ISTO É PROVENCE – ALPES-DE-HAUTE-PROVENCE – AQUI GIRASSOL LAVANDA E VINHEDOS

27 12 2011

 

É a região central da Provence. Ainda sob forte influência dos Alpes ao norte, como se vê nestas foto acima.

As principais cidades foram importantes centros medievais como Digne-Les-Bain, Forcalquier, Manosque, a cidade fortaleza de Sisteron, entre outras.

Sob forte influência da Igreja, mais ao sul começam a surgir aquele cinturão de cidades com nomes de santos, em geral, iniciadas na volta das Abadias e Mosteiros.

Aqui, também, os famosos campos de Girassol

E de Lavanda.

Terra de muito sol e pouca chuva. Com forte irrigação pelos lagos da região e pelo degelo dos Alpes é muito forte a fruticultura.

Vejam a terra como é seca. Seca o suficiente para a atenção máxima das brigadas anti-incêndio, aliás comuns no alto do verão.

Aqui a foto do avião utilizado vindo buscar água no lago Saint-Croix.

E onde tem tempo seco temos uva. A videira adora solos secos e com pouca matéria orgânica. E mais ao sudoeste de Alpes-De-Haute-Provence.

A denominação chama-se Coteaux de Pierrevert, ao redor das cidades de Manosque e Forcalquiet.

Uma região onde os vinhedos sofrem climas extremos, verões e invernos rigorosos e secos.  As vinhas estão numa altura média de 400 metros.

Uvas tradicionais do Mediterrâneo, Grenache, Carignan e  Ugni Blanc. Produz tintos, brancos e roses. Os tintos dominam, como os vinhedos são situados em altura e o clima é seco, temos, no final da maturação uma grande diferença de temperatura o que nos traz tintos robustos e tânicos, precisando de tempo de garrafa para amaciar os taninos.

Em proporção um pouco menor os roses. Também firmes e escuros que precisam ser consumidos em até 5 anos de seu engarrafamento.

Já os brancos são minoria e devem ser consumidos jovens.

 





ISTO É PROVENCE – HAUTE PROVENCE – UMA PROVENCE SEM VINHEDOS

26 12 2011

Um natal em Gap, principal cidade de Haute Provence mais parece um natal na Alemanha. Neve e mais neve com centros de esqui e uma vida totalmente diferente da Provence mais conhecida.

Esta parte da Provence faz fronteira com a Itália e fica, da fronteira até Turim pouco mais de 100 quilômetros. O Piemonte é famoso por seus Barolos e Barbarescos e as suas uvas, Dolcetto, Nebbiolo e a Barbera.

Mas do lado francês não tem vignoble (vinhedos) eles só aparecem na parte sul de Alpes -Haute – Provence.

Ao norte, o departamento Hautes Alpes tem uma altitude média de mais de 1.000m. A maior elevação é a 4.102m Barre de Écrins com a turística geleira Blanc.

Impossível vinhedos por aqui. As principais cidades dos dois departamentos são: Gap, Briançon, Embrun.

Certamente o turismo aqui fica por conta do clima alpino.

O lago de Serre-Ponçon nada deve aos melhores lagos italianos e suíços.

Esportes náuticos ou que dependam do vento são bem-vindos.

 





ISTO É PROVENCE – ALPES MARÍTIMOS – VINHOS, PRAIAS E PERFUMES

26 12 2011

 

No interior dos Alpes Marítimos, deixe a vida andar num ritmo diferente.

Hoje a região dos Alpes Marítimos é importante destino turístico, cidades como Cannes, Saint Tropez, Nice entre outras pequenas cidades encravadas nas costas das montanhas debruçadas no Mediterrâneo, foram, desde os Romanos, importantes e cidades e o início da história da Provence. Quem não conhece, de nome, a chamada Costa Azul ou Cote D’Azur.

Felizmente a Cote D’Azur é apenas uma parte do Departamento dos Alpes Marítimos. Lá também está um verdadeiro cinturão de cidades muito pequenas, que iniciam com nomes de Santos, pela influência dos Monges Cistercienses do tempo dos Duques e da expansão da Catalunha. Cidades que estão encravadas nas encostas dos Alpes Marítimos e iniciaram, de certa forma, em torno das Abadias e Mosteiros.

Vejam o exemplo de La Roquette-Sur-Var, minúscula e linda.

E o detalhe das casas.

Não se pode falar dos Alpes Marítimos sem comentar sobre Grasse, a chamada capital dos perfumes. Aqui, desde os tempos antigos existe o ofício do perfumista, aquele mago que mistura os cheiros e os aromas para criar perfumes únicos. Não é de hoje que a pequena Grasse envia sua produção, tanto para os centros mais importantes da França como para o exterior.

Grasse, localizada no centro noroeste dos Alpes Marítimos, possui uma geografia acidentada com picos de mais de 1000 metros de altitude e, desde o século 18, tem na técnica do perfume sua sobrevivência. O que não impede de servir vinhos da melhor qualidade nos seus pequenos restaurantes, como este da foto.

Ou observarmos as famosas janelas provençais.

Mas e o vinho? Calma. Os Alpes Marítimos tem, nos arredores de Nice uma das menores regiões demarcadas, chama-se Bellet. Mais precisamente a oeste da mais importante cidade do Departamento.

Nas colinas etão plantados os vinhedos que não aceitam a mecanização, toda o cuidado e colheita das uvas é feito manualmente.

Outro charme, além da pequena produção colhida manualmente é  a utilização de uvas nativas, como as brancas Pignerol e Mayorquin com as conhecidas Muscadt e Chardonnay.

Já as tintas que produzem vinhos tintos ou roses são as nativas Fuella e Braquet com a Cinsault e Grenache.

Visto, então que os Alpes Marítimos, tem muito charme, desde as cidades praianas da Costa Azul até cidades pequenas do seu interior. Charme, este, também estampado na pequena produção de seus vinhos com uvas nativas.

 

 

 





ISTO É PROVENCE…

25 12 2011

A Provence fica no sudeste francês e vai desde o Languedoc Roussilon a oeste até a Itália a leste, seguindo a borda do mediterrâneo. Para o norte temos a parte dos alpes e alpes marítimos a nordeste, inclusive fazendo fronteira com o Piemonte, Itália e, a noroeste com o Rhône.

Apesar de termos a ideia comum de que a Provence é só litoral e praias lindas nos esquecemos que a norte, noroeste e nordeste temos os Alpes e os Alpes Marítimos com montanhas que alcançam fácil 2500 metros, inclusive, no inverno com muita neve.

Deste modo temos várias sub-regiões e com climas variados o que nos traz diferentes tipos de vinho e uvas.

Em relação a sua história fácil verificar a forte influência dos gregos e dos romanos nos variados estilos de ruínas de teatros, vilas e construções. E com eles os vinhedos. Vejam as fotos abaixo.

Como esta ponte romana.

E as ruínas deste teatro grego.

As marcas destas civilizações são constantes nas vilas e cidades medievais do sul da Provence, como Arles, Bandol, Avignon e Orange, por exemplo.

Os gregos iniciaram sua influência em cidades portuárias ao sul, como a principal delas, Marseille. Na então chamada Massalia há os templos aos deuses gregos e teatros.

Após, os romanos vindos da vizinha italiana Liguria se espalharam pelo litoral do Mediterrâneo, indo da hoje Monaco até o Languedoc Roussilon. Numerosas vilas romanas estão até hoje lá dando-nos a prova de sua permanência.

Com a queda do império romano sucessivas civilizações chegaram na Provence, desde os germânicos e suas tribos, até os árabes (sarracenos), passando pelos Duques, desde os vindos da Catalunha até os do norte, Borgonha.

Neste período é importante destacar que Avignon foi sede Papal durante 70 anos com o cisma ocorrido na Igreja Católica.

Tamanha influência de variadas civilizações, por certo, construíram o que hoje se pode chamar de estilo provençal, desde a arquitetura, com suas típicas casas de pedra, como nas fotos abaixo

E suas janelas e venezianas em tom azul anil

E na culinária com os mais variados temperos vindos de lugares distantes. Principalmente porque a Provence e ponto final de um dos mais importantes rios da França, o Rhone, que nasce no centro da Europa e vem desaguar no mar e serviu de canal de navegação para o transporte de especiarias vindas do Oriente.

Nos mercados e feiras das cidades medievais que salpicam a Provence é comum vermos esta imagem.

A cultura do Oriente trouxe, também o conhecimento sobre perfumes, que o digam os campos de Lavanda

 

e a medieval  cidade de Grasse, chamada capital dos perfumes, onde tudo iniciou.

E quanto aos vinhos da Provence?

Como qualquer outra região do Mediterrâneo não poderia fugir da utilização das castas da região, as tintas Mouvèdre, Grenache, Carignan, Syrah e as nativas Cinsault e Tilbouren. Já as brancas usam-se Bourbolenc Blanc, Clairette, Rolle e Semillon.

Bem, mas onde está a marca registrada da Provence nos vinhos? É que aqui pode-se chamar de berço e terra máxima dos roses. Em nenhuma outra região deste planeta se produz tanto rose com tanta qualidade como aqui.

Veremos em posts posteriores as regiões demarcadas e os  roses desta terra mágica.





AS UVAS CLÁSSICAS DO MEDITERRÂNEO

18 12 2011

Toda a borda do Mediterrâneo que vai da França até a Espanha usa e abusa das quatro uvas que dão o tom em seus vinhos.

Este vinhedo de Grenache, no Roussilon, França, que o diga.

Importante  dizer que o clima é mediterrâneo, isto é, clima temperado muito influenciado pelo mar. Sendo assim, podemos ter verões quentes e secos ou frios e chuvosos. Aí entram as uvas chamadas de corte. No blend sob responsabilidade do enólogo, diferentes uvas são utilizadas de acordo com seu grau de qualidade em função do clima.

Muito diferente do clima continental, ao estilo, Colchagua, onde dificilmente temos variações em relação aos estilos de inverno e verão.

Aí é que entram as uvas clássicas do Mediterrâneo.

A Carignan, Grenache, Mouvèdre e Cinsault. Estas uvas tintas estão presentes na grande maioria dos vinhos.

A Carignan, também chamada de Cariñena, na Espanha de onde é originária, inclusive fazendo parte do corte dos vinhos de Rioja. Mas no Languedoc, extensa região na França que vai da Provence até a fronteira espanhola encontrou um local onde produz muito e, hoje, graças ao trabalho dos jovens produtores, produz com qualidade. Uva que traz ao vinho muita cor e aromas, mas possui muita acidez e taninos, por isto dificilmente a vemos, nesta região vinificada sozinha.

O que não é o caso do Chile e dos EUA onde os produtores tem, com sucesso, dominado os taninos e a acidez e produzidos belos varietais.

A outra uva mestra do Mediterrâneo é a Grenache ou Garnacha para os espanhóis. Também chamada de Cannonau na Sardenha.

Esta uva é fundamental para o Rhone sul onde compõe 50% do Châteaueuf-du-pape e entra em basicamente todos os cortes dos vinhos tintos e roses. Vindo mais para oeste, na Provence, Languedoc e Roussilon continua essencial. Dificilmente a vemos fora dos vinhos.

Mais um a uva nativa do norte da Espanha que graças ao trabalhos dos Romanos espalhou-se pela borda do Mediterrâneo. Uva que gosta de muito sol e solos secos, como os da foto acima e como tem maturação prolongada seus altos índices de açúcar permitem elaborar vinhos bastante alcoólicos. Como possui a pelo muito fina não tem cor e taninos para que seja vinificada sozinha, daí a necessidade de suas parceiras, a Mouvèdre, Cinsault e a Carignan.

Mas não podemos pensar em roses de Provence sem que ela esteja presente. É essencial para trazer ao vinho açúcar e álcool.

Na Espanha é importantíssima na produção dos vinhos do Priorato, região perto de Barcelona que produz vinhos potentes junto com a Carignan.

Outra parceira inseparável é a Mouvèdre, chamada, na Espanha de Monastrell. Originária da Catalunha esta casta é amiga  da Grenache completando-a. O que falta numa sobra  na outra. A Garnacha é alcoólica, sem pigmentação e certa doçura. A Mouvèdre é poderosa na cor, nos taninos e na acidez. Portanto, combinação inseparável.

Sozinha a Mouvèdre, na Provence, mais precisamente em Bandol encontrou terreno fértil para que se possa produzir os vinhos tintos da Provence. Sozinha empresta todos os itens necessários a um vinho potente e de guarda. Experimentem um tinto de Bandol e não esquecerão.

Na Espanha a Monastrell é vinificada em toda a borda mediterrânea, tanto sozinha, como no jovem terroir de Jumilla, que faz parte da província de Murcia e Alicante no sul de Valência.

Por fim, mas não menos importante é a Cinsault, também chamada de Hermitage. Hermitage que no cruzamento com a Pinot Noir deu origem à uva chamada Pinotage, ícone da África do Sul.

Uma essencial no Languedoc e no Roussilon, tem por característica a sua tolerância ao sol e ao calor, inclusive é plantada do outro lado do Mediterrâneo, como Marrocos, Líbano e Argélia.

Uva muito produtiva deve ter cuidado máximo para que se obtenha qualidade. Empresta ao corte com a Mouvèdre e a Grenache, sedosidade e aromas.





CONFRARIA ALEMDOVINHO – PARTE III – ARGENTINA – A GRATA SURPRESA ALTOSUR

17 12 2011

A grata surpresa da noite. Um rose de Tupungato (Lujan de Cuyo) Mendonza feito 100% com a Malbec.

A Malbec é originária de Cahors, sudoeste francês, por lá produz vinhos um tanto duros e muitas vezes usados com outras uvas. Lá a chamam de Negra de Lot. Lot é o rio que corta a cidade de Cahors, a mais galo-romana das cidades do sudoeste francês.

Por aqui a Malbec é a carrega bandeira da Argentina, não é nada não é nada colocou o país no epicentro dos países produtores de vinho.

Por aqui produz vinhos encorpados, aromáticos e com uma leve doçura do próprio fruto.

O produtor é a Finca Sophenia que dispensa comentários. Produz vinhos de alto nível sem perder o foco no preço. Em geral acessíveis. Os vinhedos em Tupungato tem mais de 1.200 metros de altura o que nos traz noites frias no verão. De novo a questão de retardar o amadurecimento da uva fixando melhor os aromas e mantendo a acidez necessária.

Vejam a belíssima  foto retirada do site da Bodega.

O vinho foi uma grata surpresa. Altosur é a linha de entrada do produtor. Este rose eu imaginei que seria ao estilo tradicional dos roses andinos. Muita concentração de cor e aromas. Roses quase tintos.

Mas este não. Tem aquela cor forte de um rose bem concentrado, mas no nariz apresentou-se mais suave com aromas firmes mas não enjoativos de cereja e amoras. Na boca manteve a surpresa. Uma acidez muito bem vinda, firme e envolvente, ao final deixou um toque de pimentão verde muito difícil de se encontrar. Final de boca longo e prazeroso.

Gostei muito deste vinho.

Fiquem com o vídeo dos guardiões da vinha.

 





CONFRARIA ALEMDOVINHO – OS ROSES – PARTE II – RHONE SUL – O EXPLÍCITO LA VIEILLE FERME

17 12 2011

Seguindo nos vinhos apreciados pela Confraria Alemdovinho, o segundo vinho da noite veio do Rhone sul, França.

O produtor do La Vieille é Domaine Perrin e possui vinhedos espalhados no sul do Rhone, mais precisamente em Luberon e Cote Ventoux.

O vinhedo está localizado no Mont Ventoux, um marco de divisão entre o Rhone norte, caracterizado por um vale e o sul, onde o rio se espalha e deságua no Mediterrâneo.

Pois nas suas encostas em locais altos recebendo os frios ventos do mar Mediterrâneo no verão o que atrasa a maturação das uvas, sendo benéfico para produção de bons vinhos.

As uvas utilizadas neste rosa são elas de sempre, Grenache e Cinsault e a Syrah, uva típica do Rhone.

Um vinho que na cor já dá seu show de exuberância. Um rosa vivo e atraente. O nariz frutado puxando para cereja, melancia e morangos. Na boca acidez marcante e um leve toque de doçura ao final.

Eu gostei bastante deste vinho.

O Mont Ventoux é famoso pela dificuldade que impõem aos ciclistas que realizam o Tour de France, vejam as imagens.





CONFRARIA ALEMDOVINHO – OS ROSES – PARTE I -A PROVENCE E SEUS ROSES – MAGNÍFICO CHÂTEAU LAFOUX

17 12 2011

Encontro vínico realizado na Via Vino, Rua Dinarte Ribeiro, 131, Porto Alegre/RS, www.viavino.com.br e desde já agradeço atenção do André e da Carol pela ajuda necessária.

A loja está muito bonita, bons preços e variedade de vinhos, vale a visita.

Bem, mas o tema da degustação era apresentar os vinhos roses para quem não tinha nenhuma ou pouca intimidade com eles. Ou, até mesmo, para afastar alguns preconceitos bobos em relação aos roses.

O primeiro vinho da noite, este da foto, o Château Lafoux, safra 2010.

Mas antes de falar do vinho, um toque sobre a Procenve

A região é Provence, terra e berço dos melhores roses do mundo. Provence, desde sempre foi porta de entrada para os produtos vindos do oriente através do Medeiterrâneo. Daí subiam o rio Rhone e chegavam, via Lyon e Dijon no centro da Europa. Em suas cidades está nota-se a presença dos Romanos por toda a parte o que já nos indica que seus vinhedos são antigos, eis que falar de Romanos é falar da vinha, pois responsáveis por espalhá-las pela Europa.

Além disto, tem muitos anos que a Provence especializou-se na produção de roses. E assim pensando em roses desde a videira. As videiras e as uvas são cuidadas para produzirem o que temos de melhor em se falando desde estilo de vinho.

Utilizam a técnica da maceração carbônica, onde as uvas são colocadas umas em cima das outras para que o peso delas inicie o processo de esmagamento e fermentação. Não se utilizando de prensas e sim do delicado amassamento. Conservam-se, assim, os aromas e sabores das uvas.

As uvas utilizadas são as clássicas do Mediterrâneo, a Cisault, Grenache e a Mouvèdre.

Bem, mas e o Château Lafoux?

O produtor está localizado em Provence Verne, no Massif de la Saint Baurme. Muito perto de Toulon e da conhecida Saint Tropez.

Uma a vila Romana, olha elas aí de novo, deram origem a sede do produtor. Os vinhedos estão situados a 320 metros de altura e recebem, assim, o frescor noturno no final da maturação. Noites frias no verão garantem uns 15 dias a mais na maturação das uvas fixando melhor os aromas e as condições de uma uva mais perfeita para a vinificação.

As uvas utilizadas foram a Grenache e a Cinsault. A cor clássica de casca de cebola, um alaranjado típico. No nariz sutis (aí que me apaixono pelos roses de Provence) de frutas vermelhas, lembrando muito cereja. Na boca uma força que não se espera pelo visual do vinho. Sua cor alaranjada nos remete a um vinho sem força. Mas que agradável engano. Na boca demonstra corpo médio e acidez firme e refrescante. De final de gole prolongado.

Ideal para ser bebido sozinho, com uma boa leitura ou com amigos, como fizemos neste último encontro da Confraria.

Pode ser parceiro de pratos a base de peixes, frutos do mar e carne branca com molhos bem leves.





FALANDO DA GAMAY …

16 12 2011

Falar da Gamay é apreciar o bom vinho da Borgonha, França, terra natal desta uva maravilhosa.

Falar da Gamay é apreciar um vinho tinto com baixos índices de taninos, muito frutado, alegre e ótimo para ser servido nos dias mais quentes, levemente gelado.

Falar da Gamay é dizer de Beaujolais, no início da Borgonha, perto de Lyon.

Vejam o mapa.

É falar do Beujolais Nouveau, um tinto jovem pronto para beber em apenas dois meses após a vindima.

É falar que o Bejolais Nouveau é feito através da maceração carbônica da Gamay, aonde o próprio peso das uvas começam a maceração das uvas.

É gritar a famosa frase Beaujilais Nouveau est arrivée

É falar da classificação dos Gamay:

- Beaujolais Nouveau, o mais simples.

- Beaujolais, levemente envelhecido, muito frutado e delicioso..

- Beaujolais Village, um pouco mais evoluído.

- Beaujolais Cru e suas denominações,  Brouilly, Chiroubles, Côte de Brouilly, Fleurie, Juliénas, Morgon, Moulin à Vent, Régnié, Chénas, Saint-Amour. A fina flor dos Gamay.

É falar de vinhos que são excelentes companheiros para longas conversas sem compromisso.

Gostoso assim como ouvir o MESTRE Wes Montgomery em Round Midnight





FALANDO DA MERLOT …

15 12 2011

Falar da Merlot é conhecer Bordeaux  e seus maravilhosos vinhos, pois ela faz parte do chamado corte bordalês junto com as Cabernet Franc e Sauvignon. Neste corte ela traz suavidade.

Falar da Merlot é dizer que a suavidade é sua característica principal, mas não se pode esquecer que produz vinhos encorpados e aromáticos.

Falar da Merlot é dizer que ela foi confundida durante muitos anos com a Carmenère em Apalta, na sub-região do Colchagua, Chile.

Falar da Merlot é dizer que pela sua adaptabilidade, produtividade e qualidade é, hoje, conhecida e plantada em todo mundo.

É dizer que gosta de climas frios dando-se muito bem no Chile, EUA e Argentina.

É falar que poderia se a uva ícone do Brasil, pois perfeitamente adaptada ao clima do sul do Brasil, região que concentra a produção nacional de vinhos.

Mas é falar, também, que nos últimos tempos vem produzindo vinhos  em grande escala, principalmente chilenos e de qualidade sofrível o que a fez perder cair em descrédito.

Falar da Merlot é dizer de sua perfeita perfeita combinação com carnes de porco e ovelha, esta última mais adocicada o que é par perfeito com a suavidade da Merlot.

E quando falo da Merlot só posso dizer que gosto muito de seus vinhos.

Quem sabe um Laura Hartwig produzido em Apalta? Todos os preconceitos vão evaporar-se.

Por fim o vídeo da Casa Lapostolle em Apalta Valley








Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 65 outros seguidores