MAPA DO VINHO PARTE 99 BRASIL RIO GRANDE DO SUL SERRA DO SUDESTE

24 05 2012

Serra do Sudeste está aí, mais ao centro sul do Estado. A necessidade de novos terroirs levaram os produtores de vinho, tradicionalmente estabelecidos na serra gaúcha mais para o centro sul.

Região de altura média de 350 metros,  solo pedregoso, invernos rigorosos e verões ensolarados mas amenos a noite nos trazem condições ideais para uvas tintas, em especial, e brancas como a Chardonnay.

Duas cidades se localizam acima dos 400 metros de altura, Encruzilhada do Sul, para onde migraram a maioria dos produtores de vinho e Piratini, mais ao sul.

Nesta região diferentes uvas estão sendo plantadas, como a Teroldego e Barbera e excelente adaptação da manhosa Pinot Noir e da Merlot.

Já havia comentado em posts anteriores ao falar da Angehben que suas uvas eram de videiras plantadas em Encruzilhada do Sul.

Agora vou recolocar duas matérias sobre a Vinícola Copetti Czarnobay, único produtor a vinificar suas uvas em Encruzilhada do Sul. Além de acreditar no produtor, faz questão de colaborar com o desenvolvimento da aprazível Encruzilhada do Sul.

Começamos com o Merlot.

Este vinho me fez lembrar os conceitos e preconceitos em relação ao vinho tinto no Brasil e a uva da qual foi feito.

A felicidade com este vinho começa com o nome: Alto das Figueiras. Sob a frondosa sombra da centenária Figueira certamente gerações passaram, com suas alegrias, esperanças, lutas e tristezas. Assim como é a vida dos produtores no Brasil. Não pensem que é fácil.

Depois o rótulo. Lindo e simples.  Ele cumpre com perfeição sua função. No contra-rótulo importantes informações sobre o vinho a ser apreciado.

Mas e o vinho? Bem o vinho, 100% de Merlot, após ligeira oxigenação no decanter, logo abriu em aromas elegantes de ameixa e framboesa seguido de um leve toque de tostado resultado da madeira na qual estagiou.

Cor vermelho vivo, intenso sem ser tinto retinto. Na boca confirmou os aromas, firme, forte e elegante. Senti, apenas, o final de gole, sua persistência é ligeira. Faltou um pouco de arranque final. De qualquer sorte confirma a vocação do solo riograndense para a produção de Merlot.

Assim os conceitos que se firmam. Podemos sim fazer tintos de referência, principalmente os que se utilizam, em corte ou varietal, da Merlot. Encruzilhada do Sul, cada vez mais, firma-se como um das melhores regiões de uvas vínicas no Rio Grande do Sul.

Agora os preconceitos. Já dizia Einestein, mais fácil destruir um átomo do que um preconceito. Aqui começa com o vinho nacional, principalmente o tinto, afinal os espumantes já encontraram seu lugar ao sol. As pessoas pensam que o único vinho tinto que serve são os tintos retintos andinos, ao estilo arrasa quarteirão. Erro total. Cada terra e clima (terroir) produzem um estilo de vinho e este, junto com a culinária e a música são o exemplo da cultura de um povo, rincão, de um lugar. Aqui não é diferente, devemos compará-lo com outros vinhos tintos nacionais, caso contrário estaremos em erro. Comparar grandezas diferentes não é correto.

E este vinho, de médio corpo, aromático e muito bem conseguido está de mãos dadas com um assado de ovelha, típico da culinária de Encruzilhada do Sul.

Outro preconceito é a ideia de que a Merlot não produz grandes vinhos. Assim é a ideia porque nossos supermercados foram inundados com vinhos Merlot, principalmente chilenos, os reservados, de péssima qualidade. Ficou no imaginário que a Merlot não produz grandes vinhos.

A Merlot, junto com a Cabernet Franc e a Sauvignon, faz parte do famoso corte bordalês, responsável pelos caros vinhos de Bordeaux, França. A uva gosta de regiões de solos frios e climas umidos. Verão não muito quente e, principalmente frio a noite. Clima assim lembra o que? A região de Encruzilhada do Sul. Portanto, perfeitamente adaptada ao terroir local.

Não consegui deixar de pensar numa boa ovelha com este vinho. Esta ovelha quero apreciá-la em Encruzilhada do Sul com meus amigos.

Depois o Espumante.

Pois bem, este espumante foi produzido com uvas plantadas em Encruzilhada do Sul, até aí, sem novidade, eis que  várias vinícolas do Rio Grande do Sul tem alguns anos plantam suas uvas por lá.

A primeira surpresa está que esta é a única que tem sua sede em Encruzilhada, desde sempre, e vinifica por lá seus vinhos, ao contrários das outras que transferem as uvas para serra gaúcha.

Encruzilhada do Sul, este amável município fica a menos de duas horas de carro a sudoeste de Porto Alegre. Está localizado na Serra do Sudeste que possui altura média de 300 a 400 metros de altura, sendo boa parte de seu solo de pedra, com invernos rigorosos e verões com excelente insolação. De dia muito sol e a noite a temperatura baixa consideravelmente.

A combinação de solo rochoso, dias ensolarados e noites frias, pela altura em que estão plantados os vinhedos, garantem, um lento amadurecimento das uvas, garantindo, assim, a fixação de aromas e sabores.

Este espumante ainda me reservou outras surpresas.

Elaborado em tanques de inox, pelo método Charmat longo,  com Chardonnay, Merlot e Cabernet Sauvignon, estas duas tintas vinificadas em branco, isto é sem a casca o que os franceses chamam de blanc de noir, branco do preto. De cor amarelo esverdeado, típica dos melhores Chardonnay.

Mais uma surpresa, ao ser aberta explode em aromas de abacaxi, melão e pêssego, algo raro nos espumantes, pois as uvas são colhidas antecipadamente para garantir a acidez necessária para a vinificação do espumante, não tendo, então a fixação dos aromas.

A terceira surpresa fica por conta de um aroma sutil de nozes, algo que tem muito tempo não sentia nos Chardonnay.

A quarta surpresa está na cremosidade e untuosidade deste espumante, pois foi elaborado pelo métdodo Charmat, isto é, a segunda fermentação, necessária para a elaboração de um espumante, dando-se em tanques de inox, raramente possuem esta característica. A cremosidade está presente nos espumantes elaborados pelo método tradicional, segunda fermentação na garrafa e mesmo assim após alguns anos de descanso.

Fiquem com Wes Montgomery, para mim, um dos melhores na guitarra, isto que auto didata.





MAPA DO VINHO PARTE 97 BRASIL RIO GRANDE DO SUL

18 05 2012

No mapa o Rio Grande do Sul é este Estado brasileiro mais ao sul deste país continental. Fronteira com Argentina e Uruguai.A população, na sua maioria, uma mescla de portugueses, alemães, italianos, espanhóis, índio e negros.

Mas foram os imigrantes italianos que iniciaram o cultivo das vinhas. Os imigrantes italianos que vieram, por volta de 1870, para o sul do Brasil são oriundos do norte da Itália, basicamente do Veneto. Nomes como Nova Vicenza, Nova Trento, Nova Pádua (Padova), entre outros são muito comuns por aqui.

Como a imigração italiana foi posterior a alemã sobraram as terra mais altas na serra gaúcha.

Lá iniciaram o plantio das primeiras vinhas, certamente com as uvas tradicionais do Veneto. Hoje, alguns produtores, estão iniciando o replantio destas castas, como a Teroldego, por exemplo.

Outro período interessante de ser destacado foram os anos 70 e 80 com a chegada das multinacionais das bebidas, como Martini e Rossi, Chandon, Almadén, Heublein e outras.

Estas empresas vieram para produzir o espumante. Já tem tempo que sabe-se que o terroir (clima + solo) da serra gaúcha é especial para este tipo de vinho.

E com elas os primeiros enólogos importados, como Adolfo Lona e Mario Geisse que uniram-se a enólogos como Idalencio Angheben.

Assim começou a revolução nos sistemas de plantios e investimentos na produção e aprimoramento das uvas.

Outra fase importante foi a abertura do mercado brasileiro e internacional, iniciou-se a chamada globalização.

Mais mudanças, agora mais radicais. Aqueles que plantavam uvas para serem entregues às multinacionais, agora começam a sua produção de vinhos. Vinícolas conhecidas como A Valduga, Dom Cândido, Miol, Cave  Geisse, iniciam suas atividades de elaboração de vinhos próprios para o mercado interno e externo.

Por fim, três regiões em Bento Gonçalves estão bem definidas, inclusive duas com denominação de origem: Vale dos Vinhedos, a mais famosa e a primeira a conseguir sua denominação, Pinto Bandeira, a segunda denominação e Faria Lemos. No Vale dos Vinhedos, vinícolas como Angheben, Dom Laurindo, Miolo, Pizzato, Valduga, Almaúnica e outras, em Pinto Bandeira, Cave Geisse, Dom Giovani e Valmarino. Em Faria Lemos a Dal Pizzol, a mais famosa.

Hoje, existem vinícolas e vinhos para todos os gostos. Desde as pequenas com sua produção de garagem até gigantes como a Miolo. Em termos de vinhos, o espumante brasileiro já tem fama mundial pela sua excelência.

Quanto às uvas, as tintas, Merlot (para mim a grande uva tinta da serra) a Cabernet Sauvignon e, em escala bem menor, ainda não sei porque, a Cabernet Franc.

Nas brancas, a onipresente Chardonnay e em menor quantidade a  Sauvignon Blanc, não sem esquecer aquela que, para mim, é a uva ícone da serra gaúcha a Riesling Itálica, presente, em boa quantidade, na maioria dos espumantes ali produzidos.

Mas temos vinhos, também, para todos os gostos, desde os mais simples e produzidos em grande escala até os de produção limitada e lapidados com muito carinho, façam suas escolhas.

Nos próximos posts algumas vinícolas, fotos e vinhos de Bento Gonçalves.

Como estamos a falar do Rio Grande do Sul, nada como nosso payador (menestrel)  maior, Jaime Caetano Braun.





AURORA RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2010 – A MAGIA DA MADEIRA

27 04 2012

Em época de salvaguarda, leia-se proteção do vinho nacional,  via criação de cotas aos importados, o que sou contra.  Eu resolvi apresentar, neste blog, os vinhos brasileiros que gosto. E este é mais um deles.

Mais um belo vinho brasileiro da Vinícola Aurora.

A região das uvas é Bento Gonçalves na serra do Rio Grande do Sul, Estado localizado no extremo sul do Brasil e nos paralelos de Santiago (Chile) e Mendonza, Argentina, Cidade do Cabo, África do Sul e Perth, Austrália, portanto na linha de bons vinhedos.

As uvas deste vinho vieram de vinhedos com altura média de 600 metros.

Bento Gonçalves fica nesta mancha a nordeste do mapa do Rio Grande do Sul. Região serrana que alcança 800 metros ou mais. Terra adotiva de imigrantes que vieram do Veneto, norte da Itália. E com eles as videiras.

Esta região serrana tem clima instável no final da maturação das uvas, principalmente em relação a quantidade de sol, pois temos verões bem chuvosos.

Desde sempre foi terra de excelentes espumantes e bons vinhos brancos. Mais um ponto positivo para este vinho.

Apesar da Cabernet Sauvignon ser uma uva tida internacional pela sua adaptabilidade, produtividade e qualidade sabe-se que climas mais instáveis no quesito sol no, final da maturação da uva, não favorecem as tintas.

O Produtor é a Vinícola Aurora, nobre sobrevivente dos anos 70 e 80. Hoje enfrentando a concorrência da globalização. Concorrentes como os chilenos e argentinos.

Mas aqui vai um segredo. Este vinho, na faixa de preço em que se encontra, tem muito mais tipicidade que os massificados argentinos e chilenos. Há certos vinhos, produzidos nestes países, que parecem uma geleia geral, são iguais, não importa se trocarmos as uvas, o sabor, cor e aroma são os mesmos.

E por tipicidade entendo um vinho perfeitamente adaptado a cultura, culinária e prazer do povo de determinada região.

Mas e a madeira? Onde ela entra? Entra na qualidade deste vinhos. Aqui, conforme informação do contra-rótulo, que poucos leem, apesar das preciosas informações, passou por barricas de carvalho francês e americano.

Mas carvalho americano e francês. E eles têm diferença entre si? A resposta é afirmativa. Tem diferenças e muitas.

Mas, antes, é necessário algumas palavras sobre a madeira, leia-se, vinhos que estagiam algum tempo em barricas de carvalho francês ou americano.

Barricas como estas.

Mas quais são realmente as funções das barricas de carvalho na produção do vinho?

Na verdade são cinco as funções das barricas:

1- Realizar a micro oxigenação, isto é, a respiração do vinho posto para descansar antes do engarrafamento.

2- Estabilizar a cor do vinho, seja o tinto ou branco. Para o primeiro dar aquela espécie de luz ao vermelho e  ao segundo um tom dourado ao amarelo.

3- Fornecer taninos ao vinho. A final o álcool do vinho torna-se um solvente e retira da madeira o seu tanino.

4- Fornecer aromas ao vinho. No carvalho americano a baunilha característica e no francês o café, tostado ou defumado.

5- Arredondar, amaciar ou até mesmo em alguns casos, Tannat, por exemplo, domar os taninos da casta.

Tecnicamente é isto.  Claro que dependendo do enólogo ficam mais ou menos tempo na madeira, usam parte do vinho barricado parte não. Usam, como neste vinho, parte de barricas de carvalho francês parte de americano.

Além da tosta da barrica, se mais forte ou mais fraca. Tosta que veremos no vídeos abaixo.

Mas a diferença entre os carvalhos francês e americano?

A começar pelo preço. O carvalho francês custa o dobro. Mas e por quê? Simples. Como o carvalho francês não é serrado utiliza-se somente 15% para a tanoaria, isto é, para a feitura dos tonéis. Já o carvalho americano mais de 50%.

Mas as diferenças não ficam por aí. No francês, como não há como serrar a madeira preserva sua integridade, inclusive com o sumo interno que será, aos poucos, absorvido pelo vinho, nos diversos usos.

Além do que o carvalho francês tem um crescimento linear o ano inteiro, sendo assim se torna linearmente mais poroso, podendo haver mais contanto com o oxigênio, além da maior absorção de seus taninos e aromas pelo vinho.

Por último dependendo da região em que foi plantado, as principais na França são Limousin, Allier, Nevers e Vosges. Mais importante ainda, cada uma destas florestas passam ao vinho aromas diferentes, café, torrado, defumado, manteiga, pois possuem madeira com características distintas. Já ao carvalho americano é igual, coco e baunilha.

Portanto, os tonéis de carvalho francês são os mais apreciados, e, também, mais caros, obtendo vinhos de maior complexidade e aromas.

Normalmente o carvalho americano é  mais utilizado em vinhos jovens e o francês para os vinhos que vão para a guarda.

E este vinho? Maravilhoso. Cor vermelho rubi. Nariz delicado de frutos vermelhos e algo de café. Na boca sedoso e muito agradável. Um gole pede outro. Final de gole um pouco ligeiro característica dos tintos brasileiros.

Um vinho muito bem conseguido.

Fiquem com o vídeo





MAPA DO VINHO PARTE 72 ITÁLIA TOSCANA E OS SUPER TOSCANOS

8 03 2012

Bolgheri, Maremma, IGT, Super Toscano, hoje são palavras e nomes mais familiares, mas a uma década atrás, não eram. A revolução foi tal que Bolgheri e Maremma no litoral da Toscana passaram de vilas simples e esquecidas para a elite mundial de vinhos.

Graças aos vinhedos de Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, sim castas   “francesi” em plena Itália.

ara mim falar sobre vinho é falar com paixão e alma. Não consigo entender o vinho como algo fechado em si, reduzido a pontuações deste ou daquele formador de opinião.

 Sabia da existência dos Super Toscanos mas o interesse em conhecê-los a fundo era distante. Mas depois que me tornei um leitor do Nossovinho, e seguidamente ler as palavras e juras de amor que o Paulo, postou meu interesse foi aumentanto. Quando ele escreve sobre os Toscanos derrama amor nas palavras. São vinhos tratados como amigos inseparáveis. Pensei que mundo estaria perdendo?  Um mundo de elegância, charme, presença e sedução.

Tal como esta enoteca em Bolgheri.

Mas e a revolução? Bem ela começa com a plantação das videiras de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, castas sabidamente bordalesas e francesas. Algo que os italianos puristas jamais pensariam. Como plantar castas francesas em solo italiano? Nem pensar.

Aí para fugir das rígidas regras aplicadas à região da Toscana, mais precisamente ao seu vinho mais famoso, o Chianti, visionários, iniciaram o plantio das uvas bordalesas. No início esta ideia era vista com total desconfiança. Primeiro porque eram castas estrangeiras, depois porque plantadas numa região muito perto do mar e, por fim, para produzir vinhos que não eram a vocação da Toscana.

Passado o tempo e hoje temos alguns dos ícones mundiais do vinho. Nomes como Sassicaia, da Tenuta (Fazenda) San Guido, Tignanello e Ornelaia, hoje são vinhos reconhecidos mundialmente.

Impressionante como o solo e clima influenciam no vinho. A uva como qualquer outro vegetal para desenvolver-se com plenitude precisa estar adaptada. Experimentem trocar uma samambaia de lugar. As vezes a outra parede do mesmo ambiente pode matá-la.

Para nossa sorte e prazer estas castas bordalesas estão perfeitamente adaptadas ao litoral da Toscana.

Mas as dificuldades continuavam. Como classificar o vinho produzido com castas estrangeiras? De início colocavam no rótulo, vinho de mesa, apenas. Mas como vender este vinho, com esta classificação no exterior? Muito difícil. Vinho de mesa é a classificação mais ordinária que um vinho possa ter na Europa. A solução foi colocar no rótulo IGT. Indicazione Geografica Tipica, algo como a dizer que não é um vinho de mesa, mas não pode receber as honrarias por ter na sua composição castas estrangeiras. Por fim hoje são chamados de Supertoscanos. Realmente uma classificação bem melhor que o vinho de mesa.

O que dizer destes vinhos? Alguns são caríssimos outros nem tanto, mas todos são excelentes. Posso dizer que até hoje não encontrei um vinho desta região que não fosse cuidadosamente elaborado.

São vinhos elegantes, sedutores e mágicos. Eu não me apaixonei na primeira vista. Mas aos poucos foram me seduzindo aos poucos a tal ponto que não posso mais ficar sem eles. Hoje, felizmente, há vinhos desta região que são vendidos a preços mais acessíveis. Eu gosto muito do Brancaia e do Mediterra (Poggio al Tesoro) ou algo como poço do tesouro.

Procurem que encontrão opções desta região que caibam no seu bolso.

 O vídeo é esclarecedor





MAPA DO VINHO PARTE 60 FRANÇA BORDEAUX – MÉDOC

1 03 2012

Sei que recentemente postei sobre Bordeaux, agora repito o post, mas é para deixar a série mapa do vinho completa.

Médoc existe graças trabalho de engenheiros holandeses que no século XVIII drenaram a pântano surgindo  o solo abençoado de Médoc para a produção de grandes vinhos, após a 1750.

Nunca esquecendo que o comércio de vinhos entre Inglaterra e França foi o expoente máximo para a produção de vinhos nesta região. Produção esta a cargo de comerciantes que investiam todo o eu potencial econômico na constante melhoria de solo e uvas.

Ao contrário da Borgonha, ali o trabalho de desenvolvimento de solo e qualidade do vinho ficou a cargo dos Monges Cistercienses.

Médoc fica no banco ao lado esquerdo do rio Gironde e lado Garone. Ao sul a cidade de Bordeaux, a oeste o Oceano Atlântico, a leste os rios Gironde e Garone, ao norte o encontro do Atlântico com o rio Gironde.

Médoc tem no seu rico solo um dos seus segredo. Como disse acima a drenagem do mar nestas charnecas fizeram com que aparecesse o solo cascalho e pedras ricas em sedimentos. Depois o clima constante, mesmo estando perto do Atlântico, portanto poderia estar sujeito aos humores do tempo, por ser um clima marítimo, Médoc fica entre duas massas de água, O mar e o estuário do Gironde. Os ventos do fortes vindos do mar são freados pela floresta que serve de anteparo e proteção dos vinhedos. As duas massas de água (mar e rio) criam condições ideais para a circulação do ar afastando os fungos e doenças que poderiam vir nos verões quentes e úmidos.

As uvas plantadas com sucesso no Médoc são: A Cabernet Sauvignon é a principal uva do Médoc. O solo pedregoso e úmido traz as condições ideais para o desenvolvimento desta casta. Experimentar um bom exemplar de Médoc com a Cabernet Sauvignon é ver até onde chega esta casta.

A Merlot é parceria ideal para a Cabernet Sauvignon nos vinhos do Médoc. Confere a eles elegância e aormas, suavizando e conferindo sedosidade aos taninos da Cabernet Sauvignon.

Em menor quantidade a Cabernet Franc e a Petit Verdot.

Grandes regiões demarcadas e produtores estão lá, vejam:

 MARGAUX: Chateau Margaux, Chateau Palmer, Chateau Lascombes, Chateau D’Issan, Chateau Kirwan e  Chateau Brane-Cantenac.

PAUILLAC: Chateau Lafite-Rothschild, Chateau Latour, Chateau Mouton-Rothschild e Chateau Lynch-Bages.

SAINT-JULIEN: Chateau Léoville-Las Cases, Chateau Léoville-Barton, Chateau Ducru-Beaucaillou, Chateau Lagrange e Chateau Talbot.

4) SAINT-ESTÈPHE: Ch. Cos D’Estournel, Ch. Montrose, Ch. Haut-Marbuzet, Ch. Phélan-Ségur, Ch. Calon-Ségur e Chateau Les Ormes de Pez.

O vídeo é esclarecedor





MAPA DO VINHO – PARTE XVIII – FRANÇA SUDOESTE – BERGERAC

20 02 2012

Esta é a cidade medieval de Bergerac, também conhecida pelo personagem Cyrano de Bergerac. Fica a leste de Bordeuax, as margens do rio Dordogne, um dos afluentes que formará o estuário de Gironde cujas margens estão os famosos vinhedos de Bordeuax.

Os vinhedos plantados na volta da cidade produzem excelentes tintos baseados nas castas Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

Nas brancas predominam a Sauvignon Blanc e Semillon.

A região não é tão famosa quanto a sua vizinha Bordeuax. Em Bergerac se produz vinhos de alta qualidade até os mais simples. Daí a necessidade de comprá-los de um bom importador.

Os tintos são vinhos encorpados, um certo tânicos e extremamente parceiros para bons pratos a base de molhos mais reforçados.

Os brancos são confiáveis, secos e ácidos muitas vezes pedem um pouco mais de tempo antes de serem consumidos para que desenvolva seu potencial. As duas castas brancas são longevas e com vocação para o estágio na garrafa. Há vinhos feitos com a Semillon que têm mais de 10 anos de estágio antes de serem consumidos.

Como dito seus vinhos são muito confiáveis e de um modo geral são excelentes vinhos por preços bem razoáveis.

Os Cotes de Bergerac são vinhos envelhecidos por mais tempo e com castas vindas de região predeterminada para produzir uvas com capacidade de envelhecer com saúde.





O ESSENCIAL SOBRE BORDEAUX – POMEROL E SAINT EMILION

19 02 2012

Sabe-se que Pomerol, Saint Emilion e Fronsac, são as melhores regiões da margem direita do estuário Gironde e do rio Dordogne. Ali as melhores uvas são a Merlot e a Cabernet Franc em detrimento de uma menor quantidade no corte da Cabernet Sauvignon.

Nós que vivemos num país continental como o Brasil pensamos que tido tem proporções enormes. As distâncias são de muito quilômetros.

A região que está direita do Dordogne, atrás da cidade de Libourne é muito pequena. Num raio de 30 quilômetros encontramos as sub-regiões de Saint Emilion, Pomerol e Fronsac o Creme de la Creme de Bordeaux. A única região que rivaliza com os Chateau do Médoc.

Falar da margem direita do Dordone/Gironde é falar de Saint Emilion

E de Pomerol. Imaginasse cidades médias, mas o que se vê são cidades medievais pequenas ou vilarejos como Pomerol, abaixo.

Quando se fala de vinho temos que falar da videira, necessariamente, e esta como um vegetal muitas vezes metro faz diferença que dirão quilômetros de solo e clima.

Pois bem, a direita do rio Dordogne temos um clima muito mais seco e menos flutuante do que o de Médoc, cujos vinhedos estão quase ao lado do Atlântico.  O clima mais continental nos traz mais variação de temperatura, principalmente no verão o que favorece a maturação mais lenta da Merlot e Cabernet Franc.

O solo, como se vê na foto abaixo é argiloso em troca do cascalho sobreposto pelas dragagens que sofreu o Gironde , para que se pudesse ter a área que hoje é Médoc. E solos argilosos e frios favorecem a Merlot e a Cabernet Franc. Como este vinhedo no Chateau Petrus, um dos consagrados da região.

E o vinho não pode ser diferente da uva. A Merlot e a Cabernet Franc possuem menos taninos que a Cabernet Sauvignon, assim seus vinhos são mais sedosos e “redondos” que os da vizinha Médoc.

Pena que são vinhos com preços exorbitantes para maioria das pessoas. O ideal é compartilhar uma garrafa destes vinhos para que possamos, nem que seja numa taça apreciá-los.

Para quem gosta de legislação e dados vejam, http://en.wikipedia.org/wiki/Classification_of_Saint-%C3%89milion_wine

 





O ESSENCIAL SOBRE BORDEAUX – MÉDOC

11 02 2012

Médoc existe graças trabalho de engenheiros holandeses que no século XVIII drenaram a pântano surgindo  o solo abençoado de Médoc para a produção de grandes vinhos, após a 1750.

Nunca esquecendo que o comércio de vinhos entre Inglaterra e França foi o expoente máximo para a produção de vinhos nesta região. Produção esta a cargo de comerciantes que investiam todo o eu potencial econômico na constante melhoria de solo e uvas.

Ao contrário da Borgonha, ali o trabalho de desenvolvimento de solo e qualidade do vinho ficou a cargo dos Monges Cistercienses.

Médoc fica no banco ao lado esquerdo do rio Gironde e lado Garone. Ao sul a cidade de Bordeaux, a oeste o Oceano Atlântico, a leste os rios Gironde e Garone, ao norte o encontro do Atlântico com o rio Gironde.

Médoc tem no seu rico solo um dos seus segredo. Como disse acima a drenagem do mar nestas charnecas fizeram com que aparecesse o solo cascalho e pedras ricas em sedimentos. Depois o clima constante, mesmo estando perto do Atlântico, portanto poderia estar sujeito aos humores do tempo, por ser um clima marítimo, Médoc fica entre duas massas de água, O mar e o estuário do Gironde. Os ventos do fortes vindos do mar são freados pela floresta que serve de anteparo e proteção dos vinhedos. As duas massas de água (mar e rio) criam condições ideais para a circulação do ar afastando os fungos e doenças que poderiam vir nos verões quentes e úmidos.

As uvas plantadas com sucesso no Médoc são: A Cabernet Sauvignon é a principal uva do Médoc. O solo pedregoso e úmido traz as condições ideais para o desenvolvimento desta casta. Experimentar um bom exemplar de Médoc com a Cabernet Sauvignon é ver até onde chega esta casta.

A Merlot é parceria ideal para a Cabernet Sauvignon nos vinhos do Médoc. Confere a eles elegância e aormas, suavizando e conferindo sedosidade aos taninos da Cabernet Sauvignon.

Em menor quantidade a Cabernet Franc e a Petit Verdot.

Grandes regiões demarcadas e produtores estão lá, vejam:

 MARGAUX: Chateau Margaux, Chateau Palmer, Chateau Lascombes, Chateau D’Issan, Chateau Kirwan e  Chateau Brane-Cantenac.

PAUILLAC: Chateau Lafite-Rothschild, Chateau Latour, Chateau Mouton-Rothschild e Chateau Lynch-Bages.

SAINT-JULIEN: Chateau Léoville-Las Cases, Chateau Léoville-Barton, Chateau Ducru-Beaucaillou, Chateau Lagrange e Chateau Talbot.

4) SAINT-ESTÈPHE: Ch. Cos D’Estournel, Ch. Montrose, Ch. Haut-Marbuzet, Ch. Phélan-Ségur, Ch. Calon-Ségur e Chateau Les Ormes de Pez.

O vídeo sobre Médoc é lindo.






O ESSENCIAL SOBRE A REGIÃO DE BORDEAUX

11 02 2012

Bordeaux, uma das míticas regiões produtoras de vinho. Dali sai todos os estilos de vinhos, sobremesa, Cremant (spumantes), tintos, brancos e roses, inclusive um destilado brandy na vizinha Cognac.

Terra dos grandes e espetaculares Chateau, ao estilo Margaux, Latour entre outros vinhos que rodam o imaginário do enófilo.

Mas terra, também, de vinhos ordinários, muitos vendidos a peso de ouro, na esteira da fama da palavra Bordeaux.

SEMPRE DIGO UMA CONSAGRADA REGIÃO DE VINHOS GARANTE BONS VINHOS, MAS NÃO BONS PRODUTORES. Portanto, cuidado, nem tudo que reluz é ouro.

Mas, por outro lado,é bastante complicado estudar Bordeaux, digamos, pela internet, mapas e blogs. São muitas informações e detalhadas sub-regiões.

Vejam o mapa acima, parece um paliteiro de tanta informação. E quanto mais aproximamos, pior fica. O desafio é, então, escrever sobre Bordeaux, sem copiar e colar ou sem complicar, ainda mais a vida do interessado em vinho.

Penso que é melhor, digamos, nos afastar um pouco do mapa padrão e buscar um que engloba as várias sub-regiões, como este.

Clareou um pouco, começaram a aparecer regiões mais conhecidas, como Paulliac, Medoc, Sauternes, por exemplo.

Mas antes de esmiuçar este mapa, penso que algo deve ser dito em termos de história. Bordeaux é mítica para o vinho, mas seria tão mítica quanto outras regiões menos conhecidas? E qual a razão de tanta divulgação de Bordeaux?

Tudo começa, obviamente, com os romanos que introduziram a vinha nesta região da França vindos do leste, portanto ao lado direito do rio Gironde, que divide a região em duas, como veremos adiante.

Até aí, tudo igual a qualquer outra região produtora na França. O grande empurrão para o desenvolvimento e internacionalização dos vinhos de Bordeaux veio pelo casamento do inglês Henry II e Eleonor de Aquitânia, no ano de 1.156. O rapaz (Henry II) era o todo poderoso dono e senhor do seguinte território na França medieval. Vejam a foto abaixo.

Este casamento tornou a região da Aquitânia, da qual Bordeaux faz parte, território inglês.

Além de de Ricardo Coração de Leão, um dos mais famosos reis da Inglaterra,  ser  filho deste casamento seria  rei da Inglaterra . Importantíssimo detalhe histórico que nada tem a ver com este post, por isto abro aspas: Após ser coroado, tendo como nome Ricardo I, saiu para comandar mais uma Cruzada para recuperar Jerusalém. Derrotando os muçulmanos, traçou um acordo, Jerusalém seria administrada pelos muçulmanos, seus reais habitantes, mas permitiria as peregrinações cristãs. Assim nascia a lenda de Ricardo o Coração de Leão, mito e protagonista histórias e estórias de muitos romances , como Hobin Hood, entre outros.

 Portanto, foi do casamento de um herdeiro do trono inglês, Henry II  e a Duquesa  Eleonora da Aquitânia que nasceu o comércio de vinho francês para a Inglaterra.

Sabido também que os ingleses, desde sempre, foram e são consumidores de vinho, haja vista os famosos vinhos do Porto. Mas, além de consumidores, eram, na época, o senhor dos mares, portanto, além de consumir o vinho de Bordeaux, o exportou para o mundo da época. Lembrando que a facilidade de exportação, diretamente da França era auxiliada pela localização de Bordeaux, bem perto do mar.

Assim o nome abaixo começou a ser conhecido e firmando marca mundial de bons e mágicos vinhos.

O crescimento, um tanto desordenado,  da produção de vinhos em Bordeaux gerou a necessidade de organizar a classificação dos vinhos. Surgiu a famosa classificação oficial, vejam http://en.wikipedia.org/wiki/Bordeaux_Wine_Official_Classification_of_1855

Importante destacar a geografia de Bordeaux. Ali os rios que cortam a região dão o tom.

Três rios definem as sub-divisões:

- A direita do rio Dordogne.

- Entre duas águas, área entre os rios Dordogne e o Garonne, no centro da região.

- A esquerda do rio Garone, regiões oeste e sul de Bordeaux. E se sub-divide em Graves e Médoc.

As uvas principais de Bordeaux são as tintas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. A Cabernet Franc originária do Loire, Chinon, mais especificamente.

Se imaginarmos um prédio, teríamos a força da estrutura, a base, os pilares, a Cabernet Sauvignon, a elegância da decoração interior, mobiliário e pintura a Merlot e os detalhes finais, sempre importantes, com a Cabernet Franc. Claro, cada sub-região utiliza este ou aquela a mais no corte tradicional bordalês.

Já nos brancos o destaque vem com a Semillón e a Sauvignon Blanc que uns a tem como originária do Loire outros de Bordeaux.

Os vinhos brancos mais famosos são os do sudoeste de Bordeaux, Sauternes, feitos com estas duas castas e em vinhedos que sofrem com a Botrytis Cinerea, a podridão nobre, produzindo, assim, um dos mais importantes vinhos de sobremesa que se conhece.

 

 

 





O MAPA DO VINHO – PARTE III – ÁFRICA DO SUL

24 01 2012

 

Em termos de África do Sul tudo gira em torno da Cidade do Cabo. As principais e mais antigas áreas de vinho são Constantia, a primeira, depois Stellenbosch, mais perto do Oceano Índico e depois, ao fundo Paarl. Todas nos paralelos 29 a 31.

No subúrbio da Cidade do Cabo, em Constantia, começa a rica história dos vinhedos da África do Sul. Antiga fazenda onde foram plantadas as primeiras vinhas. O nome deve-se a filha do proprietário. E também nome de um vinho branco doce muito conhecido na região.

Os primeiros vinhedos plantados abaixo da linha do Equador certamente o foram em Constantia.

As primeiras vinhas produziam um vinho branco doce muito apreciado na Europa. Hoje os vinhedos, como em todo o mundo, vem sofrendo drásticas mudanças com a modernização e nas técnicas de produção. Assim aos poucos a região vem se destacando na produção de bons vinhos.

Sua região é privilegiada, a famosa Table-Mountain protege os vinhedos do frio vento que sopra do oceano Atlântico na primavera e refresca os vinhedos nas noites de verão. Hoje é terra de bons brancos, secos e refrescantes, como os produzidos pela Sauvignon Blanc e Chardonnay.

Os tintos são novidade por aqui. Os vinhedos tem menos de 10 anos e entraram justamente após a queda do Apartheid quando o país renasceu para o mundo. Iniciou nova fase de exportações e os produtores começaram a encontrar o melhor terroir, em Constantia para os tintos. São produzidos aqui, especialmente a Cabernet Sauvignon, Merlot e a Cabernet Franc.

Depois Stellbosch a 50 Km da da Cidade do Cabo e situada numa região montanhosa e protegida dos fortes ventos que sopram oceano Índico, principalmente no inverno.

Com vinhedos plantados em várias alturas, de 20 a 300 metros de altura e nas encostas das montanhas que em alguns casos chegam a mais de 1000 metros de altura,  bem como os vinhedos mais próximos do oceano, certamente a caracterizam  uma região cheia de micro-climas produzindo, mesmo com as mesmas uvas e vinícolas muito perto uma das outras vinhos completamente diferentes.

O clima mediterrâneo determina invernos fortes e verões quentes e secos com temperaturas que beiram os 40 graus ou muitas vezes chuvosos.

Já dito neste blog que a altura exerce uma influência decisiva na característica dos vinhos. As uvas no seu período final de maturação, isto é nos últimos 20 dias, dependendo da casta não pode sofrer calor excessivo sob pena de comprometer toda a safra. Quanto mais lento for este período final de maturação mais aromas, açúcar e taninos tem a uva. Desta maneira, dependendo da uva é determinante a altura em que estão os vinhedos .

O destaque fica para a Cabernet Sauvignon, a Pinotage e a Merlot. Nas brancas a Chardonnay e a Chenin Blanc.

Mas, sem dúvida alguma os diversos micro-climas em face das diferentes alturas dos vinhedos é que dão o charme todo especial para os vinhos aqui produzidos.

Por fim Paarl  mais ao norte de Stellenbosch está cercado de uma cadeia de altas montanhas e seus vinhedos estão no centro deste vale, como o da foto ou nas encostas das montanhas para ganhar, na altura, condições mais favoráveis a algumas castas tintas e maioria das brancas, principalmente a Chenin Blanc.

Situado a 60 Km a leste da Cidade do Cabo este vale está bem protegido dos ventos gelados do oceano Atlântico e da Antártida. Até pouco anos atrás plantava-se basicamente castas brancas, como a Chardonnay, Chenin Blanc e mais recentemente a Sauvignon Blanc, principalmente nas subidas das montanhas onde no verão aproveitando os ventos frios que refrescam os vinhedos retardando a maturação das uvas e garantindo, assim, a acidez necessária para a produção de um branco de qualidade.

Além da Chenin Blanc, um caso a parte que será visto junto com a Pinotage no próximo post, hoje vem se destacando a Sauvignon Blanc, esta última mantendo o caráter mineral, com aromas herbáceos assim os produzidos na sua terra natal, vale do Loire , França. Mais uma vez a África do Sul surpreende, pensa-se como vinho de novo mundo, sendo assim, imagina-se que os Sauvignon Blanc aí produzidos seriam ao estilo argentino e chileno, marcadamente lima-limão com um acidez mais acentuada, sem muito do caráter mineral o mesmo que dá o charme para a Sauvignon Blanc francesa.

Importante destacar, também, o espaço cada vez maior de área plantada com a Syrah, principalmente na área central do vale onde e mais quente nos meses de primavera e verão. Lembrem-se que a Syrah originária do Rhône norte adora, na reta final de maturação muito sol e calor sem prescindir dos frios ventos noturnos que refrescam os vinhedos no verão.

Realmente é de se destacar a melhoria acentuada que esta casta vem tendo na África do Sul, principalmente os produzidos no Vale de Paarl.

Portanto se estiverem a frente de um Sauvignon Blanc um Chenin Blanc ou um Syrah desta região não hesitem.








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