
O mundo dos vinhos brancos e aromáticos, infelizmente, é pequeno, também.
Caso goste dos brancos aromáticos, acidez média e aromas que vão desde o floral até os de frutas de polpa branca, como maçã e pera, pense na Alsácia, na Torrontés e na Vermentino.
Os vinhos da Alsácia são extremamente aromáticos e as melhores castas são:
PINOT GRIS: também chamada de Pinot Grigio, Rulander e Grauburgunder.
É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses, olha eles aí de novo, neste blog há vários posts que comentam sobre eles. Os Monges Cistercienses, durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles. A Pinot Gris foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.
É uma uva cuja casca é avermelhada, por vezes parece uma uva tinta. De cor variando do amarelo palha ao dourado, caso dos alsacianos.
Os aromas e sabores dependem muito do clima, se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.
Na Alsácia, com seu solo vulcânico, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.
GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.
SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente, aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.
VERMENTINO: A Itália colabora com a Vermentino. Casta tradicional da Sardenha e do litoral da Toscana. Também de cor vermelha, daí o nome. Produz brancos de acidez média, de cor amarelo com toques verde-oliva, muito aromática, no nariz vai desde o floral até o levemente cítrico. Na boca um show, bastante encorpada levemente amanteigada, mas com final seco e longo. Muito parceira dos frutos do mar e peixes leves.
Por fim a Torrontés de Salta, Argentina, um charme.
TORRONTÉS: A Torrontés, dizem originária de Rioja, Espanha, deve ter vindo na mala de algum missionário espanhol e encontrou seu berço adotivo na região do Vale de Calchaqui, este aí tirado na Estância Colomé.
Um vale árido, no norte da Argentina, quem quiser saber mais, http://wp.me/pPKW2-ba
Impressionante como ela é , destacadamente, melhor do que a Torrontés plantada em outros locais da Argentina.
Aqui, neste vale, ela desabrocha numa uva aromática que vai do floral ao cítrico, na boca do ácido a uma leve ponta de açúcar, algo parecido com o que ocorre com as brancas da Alsácia, França, retrogosto prolongado e muito bom bom.
Em termos gastronômicos ela é extremamente versátil, acompanha deste peixes não muito gordurosos até pratos orientais baseados em frutos do mar.
Além de ser uma casta única no mundo, diria até que não existe, pelo menos neste potencial, algo semelhante. Ela reúne um trinômio especial, preço, qualidade e singularidade.
Infelizmente algumas pessoas ainda tem na memória aqueles Echartt Privado feitos desta casta entendendo ser a Torrontés uma casta doce, mas não é, ela, definitivamente não é uma casta doce como a Moscatel.
Um dos grandes vinhos desta casta é o Crios da Susana Balbo quem tiver a oportunidade de comprá-lo, não hesite.
Façam suas escolhas.
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