MAPA DO VINHO PARTE 88 ITÁLIA ALTO ADIGE

20 03 2012

O Alto Adige,  junto com Veneza e Veneza Giulia formavam o reino de Veneza as três venezas, a trentina, Veneza e a Giulia, hoje Friuli. Ficam no extremo norte da Itália.

O Alto Adige, também chamado de Süd Tirol durante muitos anos terra austríaca. É também a Itália bilíngue, ali o alemão e o italiano são línguas oficiais.

Região montanhosa, ali ficam as famosas Dolomitas que durante a segunda guerra mundial tirou vidas de muitos soldados, mas também de inúmeros vales com o clima indo dos Alpes até as planícies perto do Mediterrâneo.

Vários climas e micro-climas pela região montanhosa temos vários estilos de vinhos e uvas. Cada qual com seu lugar preferido.

Os brancos desta região são adoráveis e, para mim, estão na elite mundial. As uvas são:

GEWÜRTZTRAMINER: Que diziam ser da Alsácia, França, na verdade é nativa do Alto Adige, inclusive há uma vila com o nome de Termeno (Traminer na língua tedesca-alemã). E como Gewürtz significa tempero, temos a temperada de Traminer. Uva banca de casca vermelha produz vinhos que vão do aromático – floral até o frutado, são vinhos, em geral, de média acidez e um pouco mais adocicados. Os estilos variam de vinhos tranquilos até os colheita tardia.

PINOT BLANC: Trazida da Áustria é uma uva elegante com aromas de maçã verde e um pouco herbácea. Dá-se muito bem no Süd Tirol.

PINOT GRIGIO: Junto com a Gewürtztraminer formam a dupla de ouro do Alto Adige. Mesma uva que leva o nome de Pinot Gris na Alsácia, mas estilos, em face do terroi completamente difernentes. Se na Alsácia ganha conotações semelhantes a Gewürtztraminer, aqui acidez e frescor marcantes. Aromas herbáceos e na boca mineralidade bem demarcada.

Depois temos a onipresente Chardonnay, a Veltiner da vizinha Áustria, a Rieling e a Muscat amarela a Moscato Giallo, sim, a mesma que encontramos aqui no Brasil. Uva aromática vinda da Grécia pelas Legiões Romanas e muito utilizada em vinhos de sobremesa.

Já nas tintas temos:

LAGREIN: Uma das grandes uvas tintas nativas do Alto Adige. Junto à cidade de Bolzano produz tintos de forte presença e elegância. Muito parecida com a Pinot Noir em termos de taninos e sedosidade. No nariz aromas de morangos e cereja, na boca um vinho extremamente agradável.

SCHIAVA: Ou na tradução, escrava, uma tinta utilizada no vinho chamado Santa Madalena.

PINOT NOIR: A grande uva tinta do Alto Adige. Nativa da Borgonha, França, o frio faz bem para a Pinot Noir e aqui ela encontra um lar adotivo perfeito. Os melhores exemplares se equiparam aos bons Pinot da bBorgonha.

O vídeo é sensacional





MAPA DO VINHO PARTE 81 LAZIO A ALVORADA DOS FRASCATI

13 03 2012

 sol deita-se em Frascati, nos Montes Albanos, no  Lazio e com ele  o homônimo vinho Frascati.

Felizmente, deita-se, também, um estilo de vinho desgastado.

Hoje, certamente, o vinho típico do Lazio está renascendo com todo o vigor.

O Frascati foi muito mal trabalhado nos últimos anos quando os produtores resolveram sacrificar sua qualidade por quantidade.

Os vinhedos do Lazio estão plantados ao redor de Roma, nos Montes Albanos e durante séculos abastecem as adegas e restaurantes da capital italiana. São excelentes parceiros para pratos rápidos, pastas e carnes leves. Feitos com as tradicionais Malvasia di Candia, ela mesmo aquela plantada na serra gaúcha, a Trebbiano, a Greco e a Malvasia del Lazio. O estilo dos Frascati nos traz vinhos leves, secos e levemente frisantes.

Infelizmente, nos últimos 20 anos, alguns produtores resolveram abdicar da qualidade em função da quantidade. Resultado? Inundaram as prateleiras dos supermercados e lojas com vinhos de qualidade sofrível o que fez com que o estilo Frascati seja sinônimo de vinhos de qualidade sofrível.

Hoje, felizmente, pequenos a jovens produtores estão reformulando o conceito de produção quantidade/qualidade utilizando-se de moderna tecnologia e vêm modificando os Frascati fazendo com que eles voltem a sua história secular de sucesso.

Os bons e modernos Frascati são vinhos de cor amarelo palha, nariz cítrico e frutas de polpa branca como pera e maçã. Como disse acima, são ótimos companheiros para pratos leves, saladas, furtos do mar e um bom sanduíche.





MAPA DO VINHO PARTE 74 ITÁLIA TOSCANA – MONTALCINO

9 03 2012

No sudoeste da Toscana perto da Umbria está localizado Montalcino uma cidade medieval como tantas que há nesta parte da Itália.  O que a diferencia das outras é que aqui a nossa rainha da Toscana não precisa  de acompanhantes para demonstrar toda o seu esplendor. Aqui não entram as castas bordalesas ou outras nativas.

O Brunello é feito 100% de Sangiovese, algo raro na Toscana. A família Biondi-Santi vem a quase um século produzindo e melhorando este que é considerado um dos melhores vinhos do mundo.

E assim o é porque a Sangiovese encontra em Montalcino as condições ideais para seu desenvolvimento. Incidência solar, clima, solo e altura perfeitas para o se pleno desenvolvimento, nos trazem um vinho caro, as vezes caríssimo, mas único.

O clima fresco e seco da região de Montalcino faz com que  a Sangiovese seja colhida mais tarde mantendo e aumentando as qualidades aromáticas e de sabores. Já disse outras vezes que a lenta maturação final dá ao vinho maiores condições aromáticas e de estrutura.

Desta maneira em Montalcino a Sangiovese não precisa da companhia de outras uvas para completar o vinho.

Agora são vinhos que necessariamente devem passar por longos períodos de hibernação, algo em torno de 8 a 10 anos para que possam ser domados os taninos e garantir ao vinho estrutura e elegância.





MAPA DO VINHO PARTE 71 ITÁLIA TOSCANA E SUA RAINHA TEMPERAMENTAL

8 03 2012

A Toscana, no centro norte da Itália,  me lembra muito a Provence, cada qual com sua maneira de ser, mas estilos inconfundíveis.

Já li em algum lugar que uma bobagem feita com estilo é melhor do que algo certo feito sem estilo algum.

Mas como escrever sobre a Toscana quando muitos já o fizeram? Pensei em escrever com alma e paixão que tenho pela Itália, sua culinária e seus vinhos. Vamos ver se consigo.

Uma das lições que tenho á que a Toscana nos ensina que as melhores coisas da vida estão nos detalhes e, melhor, ao alcance de nossa mão. AMIGOS, VIVER BEM, CULINÁRIA, MÚSICA E, ClARO, VINHOS.

Na Toscana existe uma invisível lei: Conviva e deixe os outros conviverem. Viva com calma, aproveite o que tem de bom ao seu lado. Deixe a vida fluir no ritmo que ela pede.

Peça e ESPERE por um bom prato enquanto fica na companhia de amigos e ao final aproveite os inúmeros vinhos da região. Há para todos os gostos e bolsos.

A foto retirei do site da National Geographic e mostra todo o charme da região.

Mas e a rainha temperamental? Bem, ela é a Sangiovese. Casta trazida pelos primeiros povos da região, os Etruscos. Nos bons exemplares ela se apresenta um tanto áspera, tânica e rústica. E AÍ  ESTÁ O SEU CHARME, levemente frutada, com nariz de frutos secos, como ameixa, cereja e morango e, melhor, não aceita muita madeira, pelo menos a de primeiro uso.

Mas ela é temperamental por que? Como vegetal que é exige para que  desenvolva todo o seu esplendor determinadas condições: Solo ideal, altura certa, em torno de 250 a 350 metros, nem sempre encontráveis ao mesmo tempo. Por exemplo, a melhor área do do Chianti está acima de 400 metros. De certo modo ela lembra a Baga e a Pinot Noir.

Daí a necessidade de colocar outras castas com a Sangiovese para completá-la. Usa-se, Merlot, nas regiões mais altas, Cabernet Sauvignon nas mais baixas e a Petit Verdot, a grande curinga das uvas. Ou outras casta italianas.

Claro que se conseguirmos um 100%  Sangiovese, como os Brunellos, chegamos na glória total. Um dos meus preferidos? O bom e caro Flaccianello Della Pieve.

Mas lembre-se a Toscana cabe no gosto e bolso de todos.





MAPA DO VINHO PARTE 66 ITÁLIA CALÁBRIA

7 03 2012

A Calábria é o berço do vinho no ocidente. localizada entre o mar Jônico e o Tirreno, extremo sul do país. A uva para lá foi levada pelos gregos. Simples olhar vê-se as ruínas da cultura helênica espalhada por toda a Calábria. Muitos sítios foram lugares de adoração e de descanso, tanto para os gregos como mais recente para os romanos.

A Itália está unificada tem apenas 150 anos. Sabe-se que o sul da Itália sempre foi mais pobre e menos desenvolvido que o norte. Em face das dificuldades muitos Calabreses optaram foi sair do país. São muitos os exemplos desta imigração no Brasil e países do cone sul. Em São Paulo seus descendentes estão espalhados pela capital e interior do Estado. Na Argentina, muitos fundadores das vinícolas de Mendonza era Calabreses, assim como no Uruguai e nos EUA.

Em termos de vinho, historicamente, o sul da Itália sempre forneceu vinho de baixa qualidade e grandes quantidades para os produtores do norte do País. Na Calábria não foi diferente.

Felizmente os ventos da mudança chegaram lá também. Há novos e visionários produtores que vem trabalhando as castas locais, erradicando vinhedos antigos ou plantando novos, já com tecnologia de ponta. Desta maneira já há, no mercado, ótimos vinhos calabreses com castas locais.

A geografia da Calábria nos dá conta de um sistema central de montanhas, algo em torno de 500 metros de altura, em média, chamados de Appeninos, portanto, onde há montanha há micro-climas ideais para o cultivo desta ou daquela casta. Sempre digo, se há frio no final da maturação este vindo da altura em que está plantado o vinhedo, há diferentes uvas e estilos de vinhos. Na Calábria tem-se vinhedos marítimos como vinhedos de altura.

Em termos de vinhos de qualidade destaca-se o vinho de Cirò, um dos mais antigos sítio de vinho no ocidente. A antiquíssima cidade de Cirò localizada as margens do mar Jônico, sempre foi considerada um local de descanso e vinhos, desde os helênicos até os soldados romanos, muitos como prêmio recebiam temporadas por lá, diria eu, um SPA do vinho. Dizem que o Cirò era o vinho que os atletas gregos comemoravam suas vitória nas antigas olimpíadas.

Hoje, no local é produzido um vinho tinto que vem ganhando fama internacional. Feito com a uva local a Gaglioppo. Hoje com modernos conceitos de vinificação, como controle de temperatura, vinhedos novos e plantados em locais específicos, tem-se, ainda um vinho rústico, mas mais frutado e menos alcoólico.

Já nos brancos o destaque fica para a uva local Greco. Produz-se, tanto vinhos leves e frescos como vinhos de sobremesa seguramente utilizando-se a técnica de colheita tardia.





PRIMEIROS PASSOS – PARTE XXIV – UMA IDEIA DOS EFEITOS DO TERROIR – DIFERENÇAS ENTRE PINOT GRIS E PINOT GRIGIO

22 11 2011

Terroir, já vimos, pode ser traduzido por solo+clima+geografia, fatores que influenciam fortemente a videira e, por consequência, seu fruto, a uva.

 uva é esta. Os nomes têm grafia diferente, apenas em virtude dos países em que estão. Grigio na Itália e Gris na França, além de outros nomes que ela tem na Alemanha e Áustria, para ficar por aí.

Mas quem é o o responsável pela diferença entre elas?

O famoso TERROIR palavra um tanto desgastada pela mídia, mas que pode ser simplificada como sendo o conjunto de clima e solo.

Parece simples, mas não é.

São dois vinhos ABSOLUTAMENTE  diferentes feitos com a mesma casta. Há outros exemplos como a Chardonnay mundo afora e aquela de Chablis ou então a Sauvignon Blanc do Loire e a da Nova Zelândia. Mas vamos ficar por aqui.

Muito se fala nela mundo afora. É um tal de Pinot Griogio daqui, Pinot Grigio dali. Percorri algumas lojas de vinho de Porto Alegre e vi uma série de novos vinhos desta casta. Dois anos atrás era muito difícil de encontrar. Tinha os alsacianos e olhe lá.

Mas quem é esta uva? De onde saiu? Qual o seu charme?

Bem a Pinot Grigio, na Europa Central tem vários nomes. Mas ficamos com este e o nome que tem na Alsácia, Pinot Gris.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles.

A Pinot Grigio foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

Dali espalhou pela Europa Central, principalmente França, Alemanha, onde ganha o nome de Rüllender, na Áustria é chamada assim ou atende pelo nome de Grauburgunder.

É uma uva cuja casca é avermelhada, vejam a foto que por vezes parece uma uva tinta. Os vinhos variando do amarelo palha, ( GRIGIO)  ao dourado, caso dos alsacianos (A GRIS).

Os aromas e sabores dependem muito do clima e solo (OLHA O NOSSO FAMOSO TERROIR)  se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia (O TERROIR DE NOVO), com seu solo único, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

Na Itália, encontrou o porto de partida para o novo mundo encontra seu esplendor no Alto Ádige, nos vinhedos da foto acima. O clima frio nas noites de verão garantem uma maturação lenta, principalmente nos últimos 15 dias nos trazendo um vinho com melhor fixação de aromas, seco, ácido e refrescante, bem diferente dos alsacianos ao ponto de pensarmos que estamos na frente de duas uvas diferentes, vale a experiência de realizar uma degustação com os dois estilos.

Assim a comparação é uma das grandes provas da existência e importância do TERROIR na produção de vinhos.

Fiquem com o lindo vídeo do Alto Ádige e suas Dolomitas.

 





PINOT GRIS E PINOT GRIGIO. QUEM É O RESPONSÁVEL PELA DIFERENÇA ENTRE ELAS?

5 06 2011

A uva é esta. Os nomes têm grafia diferente, apenas em virtude dos países em que estão. Grigio na Itália e Gris na França, além de outros nomes que ela tem na Alemanha e Áustria, para ficar por aí.

Mas quem é o o responsável pela diferença entre elas?

O famoso TERROIR palavra um tanto desgastada pela mídia, mas que pode ser simplificada como sendo o conjunto de clima e solo.

Parece simples, mas não é.

São dois vinhos ABSOLUTAMENTE  diferentes feitos com a mesma casta. Há outros exemplos como a Chardonnay mundo afora e aquela de Chablis ou então a Sauvignon Blanc do Loire e a da Nova Zelândia. Mas vamos ficar por aqui.

Muito se fala nela mundo afora. É um tal de Pinot Griogio daqui, Pinot Grigio dali. Percorri algumas lojas de vinho de Porto Alegre e vi uma série de novos vinhos desta casta. Dois anos atrás era muito difícil de encontrar. Tinha os alsacianos e olhe lá.

Mas quem é esta uva? De onde saiu? Qual o seu charme?

Bem a Pinot Grigio, na Europa Central tem vários nomes. Mas ficamos com este e o nome que tem na Alsácia, Pinot Gris.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles.

A Pinot Grigio foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

Dali espalhou pela Europa Central, principalmente França, Alemanha, onde ganha o nome de Rüllender, na Áustria é chamada assim ou atende pelo nome de Grauburgunder.

É uma uva cuja casca é avermelhada, vejam a foto que por vezes parece uma uva tinta. Os vinhos variando do amarelo palha, ( GRIGIO)  ao dourado, caso dos alsacianos (A GRIS).

Os aromas e sabores dependem muito do clima e solo (OLHA O NOSSO FAMOSO TERROIR)  se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia (O TERROIR DE NOVO), com seu solo único, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

Na Itália, encontrou o porto de partida para o novo mundo encontra seu esplendor no Alto Ádige, nos vinhedos da foto acima. O clima frio nas noites de verão garantem uma maturação lenta, principalmente nos últimos 15 dias nos trazendo um vinho com melhor fixação de aromas, seco, ácido e refrescante, bem diferente dos alsacianos ao ponto de pensarmos que estamos na frente de duas uvas diferentes, vale a experiência de realizar uma degustação com os dois estilos.

Assim a comparação é uma das grandes provas da existência e importância do TERROIR na produção de vinhos.

Fiquem com o lindo vídeo do Alto Ádige e suas Dolomitas.

 

 

 

 





UM GIRO PELA ITÁLIA – LOMBARDIA E UM SEGREDO

25 05 2011

A rica Lombardia, além das paisagens de tirar o fôlego tem um segredo. A pequena região de Franciacorta perto de da cidade de Brescia que  seguramente produz um dos melhores spumanti  do mundo.

A fria região sempre foi produtora de vinhos, mas o sucesso dos espumantes remonta algumas décadas atrás. O nome Franciacorta oriundo de Corte Franca em razão de nos idos tempos estar nas mãos de Monges Beneditinos que exigiam uma taxa para que se pudesse circular na região. Alguns rótulos de espumantes e vinhos possuem o nome italiano de Curtefranca.

O rumo para a produção de espumantes de qualidade internacional iniciou quando o winemaker Franco Zilani na dácada de 50 iniciou a produção deste vinho pelo método tradicional, isto é, a segunda fermentação na garrafa. Depois outro produtor, os proprietários da Casa do Bosque, Ca’ del Bosco implementou técnicas modernas de condução das videiras desenvolvendo ainda mais o espumante produzido com a Pinot Blanc, Chardonnay e Pinor Noir. Produção muito limitada são verdadeiras jóias engarrafadas.

Repito quem estiver a frente de um espumante de Franciacorta não hesite pode comprá-lo porque é unanimidade mundial.

A região também é produtora de vinhos brancos das castas Chardonnay, Pinot Blanc e algo ínfimo de Sauvignon Blanc. Em termos de tintos sempre em regiões frias destacam-se a Pinot Noir, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot e as italianas Barbera e Nebbiolo. São vinhos muito bons, mas para mim muito distante dos spumanti estes sim da eilite mundial das borbulhas.

O video é elucidativo





UM GIRO PELA ITÁLIA -TOSCANA MONTEPULCIANO O PRIMO POBRE DO MONTALCINO

27 03 2011

Montepulciano, mais um cidade medieval do sul da Toscana quase no limite com a Umbria sofre algumas comparações injustas.

A primeira é a grande confusão com a uva Montepulciano plantada em Abruzzo, centro sul da Itália. A outra é a inevitável comparação com os afamados e caros vinhos da Montalcino.

Em relação a primeira comparação. Em Montepulciano os vinhos são produzidos com a casta Prugnolo, mais um clone da rainha Sangiovese.

Em relação a segunda é de se dizer que são vinhos diferentes.

Aqui é utilizada o chamado Vino Nobile di Montepulciano é feita da Prugnolo em corte com a Canaiolo, na medida máxima de 70 % da primeira. Já em Montalcino os Brunello são 100% Sangiovese.

No ano de 780 já havia documentos relativos a uma espécie de determinação local para os vinhos.  Mas as primeiras regiões demarcadas são da década de 60.

São vinhos interessantes, nada fora do normal. Vindos de um bom importador vale experimentar. São vinhos de cor vermelho rubi, nariz delicado com fundo de café em face da madeira utilizada e na boca, educado. Vale com pratos simples como uma boa pizza.

E são comparações injustas porque na verdade os Vino Nobile são eles mesmos, nem os de Abruzzo, muito menos os caros e afamados vizinhos de Montecalcino.

 





MEDITERRA – TENUTA POGGIO AL TESORO – UM SUPERTOSCANO EXCELENTE

6 03 2011

Dificilmente eu compro vinho de caixa porque não gosto de repeti-lo, seguidamente. Prefiro experimentar novas opções. Mas este Supertoscano tive que comprar de caixa ele é simplesmente divino.

Como todos os Supertoscanos eles são produzidos no litoral da Toscana. Este é de Bolgheri.

Feito com muito cuidado num corte de Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon, portanto castas “francesi” em plena Itália, para desespero dos puristas.

De cor vermelho escuro, logo ao abrir perfuma o ambiente. Um vinho frutado, encorpado e sedoso. Firme sem perder a elegância. Na boca o prazer aumenta, muito gostoso, firme, forte e deixa saudades ao terminar a garrafa.

Vai muito bem sozinho ou mesmo acompanhado com pasta e carne.

Não sem esquecer que é produzido pela gigante Allegrini do norte da Itália, em Valpolicella.

Vale a pena. Paguei na Grand Cru R$ 70,00 na promoção de fim de ano.

 








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