ROSE D’ANJOU RÉMY PANNIER 2010 NÃO ENTENDO O PRECONCEITO COM OS ROSES

22 04 2012

Este rose do vale do Loire em Anjou, no Loire médio é muito bom. Não consigo entender porque tanto preconceito com os roses. Afinal vão muito bem com  a conceituada culinária oriental, são parceiros inseparáveis de comidas levemente condimentadas e aromáticas como as da Índia. São descompromissados mas não perdem o charme.

A REGIÂO: Este vem da região do loire, França. Mais impositivo que os Provençais.

A região, mais próxima do Atlântico nos oferece outro clima, mais fresco no verão e um pouco menos rigoroso no inverno, ideal para a Chenin Blanc e para a Cabernet Franc, nativa da cidade de Chinon, bem perto de Anjou.

Vejam a foto

Em Anjou são produzidos vinhos brancos e tintos. Os brancos predominantemente feitos de Chenin Blanc, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Os tintos, inevitavelmente de Cabernet Franc.

Mas os roses são um capítulo a parte. Os Roses D’Anjou vão desde os bem secos até o meio doces.

Este, especificamente, feito com as uvas Cabernet Franc, Gammay e Grolleau é seco, levemente ácido e muito refrescante.

Importante destacar o Crémant de Loire, o espumante (Crémant) os melhores são produzidos pelo método tradicional (Champenoise) em Saumur e Vouvray em Touraine. Os de Saumur são feitos de Chenin Blanc,  Chardonnay, Sauvignon Blanc e Cabernet Franc.

O PRODUTOR: Rémy Pannier é um gigante na elaboração de vinhos da região. Produz, tintos, roses e brancos, em destaque o Muscadet Sevre Et Maine, perto de Nantes. Está estabelecido desde 1885, portanto tem alguns anos de experiência.

O VINHO: Este rose cumpre a honra de Anjou neste estilo de vinho. Feito com as castas Cabernet Franc (estrutura, cor e aomas) a Gammay (aromas e suavidade) e a Grolleu volume, formam um rose esplândido.

No visual cor típica dos roses da Provence , aquela clássica cor de casca de cebola. No nariz muito frutado lembrando algo de frutas secas, damasco e tâmaras. Na boca um azedinho constante, característica dos bons roses, acidez leve a média o que o torna refrescante e bastante final de gole.

Um vinho a ser indicado, apreciado e parceiro de culinária oriental.

Fiquem com uma aula sobre os melhores roses da França e, por certo do mundo.





MAPA DO VINHO PARTE 63 FRANÇA BORDEAUX SAINT EMILION POMEROL

2 03 2012

Desta janela de alguma enoteca em Saint-Emilion é falar da história do vinho de Bordeaux e da França.

Sabe-se que Pomerol, Saint Emilion e Fronsac, estão entre as melhores regiões da margem direita do estuário Gironde e do rio Dordogne. Ali as melhores uvas são a Merlot e a Cabernet Franc em detrimento de uma menor quantidade no corte da Cabernet Sauvignon.

Nós que vivemos num país continental como o Brasil pensamos que tido tem proporções enormes. As distâncias são de muito quilômetros.

A região que está direita do Dordogne, atrás da cidade de Libourne é muito pequena. Num raio de 30 quilômetros encontramos as sub-regiões de Saint Emilion, Pomerol e Fronsac o Creme de la Creme de Bordeaux. A única região que rivaliza com os Chateau do Médoc.

Falar da margem direita do Dordone/Gironde é falar de Saint Emilion

E de Pomerol. Imagina-se cidades médias, mas o que se vê são cidades medievais pequenas ou vilarejos como Pomerol, abaixo.

Quando se fala de vinho temos que falar da videira, necessariamente, e esta como um vegetal muitas vezes metro faz diferença que dirão quilômetros de solo e clima.

Pois bem, a direita do rio Dordogne temos um clima muito mais seco e menos flutuante do que o de Médoc, cujos vinhedos estão quase ao lado do Atlântico.  O clima mais continental nos traz mais variação de temperatura, principalmente no verão o que favorece a maturação mais lenta da Merlot e Cabernet Franc.

O solo, como se vê na foto abaixo é argiloso em troca do cascalho sobreposto pelas dragagens que sofreu o Gironde , para que se pudesse ter a área que hoje é Médoc. E solos argilosos e frios favorecem a Merlot e a Cabernet Franc. Como este vinhedo no Chateau Petrus, um dos consagrados da região.

E o vinho não pode ser diferente da uva. A Merlot e a Cabernet Franc possuem menos taninos que a Cabernet Sauvignon, assim seus vinhos são mais sedosos e “redondos” que os da vizinha Médoc.

Pena que são vinhos com preços exorbitantes para maioria das pessoas. O ideal é compartilhar uma garrafa destes vinhos para que possamos, nem que seja numa taça apreciá-los.

Para quem gosta de legislação e dados vejam, http://en.wikipedia.org/wiki/Classification_of_Saint-%C3%89milion_wine





MAPA DO VINHO PARTE 60 FRANÇA BORDEAUX – MÉDOC

1 03 2012

Sei que recentemente postei sobre Bordeaux, agora repito o post, mas é para deixar a série mapa do vinho completa.

Médoc existe graças trabalho de engenheiros holandeses que no século XVIII drenaram a pântano surgindo  o solo abençoado de Médoc para a produção de grandes vinhos, após a 1750.

Nunca esquecendo que o comércio de vinhos entre Inglaterra e França foi o expoente máximo para a produção de vinhos nesta região. Produção esta a cargo de comerciantes que investiam todo o eu potencial econômico na constante melhoria de solo e uvas.

Ao contrário da Borgonha, ali o trabalho de desenvolvimento de solo e qualidade do vinho ficou a cargo dos Monges Cistercienses.

Médoc fica no banco ao lado esquerdo do rio Gironde e lado Garone. Ao sul a cidade de Bordeaux, a oeste o Oceano Atlântico, a leste os rios Gironde e Garone, ao norte o encontro do Atlântico com o rio Gironde.

Médoc tem no seu rico solo um dos seus segredo. Como disse acima a drenagem do mar nestas charnecas fizeram com que aparecesse o solo cascalho e pedras ricas em sedimentos. Depois o clima constante, mesmo estando perto do Atlântico, portanto poderia estar sujeito aos humores do tempo, por ser um clima marítimo, Médoc fica entre duas massas de água, O mar e o estuário do Gironde. Os ventos do fortes vindos do mar são freados pela floresta que serve de anteparo e proteção dos vinhedos. As duas massas de água (mar e rio) criam condições ideais para a circulação do ar afastando os fungos e doenças que poderiam vir nos verões quentes e úmidos.

As uvas plantadas com sucesso no Médoc são: A Cabernet Sauvignon é a principal uva do Médoc. O solo pedregoso e úmido traz as condições ideais para o desenvolvimento desta casta. Experimentar um bom exemplar de Médoc com a Cabernet Sauvignon é ver até onde chega esta casta.

A Merlot é parceria ideal para a Cabernet Sauvignon nos vinhos do Médoc. Confere a eles elegância e aormas, suavizando e conferindo sedosidade aos taninos da Cabernet Sauvignon.

Em menor quantidade a Cabernet Franc e a Petit Verdot.

Grandes regiões demarcadas e produtores estão lá, vejam:

 MARGAUX: Chateau Margaux, Chateau Palmer, Chateau Lascombes, Chateau D’Issan, Chateau Kirwan e  Chateau Brane-Cantenac.

PAUILLAC: Chateau Lafite-Rothschild, Chateau Latour, Chateau Mouton-Rothschild e Chateau Lynch-Bages.

SAINT-JULIEN: Chateau Léoville-Las Cases, Chateau Léoville-Barton, Chateau Ducru-Beaucaillou, Chateau Lagrange e Chateau Talbot.

4) SAINT-ESTÈPHE: Ch. Cos D’Estournel, Ch. Montrose, Ch. Haut-Marbuzet, Ch. Phélan-Ségur, Ch. Calon-Ségur e Chateau Les Ormes de Pez.

O vídeo é esclarecedor





MAPA DO VINHO PARTE 58 FRANÇA LOIRE ANJOU-SAUMUR

29 02 2012

Nosso Citroën agora está mais a oeste, chegando perto do Atlântico. Em Pays de la Loire. A proximidade do Atlântico nos oferece outro clima, mais fresco no verão e um pouco menos rigoroso no inverno, ideal para a Chenin Blanc, que encontra em Savennères, vinhedo da foto, sua localização predileta, além, é claro de Vouvray, como vimos no post anterior.

Dali saem vinhos brancos minerais, aromáticos, encorpados e de grande persistência e retrogosto. Aqui os Chenin precisam de pelo menos uns três anos de garrafa para desenvolverem seu potencial.

Em Anjou são produzidos vinhos brancos e tintos. Os brancos predominantemente feitos de Chenin Blanc, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Os tintos, inevitavelmente de Cabernet Franc.

Os roses são um capítulo a parte. Os Roses D’Anjou vão desde os bem secos até o meio doces.

Importante destacar o Crémant de Loire, o espumante (Crémant) os melhores são produzidos pelo método tradicional (Champenoise) em Saumur e Vouvray em Touraine. Os de Saumur são feitos de Chenin Blanc,  Chardonnay, Sauvignon Blanc e Cabernet Franc.





MAPA DO VINHO PARTE 57 FRANÇA LOIRE TOURAINE

29 02 2012

A região central do vale do Loire é responsável pelos tintos da região.

As apelações de Chinon, Bourgueil e Saint Nicolas-de-Borgueil. São tintos de médio corpo, frutados, jovens e refrescantes. Produzidos com a Cabernet Franc. Seu estilo lembra os vinhos do mediterrâneo. Tem, claro, suas exceções.

Chinon é a maior das três apelações e está às margens do Loire e de seu afluente Vienne.

Ao leste da cidade principal, Tours, estão as apelações de Vouvray e Montlouis. Ali nasce a maravilhosa Chenin Blanc, extremamente versátil, produz vinhos branco de corpo médio, jovens, alegres, de acidez média, frutados e aromáticos. Produz, vinhos secos, semi-doces, doces e espumantes.

Vai muito bem na África do Sul e na Argentina. Quem quiser saber mais sobre a Chenin Blanc  veja  http://wp.me/pPKW2-f7

Mas , sem dúvida alguma os Chenin Blanc de Vouvray, são vinhos ímpares.

No vídeos todos os tipos de vinhos que a região central do Loire tem: Tinto, rose, branco e crémant.





MAPA DO VINHO – PARTE XVIII – FRANÇA SUDOESTE – BERGERAC

20 02 2012

Esta é a cidade medieval de Bergerac, também conhecida pelo personagem Cyrano de Bergerac. Fica a leste de Bordeuax, as margens do rio Dordogne, um dos afluentes que formará o estuário de Gironde cujas margens estão os famosos vinhedos de Bordeuax.

Os vinhedos plantados na volta da cidade produzem excelentes tintos baseados nas castas Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

Nas brancas predominam a Sauvignon Blanc e Semillon.

A região não é tão famosa quanto a sua vizinha Bordeuax. Em Bergerac se produz vinhos de alta qualidade até os mais simples. Daí a necessidade de comprá-los de um bom importador.

Os tintos são vinhos encorpados, um certo tânicos e extremamente parceiros para bons pratos a base de molhos mais reforçados.

Os brancos são confiáveis, secos e ácidos muitas vezes pedem um pouco mais de tempo antes de serem consumidos para que desenvolva seu potencial. As duas castas brancas são longevas e com vocação para o estágio na garrafa. Há vinhos feitos com a Semillon que têm mais de 10 anos de estágio antes de serem consumidos.

Como dito seus vinhos são muito confiáveis e de um modo geral são excelentes vinhos por preços bem razoáveis.

Os Cotes de Bergerac são vinhos envelhecidos por mais tempo e com castas vindas de região predeterminada para produzir uvas com capacidade de envelhecer com saúde.





MAPA DO VINHO – PARTE XV – FRANÇA SUDOESTE – MADIRAN

20 02 2012

No centro da região Sudoeste. Terra de bons tintos encravada na melhor região produtora de brancos do sudoeste Francês, Pau e Jurançon.

Aqui, reina absoluta a Tannat, sim a mesma que faz estrondoso sucesso no Uruguai. E faz vinhos semelhantes. Enquanto jovens, muito tânicos, ácidos e rústicos. Agora é uma casta vocacionada para envelhecer com saúde. Assim como a Tannat uruguaia os vinhos de Madiran podem e devem esperar algum tempo para aflorarem suas qualidades passando de vinhos rústicos e duros para vinhos aromáticos, gordos, algo fumado, agradáveis de longo retrogosto.

Os tintos aceitam parcelas de corte da Cabernet Sauvignon e da Franc.

Vejam que b elo vinhedo.

O interessante, também, fica por conta da produção de vinhos tintos em terra de brancos. A região de Madiran fica  aos pés dos Pirineu numa altura média de 350 metros, com invernos úmidos e verões amenos, aliás ideais para as uvas brancas.

Por fim a mesma dica que dou para os Tannat do uruguai valem para os de Madiran, paguem um pouco mais, porque são vinhos nos quais os taninos precisam ser domados e eles só o são com tempo em barricas e garrafas o que os torna mais caros.

 





O ESSENCIAL SOBRE BORDEAUX – POMEROL E SAINT EMILION

19 02 2012

Sabe-se que Pomerol, Saint Emilion e Fronsac, são as melhores regiões da margem direita do estuário Gironde e do rio Dordogne. Ali as melhores uvas são a Merlot e a Cabernet Franc em detrimento de uma menor quantidade no corte da Cabernet Sauvignon.

Nós que vivemos num país continental como o Brasil pensamos que tido tem proporções enormes. As distâncias são de muito quilômetros.

A região que está direita do Dordogne, atrás da cidade de Libourne é muito pequena. Num raio de 30 quilômetros encontramos as sub-regiões de Saint Emilion, Pomerol e Fronsac o Creme de la Creme de Bordeaux. A única região que rivaliza com os Chateau do Médoc.

Falar da margem direita do Dordone/Gironde é falar de Saint Emilion

E de Pomerol. Imaginasse cidades médias, mas o que se vê são cidades medievais pequenas ou vilarejos como Pomerol, abaixo.

Quando se fala de vinho temos que falar da videira, necessariamente, e esta como um vegetal muitas vezes metro faz diferença que dirão quilômetros de solo e clima.

Pois bem, a direita do rio Dordogne temos um clima muito mais seco e menos flutuante do que o de Médoc, cujos vinhedos estão quase ao lado do Atlântico.  O clima mais continental nos traz mais variação de temperatura, principalmente no verão o que favorece a maturação mais lenta da Merlot e Cabernet Franc.

O solo, como se vê na foto abaixo é argiloso em troca do cascalho sobreposto pelas dragagens que sofreu o Gironde , para que se pudesse ter a área que hoje é Médoc. E solos argilosos e frios favorecem a Merlot e a Cabernet Franc. Como este vinhedo no Chateau Petrus, um dos consagrados da região.

E o vinho não pode ser diferente da uva. A Merlot e a Cabernet Franc possuem menos taninos que a Cabernet Sauvignon, assim seus vinhos são mais sedosos e “redondos” que os da vizinha Médoc.

Pena que são vinhos com preços exorbitantes para maioria das pessoas. O ideal é compartilhar uma garrafa destes vinhos para que possamos, nem que seja numa taça apreciá-los.

Para quem gosta de legislação e dados vejam, http://en.wikipedia.org/wiki/Classification_of_Saint-%C3%89milion_wine

 





O ESSENCIAL SOBRE BORDEAUX – MÉDOC

11 02 2012

Médoc existe graças trabalho de engenheiros holandeses que no século XVIII drenaram a pântano surgindo  o solo abençoado de Médoc para a produção de grandes vinhos, após a 1750.

Nunca esquecendo que o comércio de vinhos entre Inglaterra e França foi o expoente máximo para a produção de vinhos nesta região. Produção esta a cargo de comerciantes que investiam todo o eu potencial econômico na constante melhoria de solo e uvas.

Ao contrário da Borgonha, ali o trabalho de desenvolvimento de solo e qualidade do vinho ficou a cargo dos Monges Cistercienses.

Médoc fica no banco ao lado esquerdo do rio Gironde e lado Garone. Ao sul a cidade de Bordeaux, a oeste o Oceano Atlântico, a leste os rios Gironde e Garone, ao norte o encontro do Atlântico com o rio Gironde.

Médoc tem no seu rico solo um dos seus segredo. Como disse acima a drenagem do mar nestas charnecas fizeram com que aparecesse o solo cascalho e pedras ricas em sedimentos. Depois o clima constante, mesmo estando perto do Atlântico, portanto poderia estar sujeito aos humores do tempo, por ser um clima marítimo, Médoc fica entre duas massas de água, O mar e o estuário do Gironde. Os ventos do fortes vindos do mar são freados pela floresta que serve de anteparo e proteção dos vinhedos. As duas massas de água (mar e rio) criam condições ideais para a circulação do ar afastando os fungos e doenças que poderiam vir nos verões quentes e úmidos.

As uvas plantadas com sucesso no Médoc são: A Cabernet Sauvignon é a principal uva do Médoc. O solo pedregoso e úmido traz as condições ideais para o desenvolvimento desta casta. Experimentar um bom exemplar de Médoc com a Cabernet Sauvignon é ver até onde chega esta casta.

A Merlot é parceria ideal para a Cabernet Sauvignon nos vinhos do Médoc. Confere a eles elegância e aormas, suavizando e conferindo sedosidade aos taninos da Cabernet Sauvignon.

Em menor quantidade a Cabernet Franc e a Petit Verdot.

Grandes regiões demarcadas e produtores estão lá, vejam:

 MARGAUX: Chateau Margaux, Chateau Palmer, Chateau Lascombes, Chateau D’Issan, Chateau Kirwan e  Chateau Brane-Cantenac.

PAUILLAC: Chateau Lafite-Rothschild, Chateau Latour, Chateau Mouton-Rothschild e Chateau Lynch-Bages.

SAINT-JULIEN: Chateau Léoville-Las Cases, Chateau Léoville-Barton, Chateau Ducru-Beaucaillou, Chateau Lagrange e Chateau Talbot.

4) SAINT-ESTÈPHE: Ch. Cos D’Estournel, Ch. Montrose, Ch. Haut-Marbuzet, Ch. Phélan-Ségur, Ch. Calon-Ségur e Chateau Les Ormes de Pez.

O vídeo sobre Médoc é lindo.






O ESSENCIAL SOBRE A REGIÃO DE BORDEAUX

11 02 2012

Bordeaux, uma das míticas regiões produtoras de vinho. Dali sai todos os estilos de vinhos, sobremesa, Cremant (spumantes), tintos, brancos e roses, inclusive um destilado brandy na vizinha Cognac.

Terra dos grandes e espetaculares Chateau, ao estilo Margaux, Latour entre outros vinhos que rodam o imaginário do enófilo.

Mas terra, também, de vinhos ordinários, muitos vendidos a peso de ouro, na esteira da fama da palavra Bordeaux.

SEMPRE DIGO UMA CONSAGRADA REGIÃO DE VINHOS GARANTE BONS VINHOS, MAS NÃO BONS PRODUTORES. Portanto, cuidado, nem tudo que reluz é ouro.

Mas, por outro lado,é bastante complicado estudar Bordeaux, digamos, pela internet, mapas e blogs. São muitas informações e detalhadas sub-regiões.

Vejam o mapa acima, parece um paliteiro de tanta informação. E quanto mais aproximamos, pior fica. O desafio é, então, escrever sobre Bordeaux, sem copiar e colar ou sem complicar, ainda mais a vida do interessado em vinho.

Penso que é melhor, digamos, nos afastar um pouco do mapa padrão e buscar um que engloba as várias sub-regiões, como este.

Clareou um pouco, começaram a aparecer regiões mais conhecidas, como Paulliac, Medoc, Sauternes, por exemplo.

Mas antes de esmiuçar este mapa, penso que algo deve ser dito em termos de história. Bordeaux é mítica para o vinho, mas seria tão mítica quanto outras regiões menos conhecidas? E qual a razão de tanta divulgação de Bordeaux?

Tudo começa, obviamente, com os romanos que introduziram a vinha nesta região da França vindos do leste, portanto ao lado direito do rio Gironde, que divide a região em duas, como veremos adiante.

Até aí, tudo igual a qualquer outra região produtora na França. O grande empurrão para o desenvolvimento e internacionalização dos vinhos de Bordeaux veio pelo casamento do inglês Henry II e Eleonor de Aquitânia, no ano de 1.156. O rapaz (Henry II) era o todo poderoso dono e senhor do seguinte território na França medieval. Vejam a foto abaixo.

Este casamento tornou a região da Aquitânia, da qual Bordeaux faz parte, território inglês.

Além de de Ricardo Coração de Leão, um dos mais famosos reis da Inglaterra,  ser  filho deste casamento seria  rei da Inglaterra . Importantíssimo detalhe histórico que nada tem a ver com este post, por isto abro aspas: Após ser coroado, tendo como nome Ricardo I, saiu para comandar mais uma Cruzada para recuperar Jerusalém. Derrotando os muçulmanos, traçou um acordo, Jerusalém seria administrada pelos muçulmanos, seus reais habitantes, mas permitiria as peregrinações cristãs. Assim nascia a lenda de Ricardo o Coração de Leão, mito e protagonista histórias e estórias de muitos romances , como Hobin Hood, entre outros.

 Portanto, foi do casamento de um herdeiro do trono inglês, Henry II  e a Duquesa  Eleonora da Aquitânia que nasceu o comércio de vinho francês para a Inglaterra.

Sabido também que os ingleses, desde sempre, foram e são consumidores de vinho, haja vista os famosos vinhos do Porto. Mas, além de consumidores, eram, na época, o senhor dos mares, portanto, além de consumir o vinho de Bordeaux, o exportou para o mundo da época. Lembrando que a facilidade de exportação, diretamente da França era auxiliada pela localização de Bordeaux, bem perto do mar.

Assim o nome abaixo começou a ser conhecido e firmando marca mundial de bons e mágicos vinhos.

O crescimento, um tanto desordenado,  da produção de vinhos em Bordeaux gerou a necessidade de organizar a classificação dos vinhos. Surgiu a famosa classificação oficial, vejam http://en.wikipedia.org/wiki/Bordeaux_Wine_Official_Classification_of_1855

Importante destacar a geografia de Bordeaux. Ali os rios que cortam a região dão o tom.

Três rios definem as sub-divisões:

- A direita do rio Dordogne.

- Entre duas águas, área entre os rios Dordogne e o Garonne, no centro da região.

- A esquerda do rio Garone, regiões oeste e sul de Bordeaux. E se sub-divide em Graves e Médoc.

As uvas principais de Bordeaux são as tintas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. A Cabernet Franc originária do Loire, Chinon, mais especificamente.

Se imaginarmos um prédio, teríamos a força da estrutura, a base, os pilares, a Cabernet Sauvignon, a elegância da decoração interior, mobiliário e pintura a Merlot e os detalhes finais, sempre importantes, com a Cabernet Franc. Claro, cada sub-região utiliza este ou aquela a mais no corte tradicional bordalês.

Já nos brancos o destaque vem com a Semillón e a Sauvignon Blanc que uns a tem como originária do Loire outros de Bordeaux.

Os vinhos brancos mais famosos são os do sudoeste de Bordeaux, Sauternes, feitos com estas duas castas e em vinhedos que sofrem com a Botrytis Cinerea, a podridão nobre, produzindo, assim, um dos mais importantes vinhos de sobremesa que se conhece.

 

 

 








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