanc do Sancerre e do Pouilly-Fumé uma experiência  INESQUECÍVEL.

O certo é que seja de onde for o verão pede um Sauvignon Blanc. Outra lembrança a Sauvignon Blanc dificilmente aceita madeira, portanto se não gosta dos brancos barricados aqui está a dica.

O vídeo de um vinhedo de Sauvignon Blanc em Sancerre  é lindo os vinho melhor ainda

 





HENRY I 2001 – UM NOBRE ESTEVE NA ENOTECA CONTE FREIRE

26 06 2011

Esteve na Enoteca Conte Freire, Rua Desembargador Espiridião de Lima Medeiros, 156, Porto Alegre/RS o Henry I, um vinho elaborado, em Mendonza, pela Bodega Lagarde. Um vinho ao estilo clássico feito no chamado Novo Mundo.

Aliás, estes conceitos de Velho e Novo Mundo marcados pela maioria, inclusive eu, deveria ser modificado. Penso ser mais correto falar de estilo clássico e estilo moderno. Certamente, a Europa com seus países mais do que tradicionais na elaboração de vinhos, certamente, respeitando suas diferenças geográficas e regionais elaboram, em sua maioria, vinhos ao estilo mais tradicional, com menos álcool, madeira e menos concentração. Respeitando ao máximo as tradições e a culinária do lugar onde foram produzidos e são consumidos.

Já o estilo Novo Mundo, liderado pelos Estados Unidos, com a legislação mais aberta e menos rígida marcou território no mundo do vinho através dos varietais, isto é, os vinhos produzidos por uma só uva. Além da legislação mais favorável, eis que em alguns países da Europa, como a França, Borgonha, por exemplo, não se produz vinho na Cote D’Or que não seja Chardonnay e Pinot Noir, ao estilo varietal, MAS PROÍBE, qualquer vinificação que não leve estas uvas, os EUA iniciaram o estudo do clima e solo para desenvolver esta ou aquela uva para este ou aquele vinho.

A moda pegou e, até pouco tempo atrás, poucos eram os produtores, que vinificavam seus vinhos aos estilo corte, isto, blend de uvas. A esmagadora maioria seguia o vencedor esquema dos varietais.

Mas não bastava ser tinto de uma só casta, tinha que ser tinto retinto,muita concentração de fruta, aromas, álcool e corpo, vinhos ao estilo arrasa quarteirão. Felizmente venho notado que aos poucos esta moda vai desaparecendo, vinho mais leves, menos concentrados e feito ao estilo clássico vem sendo produzidos, para a minha felicidade.

Sempre esposei a tese de que os países sul-americanos começassem a produzir vinhos aos estilo clássico, com os preços que têm, certamente irão incomodar os, por assim dizer europeus. Qualidade e preço é o que se quer.

Pois este é um dos vinhos neste estilo. Um clássico, elegante, aristocrático, elaborado para ser um vinho de Gran Guarda, 1o ou mais anos de garrafa. Rolha comprida, macia e de alta qualidade.

A linha Henry é o topo desta Bodega instalada desde 1897 em em Mendonza, Argentina, com vinhedos nas sub-regiões de Lujan de Cuyo e Tupungato. É um corte feito com as melhores uvas das grandes safras. Este de 2001 é 88% Cabernet Sauvignon e 12% Syrah, portanto, nesta safra,  não entra a principal casta argentina, a Malbec. Passa 24 meses EM BARRICA DE CARVALHO FRANCÊS o que lhe dá uma matiz clássica, fugindo dos aromas tradicionais de  chocolate e baunilha do carvalho americano.

Seguramente um dos melhores vinhos argentinos que pude apreciar. Cor vermelho rubi intensa mas translúcida. Nariz muito delicado de frutos secos, algo como ameixa, tâmara e damasco. Na boca perfeitamente equilibrado, sedoso e ainda com força para aguentar mais um par de anos na garrafa. Final de gole persistente, característico dos melhores vinhos. Recomenda-se decantar por uma hora ou mais.

Um achado e uma surpresa muito agradável.

Vejam o vídeo até o fim. Das mãos calejadas desde homens começa a saga de um Grande Vinho como este Henry I. A fora a verdadeira aula sobre vinho.





QUAL O EFEITO DA ALTURA NA PRODUÇÃO DE VINHOS?

24 09 2010

E não é pouca a influência da altura na produção de vinhos. Muito se lê nos rótulos e contra-rótulos que tal ou qual vinho foi produzido em tantos metros de altura. Que tal ou qual região está localizada em tal altura. Aqui no Brasil os vinhos do planalto catarinense vem sendo chamado de vinhos de altura, e assim vai.

Realmente a altura tem efeito determinante no vinho. Já dito que a uva como todo vegetal gosta deste ou daquele lugar em detrimento de outros. E a altura é fator determinante para algumas castas.

Já dito também que o final do período de maturação da uva deve ser feito da maneira mais prolongada e suave possível. Neste momento as uvas amaciam os taninos, fixam os aromas, o álcool e o açúcar, essenciais na horas da vinificação.

Assim em locais cujo verão é demasiado quente, sempre que possível os vinhedos estão perto de rios, mares ou plantados em altura, tudo para que as noites de verão sejam agradáveis e permitam o amadurecimento lento e gradual como dito acima. Nestes casos, 1o ou 15 dias a mais de maturação determinam o sucesso ou o fracasso de uma vindima.

Assim em locais mais quentes, certamente os produtores disputam os locais mais altos, para, justamente buscar este diferencial de temperatura.

Temos então os vinhedos de Luján de Cuyo, foto acima, os vinhos de Salta, a mais de 2.000 metros de altura, os vinhos de Ribeira del Duero e Priorato, Espanha. Côte Ventoux, França e por aí vai.





VINHOS ARGENTINOS QUE EU GOSTO MALBEC RESERVA ENRIQUE FOSTER

8 09 2010

Vinhas antigas, bodega novíssima, alta tecnologia, para vinificar somente Malbec. Para produzir o que a Malbec pode oferecer em solo argentino.  O proprietário um americano instalou-se em Luján de Cuyo.

Este Malbec reserva é o que há de bom. De vinhedos antigos (60 anos) com 12 meses de barrica de carvalho americano e 9 meses espera antes de engarrafado.

Sua cor negra não assusta é elegante, charmoso e impactante a primeira vista. Nariz típico dos bons Malbec, frutos vermelhos, gole largo de boca, constante gostoso e firme.

Vai muito bem com assados de ovelha, carne de porco e pratos de massa com molhos fortes e picantes.





VINHOS ARGENTINOS QUE EU GOSTO – FABRE MONTMAYOU – GRAN RESERVA MALBEC

7 09 2010

O francês Hervé Fabre Montmayou investiu em duas bodegas na Argentina, Mendonza, Luján de Cuyo http://wp.me/pPKW2-8Q e Rio Negro, Patagônia http://wp.me/pPKW2-bs e produz vinhos bem acima da média. Os mendoncinos todos são bons, mas gosto muito deste Malbec.

De vinhedos muito antigos (60) anos ou mais, cor vermelho escuro mas ainda assim elegante, um vinho equilibrado, os taninos perfeitamente emparelhados com acidez e doçura natural da casta Malbec nariz não foge a regra, frutos secos, frutos vermelhos e tostado da madeira.

Excelente parceria para um bom assado de ovelha.

Eis a letra do tango

BALADA PARA UN LOCO

Letra de Horacio Ferrer
Música de Astor Piazzolla

Compuesto en 1969

 (Recitado)

Las tardecitas de Buenos Aires tiene ese que se yo, viste?
Salgo de casa por Arenales, lo de siempre en la calle y en mi,
cuando de repente, detrás de ese árbol, se aparece el,
mezcla rara de penúltimo linyera y de primer polizonte
en el viaje a Venus. Medio melón en la cabeza,
las rayas de la camisa pintadas en la piel,
dos medias suelas clavadas en los pies
y una banderita de taxi libre en cada mano...Ja...ja...ja...ja...
Parece que solo yo lo veo, porque el pasa entre la gente
y los maniquíes me guiñan, los semáforos me dan tres luces celestes
y las naranjas del frutero de la esquina me tiran azahares,
y así medio bailando, medio volando,
se saca el melón, me saluda, me regala una banderita
y me dice adiós.

 (Cantado)

Ya se que estoy piantao, piantao, piantao,
no ves que va la luna rodando por Callao
y un coro de astronautas y niños con un vals
me baila alrededor...
Ya se que estoy piantao, piantao, piantao,
yo miro a Buenos Aires del nido de un gorrión;
y a vos te vi tan triste; vení, volá, sentí el loco berretín
que tengo para vos.
Loco, loco, loco, cuando anochezca en tu porteña soledad,
por la ribera de tu sabana vendré con un poema
y un torombon a desvelar el corazón.
Loco, loco, loco, como un acróbata demente saltare
sobre el abismo de tu escote hasta sentir
que enloquecí tu corazón de libertad, ya vas a ver.

 (Recitado)

Y así el loco me convida a andar
en su ilusión super-sport,
y vamos a correr por las cornisas
con una golondrina por motor.
De Vieytes nos aplauden. Viva, viva...
los locos que inventaron el amor;
y un ángel y un soldado y una niña
nos dan un valsecito bailador.
Nos sale a saludar la gente linda
y loco pero tuyo, que se yo, loco mío,
provoca campanarios con su risa
y al fin, me mira y canta a media voz:

 (Cantado)

Quereme así, piantao, piantao, piantao...
trepate a esta ternura de loco que hay en mi,
ponete esta peluca de alondra y volá, volá conmigo ya:
veni, quereme así piantao, piantao, piantao,
abrite los amores que vamos a intentar la trágica locura
total de revivir, vení, volá, vení, tra...lala...lara...
http://www.youtube.com/watch?v=XLVJxxq0ncU

				




IMPRESSÕES SOBRE A DEGUSTAÇÃO – NORTON PERDRIEL CENTENÁRIO – EXCELENTE, MAS SEM SURPRESA

20 06 2010

Norton Centenáro Perdriel, um belíssimo vinho, muitobem elaborado, feito em Perdriel Lujánde Cuyo, um corte de Malbec,Cabernet Sauvignon e Merlot, feito com vinhas de 50 até 80 anos, portanto um vinho diferenciado.

Este mostrou-se com uma cor vermelho escuríssimo, uma cor quase insondável, nariz muito carregado de frutas vermelhas, algo maduro puxando já para a geleia ou frutos secos. Madeira bem saliente carregando o vinho com baunilha e já no primeiro gole ela se faz presente. No mais muita doçura do fruto, principalmente com a Malbec,o que o torna um vinho bastante aceito numa roda de amigos.  

Não faz feio com uma carne vermelha com molhos e temperos ou mesmo solito queijos e uma boa parceria.

É um prazeroso, com certeza irá agradar a todos,mas é um vinho sem surpresas, ele éo que é faz muito tempo,agrada assim e não se modificará.

Eu prefiro os vinhos com mais acidez,as vezes até mais duros a estes mais macios e adocicados.

A foto ai em cima é da Bodega Dominio del Plata que produz o Benmarco, Susana Balbo e o Crios da Susana Balbo e está localizado na região de Luján de Cuyo.

Abaixo um belo vídeo da região.





IMPRESSÕES DO ÚLTIMO ENCONTRO – CUVELIER DE LOS ANDES UMA AGRADÁVEL SURPRESA

15 06 2010

Em primeiro lugar gostaria de agradecer a Expand de Porto Alegre, na Dinarte Ribeiro, em especial a Aline e seu fiel escudeiro o Isaac.

Pois é. Este entrou de reserva e, para mim, o grande campeão da noite. A surpresa faz parte do mundo do vinho, graças a Deus. Nossa vida já é cheia de rotina, aliás, a rotina é uma triste realidade. Ela parece que suga nossa energia vital, aos poucos o colorido vai se transformando em tonalidades cinza.

Por sorte no vinho nada é rotina. Aqui, além da surpresa agradável, da minha parte, uma quebra de preconceito. Sempre tive certo receio dos vinhos onde o Michel Rolland têm dado consultoria, principalmente porque são vinhos muito concentrados, esilo tinto retinto. Mas aqui não. Apesar deste corte, Malbec 60%, Cabernet Sauvignon 20%, Merlot 10%,  Petit Verdot 5% e Syrah 5% ser elaborado com uvas  vindas do Vale de Uco    http://wp.me/pPKW2-91   normalmente os vinhos que vêm de lá não tem esta característica francesa.

Importante lembrar que a produção deste vinho respeita o estilo francês desde a escolha do corte passando pela quantidade de cachos por videira, concentrando elegância sem fim.

Este muito bom, desde a cor, vermelho granada, passando pelo nariz, frutos vermelhos, algo de geleia e ao fundo um tostado característico dos bons vinhos. Na boca confirma a elegância, agradável, tranquilo e de longo final de boca, os aromas e sabores persistem por um bom tempo.

O meu preconceito evaporou logo nos primeiros goles.

Me lembrou os jurados quando ouviram que o candidato Paulo Potts pede para cantar Nessum Dorma. Imperdivel.

 








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