MAPA DO VINHO PARTE 59 – FRANÇA LOIRE NANTES

29 02 2012

Aqui termina a viagem pelo Loire. No extremo oeste muito próximo do Atlântico recebendo a total influência marítima tendo invernos fortes e verões amenos nasce e cresce a Melon de Bourgogne, hoje chamada de Muscadet.

Os vinhedos estão a volta da cidade mestra da região, Nantes. São divididas em quatro appellations: Muscadet  Sèvre et Maine, a maior e mais produtiva delas, Muscadet Coteaux de la Loire, Muscadet Côtes de Gradlieu e a última para vinhos mais comuns a Muscadet.

Trata-se de uma casta que produz um vinho branco, refrescante, acidez média, aromático e ideal para acompanhar os pratos da regiões, baseados em frutos do mar.

Uma característica destes vinhos é que eles são vinificados sur lie isto é sobre o leito, sobre as leveduras. Aí ficam nos barris por seis meses e são engarrafados sem retirá-las.

Desta maneira obtem-se um vinho mais agradavel, com aromas que puxam para uma padaria,um pão quentinho, em face da fermentação das leveduras.

Ao fim da viegem nada melhor que descansar nesta estalagem da região. Recomendo um Muscadet Sèvre Et Maine  com frutos do mar.

Aqui, no Brasil, encontramos este vinho por R$ 40,00 a 70,00 reais, ao preço de um bom chileno ou argentino.





MAPA DO VINHO PARTE 58 FRANÇA LOIRE ANJOU-SAUMUR

29 02 2012

Nosso Citroën agora está mais a oeste, chegando perto do Atlântico. Em Pays de la Loire. A proximidade do Atlântico nos oferece outro clima, mais fresco no verão e um pouco menos rigoroso no inverno, ideal para a Chenin Blanc, que encontra em Savennères, vinhedo da foto, sua localização predileta, além, é claro de Vouvray, como vimos no post anterior.

Dali saem vinhos brancos minerais, aromáticos, encorpados e de grande persistência e retrogosto. Aqui os Chenin precisam de pelo menos uns três anos de garrafa para desenvolverem seu potencial.

Em Anjou são produzidos vinhos brancos e tintos. Os brancos predominantemente feitos de Chenin Blanc, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Os tintos, inevitavelmente de Cabernet Franc.

Os roses são um capítulo a parte. Os Roses D’Anjou vão desde os bem secos até o meio doces.

Importante destacar o Crémant de Loire, o espumante (Crémant) os melhores são produzidos pelo método tradicional (Champenoise) em Saumur e Vouvray em Touraine. Os de Saumur são feitos de Chenin Blanc,  Chardonnay, Sauvignon Blanc e Cabernet Franc.





MAPA DO VINHO PARTE 57 FRANÇA LOIRE TOURAINE

29 02 2012

A região central do vale do Loire é responsável pelos tintos da região.

As apelações de Chinon, Bourgueil e Saint Nicolas-de-Borgueil. São tintos de médio corpo, frutados, jovens e refrescantes. Produzidos com a Cabernet Franc. Seu estilo lembra os vinhos do mediterrâneo. Tem, claro, suas exceções.

Chinon é a maior das três apelações e está às margens do Loire e de seu afluente Vienne.

Ao leste da cidade principal, Tours, estão as apelações de Vouvray e Montlouis. Ali nasce a maravilhosa Chenin Blanc, extremamente versátil, produz vinhos branco de corpo médio, jovens, alegres, de acidez média, frutados e aromáticos. Produz, vinhos secos, semi-doces, doces e espumantes.

Vai muito bem na África do Sul e na Argentina. Quem quiser saber mais sobre a Chenin Blanc  veja  http://wp.me/pPKW2-f7

Mas , sem dúvida alguma os Chenin Blanc de Vouvray, são vinhos ímpares.

No vídeos todos os tipos de vinhos que a região central do Loire tem: Tinto, rose, branco e crémant.





MAPA DO VINHO PARTE 56 FRANÇA LOIRE SANCERRE

28 02 2012

Não há pressa na viagem, então vamos neste simpático Citroen 3CV, famoso por aquelas bandas. Começamos em Sancerre, esta linda cidade medieval e berço da Sauvignon Blanc.

Esta casta, ao contrário da sua vizinha Pinot Noir, se dá bem em quase todas as regiãos do mundo que lhe ofercem verões amenos e invernos frios. Da Noa Zelândia ao Uruguai, passando pelos vinhos de altura da serra catarinense, esta casta produz excelentes exemplares.

Mas nada se compara ao produzido na região de Sancerre e Pouilly-Fumé.  São feitos por pequenos produtores da região leste do Loire Central, brancos secos, minerais, aromas de frutas secas e nozes. Na boca acidez marcante, quase crocante, vão muito bem com frutos do mar e pratos leves. Mas inesquecíveis com os queijos de cabra, Chèvre (cabra em francês).

O clima continental, afastado do Atlântico é o ideal para o desenvolvimento desta casta. As regiões de Sancerre, Pouilly-Fumé  são as melhores.  O de Sancerre mais mineral e do de Pouilly-Fumé mais aromático e frutado.

Uma linda vista do Sancerre





MAPA DO VINHO – PARTE 55 FRANÇA LOIRE

28 02 2012

O vale do Loire, região de aproximadamente 900 quilômetros, perto de Paris, tendo como fio condutor o rio Loire, inicia na fronteira da afamada borgonha e vai desembocar no Atlântico, em Nantes.

Esta condição geográfica, de porto, assim como Bordeax e o Rhône, sempre influenciou a região. Sua vocação vinhateira vem desde os idos tempos, seus vinhos, consumidos na capital ou exportados para o Reino Unido, Bélgica e Holanda.

Há várias cidades medievais, ao melhor estilo alsaciano, com os vinhedos batendo nas janelas das casas ou plantados ao redor dos Mosteiros e Conventos. Aliás,  os monges foram os grandes responsáveis pelo que,hoje, a região representa para o mundo do vinho.

A qualificação na produção de vinhos começou no extremo leste, perto da Borgonha, onde estão, na média, os  grandes vinhos da região.

Aqui aprecia-se este Sauvignon Blanc – Sancerre – com queijos de cabra, típicos da região e uma baguete aos melhor estilo gaulês.

Os brancos dominam a região, com quase 60% da área plantada, castas como Sauvignon Blanc e Chenin Blanc, entre outras são nativas da região o resto divide-se em espumantes, roses e tintos.

São vinhos para todos os estilos, brancos, roses, tintos,espumantes e vinhos doces, do mais simples ao sofisticado, do seco ao ácido,do leve ao encorpado, há vinhos para todos os gostos.

Região turística das mais importantes da França, conhecida pelos seus castelos, vilarejos banhadas pelo maior e mais famoso rio da França.

Fantástica região enogastronômica, dali saem queijos ímpares, como o Chèvres.

Fiquem com uma das castas da região a Muscadet





MAPA DO VINHO PARTE 54 FRANÇA LANGUEDOC – LIMOUX

28 02 2012

Limoux, vejam ni mapa está acima de Minervois bem alto já nos médios Pirineus.

Com seus vinhedos plantados em 300 metros de altura, recebendo do frio todas as bençãos para produzir o que o Languedoc pode produzir de vinhos brancos e espumantes. A região é um oásis de vinhos brancos e para o  espumante.

Blanquette de Limoux o primeiro espumante (crémant)   feito no mundo, muito antes do afamado Don Pérignon e suas estrelas.

Não se esqueçam as uvas brancas adoram o frio,principalmente nas noites de verão o que retardam seu amadurecimento,diminuem a quantidade de açúcar e mantém a acidez elevada. De um modo geral os bons vinhos brancos têm teor alcoólico baixo, em torno de 1o/12 gramas por litro (g/l).

Linda foto dá ideia de Limoux

Aqui são plantadas as tradicionais brancas, como Chardonnay, Chenin Blanc, algo de Sauvignon Blanc e a nativa  Mauzac.

Esta muito usada nos espumantes da região em conjunto com a Chenin e Chardonnay.

Vale lembrar que os espumantes da região remontam ao século 16, portanto anteriores as demarcações da afamada região de Champagne. Mas,claro, sem o marketing da última.

Portanto se estiver na frente de um vinho branco ou espumante da região de Limoux, não perca tempo compre e usufrua da delícia que eles são.





MAPA DO VINHO PARTE 53 FRANÇA LANGUEDOC – CORBIÈRE

28 02 2012

O Oeste do Languedoc Roussilon muda bastante. A proximidade com os Pirineus, na fronteira com a Espanha, nos traz montanhas e vinhedos de altura. A foto acima mostra bem como são os vinhedos em Corbière.

São montanhas viradas para o Mediterrâneo, recebendo deste as brisas necessárias no verão somado a altura dos vinhedos condições ideais para os vinhos de altura.

Retardando o amadurecimento das uvas consegue-se fixar melhor os aromas e temos tintos mais robustos e brancos mais ácidos e minerais.

Corbières quase no final de Languedoc Roussilon, muito perto dos Pirineus, tem seus vinhedos plantados em regiões montanhosas, como os da foto, em terrenos de altura, em torno de 100 a 140 metros de altura. A região de morros e vales a 50 quilômetros do Mediterâneo.

Terra de bons roses feitos da uva Grenache e de tintos de corpo médio com as castas da região mediterrânea, como a Mouvèdre, Grenache, Cinsault e Carignan.

Aqui também é usada uma casta típica da região, de nome estranho a Picpoul,podendo ser tinta ou a branca. Uvas do Rhône que se dão muito bem por estas paragens, mas em áreas muito menores que as tradicionais aí de cima.

O tinto é bastante frutado, de corpo médio, acidez no ponto certo.

O branco é mineral, aromático, acidez marcante de final de boca longo e agradável.

O vídeo dá conta de como é a região.





MAPA DO VINHO PARTE 52 – FRANÇA – MINERVOIS

28 02 2012

Minervois (Minerva),não é por nada que tem este nome. Nesta região os romanos andaram, estiveram e plantaram as primeiras vinhas da região. Esta charmosa vila chama-se Livinière, epicentro dos vinhos da região de Minervois.

Assim como o Vale Del Uco  http://wp.me/pPKW2-91  as vinhas de Minervois, estão plantadas  no estilo anfiteatro,isto é em semi círculo e em escadas de altura, numa média de 100 quilômetros do Mediterrâneo, mas voltado para ele e recebendo todas as suas influências. Mais perto do oceano Atlântico, protegido de suas influências pelos Pirineus.

O solo pedregoso, vinhos plantados em altura, inicia o anfiteatro numa média de altura entre 100 indo até 400 metros de altitude. Não esquecendo que a altura influencia a uva no seu final de maturação, momento muito importante, pois nestes 30 dias finais, quanto mais devagar amadurecer mais interessante será o vinho.

Os vinhos são feitos pelas mesmas uvas tradicionais, apenas com o tempero da altura que torna os tintos mais encorpados e tânicos.

Vejam o vinhedo de Carignan, sem condução





MAPA DO VINHO – PARTE 51 – FRANÇA – NIMES

28 02 2012

Entre Coteaux Du Languedoc e a Provence fica Costière de Nimes. Bem pertinho da cidade papal de Avignon fica a região de Nimes.

Um dos verões mais quentes da França, invernos amenos, e muitoooo soool faz deste local um paraíso. Mas onde entram as pedrinhas mágicas.

As vinhas são plantadas muito perto do Mediterrâneo em alturas que variam de 25 a 100 metros.Até aí tudo muito igual as outras vinhas do sul da França.

Mas aqui as vinhas são plantadas no solo coberto por um manto de pedras, estilo cascalho, vejam foto acima. Estas pedras além de reter o calor e a claridade do do sol, a noite aquece  a vinha. As chamadas galests roulés.

Igual a afamada região vizinha de Châteaneuf-du-Pape, com a vantagem de que seus vinhos são muiiiiito mais baratos.

É região produtora de bons tintos, encorpados, elegantes e aromáticos, muitos deles com Syrah, Grenache, Mouvèdre e Cinsault.

Os roses também são excelentes, leves e agradáveis.

E os brancos com base na Grenache Blanc.

Compre vinhos desta região em lojas especializadas e Prosit!

Vejam o solo das vinhas, puro cascalho.





MAPA DO VINHO – PARTE 50 – FRANÇA LANGUEDOC VINHOS MODERNOS

28 02 2012

Como não poderia deixar de ser Coteaux Du Languedoc recebeu influências de todos os povos que circularam pelo mediterrâneo, desde os gregos até os romanos  passando pelos fenícios.

A área vai de Narbonne, oeste até leste Cévennes.

Muito se produziu de vinhos mais ligeiros e menos cuidados, hoje, com as modernas técnicas de enologia e maquinário a região tem produzido ótimos vinhos. Eu gosto muito dos vinhos do languedoc, desde o sabor até os preços.

Fatores  os ventos, o famoso Mistral, vento quente que desce do norte, o Tramontane, Cers e o MArinho, trazem consigo, secas, chuvas, humidade ou baixa humidade, influenciando nos vinhedos. Chuvas distribuídas de maneira diferenciada, regiões como Narbonne, com chuvas acima da média e outras com chuvas abaixo da média, como em Nimes, temperaturas variadas, assim como a incidência do sol nas mais várias costas do mar Mediterrâneo.

Fatores estes que  nos trazem vinhos muito diferentes, apesar de serem usadas, quase sempre as mesmas uvas. A região montanhosa a beira do Mediterrâneo, como os alpes de Provence ,o Monte Ventoux e outros trazem diferentes alturas nos vinhedos o que se caracteriza por difentes vinhos.

Desta maneira temos vinhos muito diferentes, mesmo em regiões próximas, daí o charme dos vinhos do sul da França.

Os vinhos que saem das encostas das montanhas, hoje com modernas vinícolas, para mim tem sido uma grata surpresa. São os vinhos mais intrigantes que tenho apreciado ultimamente.








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