
Vinhos assim lembram verão, praia e muito sol. Quem sabe na Sardenha, como nesta foto.
Pense nos amigos, numa boa conversa sem compromisso. São, para mim, aqueles vinhos ideais para um fim de tarde quente.
Mas nunca vinho aguados e fracos como canso de ouvir por aí. Cada vinho tem seu charme e ocasião para brilhar.
As uvas, por certo, não podem fugir das características que lhe são peculiares, portanto não poderão produzir outro tipo de vinho que não os que a sua genética determina.
Quando me falam de vinhos brancos refrescantes me lembro imediatamente dos vinhos verdes de Portugal.
São vinhos do extremo norte de Portugal, na fronteira com a Espanha, o Minho. Esta região é formada, na maioria das vezes, por pequenas propriedades assim predomina o vinho feito por cooperativas e por lote, isto é, de um determinado local todas as uvas misturadas são vinificadas. Os vinhos daí são mais baratos e podem ser encontrados em supermercados e lojas especializadas, como por exemplo o Gatão, Casal Garcia, entre outros. Vários tipos de uvas são encontrados nestes lotes. Pouco para um país que tem, catalogadas e em produção mais de 300 tipos de uvas nativas.
O Vinho verde tem por característica um baixo teor alcoólico, algo em torno de 8 a 10 GL, acidez marcante, alguns com a “agulha” devida a acidez, e por vezes o aparecimento de pequenas bolhas devido a início de fermentação na garrafa. De cor amarelo palha, nariz aromático, geralmente lembrando frutas cítricas. Características que os tornam companhias ideais para o verão ou acompanhamento de peixes brancos e frutos do mar.
Importante ressaltar que os melhores e mais caros vinhos verdes provêm das seguintes castas:
Loureiro: Vinhos aromáticos, lembrarm frutos de polpa branca, como mçã e pera, acidez média – alta, na boca amcio refescante e de final prolongado.
Alvarinho: Vinhos mais famosos, acidez alta e marcante, nariz cítrico, boca mineral e de gosto prolongado. Como a acidez é alta são, tgambém, vinhos de guarda, podendo aguentar, pelo menos 8 a 10 anos.
Trajadura: Menos aromático que os outros dois, acidez mediana, serve de fiel escudeiro da Alvarinho para, inclsuive, acalmar a acidez desta última.
Avesso: Com características parecidas com a Alvarinho, mas geralmente vendido como espumante. E, po sinal, dos bons, pena que por aqui é raro encontrá-los.
A França nos traz do extremo oeste muito próximo do Atlântico recebendo a total influência marítima tendo invernos fortes e verões amenos nasce e cresce a Melon de Bourgogne, hoje chamada de Muscadet. Os vinhedos estão a volta da cidade mestra da região, Nantes.
Trata-se de uma casta que produz um vinho branco, refrescante, acidez média, aromático e ideal para acompanhar os pratos da regiões, baseados em frutos do mar.
Uma característica destes vinhos é que eles podem ser vinificados sur lie isto é sobre o leito, sobre as leveduras. Aí ficam nos barris por seis meses e são engarrafados sem retirá-las. ESTES SÃO OS MELHORES. Desta maneira obtem-se um vinho mais agradavel, com aromas que puxam para uma padaria,um pão quentinho, em face da fermentação das leveduras.
Aqui, no Brasil, encontramos este vinho por R$ 40,00 a 70,00 reais, ao preço de um bom chileno ou argentino.
Já a África do sul, o velho novo mundo em termos de vinho, afinal há notícia de que os primeiros vinhedos foram plantados tem 350 anos!!! Nos traz a Chenin Blanc.
Mas quem é a Chenin Blanc?
A Chenin Blanc é uma casta originária da região central do vale do Loire introduzida na África do Sul no século 16 junto com as primeiras mudas vinda da França, lá também conhecida por Steel. Muito plantada na região de Paarl e Constantia, como é muito vigorosa durante anos deu origem a vinhos populares sem maiores qualidades. Nos últimos 15 anos vem sendo trabalhada de uma maneira mais correta, diminuindo a sua área plantada e melhorando e muito a qualidade dos vinhos.
A Chenin tem por característica a sua versatilidade, produz desde vinhos com baixa acidez a té vinhos com acidez média alta e ligeiramente encorpados. Serve de vinho base para o espumante sul-africano elaborado pelo método Cap-Classique. Pode originar vinhos de colheita tardia ou até mesmo afetados pela podridão nobre, a Botrytis Cinerea.
Portanto a casta é uma das mais versáteis do mundo.
Aqui na África do Sul, hoje, seguramente, se faz Chenin Blanc capazes de rivalizar com os produzidos na França.
Um bom Chenin sul-africano de região mais fria como locais altos e Steelbosch e Paarl, tem um tom mineral, com aromas levemente cítricos, algo como frutos de polpa branca, maçã e pera. Já os de regiões mais quentes tem aromas de abacaxi e frutas tropicais.
SEGREDO SE ALGUÉM ENCONTRAR UM CHENIN BLANC DE UM BOM IMPORTADOR COMPREM SEM MEDO.
Portanto, convidem seus amigos e façam suas escolhas.
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