CHILE – PARTE II – COLCHAGUA O CORAÇÃO VINHATEIRO

29 11 2011

Com a foto do vale do Colchagua, ao final do dia, não tem como perder a inspiração e escrever algumas linhas sobre o Colchagua.

O  coração vinhateiro do Chile, neste fértil vale com suas casas e fazendas  ancestrais que sentiu uma forte modernização na produção do vinho impulsionando o Chile para ser um dos maiores produtores mundiais de vinhos de qualidade.

Este vale encravado entre as duas cordilheiras tem na regularidade climática, exposição solar, qualidade de solo e o tão desejado  gradiente de temperatura quando recebe, a noite, os ventos que descem da cordilheira dos Andes, no verão, refrescando os vinhedos, pois ficam represados entre as cordilheiras.

Ali estão as vinhas e sub-regiões que muito se fala nos últimos tempos. Local ideal para a Carmeère, Syrah e os grandes e magníficos Cabernet Sauvignon.

Aliás, aqui foi redescoberta a Carmnère, na sub-região de Apalta.

Os principais produtores são:

Casa Lapostolle  www.casalapostolle.com Com seu fantástico Clos Apalta

Laura Hartwig

Viña Casa Silva  www.casasilva.cl

Viu Manent y Cia Ltda www.viumanent.cl





CHILE – PARTE I – VALE DEL MAIPO

29 11 2011

O Maipo, além de ser o início da consagrada região do central do Chile, entre as duas cordilheiras é berço das mais antigas e tradicionais vinícolas do Chile.

Antes região rural de Santiago, hoje disputa palmo a palmo a abençoada terra com as indústrias da região metropolitana de Santiago.

O Rio Maipo descendo dos Andes trata de dar todas as condições de irrigação que as videiras precisam. O sistema de irrigação, assim como em Mendonza, utiliza-se de canais para captar a água do desgelo da cordilheira.

Hoje algumas das mais antigas vinícolas do Chile ainda possuem e produzem na região, outras apenas mantém a sua sede na região, deslocando o eixo produtivo mais para o sul (tintos) e para o vale de Casablanca (brancos).

Excelentes Cabernet Sauvignon saem daqui.

As principais vinícolas da região são:

VIÑA CASARIVAS  www.casarivas.cl

VIÑA AQUITANIA – www.aquitania.cl

VIÑA CARMEN www.carmen.com

VIÑA CONHA Y TORO www.conchaytoro.com

VIÑA COUSINO MACUL – www.cousinomacul.cl

VIÑA EL PRINCIPAL – www.elprincipal.cl

VIÑA HARAS DE PIRQUE – www.harasdepirque.com

VIÑA SANTA RITA – www.santarita.com

VIÑA TARAPACA www.tarapaca.cl

VIÑA UNDURRAGA www.undurraga.cl





DIFERENÇAS NO RHONE SUL – PARTE III – TAVEL E SUA JOIA

28 11 2011

Vamos reavivar a memória com este mapa. Estamos falando do Rhone sul.

Ao falar do Rhône sul não se pode esquecer Tavel. Pequena cidade perto de Orange e Avignon. E primeira região demarcada na França onde é proibida a produção de vinhos que não sejam roses.

Os roses são feitos das castas tradicionais do mediterrâneo, Grenache, Cinsualt, Clairette entre outras.

São roses encorpados, volumosos e únicos, principalmente porque utilizam a Mouvèdre, uva de forte cor e sabor.

Quem gosta de um bom rose como eu este é imperdível ele é completamente diferente de todos os outros roses que possas ter experimentado.

O Tavel está entre os melhores vinhos da França. São encorpados, frutados e com grande final de boca. De cor exuberante vão do rosa vivo até o vermelho mais claro.

Os segredinhos de Tavel são, além da região somente produzir roses em área muito pequena possui aquele conhecido solo de cascalho que retém calor de dia e o libera a noite ajudando no amadurecimento das castas, além de reter a umidade, essencial numa região tão ensolarada e quente no verão.

Outro segredo é a técnica de vinificação. Aqui é usada a maceração carbônica onde as uvas não são esmagadas por prensa e sim pelo próprio peso da uva, desde modo cada baguinho de uva inicia seu processo de fermentação no momento certo de maneira muito lenta permitindo a concentração de aromas, açúcar e álcool no que resulta, ao final nestes espetaculares roses.

São excelentes parceiros para os pratos orientais e peixes mais gordurosos como salmão e atum.





DIFERENÇAS NO RHONE SUL – PARTE II – O SEGREDO DE CHATEAUNEUF DU PAPE

27 11 2011

Há vários segredos que transformaram o Chateauneuf-Du-Pape em um dos vinhos mais famosos do mundo.

Primeiro são as histórias e estórias da transferência do Papado de Roma para Avignon no período de 1309 até 1340. Neste período Avigonon recebeu todo o “staff” da Igreja e quer queiram ou não a Igreja nesta época exercia e muita influência no mundo ocidental. JUnto com o Papado vieram todos aqueles que de certo modo exerciam muita influência na vida da época. Festas, reuniões, decisões políticas, enfim, estas coisas que o Poder traz. E tudo regado a vinho. Meios de transporte a armazenagem precários o melhor era o vinho da redondeza. Este o nascimento do famoso vinho.

Segundo o solo. As Gallets pedrinhas, cascalho branco aí da foto permeiam os vinhedos de Chateauneuf-Du-Pape e região, como Orange e outras cidades na volta. A função é dupla. Como o sol da região é fortíssimo no verão, os vinhedos muitas vezes são plantados com frente sul, menos sol e calor de dia. De noite estas pedras que retiveram o calor passam a  irradiá-lo ajudando na lenta maturação das castas. A segunda função é servir de tapete para que o solo não resseque tanto mantendo bons índices de umidade.

Terceiro charme do vinho é a sua composição, nas tintas levam mais de dez tipos diferentes de uvas, mas sempre tendo a Grenache como uva mestra. Aos seu mosto são acrescentadas a Syrah (tanicidade e especiarias) e a Mouvèdre (volume e elegância) as outras mais ou menos servem para completar este excepcional vinho.

Prova de que nem só de varietais vive o mundo do vinho.

O Chateauneuf-Du-Pape branco, tem a Grenache Blac, a Roussanne, Picapoul, Clairette, entre outras produzem este vinho fantástico. Arrisco a dizer que as vezes melhor que os tintos. Pena que a produção de brancos não passa de 10%.

Mas nem sempre foi assim. Assim como os Chianti muita porcaria foi produzida com o nome de

Em Chateauneuf du pape de anos para cá a legislação foi mais rigorosa, os maus produtores afastados e hoje, com quase toda a certeza estes vinhos recuperaram a sua fama.

Na cidade de Chateauneuf-Du-Pape várias casas abrem para degustações, como esta da foto. Portanto Prost. Este é um belo vinho, com certeza.

 





DIFERENÇAS NO RHONE SUL – PARTE I – CARACTERÍSTICAS DA REGIÃO

27 11 2011

Esqueça os carrões e camionetes. O melhor meio de transporte nas cidades medievais do Rhône sul é esta Scooter aí da foto.

No Rhône sul onde rio deságua mudam a paisagem, as cidades, o clima e as castas.

Do clima continental do norte com invernos rigorosos e verões típicos, temos no sul, clima mediterrâneo típico com invernos chuvosos e verões quentes e secos.

Cambiam as uvas, nas tintas quem dá as cartas é a Grenache junto com suas companheiras a Mouvèdre e a Cinsault entre outras de menor expressão. Nas brancas mantêm-se a Marsanne e Roussanne e agrega-se a Grenache Blanc.

Quanto à geografia e as cidades o vale bem demarcado do norte dá lugar ao plano onde os vinhedos são plantados na volta de cidades como a de Orange, foto acima, Avignon e Chateau-Neuf-Du-Pape, famosa por seus vinhos e por estar ali o Castelo (hoje ruínas) de descanso do Papa, principalmente quando o Papado transferiu-se para Avignon em 1309 até 1377.

Um destaque especial para a Grenache  além de ser uma das castas mais plantadas do mundo, ela invariavelmente entra no corte dos grandes Chateauneuf Du Pape, entre outros vinhos da região.

Mas também troca de nome, na Espanha Garnacha, na França Grenache, na Córsega Cannonau, e por aí vai.

Preste atenção neste nome, pois basicamente entra na composição de todos os vinhos do Mediterrâneo, ai incluindo os vinhos do Languedoc, Provence, Rhône Sul, nos vinhos da Sardenha, Córsega e Espanha.

Uva muito produtiva, que gosta de climas quentes, está nos rosés, tintos e vinhos doces. Por ser uma uva muito produtiva tem-se que tomar certos cuidados para que seus vinhos não sejam muito comuns e sem atrativo. A exemplo de outras castas tintas desta região, como a Monastrel e a Nero D’Avola, produz tintos encorpados, alcoólicos e de baixa acidez.





AS DIFERENÇAS NO RHONE NORTE – PARTE V HERMITAGE E CROZES-HEMITAGE

27 11 2011

Diferenças em relação ao Hermitage? Há sim.

Financeira. Em primeiro lugar Crozes-Hermitage é a maior região demarcada do Rhône norte, sendo assim há mais produtores e seus vinhos, sem perder a qualidade são relativamente mais baratos que os do Hermitage.

Climática. Pouco muda, mas é importante ressaltar que os vinhedos de Crozes-Hermitage, são plantados bem mais abaixo que o Hermatage, portanto recebem mais influência da umidade do rio Rhône e de possíveis neblinas e menos tempo de sol. No que resultam vinhos mais leves, frutados e ligeiramente ácidos ótimos  para serem bebidos mais jovens.

Altura. Já dito em post anterior que a altura tem forte influência na maturação das uvas, principalmente no seu período final, isto é, nos últimos 20 dias antes da colheita. Quanto menos altura menor a variação de temperatura, principalmente nas noites de verão.

Solo. O solo muda e para pior descendo a ladeira da encosta do morro, quanto mais baixo menos qualidade tem em relação ao topo. Pessoal, não foi por uma noite de insônia que são criadas as denominações de origem. Elas são criadas após exaustivos testes para definir quais as melhores condições de desenvolvimento de uma casta.

Resultado, os vinhos do Crozes-Hermitage são vinhos da tinta Syrah e das brancas Roussanne e Marsanne mais leves, frutados e para serem bebidos mais jovens que os complexos vinhos do Hermitage, logo ali, mas com grandes diferenças.

A uva é um vegetal e como tal metro faz diferença. Experimentem trocar uma samambaia de parede ou de sala, ela até pode morrer. Da mesma maneira a uva.





AS DIFERENÇAS NO RHONE NORTE – PARTE IV – HERMITAGE

27 11 2011

Pois bem a pequena cidade Tain L’Hermitage é o coração do vale do Rhône. Mais uma vez em suas encostas, desta vez de quem sobe o Rhône no seu lado leste, estão plantados estes magníficos vinhedos. Só a foto já bastaria para alegrar o dia. Mas não é só de beleza que vive a região.

Diz a lenda que um cavaleiro templário, cansado das idas e vindas para o Oriente lutar nas cruzadas aqui estabeleceu-se e viveu como um Hermitage (eremita). Dizem, também, que as pequenas Igrejas e Capelas que ponteavam o caminho escondiam o dinheiro e outras riquezas saqueadas do Oriente ou mesmo serviam de cofre para que durante o caminho pudessem abastecerem-se. Logo veremos uma destas.

Sabe-se lá se trouxe ou melhorou as vinhas na região, mas o que importa e que daqui sai um dos melhores Syrah do que se pode produzir. Ao estilo Cote Rotie, forte, volumoso encorpado e bastante tânico assim com ótima vocação para envelhecer, com saúde, na garrafa. Após alguns anos temos um vinho rico de aromas, couro, especiarias, pimenta e um leve mentolado único que caracteriza um Syrah desta estirpe.

O clima continental ainda impera no vale do Rhône, inverno e verão bem demarcado sem muitas alterações climáticas favorecem o desenvolvimento de poucas, mas selecionadas castas.

A diferença, aqui para o resto do norte vale do Rhône é que as brancas Roussanne e Marsanne disputam palmo a palmo a qualidade e excelência da região.

Da Syrah já falamos, mas das brancas não.

A Roussanne é uma casta branca com cor avermelhada quando da sua colheita, produz brancos untuosos, ricos em aromas, nativas desta região do Rhône, fora dele se tem pouca notícia de algo que faça frente as aqui elaboradas. Aqui é corte com a Marsanne para produzir os aromáticos, ricos e volumosos brancos de Hermitage. Fazendo frente aos potentes Syrah.

Sua parceira inseparável a Marsanne que completa o trio das castas brancas do norte do vale do Rhône, junto com a Roussanne e a Viognier. Também nativa do Hermitage, mais prolixa e rentável que Roussanne vem dar a esta quantidade, qualidade e aromas mais florais e cítricos, já que a Roussanne sempre puxa para o mel e aromas de frutas secas, como damasco e tâmaras. Portanto vem dar vivacidade aos vinhos brancos do Hermitage.

Já falamos que a chave da longevidade dos vinhos brancos é a acidez o que não é o forte dos vinhos brancos de Hermitage, estes devem ser consumidos o mais jovem possível.

O vídeo mostra o vinho do local.





AS DIFERENÇAS NO RHONE NORTE – PARTE III

27 11 2011

Condrieu, vizinha a Cote Rotie, mesmo clima continental, mesma disposição das vinhas, como a da foto, descendo geometricamente as paredes do vale do Rhône, sempre voltadas para leste.

Tem sua produção baseada na casta branca Viognier, até pouco tempo atrás bastante desconhecida.

Parece que de uma hora para outra descobriram esta senhora. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas é que ela, infelizmente, torna-se exuberante apenas em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu.  Aqui a ÚNICA E  FANTÁSTICA  Viognier desenvolve todo o seu esplendor.

Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada, para mim, no quesito aroma,  só tem duas sérias concorrentes,  as alsacianas  Gewürztraminer e a Pinot Gris.

Esta untuosidade deve-se aos bons índices de álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais. Um bom Viognier paga-se, no Brasil, algo em torno de R$ 180 a 250,00 reais, mas vale cada gota desta garrafa.

Como disse, na Argentina e  no Chile tornou-se a uva branca do momento, mas os que apreciei  de modo algum raspam na qualidade da Viognier do Rhône.

Eu quando experimentei estranhei sua baixa acidez, mas depois acostuma, além de ser excelente companheira para muitos pratos condimentados. Típicos da alta gastronomia de Lyon, como dito bem pertinho dali.

Por último Château Grillet  seria uma espécie de região demarcada dentro da região demarcada de Condrieu. Dali, em apenas 3,5 hectares sai o melhor Viognier que este planeta pode produzir. Rico, charmoso, untuoso e com a especial característica de ser seco e levemente adocicado ao mesmo tempo. Aromas que lembrar pêssego maduro e damasco. Seu preço, lá por volta de 150 euros já diz da sua excelência.

No vídeo o que está sendo falado aqui.





DIFERENÇAS NO RHONE NORTE PARTE II – CÔTE ROTIE

27 11 2011

Falar do Rhône é falar da Syrah. Casta muito adaptável produz bons vinhos mundo afora. Mas em Cote Rotie (Costa Torrada) ver foto, nas encostas do rio Rhône com clima continental com invernos e verões fortes e bem demarcados produz o melhor vinho que esta casta pode produzir.

Sei dos australianos e chilenos desta casta. Mas nada se compara a um ótimo exemplar de Cote Rotie.

 

Os vinhedos são plantados em sistemas de plataforma, ver foto acima, ao longo do vale do Rhône, voltados para o leste recebendo do sol toda a sua contribuição.

O solo avermelhado contribui para o nome da região, Costa Assada, se estiver errado os meus amigos gauleses que me corrijam.

Mas o que interessa é o vinho que dali sai. Um tinto extremamente robusto para os padrões europeus, mas um robusto natural nada de sangrias desatadas dos vinhos andinos, cor vermelho escuro, quase negra, nariz muita fruta seca e especiarias, principalmente pimenta, pimentão e em alguns casos dependendo da madeira utilizada couro. Na boca um vinho gordo, volumoso, taninos marcantes, nos mais jovens até mesmo um pouco adstringentes demais, nada que o tempo de garrafa não resolva. Final de gole prolongado.

É o tipo do vinho que devemos bebê-lo bem devagar para que abra bastante. A oxigenação lhe fará um bem enorme. Vá aos poucos entendendo e apreciando tudo o que este jóia engarrafada pode trazer-lhe.

Em termos de gastronomia, Lyon, muito perto de Cote Rotie, por estar as margens do rio Rhône, no passado porta de entrada dos produtos vindos do oriente a caminho do centro europeu, certamente foi influenciada por estas novidades. Uns até entusiasticamente a consideram a capital mundial da gastronomia.

Possui, hoje, uma rica culinária que serve de excelente parceria para este vinho, um tanto difícil de combinar, eis que pela sua natureza é bastante impositivo.





AS DIFERENÇAS ENTRE O VALE DO RHONE – PARTE I

27 11 2011

Falar de vinhos sem trabalhar com mapas é tarefa impossível. Segue o mapa do vale do Rhone. A região pode ser dividida em duas, tanto pela qualidade/quantidade de seus vinhos, como pela geografia.

O rio Rhone foi e é um dos mais importantes rios da França. Sua foz foi porta de entrada para a França e Europa de produtos vindos do oriente.  A hoje região de Avignon já foi importante porto  no tempo da roma antiga na época do Mare Nostrum (Nosso Mar). Especiarias subiam o Rhone e eram vendidas no centro da Europa. Não é de nada que Lyon é tida como uma das cidades chave para a gastronomia mundia, até hoje.

A região é farta em culinária baseada nestes temperos. Feiras como esta em Orange são comuns e especiais.

 

Mais ao norte o vale se estreita, a geografia e o clima mudam. Trocam as uvas, saem as que gostam de climas mediterrâneos, como a Cinsault, Grenache, Mouvèdre, Carignan e entram as que gostam de climas continentais, como a Syrah, Viognier, Rousanne e Marsanne.

Ao sul o rio se espraia, as regiões demarcadas se multiplicam e com elas a quantidade de vinhos aumenta e diminui a qualidade. Há honrosas e maravilhosas exceções, como o Chateauneuf du Pape, onde a Grenache e mais 8 uvas compõe aquele vinho que é considerado o melhor vinho da região. De lembrar, também, Tavel, única região demarcada na França para produzir somente roses, o que não é pouca coisa.

Mas o aviso deste post é para que se tenha em mente que a menção Rhone no rótulo não garante vinhos de excepcional qualidade como os famosos Syrah do norte do vale.

Ao norte que dá as cartas é a Syrah, na tintas e a Viognier, nas brancas.

A Syrah, dizem uns, casta vinda do oriente (olha o Mare Nostrum) onde no Irã tem nome de cidade, na mochila de algum Cavaleiro Templário. Lembram, estes Cavaleiros, em nome da Igreja Católica, se meteram em mil brigas e escaramuças com os muçulmanos no oriente.

Dizem que este Cavaleiro, ao fim de sua vida exilou-se no Rhone norte, local hoje chamado de Hermitage (algo como eremita em francês) e lá plantou as primeiras mudas da Syrah. No local onde viveu está hoje uma capela, a famosa capela do eremita. Vejam a foto.

A grande uva branca da região é a Viognier que disputa com a Syrah as encostas de Côte-Rotie. Hoje espalhada pelo mundo, a Viognier, só  alcança seu esplendor em seu berço, em seu rincão, na sua vila ou aldeia. Sei que a Austrália e EUA vêm trabalhando muito bem esta casta. Mas quem provou um Viognier de lá não esquece tão cedo.

No post seguinte vamos falar com mais vagar sobre os dois vales do Rhone.

 








Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 65 outros seguidores