MAPA DO VINHO – PARTE IV – PORTUGAL – VINHOS VERDES

26 01 2012

Impossível resumir num post todas as regiões e suas características. Em Portugal há uma ou duas centenas de castas nativas catalogadas e em plena vinificação. Um verdadeiro paraíso para os ampelógrafos.

Assim vamos dividir em vários posts o pequeno conhecimento que tenho dos vinhos portugueses, suas uvas e onde se encontram.

Ao norte, onde tudo começou em Portugal, na fronteira com a Galícia (Espanha) está a região dos vinhos verdes.

Na região do Minho iniciou a história de Portugal.  A foto mostra o largo da igreja Matriz da cidade medieval de Melgaço e suas muralhas. Não é por menos que um dos melhores vinhos verdes chama-se Muros Antigos.

De certa forma antecipando o post sobre a região do Minho andei escrevendo sobre os verdes, vejam http://wp.me/pPKW2-8f

Complemento, apenas, para dizer que esta região situa-se no extremo norte de Portugal, tendo o rio Minho, como fronteira natural com a Espanha.

O vinho é chamado de verde não porque sejam os vinhos de uvas verdes ou colhidas imaturas.  Existe o vinho verde de uvas tintas.

O vinho é verde pois vem da região verde de Portugal, assim chamada pelos índices de chuva o ano todo, a vegetação por lá é constante. Me falem os amigos portugueses se estou certo ou não desta versão.

O Vinho verde tem por característica um baixo teor alcoólico, algo em torno de 8 a 10 GL, acidez marcante, alguns com a “agulha” devida a acidez, e por vezes o aparecimento de CO2.

Na minha opinião os vinhos verdes carregam um estigma, o de serem vinhos baratos. Esta característica se deve ao fato de ser produzido em pequenas propriedades, muitas vezes com várias uvas misturadas, resultando no que chamam de vinho verde de lote, ou seja, as vezes até mais de 10 tipos de uvas diferentes, pois bem este vinho são vendidos aqui por volta de R$20,00 e atrapalham os grandes verdes que são os varietais, das castas mais elegantes, como se vê abaixo.

Importante ressaltar que os melhores e mais caros vinhos verdes provêm das seguintes castas:

Loureiro: Vinhos aromáticos, lembrarm frutos de polpa branca, como mçã e pera, acidez média – alta, na boca amcio refescante e de final prolongado.

Alvarinho: Vinhos mais famosos, acidez alta e marcante, nariz cítrico, boca mineral e de gosto prolongado. Como a acidez é alta são, tgambém, vinhos de guarda, podendo aguentar, pelo menos 8 a 10 anos.

Trajadura: Menos aromático que os outros dois, acidez mediana, serve de fiel escudeiro da Alvarinho para, inclusive, acalmar a acidez desta última.

Avesso: Com características parecidas com a Alvarinho, mas geralmente vendido como espumante. E, po sinal, dos bons, pena que por aqui é raro encontrá-los.

Infelizmente têm o estigma de serem vinhos baratos, sendo assim, os mais bem elaborados, geralmente varietais, isto é de uma só uva, melhores e mais caros são burramente postos de lado pelo consumido, principalmente os brasileiros.

Joias da coroa como este Palácio das Brejoeiras são vinhos a serem apreciados de joelhos agradecendo ao Divino este momento tão importante.

Feito com a rainha das uvas do Minho, a Alvarinho, este vinho envelhece com muita saúde. As matizes de acidez marcante, uma agulha na língua dão lugar a uma elegância singular. Redondo e volumoso é um vinho inesquecivel.

Há outros, claro, mas este eu gosto muito.

Interessante destacar a produção de espumantes baseados nas castas da região. De produção liliputiana eles são maravilhosos.

Vejam o lindo vídeo.


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Informação

2 respostas

27 01 2012
João Luís Pereira da Fonseca e Costa

Um excelente trabalho de pesquisa,sério sem ser tendencioso e elaborado com conhecimentos de quem sabe do que fala vou ser um seguidor atento para juntar os seus conhecimentos aos meus ,mais uma vez deixo aqui um Obrigado pelos seus conhecimentos didácticos em relação a arte vinícola.

27 01 2012
alemdovinho

João, muito obrigado pelas palavras. O mote deste blog é exatamente transferir o meu conhecimento em vinhos para que mais pessoas gostem de apreciá-los, sem bobagens. Valeu também por me seguir.

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