AVONDALE CHENIN BLANC 2010 A DESCONHECIDA

18 03 2012

Este é o vinho. Um Avondale Chenin Blanc 2010. Maravilhoso.

Mas e a uva?

A Chenin Blanc é originária do centro do vale do Loire, França. Casta extremamente versátil. Produz desde espumante (Vouvray do Loire) até vinhos de sobremesa, Late Harvest e em alguns casos pontuais os atacados pela podridão nobre a Botrytis Cinerea. Um fungo que ataca as frutas quando há condições de umidade e calor. Para as outras culturas, uma praga, para a uva uma benção. Este fungo fura a casca da uva a alimenta-se de açúcar ea desidrata, naturalmente, o bago. Resultado? Um vinho único, que diga o Sauternes e os Tokaj.

Mas voltando a nossa amiga.

Os vinhos tranquilos são aromáticos, agradáveis dependendo do local das videiras um pouco de mineralidade. Quando bem conduzido o vinhedo produz vinhos excelentes a preços bem razoáveis.

Esta uva foi levada para a África do Sul, lá pelos anos de 1580 pelos Huguenotes, expulsos da França, por questões religiosas. Logo que se instalaram em Constantia, perto da Cidade do Cabo trataram de produzir vinhos com a Chenin Blanc.

Este lar adotivo foi aceito pela uva. Na África do Sul se produz, também, os mais variados estilos de vinho com esta casta. Quando bem cuidados como este Avondale, é festa na certa.

O Avondale Chenin Blanc 2010 mostrou uma cor amarelo quase dourado, típica dos bons Chenin. No nariz algo entre o floral e frutado, lembrando bastante damasco seco. Na boca acidez no ponto, muito volume e final de gole bem prolongado. Um belo vinho pelos R$ 28,00 pagos na Vinhos do Mundo em Porto Alegre.





MAPA DO VINHO PARTE 58 FRANÇA LOIRE ANJOU-SAUMUR

29 02 2012

Nosso Citroën agora está mais a oeste, chegando perto do Atlântico. Em Pays de la Loire. A proximidade do Atlântico nos oferece outro clima, mais fresco no verão e um pouco menos rigoroso no inverno, ideal para a Chenin Blanc, que encontra em Savennères, vinhedo da foto, sua localização predileta, além, é claro de Vouvray, como vimos no post anterior.

Dali saem vinhos brancos minerais, aromáticos, encorpados e de grande persistência e retrogosto. Aqui os Chenin precisam de pelo menos uns três anos de garrafa para desenvolverem seu potencial.

Em Anjou são produzidos vinhos brancos e tintos. Os brancos predominantemente feitos de Chenin Blanc, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Os tintos, inevitavelmente de Cabernet Franc.

Os roses são um capítulo a parte. Os Roses D’Anjou vão desde os bem secos até o meio doces.

Importante destacar o Crémant de Loire, o espumante (Crémant) os melhores são produzidos pelo método tradicional (Champenoise) em Saumur e Vouvray em Touraine. Os de Saumur são feitos de Chenin Blanc,  Chardonnay, Sauvignon Blanc e Cabernet Franc.





MAPA DO VINHO PARTE 57 FRANÇA LOIRE TOURAINE

29 02 2012

A região central do vale do Loire é responsável pelos tintos da região.

As apelações de Chinon, Bourgueil e Saint Nicolas-de-Borgueil. São tintos de médio corpo, frutados, jovens e refrescantes. Produzidos com a Cabernet Franc. Seu estilo lembra os vinhos do mediterrâneo. Tem, claro, suas exceções.

Chinon é a maior das três apelações e está às margens do Loire e de seu afluente Vienne.

Ao leste da cidade principal, Tours, estão as apelações de Vouvray e Montlouis. Ali nasce a maravilhosa Chenin Blanc, extremamente versátil, produz vinhos branco de corpo médio, jovens, alegres, de acidez média, frutados e aromáticos. Produz, vinhos secos, semi-doces, doces e espumantes.

Vai muito bem na África do Sul e na Argentina. Quem quiser saber mais sobre a Chenin Blanc  veja  http://wp.me/pPKW2-f7

Mas , sem dúvida alguma os Chenin Blanc de Vouvray, são vinhos ímpares.

No vídeos todos os tipos de vinhos que a região central do Loire tem: Tinto, rose, branco e crémant.





MAPA DO VINHO PARTE 54 FRANÇA LANGUEDOC – LIMOUX

28 02 2012

Limoux, vejam ni mapa está acima de Minervois bem alto já nos médios Pirineus.

Com seus vinhedos plantados em 300 metros de altura, recebendo do frio todas as bençãos para produzir o que o Languedoc pode produzir de vinhos brancos e espumantes. A região é um oásis de vinhos brancos e para o  espumante.

Blanquette de Limoux o primeiro espumante (crémant)   feito no mundo, muito antes do afamado Don Pérignon e suas estrelas.

Não se esqueçam as uvas brancas adoram o frio,principalmente nas noites de verão o que retardam seu amadurecimento,diminuem a quantidade de açúcar e mantém a acidez elevada. De um modo geral os bons vinhos brancos têm teor alcoólico baixo, em torno de 1o/12 gramas por litro (g/l).

Linda foto dá ideia de Limoux

Aqui são plantadas as tradicionais brancas, como Chardonnay, Chenin Blanc, algo de Sauvignon Blanc e a nativa  Mauzac.

Esta muito usada nos espumantes da região em conjunto com a Chenin e Chardonnay.

Vale lembrar que os espumantes da região remontam ao século 16, portanto anteriores as demarcações da afamada região de Champagne. Mas,claro, sem o marketing da última.

Portanto se estiver na frente de um vinho branco ou espumante da região de Limoux, não perca tempo compre e usufrua da delícia que eles são.





O MAPA DO VINHO – PARTE III – ÁFRICA DO SUL

24 01 2012

 

Em termos de África do Sul tudo gira em torno da Cidade do Cabo. As principais e mais antigas áreas de vinho são Constantia, a primeira, depois Stellenbosch, mais perto do Oceano Índico e depois, ao fundo Paarl. Todas nos paralelos 29 a 31.

No subúrbio da Cidade do Cabo, em Constantia, começa a rica história dos vinhedos da África do Sul. Antiga fazenda onde foram plantadas as primeiras vinhas. O nome deve-se a filha do proprietário. E também nome de um vinho branco doce muito conhecido na região.

Os primeiros vinhedos plantados abaixo da linha do Equador certamente o foram em Constantia.

As primeiras vinhas produziam um vinho branco doce muito apreciado na Europa. Hoje os vinhedos, como em todo o mundo, vem sofrendo drásticas mudanças com a modernização e nas técnicas de produção. Assim aos poucos a região vem se destacando na produção de bons vinhos.

Sua região é privilegiada, a famosa Table-Mountain protege os vinhedos do frio vento que sopra do oceano Atlântico na primavera e refresca os vinhedos nas noites de verão. Hoje é terra de bons brancos, secos e refrescantes, como os produzidos pela Sauvignon Blanc e Chardonnay.

Os tintos são novidade por aqui. Os vinhedos tem menos de 10 anos e entraram justamente após a queda do Apartheid quando o país renasceu para o mundo. Iniciou nova fase de exportações e os produtores começaram a encontrar o melhor terroir, em Constantia para os tintos. São produzidos aqui, especialmente a Cabernet Sauvignon, Merlot e a Cabernet Franc.

Depois Stellbosch a 50 Km da da Cidade do Cabo e situada numa região montanhosa e protegida dos fortes ventos que sopram oceano Índico, principalmente no inverno.

Com vinhedos plantados em várias alturas, de 20 a 300 metros de altura e nas encostas das montanhas que em alguns casos chegam a mais de 1000 metros de altura,  bem como os vinhedos mais próximos do oceano, certamente a caracterizam  uma região cheia de micro-climas produzindo, mesmo com as mesmas uvas e vinícolas muito perto uma das outras vinhos completamente diferentes.

O clima mediterrâneo determina invernos fortes e verões quentes e secos com temperaturas que beiram os 40 graus ou muitas vezes chuvosos.

Já dito neste blog que a altura exerce uma influência decisiva na característica dos vinhos. As uvas no seu período final de maturação, isto é nos últimos 20 dias, dependendo da casta não pode sofrer calor excessivo sob pena de comprometer toda a safra. Quanto mais lento for este período final de maturação mais aromas, açúcar e taninos tem a uva. Desta maneira, dependendo da uva é determinante a altura em que estão os vinhedos .

O destaque fica para a Cabernet Sauvignon, a Pinotage e a Merlot. Nas brancas a Chardonnay e a Chenin Blanc.

Mas, sem dúvida alguma os diversos micro-climas em face das diferentes alturas dos vinhedos é que dão o charme todo especial para os vinhos aqui produzidos.

Por fim Paarl  mais ao norte de Stellenbosch está cercado de uma cadeia de altas montanhas e seus vinhedos estão no centro deste vale, como o da foto ou nas encostas das montanhas para ganhar, na altura, condições mais favoráveis a algumas castas tintas e maioria das brancas, principalmente a Chenin Blanc.

Situado a 60 Km a leste da Cidade do Cabo este vale está bem protegido dos ventos gelados do oceano Atlântico e da Antártida. Até pouco anos atrás plantava-se basicamente castas brancas, como a Chardonnay, Chenin Blanc e mais recentemente a Sauvignon Blanc, principalmente nas subidas das montanhas onde no verão aproveitando os ventos frios que refrescam os vinhedos retardando a maturação das uvas e garantindo, assim, a acidez necessária para a produção de um branco de qualidade.

Além da Chenin Blanc, um caso a parte que será visto junto com a Pinotage no próximo post, hoje vem se destacando a Sauvignon Blanc, esta última mantendo o caráter mineral, com aromas herbáceos assim os produzidos na sua terra natal, vale do Loire , França. Mais uma vez a África do Sul surpreende, pensa-se como vinho de novo mundo, sendo assim, imagina-se que os Sauvignon Blanc aí produzidos seriam ao estilo argentino e chileno, marcadamente lima-limão com um acidez mais acentuada, sem muito do caráter mineral o mesmo que dá o charme para a Sauvignon Blanc francesa.

Importante destacar, também, o espaço cada vez maior de área plantada com a Syrah, principalmente na área central do vale onde e mais quente nos meses de primavera e verão. Lembrem-se que a Syrah originária do Rhône norte adora, na reta final de maturação muito sol e calor sem prescindir dos frios ventos noturnos que refrescam os vinhedos no verão.

Realmente é de se destacar a melhoria acentuada que esta casta vem tendo na África do Sul, principalmente os produzidos no Vale de Paarl.

Portanto se estiverem a frente de um Sauvignon Blanc um Chenin Blanc ou um Syrah desta região não hesitem.





HARMONIZAÇÃO. VINHO E CULINÁRIA EXPRESSÃO DE UM POVO – PARTE III

11 12 2011

Bem continuando a festa, vamos as brancas. Neste palácio já rolou muita festa ao som dos irmãos Strauss.

SAUVIGNON BLANC: Originária do Loire,França, também chamada na França de Fumé Blanc e Muskat Silvaner. Gosta de climas frios e tem uma característica interessante, onde há condições de vinificar com segurança dá bons vinhos brancos. Plantada no Uruguai, Argentina, Brasil, principalmente na serra Catarinense, Chile (vale de Casablanca), Austrália, Nova Zelândia lá produz vinhos que rivalizam com o Loire, principalmente no sul da ilha norte, mesma região dos bons Pinot Noir. Sua cor é amarelo palha ou mesmo amarelo bem fraquinho. Nariz floral, frutado lembrando a frutas de polpa branca, como maçã, pera, romã e pêssego. Na boca,seco, médio corpo, acidez de média a forte com retrogosto permanente, nos melhores vinhos. Os cortes podem ser com Chardonnay ou Semillon.

VIOGNIER: Originária da França, Rhône, recentemente fiz um post sobre ela http://wp.me/pPKW2-iy hoje Chile, Argentina, Austrália e Nova Zelândia vêm plantando esta casta. Sua cor é amarelo de médio a forte, se com madeira ganha tonalidade dourada. Aromas florais, na boca acidez baixa, volumosa e amanteigada.

CHARDONNAY: Também chamada de rainha das brancas é originária da Borgonha, França, muito adaptável, tal como a Cabernet Sauvignon, pode descansar nas barricas de madeira, a cor é amarelo com tonalidades esverdeadas, quando recebe madeira passa para o dourado. Nariz de frutas tropicais, algo como abacaxi, pêssego, maçã. Na boca boa acidez, corpo médio a volumoso  e com final de gole prolongado. O corte pode ser feito com a Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Semillon.

CHENIN BLANC:  Seu local de nascimento é o vale do Loire (Vouvray), França. Hoje a África do Sul tem muitos hectares desta casta e vem produzindo excelentes Chenin Blanc, vejam o post http://wp.me/pPKW2-f7 É muito versátil sua cor é do amarelo pálido, aromas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, leve, fresca e com acidez média. Seu gole final não é prolongado.

TORRONTÉS: Veio da Espanha, mas encontrou em Salta, seu berço adotivo e onde desenvolve sua plenitude. Encontramos quase que somente na Argentina, vejam o post http://wp.me/pPKW2-i0. Cor amarelo comtoques esverdeados, nariz floral e cítrico, na boca seca intensa com um toque de doçura. Final de gole prolongado e prazeroso.

Bem estas são as brancas que entendo mais comuns, principalmente em se tratando de vinhos da américa do sul.

Os próximos posts sobre este assunto será com a tabela de harmonização e um ou outro comentário sobre alguma casta que não encontramos aqui.

 





FRANÇA – LOIRE – PARTE IV – SAUMUR E ANJOU

10 12 2011

Saumur, Anjou e Savennieres, da foto acima estão na região mais perto do Atlântico. Em Pays de la Loire. A proximidade do Atlântico nos oferece outro clima, mais fresco no verão e um pouco menos rigoroso no inverno, ideal para a Chenin Blanc, que encontra ali, sua localização predileta, além, é claro de Vouvray, como vimos no post anterior.

Dali saem vinhos brancos minerais, aromáticos, encorpados e de grande persistência e retrogosto. Aqui os Chenin precisam de pelo menos uns três anos de garrafa para desenvolverem seu potencial.

Outro vinho de exceção são os roses de Anjou que são um capítulo a parte. Os Roses D’Anjou vão desde os bem secos até o meio doces. Feitos com as Cabernet Franc e Sauvignon e a nativa Grolleau. Formam roses muito agradáveis, secos e aromáticos.

Com a proximidade do Oceano Atlântico aumenta a umidade o que favorece o aparecimento da Botrytis Cinerea, o fungo responsável pela chamada podridão nobre que, aqui, atacam as uvas Chenin Blanc produzindo vinhos de sobremesa de grande qualidade.

A região também tem os Crémant, espumantes, como o Crémant de Loire, os melhores são produzidos pelo método tradicional (Champenoise) em Saumur. Os de Saumur são feitos de Chenin Blanc,  Chardonnay, Sauvignon Blanc e Cabernet Franc.

Desta maneira é o Loire que produz vinhos de todos os estilos e com qualidade.

 





FRANÇA – LOIRE – PARTE III – TOURRAINE – BLOIS E SUA CHENIN BLANC

10 12 2011

Depois de Sancerre, pausa em Montrichard, neste simpático hotel. A região é salpicada de pequenas comunas como esta. Cidades com forte presença galo-romana as ruínas demonstram a presença dos homens de Cesar por toda a parte.

Poderíamos falar do Castelo de Chambord, aqui perto. Famoso por inspirar contos de fadas e é, talvez, o mais famoso de todos os castelos ao longo do rio Loire.

Mas não estamos aqui para falar dele, e, sim, dos vinhos e uvas da região central do loire.

Nas brancas a Chenin Blanc, certamente, é a mais espetacular, seguido nas tintas pela Cabernet Franc.

A Chenin Blanc possui alta adaptação produz desde vinhos de sobremesa até espumantes, passando por vinhos tranquilos.

O solo e clima serão determinantes no estilo do vinho que virá desta uva. É de lembrar que ela é muito sensível a Botrytis Cinerea, aquele fungo que chamamos de  podridão nobre e é responsável por excepcionais vinhos de sobremesa, ao estilo Sauternes e Tokaj.

Interessante destacar, também, que os Hugenostes, protestantes franceses seguidores de Calvino, foram expulsos da França e seguiram para a África do Sul  lá pelos anos de 1670 levando consigo esta uva. E, hoje, a África do Sul produz vinhos de exceção com esta casta.

O Loire é a região natural da Chenin Blanc. Denominações como Anjou, Savennères e Vouvray são bem conhecidas dos amantes do vinho. O espumante de Vouvray feito com esta uva é divino.

Mas não é só de brancas que vive o Loire Central.

O alemdovinho está nesta praça central de Chinon, no coração do Loire, França apreciando um Cabernet Franc. Esta uva é natural desta região onde produz um vinho de médio corpo, levemente ácido (ideal para acompanhamento gastronômico) e muito aromático.

Suave e sedutor assim é o Chinon. Daqueles vinhos companheiros para momentos íntimos onde podemos ouvir uma boa música e ler um bom livro.

A Franc saiu do Loire e foi para Bordeaux onde junto com a Merlot e a Cabernet Sauvignon formam o trio de ouro bordalês. Traz aos vinhos de Bordeaux, perfume e especiarias. Uma espécie de fiel da balança algo como um baixo no jazz, vejam a música que segue o post. Parece invisível, mas sem ela não haveria a música.

Plantada mundo a fora geralmente utilizada em corte com outras castas. Nos EUA há vários vinhos feitos exclusivamente com a Franc.

Mais perto de nós o Chile e Argentina geralmente a usam nos cortes, mas destaco um varietal que me chamou a atenção. O Loma Larga feito em Casablanca, portanto região fria, feito com esta uva.

O vinho estava muito bom e me lembrou os bons vinhos de Chinon feitos com esta casta.

Ouçam a música o bass me lembrou a Cabernet Franc.

 

 

 





ÁFRICA DO SUL – O NOVO VELHO MUNDO E SUAS ESPECIALIDADES A PINOTAGE E A CHENIN BLANC

26 11 2011

A grande prova de que não concordo com a classificação de vinhos: VELHO MUNDO E NOVO MUNDO, referindo-se aos vinhos europeus e do resto do mundo, basicamente, é a África do Sul. Ali se plantam vinhos de qualidade desde os anos de a chegada dos Huguenotes. Protestantes perseguidos pelo rei Luis XIV chegaram na África do Sul por volta de 1680. E desde lá já plantavam a Chenin Blanc, aí pergunta-se, pode-se chamar de novo mundo estes vinhedos?

Mas para se conhecer os vinhedos da África do Sul deve-se pegar esta estrada e chegar na Cidade do Cabo. Ali ficam os melhores vinhedos da região, Paarl, Constantia e Stellenbosch.

Mas quem é a Chenin Blanc?

A Chenin Blanc é uma casta originária da região central do vale do Loire introduzida na África do Sul no século 16 juntos com as primeiras mudas vinda da França, lá também conhecida por Steel. Muito plantada na região de Paarl e Constantia, como é muito vigorosa durante anos deu origem a vinhos populares sem maiores qualidades. Nos últimos 15 anos vem sendo trabalhada de uma maneira mais correta, diminuindo a sua área plantada e melhorando e muito a qualidade dos vinhos.

A Chenin tem por característica a sua versatilidade, produz desde vinhos com baixa acidez a té vinhos com acidez média alta e ligeiramente encorpados. Serve de vinho base para o espumante sul-africano elaborado pelo método Cap-Classique. Pode originar vinhos de colheita tardia ou até mesmo afetados pela podridão nobre, a Botrytis Cinerea.

Portanto a casta é uma das mais versáteis do mundo.

Aqui na África do Sul, hoje, seguramente, se faz Chenin Blanc capazes de rivalizar com os produzidos na França.

Um bom  Chenin sul-africano de região mais fria como locais altos e Stellenbosch e Paarl, tem um tom mineral, com aromas levemente cítricos, algo como frutos de polpa branca, maçã e pera. Já os de regiões mais quentes tem aromas de abacaxi e frutas tropicais.

SEGREDO SE ALGUÉM ENCONTRAR UM CHENIN BLANC DE UM BOM IMPORTADOR COMPREM SEM MEDO.

Já a Pinotage, casta tinta é um cruzamento da Pinot Noir com a Cinsault, conhecida em alguns lugares como Hermitage. A Pinot Noir, casta da Borgonha, muita conhecida no mundo alcança seu esplendor na Côte D’Or, Borgonha, França tendo os vinhos Romanée Conti e La Tâche como seu ápice. Já a Cinsault é uma das rainhas do Mediterrâneo e responsável por grandes vinhos, seja em varietal, principalmente nos roses, como os de Tavel, única região demarcada na França autorizada a produzir roses, bem como nos cortes, geralmente com a Grenache.

Pois bem, os Pinotage, casta típica da África do Sul, produzem os mais variados vinhos, talvez daí a dificuldade que se tem de defini-lo. Como disse, a África do Sul é um país que possui muitos micro-climas somado aos mais variados estilos de vinificação, uns com mais madeira outros menos uns colhendo as uvas mais tardiamente outros não, certamente há vários estilos de Pinotage.

Mas em geral é um vinho de cor vermelho escura, aromas de frutos vermelhos e frutas secas. Em termos madeira alguns são mais acentuados com aromas de fumados e café, este último aroma vem do carvalho, se primeiro uso ou não. Interessante destacar que não é a casta mais plantada por lá, perde e de longe para a Chenin Blanc e para a Cabernet Sauvignon.

Eu prefiro um vinho da casta Chenin Blanc porque são mais regulares. Já bebi Pinotage maravilhoso bem como alguns sofríveis.





PRIMEIROS PASSOS – PARTE XVI – BRANCOS REFRESCANTES

20 11 2011

Vinhos assim lembram verão, praia e muito sol. Quem sabe na Sardenha, como nesta foto.

Pense nos amigos, numa boa conversa sem compromisso. São, para mim, aqueles vinhos ideais para um fim de tarde quente.

Mas nunca vinho aguados e fracos como canso de ouvir por aí. Cada vinho tem seu charme e ocasião para brilhar.

As uvas, por certo, não podem fugir das características que lhe são peculiares, portanto não poderão produzir outro tipo de vinho que não os que a sua genética determina.

Quando me falam de vinhos brancos refrescantes me lembro imediatamente dos vinhos verdes de Portugal.

São vinhos do extremo norte de Portugal, na fronteira com a Espanha, o Minho. Esta região é formada, na maioria das vezes, por pequenas propriedades assim predomina o vinho feito por cooperativas e por lote, isto é, de um determinado local todas as uvas misturadas são vinificadas. Os vinhos daí são mais baratos e podem ser encontrados em supermercados e lojas especializadas, como por exemplo o Gatão, Casal Garcia, entre outros. Vários  tipos de uvas são encontrados nestes lotes. Pouco para um país que tem, catalogadas e em produção mais de 300 tipos de uvas nativas.

O Vinho verde tem por característica um baixo teor alcoólico, algo em torno de 8 a 10 GL, acidez marcante, alguns com a “agulha” devida a acidez, e por vezes o aparecimento de pequenas bolhas devido a início de fermentação na garrafa. De cor amarelo palha, nariz aromático, geralmente lembrando frutas cítricas. Características que os tornam companhias ideais para o verão ou acompanhamento de peixes brancos e frutos do mar.

Importante ressaltar que os melhores e mais caros vinhos verdes provêm das seguintes castas:

Loureiro: Vinhos aromáticos, lembrarm frutos de polpa branca, como mçã e pera, acidez média – alta, na boca amcio refescante e de final prolongado.

Alvarinho: Vinhos mais famosos, acidez alta e marcante, nariz cítrico, boca mineral e de gosto prolongado. Como a acidez é alta são, tgambém, vinhos de guarda, podendo aguentar, pelo menos 8 a 10 anos.

Trajadura: Menos aromático que os outros dois, acidez mediana, serve de fiel escudeiro da Alvarinho para, inclsuive, acalmar a acidez desta última.

Avesso: Com características parecidas com a Alvarinho, mas geralmente vendido como espumante. E, po sinal, dos bons, pena que por aqui é raro encontrá-los.

A França nos traz do extremo oeste muito próximo do Atlântico recebendo a total influência marítima tendo invernos fortes e verões amenos nasce e cresce a Melon de Bourgogne, hoje chamada de Muscadet. Os vinhedos estão a volta da cidade mestra da região, Nantes.

Trata-se de uma casta que produz um vinho branco, refrescante, acidez média, aromático e ideal para acompanhar os pratos da regiões, baseados em frutos do mar.

Uma característica destes vinhos é que eles podem ser vinificados sur lie isto é sobre o leito, sobre as leveduras. Aí ficam nos barris por seis meses e são engarrafados sem retirá-las. ESTES SÃO OS MELHORES. Desta maneira obtem-se um vinho mais agradavel, com aromas que puxam para uma padaria,um pão quentinho, em face da fermentação das leveduras.

Aqui, no Brasil, encontramos este vinho por R$ 40,00 a 70,00 reais, ao preço de um bom chileno ou argentino.

Já a África do sul, o velho novo mundo em termos de vinho, afinal há notícia de que os primeiros vinhedos foram plantados tem 350 anos!!! Nos traz a Chenin Blanc.

Mas quem é a Chenin Blanc?

A Chenin Blanc é uma casta originária da região central do vale do Loire introduzida na África do Sul no século 16 junto com as primeiras mudas vinda da França, lá também conhecida por Steel. Muito plantada na região de Paarl e Constantia, como é muito vigorosa durante anos deu origem a vinhos populares sem maiores qualidades. Nos últimos 15 anos vem sendo trabalhada de uma maneira mais correta, diminuindo a sua área plantada e melhorando e muito a qualidade dos vinhos.

A Chenin tem por característica a sua versatilidade, produz desde vinhos com baixa acidez a té vinhos com acidez média alta e ligeiramente encorpados. Serve de vinho base para o espumante sul-africano elaborado pelo método Cap-Classique. Pode originar vinhos de colheita tardia ou até mesmo afetados pela podridão nobre, a Botrytis Cinerea.

Portanto a casta é uma das mais versáteis do mundo.

Aqui na África do Sul, hoje, seguramente, se faz Chenin Blanc capazes de rivalizar com os produzidos na França.

Um bom  Chenin sul-africano de região mais fria como locais altos e Steelbosch e Paarl, tem um tom mineral, com aromas levemente cítricos, algo como frutos de polpa branca, maçã e pera. Já os de regiões mais quentes tem aromas de abacaxi e frutas tropicais.

SEGREDO SE ALGUÉM ENCONTRAR UM CHENIN BLANC DE UM BOM IMPORTADOR COMPREM SEM MEDO.

Portanto, convidem seus amigos e façam suas escolhas.








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