FRANÇA – LOIRE – PARTE III – TOURRAINE – BLOIS E SUA CHENIN BLANC

10 12 2011

Depois de Sancerre, pausa em Montrichard, neste simpático hotel. A região é salpicada de pequenas comunas como esta. Cidades com forte presença galo-romana as ruínas demonstram a presença dos homens de Cesar por toda a parte.

Poderíamos falar do Castelo de Chambord, aqui perto. Famoso por inspirar contos de fadas e é, talvez, o mais famoso de todos os castelos ao longo do rio Loire.

Mas não estamos aqui para falar dele, e, sim, dos vinhos e uvas da região central do loire.

Nas brancas a Chenin Blanc, certamente, é a mais espetacular, seguido nas tintas pela Cabernet Franc.

A Chenin Blanc possui alta adaptação produz desde vinhos de sobremesa até espumantes, passando por vinhos tranquilos.

O solo e clima serão determinantes no estilo do vinho que virá desta uva. É de lembrar que ela é muito sensível a Botrytis Cinerea, aquele fungo que chamamos de  podridão nobre e é responsável por excepcionais vinhos de sobremesa, ao estilo Sauternes e Tokaj.

Interessante destacar, também, que os Hugenostes, protestantes franceses seguidores de Calvino, foram expulsos da França e seguiram para a África do Sul  lá pelos anos de 1670 levando consigo esta uva. E, hoje, a África do Sul produz vinhos de exceção com esta casta.

O Loire é a região natural da Chenin Blanc. Denominações como Anjou, Savennères e Vouvray são bem conhecidas dos amantes do vinho. O espumante de Vouvray feito com esta uva é divino.

Mas não é só de brancas que vive o Loire Central.

O alemdovinho está nesta praça central de Chinon, no coração do Loire, França apreciando um Cabernet Franc. Esta uva é natural desta região onde produz um vinho de médio corpo, levemente ácido (ideal para acompanhamento gastronômico) e muito aromático.

Suave e sedutor assim é o Chinon. Daqueles vinhos companheiros para momentos íntimos onde podemos ouvir uma boa música e ler um bom livro.

A Franc saiu do Loire e foi para Bordeaux onde junto com a Merlot e a Cabernet Sauvignon formam o trio de ouro bordalês. Traz aos vinhos de Bordeaux, perfume e especiarias. Uma espécie de fiel da balança algo como um baixo no jazz, vejam a música que segue o post. Parece invisível, mas sem ela não haveria a música.

Plantada mundo a fora geralmente utilizada em corte com outras castas. Nos EUA há vários vinhos feitos exclusivamente com a Franc.

Mais perto de nós o Chile e Argentina geralmente a usam nos cortes, mas destaco um varietal que me chamou a atenção. O Loma Larga feito em Casablanca, portanto região fria, feito com esta uva.

O vinho estava muito bom e me lembrou os bons vinhos de Chinon feitos com esta casta.

Ouçam a música o bass me lembrou a Cabernet Franc.

 

 

 


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