CASA VALDUGA – GEWÜRTZTRAMINER 2012 – MAIS UM REPRESENTANTE DE ENCRUZILHADA DO SUL

29 05 2012

Já que estamos a falar de Encruzilhada do Sul/RS e seu destacado terroir para uvas viníferas, vamos falar deste nobre representante.

A uva Gewürtztraminer

parece ter crise de identidade. Possui a casca vermelha, mas produz um vinho branco de excelência máxima. Tem nome alemão mas nasceu em Traminer, hoje, Itália, Alto Ádige, antigo Süd Tirol do império Austro-Húngaro, mas faz um sucesso danado na Alsácia, França.  Para muitos difícil de falar o nome, mas muito fácil de se apaixonar pelos seus vinhos.  Gewurtz (espciaria) em alemão Traminer.

Cuidado ao abrir um bom vinhos com esta uva, logo surge uma explosão de aromas que vão das frutas ao frutos secos.  Na boca outro show. Na ponta da língua o seu adocicado característico e ao fundo a acidez bem-vinda. Experimente encher a boca com este vinho e deixá-lo lá por uns instantes. É  um caleidoscópio de sabores e aromas.

Mas ela tem seus caprichos. Sua produção é baixa o que faz com que muitos não a plantem. Não se adapta fácil em qualquer lugar. Alcança seu potencial máximo na Alsácia, mas pode ser encontrada com qualidade na Itália, Alto Ádige, Austrália, Nova Zelândia, EUA e, com critério, no Chile e no Brasil, isto mesmo. O Brasil em tempos idos foi um bom produtor desta casta, principalmente na fronteira com o Uruguai.

Mas, sem dúvida alguma, os alsacianos são os melhores nesta casta.

No nariz não fugiu a regra. Ao abrir o vinho parece uma feira, melão, mamão, banana, abacaxi, frutos de polpa branca, e por aí vai.

Na taça foge um pouco, de cor amarelo mais clara, como vemos na foto. Na boca uma grande diferença, acidez marcante e corpo médio, algo bem diferente dos Gewürtz tradicionais, mas mesmo assim um belo vinho.

Como combinação sugiro um peixe de pouca gordura, algo como um linguado com cremes mais encorpados.





MAPA DO VINHO – PARTE XXXVII – FRANÇA ALSÁCIA

23 02 2012

A Alsácia no extremo nordeste francês, fronteira com a Alemanha, produz a parte da elite mundial dos vinhos brancos.

Proporciona belos passeios, mas depois de tanto caminhar vem o cansaço e a fome.

Nada melhor que uma pausa nas caves, os weintube ou nos restaurantes. E aí, junto com a especial culinária da região com toques alemães, podemos, com calma, abrir o cardápio e escolhermos alguns dos melhores vinhos brancos do mundo.

Bela e única Alsácia. Pequena região francesa que une a pragmática Alemanha com o charme da França. Fronteira móvel, região que sofreu muitas guerras ao longo da história já foi da Alemanha e depois voltou para a França, por duas vezes, e sempre entremeada de guerras, hoje,  é um amálgama perfeito entre estes dois países.

Pode-se dividir a Alsácia em duas, a alta Alsácia, cuja cidade principal é Colmar e a baixa Alsácia com a capital do Departamento, Estrasburgo.

Do lado oeste está o maciço de Vosges e do lado leste o rio Reno dividindo o país com a Alemanha.

Prensado e protegido dos frios ventos está a alta Alsácia, epicentro dos melhores vinhedos da região. A importância do Vosges é fundamental para o sucesso dos vinhos desta região.

Vejam o mapa.

Em seus 170 quilômetros de extensão produz vinhos brancos secos e bastante aromáticos e uma combinação ímpar entre açúcar, acidez e álcool, sendo um dos melhores, senão o melhor berço das castas brancas no mundo.

Minha região favorita em se tratando de vinhos brancos. Tem de todos os tipos, do mais seco ao mais doce, do mais aromático ao mineral, incluindo aí seu Crémant (sparkling). Eu como gosto e muito de vinhos brancos fico também por aqui no verão.

São também vinhos que formam grande parceria com a gastronomia local, vão muito bem com a culinária alemã, com comidas mais leves e enfrentam com maestria pratos orientais.

Ali encontraram refúgio seguro castas como Sylvanner, Riesling, Gerwurtztraminer, Pinot gris   e Pinot Blanc.

Mas a beleza de hoje não traduz explicitamente a luta dos produtores locais. Desde sempre foi uma região disputada e palco de muitas guerras. A paz que reina hoje é fruto da luta incansável de seus produtores. O clima sempre frio mesmo no verão somado ao tipo de solo favorece amplamente as castas brancas. São elas:

SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente,  aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.

RIESLING: Não vamos confundir a Riesling Renana, da qual estamos a falar com a Riesling Itálica, utilizada nos espumantes nacionais.

A Riesling Renana tem como seu berço os vales dos rios Saar, Ruwer e Mosela, todos no nordeste da Alemanha. Foi introduzida na Alsácia pelos alemães. Aqui com invernos rigorosos e os verões amenos, a Riesling adaptou-se bem, tem geralmente baixo teor alcoólico, algo perto de 12 graus,o que é uma dádiva em face destes quase vinhardentes que são vendidos hoje. Este mesmo frio ajuda para que a casta seja aromática, refrescante e extremamente longeva. Há exemplares que aguentam muito bem até 10 anos de garrafa.

PINOR GRIS: Originária da Alsácia, França, uva de casca avermelhada mas produz brancos da elite mundial. Possui homônimas espalhadas por vários países, na Iália, Pinot Grigi e  na na Alemenha Grauburgunder, entre outros. Mas é na Alsácia que esta casta alcança seu apogeu. Ali em quantidades liliputianas gera um vinho mágico, inebriante e inesquecível. Cor amarelo quase âmbar, nariz flores, frutos de polpa branca, alguma especiaria como canela e zimbro. Na taça untuoso, lágrimas densas e constantes, na boca acidez e doçura no ponto certo.

GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.

PINOT BLANC: Casta originária da Borgonha, adaptou-se muito bem na Alsácia por ser resistente ao frio. Gosta de solos pedregosos que mantém o calor mesmo em dias mais frios.

É muito utilizada para a produção do Crémant D’Alsace, por ser uma casta mais ácida, frutada com aromas de maçã, pêssego e toques florais.

Há uma pequena produção de Pinot Noir, mas estes em comparação com os da vizinha Borgonha não alcançam a plenitude que lá existe.





ENCONTRO CONFRARIA ALEMDOVINHO – AQUARELA DOS BRANCOS – GENTIL HUGEL

2 02 2012

Pois bem este foi um alsaciano totalmente diferente do que eu imaginava. Ao deixá-lo por último tinha em mente um vinho muito aromático e com acidez moderada bem ao estilo que gostaria de apresentar, digamos, como sendo o oposto do primeiro vinho o Sauvignon Blanc do Loire.

Começou sendo diferente porque é um corte assim composto Gewurztraminer: 12% , Muscat: 2%
Pinot gris: 22% , Riesling: 20% , Sylvaner e Pinot Blanc: 44%.

Se apresentou completamente diferente. Um vinho de coloração mais clara, aromas contidos, aliás muito contidos para um alsaciano. Na boca um vinho leve com uma acidez média. Interessante foi o seu final de gole. Longo e interessante.

Um vinho diferente, agradável, leve e bastante interessante.

Mas não podemos deixar de falar no produtor. Existe desde 1.639, isto mesmo. Se existe desde esta época é porque se produz vinho de qualidade lá.





PRIMEIROS PASSOS – PARTE XXIV – UMA IDEIA DOS EFEITOS DO TERROIR – DIFERENÇAS ENTRE PINOT GRIS E PINOT GRIGIO

22 11 2011

Terroir, já vimos, pode ser traduzido por solo+clima+geografia, fatores que influenciam fortemente a videira e, por consequência, seu fruto, a uva.

 uva é esta. Os nomes têm grafia diferente, apenas em virtude dos países em que estão. Grigio na Itália e Gris na França, além de outros nomes que ela tem na Alemanha e Áustria, para ficar por aí.

Mas quem é o o responsável pela diferença entre elas?

O famoso TERROIR palavra um tanto desgastada pela mídia, mas que pode ser simplificada como sendo o conjunto de clima e solo.

Parece simples, mas não é.

São dois vinhos ABSOLUTAMENTE  diferentes feitos com a mesma casta. Há outros exemplos como a Chardonnay mundo afora e aquela de Chablis ou então a Sauvignon Blanc do Loire e a da Nova Zelândia. Mas vamos ficar por aqui.

Muito se fala nela mundo afora. É um tal de Pinot Griogio daqui, Pinot Grigio dali. Percorri algumas lojas de vinho de Porto Alegre e vi uma série de novos vinhos desta casta. Dois anos atrás era muito difícil de encontrar. Tinha os alsacianos e olhe lá.

Mas quem é esta uva? De onde saiu? Qual o seu charme?

Bem a Pinot Grigio, na Europa Central tem vários nomes. Mas ficamos com este e o nome que tem na Alsácia, Pinot Gris.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles.

A Pinot Grigio foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

Dali espalhou pela Europa Central, principalmente França, Alemanha, onde ganha o nome de Rüllender, na Áustria é chamada assim ou atende pelo nome de Grauburgunder.

É uma uva cuja casca é avermelhada, vejam a foto que por vezes parece uma uva tinta. Os vinhos variando do amarelo palha, ( GRIGIO)  ao dourado, caso dos alsacianos (A GRIS).

Os aromas e sabores dependem muito do clima e solo (OLHA O NOSSO FAMOSO TERROIR)  se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia (O TERROIR DE NOVO), com seu solo único, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

Na Itália, encontrou o porto de partida para o novo mundo encontra seu esplendor no Alto Ádige, nos vinhedos da foto acima. O clima frio nas noites de verão garantem uma maturação lenta, principalmente nos últimos 15 dias nos trazendo um vinho com melhor fixação de aromas, seco, ácido e refrescante, bem diferente dos alsacianos ao ponto de pensarmos que estamos na frente de duas uvas diferentes, vale a experiência de realizar uma degustação com os dois estilos.

Assim a comparação é uma das grandes provas da existência e importância do TERROIR na produção de vinhos.

Fiquem com o lindo vídeo do Alto Ádige e suas Dolomitas.

 





PRIMEIROS PASSOS – PARTE XVIII – BRANCOS AROMÁTICOS

20 11 2011

 O mundo dos vinhos brancos e aromáticos, infelizmente,  é pequeno, também.

Caso goste dos brancos aromáticos, acidez média e aromas que vão desde o floral até os de frutas de polpa branca, como maçã e pera, pense na Alsácia, na Torrontés e na Vermentino.

Os vinhos da Alsácia são extremamente aromáticos e as melhores castas são:

PINOT GRIS:  também chamada de Pinot Grigio, Rulander e Grauburgunder.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles. A Pinot Gris foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

É uma uva cuja casca é avermelhada, por vezes parece uma uva tinta. De cor variando do amarelo palha ao dourado, caso dos alsacianos.

Os aromas e sabores dependem muito do clima, se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia, com seu solo vulcânico, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.

SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente,  aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.

VERMENTINO: A Itália colabora com a Vermentino. Casta tradicional da Sardenha e do litoral da Toscana. Também de cor vermelha, daí o nome. Produz brancos de acidez média, de cor amarelo com toques verde-oliva, muito aromática, no nariz vai desde o floral até o levemente cítrico. Na boca um show, bastante encorpada levemente amanteigada, mas com final seco e longo. Muito parceira dos frutos do mar e peixes leves.

Por fim a  Torrontés de Salta, Argentina, um charme.

TORRONTÉS: A Torrontés, dizem originária de Rioja, Espanha, deve ter vindo na mala de algum missionário espanhol e encontrou seu berço adotivo na região do Vale de Calchaqui, este aí tirado na Estância Colomé.

Um vale árido, no norte da Argentina, quem quiser saber mais, http://wp.me/pPKW2-ba

Impressionante como ela é , destacadamente, melhor do que a Torrontés  plantada em outros locais da Argentina.

Aqui, neste vale, ela desabrocha numa uva aromática que vai do floral ao cítrico, na boca do ácido a uma leve ponta de açúcar, algo parecido com o que ocorre com as brancas da Alsácia, França, retrogosto prolongado e muito bom bom.

Em termos gastronômicos ela é extremamente versátil, acompanha deste peixes não muito gordurosos até pratos orientais baseados em frutos do mar.

Além de ser uma casta única no mundo, diria até que não existe, pelo menos neste potencial, algo semelhante. Ela reúne um trinômio especial, preço, qualidade e singularidade.

Infelizmente algumas pessoas ainda tem na memória aqueles Echartt Privado feitos desta casta entendendo ser a Torrontés uma casta doce, mas não é, ela, definitivamente não é uma casta doce como a Moscatel.

Um dos grandes vinhos desta casta é o Crios da Susana Balbo quem tiver a oportunidade de comprá-lo, não hesite.

Façam suas escolhas.





SOU A GEWÜRTZTRAMINER

13 11 2011

A foto foi retirada do site de Rolf Hicker. Não resisti de tão linda.

Pois bem a Gewürtztraminer parece ter crise de identidade. Possui a casca vermelha, mas produz um vinho branco de excelência máxima. Tem nome alemão mas nasceu em Traminer, hoje, Itália, Alto Ádige, antigo Süd Tirol do império Austro-Húngaro, mas faz um sucesso danado na Alsácia, França.  Para muitos difícil de falar o nome, mas muito fácil de se apaixonar pelos seus vinhos.

Esta é a Gewurtz(espciaria) em alemão Traminer.

Se a Sauvignon Blanc do post anterior vai do vinho com acidez marcante, estilo lima-limão, até os minerais. A Gewürtztraminer segue, dos vinhos levemente minerais e de acidez mais baixa até espetaculares vinhos tardios, principalmente os alsacianos.

Como todas  as uvas brancas de casca vermelha produzem vinhos de um amarelo dourado inebriante  muito aromáticos e de acidez média baixa a exemplo da Vermentino e da Pinot Gris.

Cuidado ao abrir um bom vinhos com esta uva, logo surge uma explosão de aromas que vão das frutas ao frutos secos.  Na boca outro show. Na ponta da língua o seu adocicado característico e ao fundo a acidez bem-vinda. Experimente encher a boca com este vinho e deixá-lo lá por uns instantes. É  um caleidoscópio de sabores e aromas.

Mas ela tem seus caprichos. Sua produção é baixa o que faz com que muitos não a plantem. Não se adapta fácil em qualquer lugar. Alcança seu potencial máximo na Alsácia, mas pode ser encontrada com qualidade na Itália, Alto Ádige, Austrália, Nova Zelândia, EUA e, com critério, no Chile e no Brasil, isto mesmo. O Brasil em tempos idos foi um bom produtor desta casta, principalmente na fronteira com o Uruguai.

Mas, sem dúvida alguma, os alsacianos são os melhores nesta casta.

Em termos de gastronomia, são parceiros ideais para a culinária alsaciana que lembra a alemã. Carne de porco com temperos agridoces.

Em falar em agridoces, certamente, vai muito bem com culinária oriental ao estilo Thai.

Vai dar vontade de estar lá depois de verem este vídeo.





PINOT GRIS E PINOT GRIGIO. QUEM É O RESPONSÁVEL PELA DIFERENÇA ENTRE ELAS?

5 06 2011

A uva é esta. Os nomes têm grafia diferente, apenas em virtude dos países em que estão. Grigio na Itália e Gris na França, além de outros nomes que ela tem na Alemanha e Áustria, para ficar por aí.

Mas quem é o o responsável pela diferença entre elas?

O famoso TERROIR palavra um tanto desgastada pela mídia, mas que pode ser simplificada como sendo o conjunto de clima e solo.

Parece simples, mas não é.

São dois vinhos ABSOLUTAMENTE  diferentes feitos com a mesma casta. Há outros exemplos como a Chardonnay mundo afora e aquela de Chablis ou então a Sauvignon Blanc do Loire e a da Nova Zelândia. Mas vamos ficar por aqui.

Muito se fala nela mundo afora. É um tal de Pinot Griogio daqui, Pinot Grigio dali. Percorri algumas lojas de vinho de Porto Alegre e vi uma série de novos vinhos desta casta. Dois anos atrás era muito difícil de encontrar. Tinha os alsacianos e olhe lá.

Mas quem é esta uva? De onde saiu? Qual o seu charme?

Bem a Pinot Grigio, na Europa Central tem vários nomes. Mas ficamos com este e o nome que tem na Alsácia, Pinot Gris.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles.

A Pinot Grigio foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

Dali espalhou pela Europa Central, principalmente França, Alemanha, onde ganha o nome de Rüllender, na Áustria é chamada assim ou atende pelo nome de Grauburgunder.

É uma uva cuja casca é avermelhada, vejam a foto que por vezes parece uma uva tinta. Os vinhos variando do amarelo palha, ( GRIGIO)  ao dourado, caso dos alsacianos (A GRIS).

Os aromas e sabores dependem muito do clima e solo (OLHA O NOSSO FAMOSO TERROIR)  se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia (O TERROIR DE NOVO), com seu solo único, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

Na Itália, encontrou o porto de partida para o novo mundo encontra seu esplendor no Alto Ádige, nos vinhedos da foto acima. O clima frio nas noites de verão garantem uma maturação lenta, principalmente nos últimos 15 dias nos trazendo um vinho com melhor fixação de aromas, seco, ácido e refrescante, bem diferente dos alsacianos ao ponto de pensarmos que estamos na frente de duas uvas diferentes, vale a experiência de realizar uma degustação com os dois estilos.

Assim a comparação é uma das grandes provas da existência e importância do TERROIR na produção de vinhos.

Fiquem com o lindo vídeo do Alto Ádige e suas Dolomitas.

 

 

 

 





PINOT GRIGIO A UVA DA MODA

2 02 2011

É um tal de Pinot Griogio daqui, Pinot Grigio dali. Ontem percorri algumas lojas de vinho de Porto Alegre e vi uma série de novos vinhos desta casta. Dois anos atrás era muito difícil de encontrar. Tinha os alsacianos e olhe lá.

Esta questão de moda vem como de arrastão, de uma hora para outra parece que não há vida inteligente fora do que está sendo imposto. Vale para tudo, desde raça de cachorro, carro até mesmo restaurante.

Mas voltando ao que interessa. Quem é esta uva? De onde saiu? Qual o seu charme?

Bem a Pinot Grigio, na Europa Central tem vários nomes. Mas ficamos com este e o nome que tem na Alsácia, Pinot Gris.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles. A Pinot Grigio foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

Dali espalhou pela Europa Central, principalmente França, Alemanha, onde ganha o nome de Rüllender, na Áustria é chamada assim também ou Grauburgunder.

É uma uva cuja casca é avermelhada, por vezes parece uma uva tinta. De cor variando do amarelo palha ao dourado, caso dos alsacianos.

Os aromas e sabores dependem muito do clima, se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

Na Itália, encontrou o porto de partida para o novo mundo encontra seu esplendor no Alto Ádige, nos vinhedos da foto acima. O clima frio nas noites de verão garantem uma maturação lenta, principalmente nos últimos 15 dias nos trazendo um vinho com melhor fixação de aromas, seco, ácido e refrescante, bem diferente dos alsacianos ao ponto de pensarmos que estamos na frente de duas uvas diferentes, vale a experiência de realizar uma degustação com os dois estilos.

Em termos de novo mundo se gosta dos brancos mais minerais e ácidos procure os Pinot Grigio de regiões mais frias, como o norte da Califórnia e Oregon, No Chile, Casablanca, na Argentina Lujan de Cuyo, em face da alturaa em que são plantados os vinhedos do Pinot Grigio. Austrália, procure as regiões frias geralmente onde tem bons Pinot Noir temos boas uvas bancas e a Nova Zelândia. Se gosta de Pinot Grigio menos mineral, refrescante e ácido, procure regiões mais quentes.

Fiquem com o lindo vídeo do Alto Ádige e suas Dolomitas





A BELA ALSÁCIA E SEUS BRANCOS ESPECIAIS

8 12 2010

Bela e única Alsácia. Pequena região francesa que une a pragmática Alemanha com o charme da França. Fronteira móvel, região que sofreu muitas guerras ao longo da história já foi da Alemanha e depois voltou para a França, hoje, a é um amálgama perfeito entre estes dois países.

Em seus 170 quilômetros de extensão produz vinhos brancos secos e bastante aromáticos e uma combinação ímpar entre açúcar, acidez e álcool, sendo um dos melhores, senão o melhor berço das castas brancas no mundo.

Minha região favorita em se tratando de vinhos brancos. Tem de todos os tipos, do mais seco ao mais doce, do mais aromático ao mineral, incluindo aí seu Crémant (sparkling). Eu como gosto e muito de vinhos brancos fico também por aqui no verão.

São também vinhos que formam grande parceria com a gastronomia local, vão muito bem com a culinária alemã, com comidas mais leves e enfrentam com maestria pratos orientais.

Ali encontraram refúgio seguro castas como Sylvanner, Riesling, Gerwurtztraminer, Pinot gris   e Pinot Blanc.

Mas a beleza de hoje não traduz explicitamente a luta dos produtores locais. Desde sempre foi uma região disputada e palco de muitas guerras. A paz que reina hoje é fruto da luta incansável de seus produtores. O clima sempre frio mesmo no verão somado ao tipo de solo favorece amplamente as castas brancas. São elas:

SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente,  aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.

RIESLING: Não vamos confundir a Riesling Renana, da qual estamos a falar com a Riesling Itálica, utilizada nos espumantes nacionais.

A Riesling Renana tem como seu berço os vales dos rios Saar, Ruwer e Mosela, todos no nordeste da Alemanha. Foi introduzida na Alsácia pelos alemães. Aqui com invernos rigorosos e os verões amenos, a Riesling adaptou-se bem, tem geralmente baixo teor alcoólico, algo perto de 12 graus,o que é uma dádiva em face destes quase vinhardentes que são vendidos hoje. Este mesmo frio ajuda para que a casta seja aromática, refrescante e extremamente longeva. Há exemplares que aguentam muito bem até 10 anos de garrafa.

PINOR GRIS: Originária da Alsácia, França, uva de casca avermelhada mas produz brancos da elite mundial. Possui homônimas espalhadas por vários países, na Iália, Pinot Grigi e  na na Alemenha Grauburgunder, entre outros. Mas é na Alsácia que esta casta alcança seu apogeu. Ali em quantidades liliputianas gera um vinho mágico, inebriante e inesquecível. Cor amarelo quase âmbar, nariz flores, frutos de polpa branca, alguma especiaria como canela e zimbro. Na taça untuoso, lágrimas densas e constantes, na boca acidez e doçura no ponto certo.

GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.

PINOT BLANC: Casta originária da Borgonha, adaptou-se muito bem na Alsácia por ser resistente ao frio. Gosta de solos pedregosos que mantém o calor mesmo em dias mais frios.

É muito utilizada para a produção do Crémant D’Alsace, por ser uma casta mais ácida, frutada com aromas de maçã, pêssego e toques florais.

Há uma pequena produção de Pinot Noir, mas estes em comparação com os da vizinha Borgonha não alcançam a plenitude que lá existe.

Portanto comprem, apreciem e vejam como são deliciosos os vinhos da Alsácia.

 

 





QUE CASTAS SÃO ESTAS – PINOT GRIS

28 06 2010

 

Originária da Alsácia, França, uva de casca avermelhada mas produz brancos da elite mundial. Possui homônimas espalhadas por vários países, na Iália, Pinot Grigi e  na Alemenha Grauburgunder, entre outros. Mas é na Alsácia que esta casta alcança seu apogeu. Ali em quantidades liliputianas gera um vinho mágico, inebriante e inesquecível. Cor amarelo quase âmbar, nariz flores, frutos de polpa branca, alguma especiaria como canela e zimbro. Na taça untuoso, lágrimas densas e constantes, na boca acidez e doçura no ponto certo.

Para combinar valem todos os pratos da cozinha alemã que levam salsichas, chucrute e porco. Também especial para combinar com a cozinha oriental.

Insisto quem estiver na frente de um destes na loja e tiver dinheiro para comprá-lo não hesite será uma experiência inesqucível.

A região além de produzir brancos únicos une o pragmatismo alemão com o charme francês, quem quiser veja   http://wp.me/pPKW2-2i

Ou ainda fiquem com as belas imagens da Alsácia.








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